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Segundo Hobbes, o surgimento do Estado deu-se por conta da percepção do homem de que gostaria de sair da sua mísera condição de guerra, que é consequência de suas paixões naturais.
Certo
Errado
Rousseau afirma que não há governo tão sujeito às guerras civis e às agitações quanto o democrático e que tal forma de governo serviria a um povo de deuses, não a homens.
Certo
Errado
O primeiro que, ao cercar um pedaço de terra, teve a ideia de dizer “Isto é meu”, e encontrou pessoas tão ingênuas que acreditaram nele, foi o verdadeiro fundador da sociedade civil. Quantos crimes, guerras, assassinatos, misérias e horrores teria poupado ao gênero humano aquele que, arrancando o cercado, tivesse gritado para seus semelhantes: “Cuidado ao escutar esse impostor; vocês se perderão se esquecerem que os frutos são de todos e a terra não é de ninguém”.
ROUSSEAU, J. J. Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens. Paris. 1755. Adaptado.
A respeito do conceito de desigualdade em Rousseau e com base no texto, assinale (V) para a afirmativa verdadeira e (F) para a falsa.
( ) A propriedade é efeito dos cercamentos arbitrários e da credulidade humana.
( ) A origem da desigualdade civil é consequência da evolução social do homem.
( ) A propriedade da terra resulta da divisão social do trabalho.
As afirmativas são, na ordem apresentada, respectivamente,
F – V – F.
F – V – V.
V – F – F.
V – V – F.
F – F – V.
Jean-Jacques Rousseau escreve um livro publicado em 1762, quando propõe a defesa da liberdade, baseada na experiência política das antigas civilizações, nas quais predominava o consenso, que garante os direitos de todos os cidadãos. O livro foi intitulado:
Confissões.
O Contrato Social.
Júlia ou a Nova Heloísa.
Emílio, ou Da Educação.
Os devaneios do Caminhante Solitário.
O conceito de estado de natureza tem a função de explicar a situação pré-social na qual os indivíduos existem isoladamente. Para Hobbes, ele é um estado de guerra permanente dos indivíduos entre si, no qual reina o medo da morte violenta. Nele, a única lei que existe é a da força do mais forte. Para Rousseau, ao contrário, o estado de natureza não é de guerra e medo, mas de felicidade e inocência. Nele, as pessoas se comunicam por gritos, gestos e música, e vivem do que a natureza fornece. Esse estado, entretanto, chega ao fim quando surge a primeira cerca, ou seja, quando surge a propriedade privada. A partir de então, nesse estado de sociedade, passa a prevalecer a guerra de todos contra todos.
Marilena Chauí. Iniciação à Filosofia [Manual do Professor].
p. 504 (com adaptações).
Considerando-se as informações do texto precedente e aspectos a ele relacionados, é correto concluir que
o estado de sociedade de Rousseau corresponde ao estado de natureza de Hobbes.
o estado de sociedade de Rousseau se opõe ao estado de natureza de Hobbes.
o estado de natureza de Rousseau ocorre posteriormente ao estado de natureza de Hobbes.
o estado de natureza de Rousseau se opõe ao estado de natureza de Hobbes.
o estado de natureza de Rousseau corresponde ao estado de natureza de Hobbes.
Segundo algumas das principais teorias políticas dos séculos XVII e XVIII, contrato social consiste em uma concepção que busca explicar
a passagem do estado de natureza ao estado civil ou sociedade civil pelo assentimento dos indivíduos em renunciar à liberdade natural e à posse natural de bens e armas, transferindo-se a um terceiro, o soberano, o protagonismo do poder político.
a passagem do estado civil ou sociedade civil ao estado de natureza pela concessão do poder político do soberano aos indivíduos, para que estes conservem a posse de sua liberdade natural e a posse de bens e de armas.
a passagem do estado civil ou sociedade civil ao estado de natureza pela concessão do poder político do soberano aos indivíduos, para que estes possam lutar uns contra os outros para assegurar sua liberdade natural e a posse de bens e de armas.
a passagem do estado de natureza ao estado civil ou sociedade civil pelo assentimento dos indivíduos em renunciar à liberdade natural e à posse natural de bens e armas, transferindo-se a um ser ontologicamente divino o protagonismo do poder político.
passagem do estado civil ou sociedade civil para o estado de natureza pelo assentimento dos indivíduos em renunciar à liberdade social e à posse convencional de bens e armas, transferindo-se a um terceiro, o soberano, o protagonismo do poder político.
Ao longo da História vários pensadores como Platão, Aristóteles, Maquiavel, os contratualistas, dentre outros, desenvolveram teorias que embasaram e movimentaram a filosofia política, de acordo com suas épocas. Considerando especificamente os filósofos contratualistas, assinale a alternativa correta.
John Locke defendia que o homem, no seu estado natural, vivia em harmonia e se interessava pelos demais.
Aristóteles defendia a ideia de que o Estado, através do governante, deve ter o direito sobre a vida e sobre a morte de seus súditos.
Thomas Hobbes dizia que os homens precisavam de um Estado forte, pois a ausência de um poder superior resultava na guerra.
Rousseau falava que os homens devem concordar, livremente, em se constituir numa sociedade política organizada, dispensando o Estado.
Entre as diversas correntes filosóficas da Idade Moderna, destaca-se o empirismo. Esta faz o contraponto ao racionalismo, por acreditar que o conhecimento do mundo é obtido através da experiência sensível.
Entre os renomados filósofos empiristas, destaca-se:
Avicena.
John Locke.
Auguste Comte.
Baruch Spinoza.
Wilhelm Leibniz.
Como seria doce viver entre nós, se a aparência externa fosse sempre a imagem das disposições do coração! Se a decência fosse a virtude, se nossas máximas nos servissem de regras e a verdadeira filosofia fosse inseparável do nome do filósofo! Mas tantas qualidades raramente vão juntas, e a virtude não marcha com tanta pompa. A riqueza dos trajes pode anunciar um homem de gosto; o sadio e robusto se faz reconhecer por outras marcas; é sob a roupa rústica de um camponês, e não sob o ornamento dourado, que serão encontrados a força e o vigor do corpo. O traje não é menos estranho à virtude do que a força ao vigor da alma.
ROUSSEAU, J. J. Discurso sobre as ciências e as artes. Trad. Maria das Graças de Souza. Brasília: UnB, 2020, p. 39 (adaptado).
Considerando o texto apresentado e o contexto filosófico da obra de Rousseau, avalie as afirmações a seguir.
I. Segundo sua crítica, as sociedades do século XVIII abriram mão do luxo e da aparência e seus indivíduos vivem plenamente conscientes de si.
II. Rousseau expressa a concepção de que a verdadeira virtude é simples, podendo ser alcançada pela autorreflexão capaz de despojar o eu das paixões viciosas.
III. A virtude é aquela que se estabelece no âmbito de um eu puro, consciente de si, e não a que se forma em torno da fama e do nome.
IV. O texto pode ser lido em sintonia com a tese do “bom selvagem”, segundo a qual o homem é bom por natureza e que é a sociedade que o corrompe.
É correto apenas o que se afirma em
I e II.
I e III.
II e IV.
I, III e IV.
II, III e IV.
A desigualdade social vem crescendo em todo mundo. Apesar de ser uma discussão antiga, não há consenso entre os especialistas sobre qual sistema econômico gera mais desigualdade. Nessa perspectiva de debate, o filósofo Rousseau afirmou que existiam as desigualdades:
Econômica e social.
Física e natural.
Física ou natural; moral e política.
Social e natural.
Política e contratual.
O contratualismo é uma teoria que visa a legitimidade do poder, validando a necessidade da existência do Estado. Porém a estrutura do governo não é consensual entre os pensadores contratualistas de diferentes épocas.
Entre estes, a legitimação do poder absoluto é visível em:
John Locke.
Thomas Hobbes.
Charles-Louis de Secondat.
Jean Jacques Rousseau.
Adam Smith.
O fim último, causa final e desígnio dos homens (que amam naturalmente a liberdade e o domínio sobre os outros), ao introduzir aquela restrição sobre si mesmos sob a qual os vemos viver nos Estados, é o cuidado com sua própria conservação e com uma vida mais satisfeita. A instituição de um poder suficientemente grande para nossa segurança deriva do desejo de sair da mísera condição de guerra que é a consequência necessária das paixões naturais dos homens, quando não há um poder visível capaz de os manter em respeito, forçando-os, por medo do castigo, ao cumprimento de seus pactos e ao respeito àquelas leis de natureza (como a justiça, a equidade, a modéstia, a piedade, ou, em resumo, fazer aos outros o que queremos que nos façam) que são contrárias a nossas paixões naturais. E os pactos sem a espada não passam de palavras, sem força para dar qualquer segurança a ninguém.
Adaptado de HOBBES, Thomas. Leviatã, Cap. XVII
Com base no trecho, pode-se afirmar que o autor, do ponto de vista político, busca justificar:
a existência do Estado como uma instituição de origem divina, e, por isso, inquestionável e imutável.
a instauração de um poder político que regule as relações entre os homens, impedindo-os de serem guiados por suas paixões naturais.
a escolha de governantes que, como representantes de uma vontade coletiva, garantem a justiça, a equidade e a piedade, tidos como princípios da vida em sociedade.
a criação de monarquias centralizadas, em reconhecimento da desigualdade natural entre os homens, de modo a garantir que a nobreza exerça a função governativa.
o formato contratualista do Estado moderno de direito, no qual os indivíduos livremente renunciam à propriedade e à liberdade individual, em nome do coletivo.
TEXTO I
Entre meus pensamentos, alguns são como as imagens das coisas, e só àqueles convém propriamente o nome de ideias: como no momento em que eu represento um homem ou uma quimera, ou o céu, ou um anjo, ou mesmo Deus. Ora, destas ideias, umas me parecem ter nascido comigo, outras, ser estranhas e vir de fora, e as outras, ser feitas e inventadas por mim mesmo.
DESCARTES, R. Descartes: Obras Escolhidas. Terceira Meditação. Trad. de J. Guinsburg et al. São Paulo: Perspectiva, 2010. p. 153-154 (adaptado).
TEXTO II
Todas as ideias derivam da sensação ou reflexão. Suponhamos, pois, que a mente é um papel branco, desprovido de todos os caracteres, sem quaisquer ideias; como ela será suprida? De onde lhe provém este vasto estoque, que a ativa e que a ilimitada fantasia do homem pintou nela com uma variedade quase infinita? De onde apreende todos os materiais da razão e do conhecimento? A isso respondo, numa palavra, da experiência. Todo o nosso conhecimento está nela fundado, e dela deriva fundamentalmente o próprio conhecimento.
LOCKE, J. Ensaio acerca do entendimento humano. São Paulo: Nova Cultural, 1991, p. 27 (adaptado).
Considerando os pressupostos do racionalismo e do empirismo acerca dos fundamentos do conhecimento, avalie as afirmações a seguir.
I. Para Locke, a origem da ideia de quimera, por ser uma ideia da sensação, seria a experiência sensível.
II. Descartes classifica as ideias quanto à sua origem em três tipos: ideias inatas, ideias adventícias e ideias fictícias.
III. Para Descartes, a origem da ideia de quimera, por ser uma ideia fictícia, é a própria mente do sujeito.
IV. Locke critica o inatismo, pois para ele os homens nascem desprovidos de ideias e precisam da experiência sensível para obtê-las no decurso da vida.
V. Para Locke, tudo o que não tem origem nos sentidos, por não remeter ao mundo exterior, não pode nos fornecer nenhum conhecimento deste mundo.
É correto apenas o que se afirma em
I e IV.
I e V.
II, III e IV.
I, II, III e V.
II, III, IV e V.
A propriedade privada determinou algumas formas de organização política no Capitalismo. É (São) forma(s) de organização política, consolidada(s) pela propriedade privada,
as associações de direitos humanos e de resolução de conflitos agrários.
Contratualismo é uma teoria política que contrapõe um suposto estado de natureza ao estado civil, sendo que a passagem de um estado para outro se dá por meio de um pacto ou contrato social; seus filósofos correspondentes são chamados contratualistas.
Quanto aos contratualistas pode-se afirmar:
I. Hobbes declara que o homem abre mão de sua liberdade por sua segurança.
II. Locke afirma que o homem vive em perfeita liberdade e age buscando o bem-estar e a felicidade.
III. Locke declara que a liberdade é o livre arbítrio e não deve ser relacionada com as leis.
IV. Rousseau afirma que o homem em seu estado de natureza possui liberdade e igualdade.
V. Hobbes defende que os indivíduos são livres, e por isso aderem ao pacto para ampliação da liberdade de cada um.
Está correto o que se afirma em:
I, II e III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e IV, apenas.
I, II, IV e V, apenas.
I, II, III, IV e V.
John Locke (1632-1704), autor do influente Ensaio sobre o entendimento humano, sendo um empirista, considera que as representações do real que temos são derivadas de:
pensamentos.
intuições.
afecções.
ideias inatas.
percepções sensíveis.
Em 1762, Jean-Jacques Rousseau publicou Emílio ou da Educação. Este tratado encontrou grande sucesso, revolucionando a pedagogia e serviu de ponto de partida para as teorias de todos os grandes educadores dos séculos XIX e XX, seu principal princípio descreve:
O homem tem instintos primitivos e violentos, portanto a sociedade precisa educá-los para a vida em sociedade.
O homem nasce naturalmente bom, e é preciso partir dos instintos naturais da criança para desenvolvê-los.
A sociedade corrompe o homem, portanto se deve fundar instituições que visem transformar a sociedade.
A obediência é a única forma da vida em sociedade, a educação deve, portanto, criar indivíduos aptos a obedecer e viver com seus iguais.
A autonomia é o principal objetivo da educação, portanto, educar significa desenvolver a capacidade individual com base no contexto social de cada indivíduo.
O filósofo inglês Thomas Hobbes (1588-1679) foi de grande importância para o desenvolvimento do debate acerca da relação entre indivíduo e Estado. Considerando a sua concepção de natureza, de que citação de Hobbes abaixo podemos deduzir que os indivíduos não têm lugar natural?
“Os desejos e outras paixões do homem não são em si mesmos um pecado.”
“Onde não há poder comum não há lei, e onde não há lei não há injustiça.”
“A natureza fez os homens tão iguais, quanto às faculdades do corpo e do espírito.”
“A condição dos homens fora da sociedade civil [é aquela na qual] todos os homens têm igual direito sobre todas as coisas.”
“Pois a natureza dos homens é tal que, embora sejam capazes de reconhecer em muitos outros maior inteligência (...), dificilmente acreditam que haja muitos tão sábios como eles próprios; porque veem sua própria sabedoria bem de perto e a dos outros homens à distância..”
Os pensadores Thomas Hobbes, John Locke e Jean-Jacques Rousseau, (contratualistas clássicos ou jusnaturalistas), partem da ideia de direito natural e do contrato como forma de regulação das relações entre governantes e governados. Sobre o assunto, informe se é (V) verdadeiro ou (F) falso o que se afirma a seguir:
( ) Para Thomas Hobbes o homem vive em conflito permanente, onde a violência e a insegurança predominam.
( ) John Locke parte da ideia de contrato social como mediador da passagem do estado de natureza para o Estado Civil.
( ) Jean-Jacques Rousseau entende que para um governo garantir sua legitimidade, é necessário que responda os anseios do rei.
( ) Para John Locke a propriedade é um direito natural.
( ) Thomas Hobbes pretende dar uma justificativa sobrenatural para a existência do Estado (absolutista).
A sequência correta de cima para baixo é:
O filósofo Thomas Hobbes proporcionou ao tema do poder a primeira abordagem jurídica da modernidade. Em sua filosofia, o indivíduo é movido por paixões naturais, por isso a sua meta não consiste em ser benevolente em relação aos outros, mas sim em realizar tanto os seus interesses quanto os seus desejos. A partir disso, o estado de natureza pode ser caracterizado como
“uma guerra de todos contra todos”, porque há conflitos entre os indivíduos e predominam os interesses egoístas.
uma paz perpétua, ou seja, tranquilidade e pacificidade constantes.