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O texto acima, extraído de O Filósofo Ignorante, abre a crítica de Voltaire à filosofia de Leibniz que se estenderá por mais um capítulo da obra. Nele, a tese de que esse é o melhor dos mundos possíveis é contradita através
da comparação irônica com Platão e da exposição dos males do mundo que atingem a todos, inclusive os defensores da filosofia de Leibniz.
do recenseamento dos diversos argumentos levantados contra Leibniz ao longo dos séculos XVII e XVIII.
de argumentos céticos que demonstram o dogmatismo e a arbitrariedade das teses do racionalismo leibniziano.
de um retorno deliberado às doutrinas da ortodoxia católica por meio de um evidente fideísmo expresso nas opiniões do narrador.
da demonstração formal da impossibilidade lógica dos pressupostos metafísicos da doutrina de Leibniz, bem como da condenação de suas conseqüências morais.
Platão.
Sócrates.
Aristóteles
Descartes.
Voltaire.
No mito da caverna, Platão atribui ao filósofo, após este ter conhecido o mundo real, ou seja, o mundo das idéias, o papel político-pedagógico de salvar os seus irmãos prisioneiros da caverna.
Em sua reflexão sobre a tradição filosófica, Heidegger utiliza a expressão "esquecimento do ser" para referir-se ao extravio da metafísica ocidental, que consiste em pensar o ser em função do ente. Tal extravio tem seu início com
os pré-socráticos, quando estes operam a transformação do sentido mítico da verdade, concebido como arkhé, em verdade concebida como alethéia.
Platão, quando este identifica o ser com as idéias, operando a transmutação do sentido da verdade como alethéia em verdade concebida como orthótes.
Nietzsche, quando este concebe o niilismo como eliminação da diferença entre mundo sensível e supra-sensível, iniciando a homogeneização dos entes
Descartes, quando este, através da certeza indubitável do cogito, privilegia o sujeito como o último fundamento de todos os outros entes.
Aristóteles, quando este concebe a verdade como adequação do pensamento à realidade, do enunciado à coisa, operando a transmutação da alethéia em orthótes
Ao examinar o papel das artes miméticas em sua cidade ideal, Platão atribui à cama pintada pelo artista um estatuto ontológico
igual ao da cama-idéia, pois o artista apenas transporta para o plano sensível a idéia de cama que já residia em sua alma
igual tanto à cama-idéia quanto à cama do carpinteiro, mas desde que a cama do pintor seja tão perfeita e bela quanto as outras duas
inferior ao da cama-idéia, mas igual à cama produzida pelo carpinteiro, pois tanto este quanto o pintor copiam a idéia única de cama.
inferior ao da cama-idéia, mas superior à cama produzida pelo carpinteiro, pois a cama do artista é acrescida da idéia de beleza.
inferior tanto à cama-idéia quanto à cama do carpinteiro, pois o pintor realiza uma cópia de uma cama que é, também ela, uma cópia.
Embora seja a mais alta em perfeição, a idéia do bem é acessível aos sentidos.
A alma é imortal e, portanto, nasce e renasce muitas vezes.
É possível reconhecer na alegoria ou mito da caverna uma dimensão política.
Conhecimento é recordação das formas. Portanto, o sensível não tem nenhuma importância nesse processo, pois as formas não se originam no sensível.
As formas são reais, materiais e temporalmente definidas.
A educação dos cidadãos é importante, segundo a filosofia platônica.
A alma, assim como as formas, constitui o Bem, pois vincula-se ao conhecimento.
A política tem grande importância na obra de Platão.