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Para Platão, a ideia de Bem torna-se o escopo do que seja verdadeiro e belo, podemos afirmar sobre o pensamento do filósofo, EXCETO:
A ideia de Bem origina todas as outras ideias no mundo das ideias.
O mundo das ideias determina o mundo real, sendo o primeiro cópia do segundo.
A alma humana é constituída de três partes, sendo elas representadas por um cocheiro e dois cavalos, na obra Fedro de Platão, a justiça seria cada uma cumprir a sua parte.
Platão retoma e aprofunda os ideais gregos de Beleza, Bondade e Verdade, preconizados harmonicamente segundo Sócrates.
O filósofo deveria estudar matemática para chegar ao nível de abstração necessário ao entendimento do mundo das ideias.
Leia o texto a seguir:
“Platão distingue o mundo sensível, o dos fenômenos, do mundo inteligível, o das idéias. O mundo sensível, percebido pelos sentidos, é o local da multiplicidade, do movimento; é ilusório, pura sombra do verdadeiro mundo. O mundo inteligível é alcançado pela dialética ascendente, que fará a alma elevar-se das coisas múltiplas e mutáveis às idéias unas e imutáveis” (ARANHA, Maria Lúcia de Ar-ruda. Filosofando. São Paulo: Moderna, 2013, p. 119. Adaptado).
Interpretando o texto acima, a relação da verdade com o mundo sensível e com o mundo inteligível é:
No contexto da Filosofia, a amplificação dos temas e maior sistematização do pensamento se deu no chamado período clássico (século V e IV a.C (antes de Cristo). São considerados filósofos sofistas (período clássico) os seguintes:
Maurice Merleau-Ponty e Simone Lucie-Ernestine-Marie Bertrand de Beauvoir.
Sócrates, Platão e Aristóteles.
Sócrates, Georg Wilhelm Friedrich Hegel e Jean Piaget.
Platão, Karl Marx e David Émile Durkheim.
Na obra Teeteto, Platão apresenta um método para auxiliar os jovens a examinar se suas opiniões são justificadas, analisando-as, verificando seus pressupostos, quais podem ser suas consequências e se conduzem a uma conclusão contraditória. Esse método se mostra especialmente importante quando se trata de verificar se opiniões são verdadeiras ou não.
Segundo o método proposto por Platão, é correto afirmar que as opiniões
podem ser consideradas verdadeiras se são defendidas por uma autoridade política ou religiosa.
devem ser submetidas a uma verificação exaustiva antes de serem consideradas verdadeiras ou falsas.
devem ser consideradas falsas por princípio se forem repetidas por uma maioria que as defende.
podem ser logicamente consideradas verdadeiras e falsas ao mesmo tempo e sob o mesmo aspecto.
devem ser aceitas como verdadeiras caso seja impossível verificar ou justificar suas conclusões.
Embora a filosofia tenha surgido como liberação do Logos em relação ao discurso mítico, é notório o uso que Platão faz de mitos em seus diálogos.
Com base em Reale e Antiseri (2003, v. 1), afirma-se que
Platão abdica parcialmente da razão como instrumento da filosofia.
para Platão o mito não é uma expressão de crença.
para Platão, ao atingir seus limites, a razão pode ser ajudada pelo mito a superar os mesmos, elevando o espírito a uma visão ou pelo menos a uma tensão transcendente.
Platão usa de mitos, vide A caverna, mas o mito não tem no fundo qualquer utilidade diante do logos.
Acerca da reflexão de Heidedgger sobre a técnica, considere as seguintes afirmações:
I. A reviravolta operada por Platão no conceito de verdade contribui para explicar o primado da técnica no mundo moderno.
II. A técnica é um instrumento neutro nas mãos do homem.
III. A técnica torna o homem uma coisa entre coisas.
Está correto o que se afirma em
O filósofo viveu em Atenas, Grécia, entre 427 aC e 347 aC. Foi o fundador da “Academia”, a primeira instituição de ensino superior ocidental e criou o “mito da caverna”, segundo o qual a humanidade vivia presa em um mundo de sombras sem enxergar a realidade. Trata-se de:
Aristóteles.
René Descartes.
Platão.
Charles Darwin.
“SÓCRATES: — É que a escrita, Fedro, é muito perigosa [...] Uma vez definitivamente fixados na escrita, rolam daqui dali os discursos, sem o menor discrime, tanto por entre os conhecedores da matéria como os que nada têm a ver com o assunto de que tratam, sem saberem a quem devam dirigir-se e a quem não.” (Platão, Fedro, 275e).
A respeito do excerto e de seus conhecimentos sobre a filosofia de Platão, assinale a alternativa correta.
A escrita é uma cópia falha do diálogo, que é seu modelo
A escrita é oposta ao diálogo, em que a fala se ajusta às indagações do interlocutor
A escrita dá acesso ao conhecimento a quem lhe alcançar, mesmo que este não seja filósofo
A escrita é um artifício para a memorização, mas que prejudica a reminiscência
A escrita é um discurso fixado, estável, e como tal uma verdade já estabelecida
Sobre as diferenças entre Platão e Descartes, analise o trecho a seguir.
A leitura dos textos clássicos e antigos, para evitar equívocos quanto a sua interpretação, requer um cuidado especial com palavras que, ao longo dos séculos, mudaram de significação. Donde uma advertência para leitura de Platão: “os termos gregos eîdos ou idéa não podem ser traduzidos por ‘ideia’, que designa inelutavelmente, desde Descartes pelo menos, uma representação, ou seja, um objeto mental” (Brisson e Pradeau, Vocabulário de Platão, verbete “Forma Inteligível”).
Assinale a alternativa incorreta.
Para Descartes, ideias são tudo aquilo que a mente percebe diretamente, enquanto que as “ideias” em Platão não são subjetivas, mas são a própria essência do real, existente em si
As características que Descartes atribui às ideias pertencentes ao eu pensante são aquilo em que Platão reconhece a doxa, a opinião, podendo ela ser verdadeira ou falsa
Para Descartes, podemos conhecer as ideias inatas voltando-nos para nós mesmos através da reflexão, enquanto que para Platão, conhecer as “ideias” depende da educação, de um processo de ascensão da alma, de afastamento das coisas sensíveis e aproximação do inteligível
Da matemática, Descartes empresta o seu método, de que os geômetras costumam servir-se para chegar às suas mais difíceis demonstrações; para Platão, a matemática fornece antes o modelo dos objetos inteligíveis, mas seu método é o dialético
Para Descartes, a veracidade da representação mental dos objetos externos ao eu pensante é assegurada por sua clareza e distinção, enquanto que, para Platão, a verdade é garantida em última instância pela “ideia” do Bem
Filósofo grego e discípulo de Sócrates, Platão deixou Atenas depois da condenação e morte de seu mestre, sendo responsável por inúmeras obras, destacando-se:
A miséria da filosofia: resposta à filosofia da miséria de Proudhon (1847).
Critica da economia política (1859).
A critica da filosofia do direito de Hegel publicada postumamente.
A sagrada família (1845) colaboração com Engels.
Hippias Maior (o que é o belo?): Eutifron (o que é a piedade?); Menon (o que é a virtude?).
Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. Aristóteles considera que a Filosofia e Ética dialética não é um procedimento seguro para o pensamento e a linguagem da Filosofia e da Ciência, pois parte de meras opiniões contrárias cuja escolha de uma delas não garante que se tenha chegado à essência da coisa investigada.
II. Para Platão, à Filosofia e à Ciência interessa a demonstração ou a prova de uma verdade. Por isso ele criou a Lógica: enquanto a dialética platônica é um modo de pensar e conhecer que opera com os conteúdos do pensamento e do discurso, a Lógica é um instrumento para o exercício do pensamento e da linguagem que oferece procedimentos que conduzem a um conhecimento universal e necessário, cujo ponto de partida não são opiniões contrárias, mas princípios, regras e leis necessários e universais do pensamento.
III. Somos seres de linguagem. Tal é a importância da linguagem na vida humana. A linguagem é o meio pelo qual o homem se expressa e expressa o mundo que o circunda. E isto nós fazemos mediante a arte, os gestos, as sentenças.
IV. Os inúmeros modos possíveis de expressão linguística são diferenciáveis pela atribuição de regras e ordenamentos aos quais são submetidas. No mundo acadêmico assumimos algumas regras que definem a linguagem apropriada para este meio, reconhecidamente denominadas de sentenças, argumentos, proposições, proferimentos, enunciados.
Estão corretas as afirmativas:
I e II apenas
II e III apenas
III e IV apenas
I, II e III, apenas
II, III e IV, apenas
No desafio de defender as artes da estética negativa de Platão, a teoria da arte de Aristóteles é considerada um contraponto do que seu mestre Platão afirmou. Nesse sentido, pode-se afirmar que:
Aristóteles concorda com o conceito de mímesis criado por Platão.
Considera a arte como mímesis, no sentido da cópia que mais se aproxima do que é imitado, não dando margens à criação estética para a invenção, criação ou interpretação do real.
Aristóteles considera que o homem é um animal mimético e que uma das funções da imitação é trazer satisfação e prazer, pois tem um efeito catártico no espectador
Para Aristóteles, assim como para Platão, a arte trágica é arte de menor valor estético.
Todas as alternativas estão corretas.
Na Idade Média, a Teoria Estética engajou vários movimentos de acordo com interpretações que faziam da Teoria da Mímesis, tanto de Platão quanto de Aristóteles. Assim, podem-se notar expressões artísticas como a dos artistas maneiristas, que se distinguiram dos cânones da arte clássica ao proporem uma arte que:
I - Procurava imitar a arte clássica e seus ideais de proporção, harmonia e medida.
II - Representavam figuras quase sempre de proporções estranhas, em perspectivas distorcidas, e cheias de detalhes, superando a ideia de modelo perfeito dos clássicos renascentistas.
III - Se aproximava mais do naturalismo, por buscar representar as figuras humanas em situação de tensão emocional, fato esse observado tanto nas pinturas como na escultura desses artistas.
IV - Os artistas do movimento maneirista buscam superar a forma do belo ideal clássico e buscam uma representação artística mais livresca, tal como vai acontecer mais tarde com a arte moderna.
Leia as afirmações acima e marque a alternativa CORRETA:
Somente as alternativas I e IV estão corretas.
Somente as alternativas I, II e III estão corretas.
Somente as altenativas II e III estão corretas.
Somente as alternativas II, III e IV estão corretas.
Somente as alternativas II e IV estão corretas.
Numa visão geral, os gregos Sócrates, Platão e Aristóteles possuíam alguns pensamentos em comum. Exemplo disso são as paixões, essas que eram consideradas por eles como matéria‐prima do
bem e do mal.
vício e da virtude.
falso e verdadeiro.
conhecimento e ignorância.
Leia o texto abaixo.
Se alguém me diz por que razão um objeto é belo, e afirma que é porque tem cor ou forma, ou devido a qualquer coisa do gênero – afasto-me sem discutir, pois todos esses argumentos me causam unicamente perturbação. Quanto a mim, estou firmemente convencido, de um modo simples e natural, e talvez até ingênuo, que o que faz belo um objeto é a existência daquele belo em si, de qualquer modo que se faça a sua comunicação com este. O modo por que essa participação se efetua, não o examino neste momento; afirmo, apenas, que tudo o que é belo é belo em virtude do Belo em si”.
Platão, Fédon.
Na obra filosófica de Platão, a convicção de Sócrates presente no texto representa
a crença na anterioridade lógica dos valores estéticos em relação à ciência.
a comprovação do monadismo platônico que unifica o corpo e a alma, mundo sensível e mundo inteligível.
a crítica ao naturalismo, fundado na experiência sensível, e a fundamentação da metafísica platônica, fundada nas ideias (logoi).
a influência da noção de beleza para os gregos, nas ideias postas em toda filosofia platônica.
a defesa da superioridade ontológica do Belo em relação às demais causas da realidade.