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No que tange à avaliação fonoaudiológica dos distúrbios da voz, assinale a alternativa correta.
Queixa de fadiga vocal, perda da potência da voz e dificuldade de alcançar sons agudos podem indicar aumento da resistência vocal.
Dores na região da laringe ou do pescoço são sintomas importantes que trazem impacto na excursão vertical da laringe, na modulação e na produção neutra de sons.
Condições que cursem com ressecamento de mucosa e presença de muco em faringe aumentam o equilíbrio das caixas de ressonância vocal.
O aumento da tensão cervical e da cintura escapular são sinais encontrados em profissionais com bom desempenho vocal.
Os quadros alérgicos e respiratórios não alteram o sistema sensório-motor-vocal.
As disfonias são caracterizadas por uma alteração nas condições vibratórias das pregas vocais, determinando um prejuízo na produção da fonte sonora. Considerando essa informação, assinale a alternativa que apresenta uma causa de comprometimento da vibração das pregas vocais caracterizada por processo inflamatório crônico que acomete a camada superficial da lâmina própria de ambas as pregas vocais, mas de forma assimétrica, geralmente associado ao tabagismo.
pólipo
cisto
nódulo
edema de Quincke
edema de Reinke
Baseado em dados anatomoclínicos, Déjerine, neurologista francês, propôs a divisão clássica das dislexias em duas grandes síndromes. Para Déjerine, essas síndromes são:
A alexia sem agrafia, causada por lesão no giro angular esquerdo, e a alexia com agrafia, resultado de lesão occipital e lesão na porção inferior do lobo temporal.
A alexia sem agrafia, causada por lesão occipital e lesão na porção inferior do parietal, e a alexia com agrafia, resultado de lesão no lobo frontal esquerdo.
A alexia sem agrafia, causada por lesão parietal e lesão na porção inferior do frontal, e a alexia com agrafia, resultado de lesão occipital.
A alexia sem agrafia, causada por lesão occipital e lesão na porção inferior do lobo temporal, e a alexia com agrafia, resultado de lesão no giro angular esquerdo.
A alexia sem agrafia, causada por lesão temporal e lesão na porção inferior do parietal, e a alexia com agrafia, resultado de lesão occipital.
Assinale a alternativa que apresenta a alteração de pregas vocais que consiste em uma dobra longitudinal junto ao bordo livre da prega vocal, podendo ser uma alteração congênita ou adquirida que compromete a vibração da prega vocal e gerando uma voz que costuma ser agudizada e fraca, com escape de ar.
pólipo
nódulo
cisto epidermoide
cisto de retenção
sulco
Os nódulos de pregas vocais são lesões de massa, em que o comportamento vocal inadequado por mau uso e abuso vocal são os principais agentes etológicos dessa lesão.
Com relação a essa patologia laríngea, assinale a alternativa CORRETA.
A voz comprimida e a tensa são os principais sinais perceptivo-auditivos indicativos da presença de nódulos de pregas vocais.
Nódulos iniciais são avermelhados e mais edematosos, e nódulos antigos são menores, esbranquiçados, rígidos, fibróticos e bilaterais.
Os nódulos de pregas vocais são lesões do espectro das disfonias orgânicas e são comuns em professores.
A fonoterapia é fortemente indicada, mas não deve ser realizada em crianças menores de 8 anos.
A afasia epilética adquirida ou agnosia verbal adquirida parece resultar de um grupo heterogêneo de condições com etiologias variáveis, sendo caracterizada por uma deterioração inicial da compreensão da linguagem após ruptura das habilidades expressivas da criança. A partir das informações apresentadas, avalie as assertivas a seguir e a relação proposta entre elas.
I. Neste tipo de afasia tem-se a classificação de agnosia auditiva que envolve linguagem e sons ambientais também.
PORQUE
II. Há a incapacidade de identificar a informação auditiva, que se estende aos estímulos não verbais.
A respeito dessas assertivas, assinale a opção CORRETA.
As assertivas I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I;
As assertivas I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I;
A assertiva I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa;
A assertiva I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira;
As assertivas I e II são proposições falsas.
Acerca dos mecanismos de produção da voz esofágica, é correto afirmar que o(a)
ar passe do meio externo para a porção superior do esôfago e deva ser armazenado momentaneamente no estômago.
ar deva passar por um segmento faringoesofágico na condição ideal para que este vibre e produza som em sua passagem.
segmento faringoesofágico seja constituído por fibras do músculo constritor da faringe, pelo músculo cricofaríngeo e pela porção inferior do esôfago.
fonte sonora da voz esofágica seja o esfíncter esofagiano inferior.
aumento da caixa torácica, na inspiração profunda, gere aumento da pressão no esôfago, dificultando o armazenamento de ar.
A voz traqueoesofágica é possível com a inserção de uma prótese vocal de silicone em uma fístula traqueoesofágica realizada cirurgicamente. No que diz respeito a essa modalidade de reabilitação da comunicação oral, assinale a alternativa correta.
Quando o paciente inspirar e ocluir o traqueostoma, o ar será desviado pela prótese vocal até a porção superior do esôfago, vibrando então o segmento faringoesofágico, que é a fonte sonora na voz traqueoesofágica.
O paciente deverá ser orientado a ocluir o traqueostoma com máxima força, de modo a evitar escapes aéreos que prejudiquem a fonação.
A fístula traqueoesofágica deverá ser realizada idealmente após trinta dias da laringectomia total para evitar a formação de fístulas.
A respiração costodiafragmática deverá ser desestimulada, pois prejudicará a capacidade respiratória e diminuirá o tempo máximo fonatório, comprometendo a fluência da fala.
A desvantagem da prótese vocal é que ela aumenta o tempo de reabilitação e gera uma fala menos fluente que a esofágica.
É o principal sintoma de distúrbio da comunicação oral, no qual a voz produzida não consegue, apresenta dificuldades ou limitações em cumprir seu papel básico de transmissão da mensagem verbal e emocional do indivíduo. Representa toda e qualquer dificuldade ou alteração na emissão natural da voz.
O conceito acima refere-se à:
Dislexia.
Laringopatia.
Afasias.
Disfonia.
Laringite.
Quando falamos, produzimos uma corrente de ar que sai dos pulmões e vai até a cavidade oral, passando por diversos órgãos e estruturas. Os sons da fala são produzidos quando alguns desses órgãos e estruturas agem sobre essa corrente, ou seja, quando há mudança dessa corrente de ar. O conjunto de órgãos e estruturas que produzem os sons de nossa fala é chamado de aparelho fonador.
O aparelho fonador divide-se em três partes que são:
Articulatório, Fonatório e Respiratório.
Trato vocal, Articulatório e Fonatório.
Fala, Audição e Respiração.
Fonatório, Respiratório e fala.
Respiração, Audição e Trato vocal.
Os principais tipos de lesões orgânicas resultantes das disfonias funcionais são: nódulos, pólipos e edemas das pregas vocais. Estas três alterações da mucosa da prega vocal têm como característica comum, o fato de representarem uma resposta inflamatória da túnica mucosa a agentes agressivos, quer sejam de natureza externa, quer sejam decorrentes do próprio comportamento vocal.
Os nódulos resultam de fatores anatômicos predisponentes (fendas triangulares), personalidade (ansiedade, agressividade, perfeccionismo) e do comportamento vocal inadequado (uso excessivo e abusivo da voz).
Os pólipos são inflamações decorrentes de traumas em camadas mais profundas da lâmina própria da laringe, de aparência vascularizada.
Os edemas, quando discretos, podem ser tratados com medicamentos e fonoterapia, assegurando-se a eliminação de seu fator causal; quando volumosos, necessitam de remoção cirúrgica, seguida de reabilitação fonoaudiológica.
O efeito primário das infecções das vias aéreas superiores têm efeito direto sobre a faringe e a laringe, podendo provocar irritação e edema das pregas vocais. Estes processos infecciosos podem gerar atividades danosas, como o pigarro e a tosse que, por sua vez, podem causar traumatismos nas pregas vocais.
O tratamento do pólipo não é cirúrgico, podendo ser tratado apenas reabilitação fonoaudiológica. As causas podem ser abuso da voz ou agentes irritantes, alergias, infecções agudas, etc.
São características de Paralisia Unilateral de prega vocal, EXCETO:
Incoordenação pneumofonoarticuatória.
Redução da intensidade vocal.
Não há risco de aspiração de alimentos e saliva.
Soprosidade vocal.
Em relação às disfonias orgânico-funcionais, NÃO se pode afirmar que:
Durante o tratamento, poderá haver necessidade de trabalho conjunto entre ORL e fonoaudiólogo.
Na maioria dos casos, uma disfonia orgânicofuncional é uma disfonia funcional diagnosticada tardiamente.
O objetivo primário do tratamento é promover a reabsorção da lesão.
Pólipos são mais fáceis de serem reabsorvidos do que nódulos.
Os processos fonológicos de sonorização de plosivas, sonorização de fricativas, ensurdecimento de plosivas e ensurdecimento de fricativas não devem ser apresentados durante o desenvolvimento.
Certo
Errado
O processo fonológico de simplificação de líquida inclui a substituição, a semivocalização e a omissão de vibrantes.
Certo
Errado
Sobre o nódulo nas pregas vocais é incorreto afirmar:
Está relacionado a um comportamento vocal alterado e inadequado.
É mais frequente em mulheres e em profissionais que usam muito a voz para trabalhar.
Aparecem devido ao atrito brusco causado pelo contato frequente e em forte intensidade entre as pregas vocais durante a produção dos sons da fala.
É sempre uma lesão maligna que acomete as pregas vocais.
Para obter o diagnóstico diferencial entre apraxia de fala e a disartria, é necessário delimitar e reconhecer o distúrbio de comunicação oral que se apresenta.
Com relação às características dessas patologias, é incorreto afirmar:
Na apraxia de fala, os pacientes podem apresentar fala fluente, porém com velocidade lenta.
Na apraxia de fala, os pacientes não apresentam prejuízo neuromuscular da fala, e, na disartria, este prejuízo ocorre.
Na apraxia de fala, os pacientes se beneficiam da integridade do aparelho fonador, enquanto os pacientes com disartria não se beneficiam.
Na apraxia de fala, os pacientes retêm a habilidade de processar unidades linguísticas significativas, o que não ocorre nos casos de disartria.
Com relação às disfonias funcionais, organofuncionais e orgânicas, assinale a alternativa INCORRETA.
As disfonias orgânicas independem do uso da voz e podem ser causadas por uma série variada de processos.
Um dos objetivos básicos da terapia de voz nas disfonias orgânicas é auxiliar o paciente a aceitar a nova voz.
As disfonias funcionais são desordens do comportamento vocal, e a reabilitação vocal é o tratamento de eleição para essas desordens.
As disfonias organofuncionais têm uma base funcional, com lesões secundárias, e o objetivo primário da terapia vocal é implementar novas tratopatias de adaptação.
Analise as afirmativas a seguir relativas aos principais correlatos fisiopatológicos de diferentes aspectos vocais das disfonias.
I. A impressão auditiva de um registro de voz elevado corresponde à fisiopatologia de uma laringe alta, com alongamento de pregas vocais, fenda anterior ou fusiforme, com vibração anterior das pregas vocais.
II. A impressão auditiva de soprosidade na voz corresponde à fisiopatologia de escape de ar transglótico não sonorizado.
III. A impressão auditiva de espasmos de abdução corresponde à compressão das pregas vocais, com fluxo aéreo mínimo.
Estão corretas as afirmativas:
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
Paciente de 75 anos com afasia fluente, compreensão preservada, porém com muitas parafasias fonêmicas e semânticas durante a conversação, além de apresentar muitos erros na prova de repetição. Esse tipo de paciente apresenta quadro típico de:
Afasia de Broca
Afasia Transcortical Motora
Afasia de Wernicke
Afasia de Condução
Afasia Transcortical Sensorial