

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
A voz é um instrumento de comunicação utilizado pelo ser humano com o intuito de transmitir informações e revelar tanto características biológicas quanto psicológicas. Muitas vezes, a voz pode informar as condições de saúde, de sexo, de idade, do estado emocional e até de traços da personalidade de cada indivíduo. Assinale a alternativa que apresenta a definição de Disfonias Orgânico-funcionais.
São alterações vocais que acompanham lesões benignas, decorrentes de comportamento vocal alterado ou inadequado, muitas vezes ocorrendo ou sendo agravadas pela presença de fatores orgânicos como os distúrbios alérgicos e/ou digestivos.
Representam o quadro de sinais e sintomas (ou síndrome) resultado do conjunto de quaisquer alterações, disfunções e/ou enfermidades laríngeas, do aparelho fonador ou de quaisquer outros sistemas orgânicos que possam repercutir na voz e/ou na fala, ou seja, causadas pelo mau uso ou abuso da voz.
Ocorrem quando a voz apenas reflete uma alteração cuja causa independe da produção vocal.
Ocorrem quando o uso da voz é a causa da disfonia.
É a “quase ausência” ou “total ausência” de voz, a qual se torna inaudível, exigindo escrita ou mímica para que a pessoa se faça entender, e o trabalhador não consegue desempenhar suas atividades.
De acordo com Behlau (2005), podemos classificar disfonia organofuncional como alteração vocal que decorre
de lesão benigna, geralmente causada por disfonia orgânica
do mal uso da voz, resultante de lesão maligna, com prejuízo vocal.
do próprio uso da voz, ou seja, um distúrbio do comportamento vocal.
de vários fatores que independem do uso da voz, mas que têm consequência sobre ela.
de lesão benigna secundária ao comportamento vocal inadequado ou alterado; geralmente, é uma disfonia funcional não tratada.
Quando a via nasal não possibilita a passagem de ar, este passa a ser captado por meio da boca. Se a respiração nasal não é restabelecida, instala-se a respiração oral por princípio de adaptação patológica. As causas mais frequentes da respiração oral são as obstruções nasais e/ou faríngeas, mas também podem estar associadas a fatores de natureza não-obstrutiva como a amamentação materna insuficiente e hábitos orais prolongados. Quais características um indivíduo com respiração oral pode apresentar?
Aumento da altura da face, simetrias faciais, más oclusões como a mordida aberta anterior e cruzada, alterações na postura corporal, posição anteriorizada de cabeça e qualidade do sono e desempenho escolar prejudicados.
Os músculos bucinadores, masseteres e zigomáticos podem apresentar flacidez enquanto o músculo mentual se apresenta em hiperfunção. Observa-se frequentemente maxila atrésica, palato ogival, protrusão dos dentes incisivos superiores.
Flacidez de lábios, que pode resultar em lábio superior hiperdesenvolvido e inferior espesso e com eversão, dificultando o selamento labial. A língua pode se apresentar flácida, modificando a postura habitual de repouso, com ineficiência na realização de suas funções.
Nos quadros de hipertrofia de adenoide, podem apresentar perda auditiva leve e desempenho inferior nas habilidades do processamento auditivo, quando comparados às crianças com padrão respiratório normal, podendo favorecer distúrbios de aprendizagem.
O envelhecimento da população humana, em grande parte dos países, tem sido estudado sob vários aspectos. O reflexo desse fenômeno sobre a fonoaudiologia tem se tornado muito evidente. Cada vez mais, a perda da eficiência comunicativa e a degradação natural da voz passam a exigir dos fonoaudiólogos grande atenção e domínio de recursos técnicos. Quanto à presbifonia, quais características funcionais e anatômicas podemos encontrar?
A configuração típica da presbilaringe é o arqueamento de pregas vocais com saliência de processos vocais durante a respiração e fenda fusiforme membranácea durante a fonação, principalmente nos homens. Nas mulheres, há maior ocorrência de edema nas pregas vocais.
O prejuízo das fibras musculares contribui para a atrofia do músculo tireoaritenóideo, o qual se torna mais fraco e fatigável. Ocorre aumento da espessura da lâmina própria e de depósito de colágeno, e redução de ácido hialurônico na lâmina própria das pregas vocais.
Há aumento do muco que lubrifica a laringe e também aumento de sua viscosidade. Os nervos periféricos da laringe sofrem alterações a partir da redução dos axônios e fibras mielinizadas, além de ocorrer decréscimo no suporte vascular do órgão.
Nos idosos, a laringe se posiciona em uma altura mais baixa no pescoço, as cartilagens tendem a se ossificar, as articulações sofrem desgaste das superfícies articulares, porém não reduzem a amplitude de seus movimentos.
O distúrbio fonológico (DF) é definido como uma dificuldade de fala, caracterizada pelo uso inadequado dos sons de acordo com a idade e com variações regionais, que podem envolver erros na produção, percepção ou organização dos sons.
Assinale a alternativa correta sobre o DF.
Para o diagnóstico, as provas de fonologia (imitação, nomeação e fala espontânea) são suficientes, sendo dispensáveis provas complementares para verificar o comprometimento da criança.
Um tratamento bem-sucedido deve promover diferentes tipos de generalização e fatores como o nível de inteligência, aspectos motivacionais, variáveis intrassujeito não interferem na generalização.
A ultrassonografia de fala, embora possibilite uma visão direta e objetiva da relação fonética-fonológica, não viabiliza a observação da fala em tempo real.
Os processos fonológicos presentes são semelhantes aos das crianças com desenvolvimento típico, porém se mantêm além do esperado para a idade. Nos casos mais graves podem ocorrer processos idiossincráticos.
Na entrevista, questões relacionadas às otites de repetição, infecção das vias aéreas superiores e histórico familiar não são essenciais de serem investigadas.
As disfonias funcionais primárias por falta de conhecimento vocal podem decorrer de alguns fatores considerados hábitos inadequados. Assinale a alternativa que contempla uma dessas manifestações INADEQUADAS:
Articular de modo diferencial os sons da fala.
Alternar a emissão em frequências variadas.
Alinhar a postura entre a cabeça e o corpo.
Soltar o ar expiratório antes de falar.
Realizar aquecimento e desaquecimento vocais.
A manobra geralmente utilizada em casos de paresia ou paralisia unilateral de faringe ou prega vocal, que tem como objetivo promover a aproximação da prega vocal móvel até a prega paralisada ou parética para um melhor fechamento glótico, é chamada:
Deglutição super-supraglótica.
Manobra de Mendelsohn.
Manobra de cabeça inclinada para o lado bom.
Manobra de rotação de cabeça para o lado comprometido.
Sobre disartrofonia, analise as assertivas abaixo:
I. O termo leva em consideração as alterações acústicas da voz, advindas de distúrbio articulatório.
II. Em doenças neurológicas degenerativas, a disartrofonia apresenta um caráter evolutivo, de acordo com a doença de base e a velocidade de progressão.
III. Quando advinda de traumatismo cranioencefálico ou acidente vascular encefálico, os déficits de fala não tendem a piorar.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas I e II.
I, II e III.
Analise as assertivas e, em seguida marque (V) verdadeiro ou (F) falso.
(__)Afasia pode ser definida como a perda ou redução da capacidade de processar linguagem como resultado de uma lesão cerebral. A avaliação sumária do defeito afásico pode e deve ser do domínio de todos os médicos, desde que atendem os doentes no Serviço de Urgência, até os que acompanham. Afasia pode se manifestar como dificuldade em: perceber mensagens faladas ou escritas, identificar imagens e objetos, comunicar através da fala, escrita e/ou do gesto.
(__)Disfemia é um distúrbio da fala que se caracteriza pela interrupção do ritmo, mais ou menos brusca, da expressão verbal. A ruptura do discurso é acompanhada de outros sinais anormais que afetam funcionalmente a coordenação fono respiratória e o tono muscular, bem como respostas emocionais e negativas. (...) Embora tenham sido encontradas algumas anomalias de natureza disfuncional neurológica em indivíduos disfêmicos, não é possível determinar uma causa comum para todos, sendo a disfemia considerada uma síndrome complexa em que se combinam fatores predisponentes de ordem genética no plano neurológico e fatores adquiridos ao longo da aprendizagem social da fala. Passada a primeira infância, a disfemia caracteriza-se pelo surgimento de outros sinais anormais, reações, emocionais negativas e outras anomalias da condução verbal e motora.
(__)As disfonias tem várias classificações dadas por vários autores, sob diferentes enfoques, mas para a prática clínica e fonoaudiológica podemos citar: disfonias funcionais simples (sem complicação laríngea) e disfonias funcionais complicadas (laringopatias funcionais).
(__)Nódulos, pseudoquisto seroso, edema em fuso, edema crônico, pólipos, quisto mucoso de retenção, hemorragia submucosa, úlcera aritenoide estão relacionados com as disfonias funcionais complicadas.
Após análise, assinale a alternativa CORRETA:
V, V, F, V.
V, V, V, V.
F, V, V, F.
V, V, V, F.
Os nódulos vocais são as principais causas das disfonias entre as crianças, e estão diretamente relacionados ao abuso vocal. Em relação à atuação fonoaudiológica nas disfonias infantis, analise o seguinte caso:
Uma criança de 9 anos de idade, sexo masculino, foi encaminhada pelo otorrinolaringologista para o fonoaudiólogo em decorrência de nódulos vocais bilaterais.
Considere as seguintes técnicas utilizadas na fonoterapia:
I. De sons nasais
II. De sons plosivos
III. De sons vibrantes
IV. De sons basais
As técnicas indicadas para o tratamento dos nódulos vocais apresentados pela criança são
I, II e III, apenas.
I, III e IV, apenas.
I e II, apenas.
II e IV, apenas.
Em relação às alterações hormonais e voz, assinalar a alternativa CORRETA:
A influência dos hormônios na voz é inegável e, embora complexa, totalmente compreendida. A voz muda por quase durante toda a vida, e os hormônios têm grande participação nessa mudança.
A voz da criança muda na adolescência, de modo mais acentuado nos meninos, ao redor dos 11 anos e seis meses. Essa mudança é chamada muda vocal e ocorre em função do crescimento das estruturas da laringe.
Problemas relacionados com a muda vocal sempre indicam alterações no crescimento, ou seja, sempre é relacionado a hormônios, nunca se refere a fatores emocionais.
Durante a menopausa, a queda dos hormônios femininos poderá produzir uma voz mais grave nas mulheres. Já os homens na terceira idade sofrem uma tendência a apresentar um aumento da frequência fundamental.
É comum a ocorrência de distúrbios vocais na infância que podem ter impacto negativo na comunicação e até mesmo no aspecto afetivo. A etiologia é multifatorial com envolvimento de questões ambientais, orgânicas, funcionais e emocionais. Em relação à reabilitação vocal em pediatria, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
(_) Como se trata de crianças, não é necessário explicar porque sua voz não está bem e não é recomendável explicar como funciona o aparelho fonador.
(_) Há três propostas filosóficas de trabalho que não são excludentes entre si e que podem ser aplicadas como complementares de acordo com a necessidade do caso e conforme a evolução: terapia vocal de aconselhamento, terapia vocal comportamental e terapia cognitiva.
(_) A terapia vocal de aconselhamento refere-se às orientações aos familiares, à escola, à criança e demais pessoas com quem realiza outras atividades.
(_) A terapia vocal comportamental tem como finalidade mudar os comportamentos vocais inadequados.
A sequência está correta em
F, F, V, V.
F, V, V, V.
V, F, V, V.
F, V, V, F.
Analise as proposições e coloque (V) para verdadeiro e (F) para falso, a respeito das Afasias.
( ) A afasia transcortical motora tem como principais características: a redução da fala, sendo a linguagem espontânea extremamente reduzida; expressão lenta e breve; repetição boa sendo melhor que a fala espontânea.
( ) São consideradas afasias “Emissivas/Expressivas”: afasia de Broca; afasia transcortical motora; afasia de Wernick.
( ) Na afasia de Broca a compreensão oral está gravemente comprometida; a expressão é marcada por discurso fluente e abundante fala logorréica e jargonofásica.
Marque a alternativa que contém a sequência CORRETAde preenchimento dos parênteses:
V, F e V.
F, V e V.
V, F e F.
F, F e V
F, V e F.
Analise as afirmações abaixo com relação às disfonias:
I- As disfonias funcionais podem ser didaticamente classificadas em: primárias, por uso incorreto da voz; e secundárias, por inadaptações vocais; ou ainda por alterações psicogênicas.
II- Alguns quadros de Disfonia podem ocorrer por consequência de refluxo gastroesofágico.
III- O Edema de Reinke pode ser classificado como um tipo de disfonia orgânica congênita.
A alternativa que responde CORRETAMENTE é:
III apenas.
II e III apenas.
I, II e III.
I apenas.
I e II apenas.
Entre as disartrofonias, a síndrome hipocinética que manifesta alterações da fonoarticulação, caracterizadas por intensidade vocal reduzida, articulação imprecisa, alteração da velocidade de fala, jatos de fala e monotonia de frequência e intensidade, é chamada de:
Distonia.
Doença de Huntington.
Doença de Parkinson.
Esclerose múltipla.
Sobre sintomas vocais na população pediátrica (RIBEIRO; VERDUYCKT; BEHLAU, 2019), analise as assertivas abaixo:
.
I. Pode ser uma ocorrência comum e acometer até 23% das crianças entre 4 e 12 anos de idade.
II. Pode relacionar-se a fatores orgânicos, funcionais ou organofuncionais.
III. Crianças com distúrbios vocais dizem sentir mais sintomas do que as vocalmente saudáveis, durante a autoavaliação vocal.
;
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas III.
Apenas I e II.
I, II e III.
Sobre as disfonias organofuncionais, é correto afirmar que
são alterações vocais que apresentam lesões malignas.
são disfonias funcionais diagnosticadas precocemente.
o nódulo, uma formação sempre unilateral e mais frequente no sexo masculino, não recebe influência do comportamento vocal.
as três principais lesões são: nódulo, pólipo e edema de Reinke; contudo, casos de úlcera de contato, granuloma de laringe e leucoplasia também podem ser inseridos.
Em relação às fendas fusiformes, assinalar a alternativa CORRETA:
O objetivo da terapia vocal é, apenas, equilibrar a fonação, pois é impossível reduzir o tamanho da fenda.
As limitações terapêuticas podem estar relacionadas com a presença de sulco vocal.
As técnicas vocais sugeridas para fendas fusiformes anteriores são: escalas musicais com diversos facilitadores, som basal, técnica de vibração, técnica do “b” prolongado e técnica de messa di voce
As técnicas vocais sugeridas para fendas fusiformes ântero-posteriores são: técnica de vibração com escalas musicais, técnica do suspiro e técnica de messa di voce.
Considerando o caso apresentado na questão anterior, nº 46, o tipo de afasia apresentado e a atuação do fonoaudiólogo, assinale a alternativa que apresenta a melhor forma de atuação desse profissional para auxiliar a paciente em seu quadro clínico.
Reabilitação do distúrbio gnósico da compreensão verbal; análise auditivoarticulatória; discriminação de conceitos, raciocínio lógico; melhorar a retenção de informação auditiva, estimular exaustivamente a atenção.
Redução de Jargão; dos distúrbios fonéticos e fonológicos; reabilitação das alterações lexicais e sintáticas; reabilitação no agramatismo.
Reabilitação do raciocínio lógico; distúrbios fonéticos e fonológicos, atenção sustentada, movimentos fonoarticulatórios.
Reabilitação da memória audiovisual, reabilitação da consciência fonológica, reabilitação de leitura e escrita, reabilitação de fluência da fala.
Reabilitação da prosódia da fala; reabilitação das habilidades auditivas; significante e significado; aspectos fonológicos, semânticos e sintáticos da fala.
Analise as afirmativas a seguir:
I. As disfonias são classificadas em três grandes categorias: disfonia orgânica, caracterizada por alteração vocal independente do uso da voz, podendo ser causada por diversos processos, com consequência direta sobre a voz; disfonia funcional, que é a alteração vocal decorrente do próprio uso da voz; e disfonia organofuncional, caracterizada por alteração vocal decorrente de lesão benigna secundária ao comportamento vocal inadequado ou alterado.
II. O audiograma deve ser construído como uma grade, na qual as frequências, em Hertz (Hz), estão representadas em escala logarítmica na abscissa, e o nível de audição (NA), em decibel (dB), na ordenada. Para garantir dimensão padronizada do audiograma, cada oitava na escala de frequências deve ser equivalente ao espaço correspondente a 20 dB na escala do nível de audição. O eixo da abscissa deve incluir as frequências de 125 Hz a 8.000 Hz, com a legenda de “Frequência em Hertz (Hz)”. O eixo da ordenada deve incluir níveis de audição de -10 dB a 120 dB NA (de acordo com a saída máxima de cada equipamento) com a legenda de “Nível de Audição em Decibel (dB NA)”.
Marque a alternativa CORRETA:
As duas afirmativas são verdadeiras.
A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa.
A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa.
As duas afirmativas são falsas.