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De acordo com as principais características das Afasias descritas abaixo, assinale a alternativa CORRETA quanto à Afasia do tipo Transcortical Sensorial:
Fala não-fluente, compreensão preservada, nomeação comprometida, repetição preservada.
Fala fluente, compreensão alterada, dificuldade de nomeação, repetição comprometida.
Fala não-fluente, boa compreensão, nomeação e repetição comprometidas.
Fala não-fluente, compreensão preservada, nomeação e repetição comprometidas.
Fluência de fala, compreensão comprometida, dificuldade de nomeação, repetição preservada.
Disfonia percebida continuamente, a voz é audível, com oscilações, e o trabalhador consegue desempenhar suas atividades vocais habituais, com percepção (por si próprio e/ou por ouvintes) de esforço, falhas, fadiga eventual a frequente e necessidade de interrupções. Trata-se da disfonia de grau
leve.
moderado.
intenso.
extremo.
Assinale a alternativa que corretamente descreve uma “neocorda”.
Prótese para implantação em pacientes cordectomizados.
Corresponde à falsa prega vocal, localizada na região glótica.
Também conhecida como banda vestibular, é uma estrutura anatômica da glote.
Formação tumoral em casos de edemas subcutâneos de pregas vocais.
Formação de fibrose que surge no local de uma prega vocal ressecada na cordectomia.
Em relação à comunicação do paciente, foi observado: voz rouca com ressonância adequada, articulação imprecisa, fraca intensidade de voz; porém, apresentava respostas coerentes e completas em relação às solicitações. Diante do exposto, a alteração de comunicação apresentada é:
afasia
apraxia
disfonia
disartria
Sobre as alterações vocais nas crianças, os nódulos vocais são comuns na infância. Na avaliação fonoaudiológica, podemos encontrar todos os achados citados abaixo, EXCETO:
Qualidade vocal rugosa e/ou soprosa.
Incoordenação pneumofônica acentuada.
Extensão vocal aumentada.
Tendência a apresentar ressonância laringofaringe.
Ataque vocal brusco.
A respeito da avaliação e terapia das disartrias assinale a alternativa correspondente a ressonância:
Mobilidade velofaríngea, impressão acústica.
Mobilidade da face e intengibilidade durante a fala, produção fonêmica.
Modulação, velocidade, altura e intensidade da fala.
Qualidade vocal, freqüência, intensidade, estabilidade da emissão.
Cantar pode parecer algo natural, no entanto, contar com acompanhamento fonoaudiológico ao longo da carreira faz a diferença. De acordo com essa afirmação e baseado na terapia fonoaudiológica para profissionais da voz, analise as assertivas abaixo:
I - Além de evitar enfraquecimento e perda parcial ou total da voz, o trabalho desenvolvido pelo fonoaudiólogo auxilia na produção da voz com menos esforço, maior resistência e qualidade.
II - Uma das estratégias da terapia de voz, nesse caso, pode ser exercícios de respiração e controle vocal, além de trabalho para favorecer o conhecimento da fisiologia vocal.
III - No caso da terapia realizada para o canto, treinar a capacidade pulmonar pode contribuir para a projeção vocal, porém os trabalhos de condicionamento e resistência vocal não causam efeitos positivos.
IV - Com o objetivo de ampliar a gama de possibilidades vocais, podem-se trabalhar, na terapia vocal, a estética vocal e os efeitos e padrões de emissão.
É CORRETO apenas o que se afirma em:
I, II e IV.
I, II e III.
I e IV.
I e II.
II, III e IV.
Dentre as disfonias organofuncionais, assinale a alternativa que descreve corretamente as características dos nódulos vocais.
Lesões unilaterais, pediculadas, fibróticas ou hemorrágicas caracterizadas por voz rouca, frequência fundamental dicrótica, que ocorre na idade adulta predominantemente no sexo masculino.
Causado por fatores funcionais, orgânicos, caracterizado por lesões multifatoriais como refluxo gastroesofágico associado a um comportamento vocal desviado, que resulta em uma voz adaptada com certo grau de soprosidade.
Lesão posterior da laringe como uma depressão cruenta no processo vocal da cartilagem aritenóidea, devido a um intenso atrito repetitivo por fechamento glótico agressivo por fonotrauma resultante em uma voz crepitante ou tensa.
Lesão bilateral difusa, de coloração rosada, simétrica ou assimétrica, com alteração vocal de discreta a severa, podendo produzir uma voz socialmente aceitável inicialmente, associada a casos de fonotraumas e tabagismo.
Lesões geralmente bilaterais, esbranquiçadas ou levemente avermelhadas, simétricas em localização, mas não em tamanho, com alteração vocal de discreta a severa, caracterizada por voz rouco-soprosa.
A respeito das disfonias, analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. A disfonia pode ser momentânea ou permanente e, em geral, leva a uma alteração da ressonância, da intensidade e da frequência habituais.
II. Divide as disfonias em três grandes categorias etiológicas: disfonias orgânicas, disfonias organofuncionais e disfonias funcionais.
III. As desordens psicogênicas da voz são um distúrbio do comportamento vocal causado por estresse psicossocial na ausência de alterações estruturais e neurológicas da laringe.
IV. Disfonias psicogênicas podem ser subdivididas em três grandes grupos: formas clínicas definidas, disfonias volitivas e disfonias relacionadas à muda vocal ou puberfonias.
V. Na mutação incompleta, ocorre a descida de quatro ou cinco tons em direção à tessitura da voz adulta, ao invés de uma oitava, como é esperado para indivíduos do sexo masculino. Pode se tornar evidente a manifestação vocal apenas em determinadas situações, como ao telefone, havendo comumente dificuldades na identificação sexual do falante.
Apenas duas assertivas estão corretas.
Apenas três assertivas estão corretas.
Apenas quatro assertivas estão corretas.
Todas assertivas estão corretas.
Considerando o tipo de cirurgia indicada, a qualidade vocal esperada no pós-operatório e a justificativa fisiopatológica, respectivamente, são:
rouco-áspera / fibrose cicatricial em pregas vestibulares
rouca-astênica / pressão aérea subglótica deficiente
rouco-molhada / estase salivar em pregas vocais
rouco-soprosa / fechamento glótico incompleto
O uso incorreto da voz pode desencadear as disfonias funcionais primárias. Fatores que comumente contribuem para o desenvolvimento destas disfonias são:
presença de fusão laríngea posterior incompleta e cisto epidermoide.
hipercontração da musculatura paralaríngea na emissão e intensidade vocal excessivamente elevada.
presença de microdiafragma laríngeo e uso constante de ataques vocais bruscos.
modulação da emissão entre as frequências e soltura do ar expiratório durante a fala.
Segundo a classificação das disfonias proposta por Pontes, Behlau e Brasil (2000), as disfonias funcionais subdividem-se em:
Disfonias funcionais primárias por uso incorreto da voz; disfonias funcionais secundárias por inadaptações vocais; disfonias funcionais terciárias por alteração estrutural mínima.
Disfonias funcionais primárias por uso incorreto da voz; disfonias funcionais secundárias por inadaptações vocais; disfonias funcionais por alterações psicogênicas.
Disfonias funcionais primárias por fechamento glótico incompleto; disfonias funcionais secundárias por uso incorreto da voz; disfonias organoguncionais.
Disfonias funcionais por alterações orgânicas; disfonias organofuncionais; disfonias funcionais secundárias por alterações psicogênicas.
Disfonias funcionais primárias por alteração estrutural mínima; disfonias funcionais secundárias por desordens musculoesqueléticas; disfonias funcionais terciárias por causa idiopática.
As disartrias diferenciam-se por alguns fatores, dentre eles: a emissão oral diferente nos diversos quadros, a localização da lesão e o tipo de disfunção neuromuscular resultante. Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando os tipos de disartrias às suas características.
Coluna 1
1. Disartria hipercinética.
2. Disartria espástica.
3. Disartria flácida.
4. Disartria hipocinética.
Coluna 2
( ) Voz soprosa, monoaltura, articulação imprecisa das consoantes e hipernasalidade.
( ) Voz áspera, distorções na articulação de vogais, interrupção articulatória irregular com variável imprecisão articulatória e alterações prosódicas.
( ) Voz áspera com esforço, qualidade vocal tensa-estrangulada, interrupção articulatória irregular, acentuação excessiva, mas sem diferenciação da sílaba tônica ou do elemento frasal mais importante, excesso de altura assistemática e tremor vocal.
( ) Intensidade reduzida, voz monótona, qualidade vocal rouca e/ou soprosa, altura grave, alteração de fluência, imprecisão articulatória, redução na tessitura da voz falada e ressonância hipernasal.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
4 – 2 – 3 – 1.
3 – 1 – 2 – 4.
3 – 2 – 1 – 4.
4 – 3 – 2 – 1.
As disfonias que podem ser de origem periférica, envolvendo apenas a produção vocal e/ou a deglutição, ou por comprometimento central, com impacto na respiração, voz, deglutição, fala e linguagem, são denominadas disfonias orgânicas
congênitas.
endocrinológicas.
psiquiátricas.
neurológicas.
por refluxo gastroesofágico.
Uma professora em sala de aula com 35 alunos adolescentes, para ser bem ouvida, usa constantemente uma intensidade excessivamente elevada e velocidade de fala aumentada. Vem ao consultório de fonoaudiologia encaminhada pelo otorrinolaringologista, devido à rouquidão por uso incorreto da voz. O tipo de disfonia que ela apresenta é:
Orgânica.
Endócrina.
Congênita.
Funcional.
Neurológica.
Sobre o transtorno fonológico, é correto afirmar:
O histórico de episódios de otite média recorrente não é comum nesses casos.
O comprometimento da inteligibilidade da fala não está vinculado ao tipo, à diversidade e ao número total de ocorrências dos processos fonológicos na amostra de fala.
A transcrição fonética da amostra de fala coletada não é muito importante para definir o tratamento fonológico.
O plano terapêutico deve ter como objetivo a estimulação da produção correta de cada fonema e em cada posição que a criança apresenta dificuldade.
É caracterizado pelo uso inadequado dos sons de acordo com a idade e com variações regionais, que podem envolver erros na produção, percepção ou organização dos sons.
O sistema de classificação das disfonias de Behlau e Pontes (1990 e 1995) é baseado no envolvimento do comportamento vocal na causa da disfonia. Neste contexto, como se definiria uma disfonia tendo como parâmetro a causa deste distúrbio?
A disfonia orgânica é decorrente de fatores extracomportamentais, ou seja, os comportamentos inadequados não são fatores desencadeantes do quadro.
Uma disfonia funcional primária estaria relacionada às alterações no funcionamento das pregas vocais, porém com uma doença de base orgânica.
O conceito de disfonia funcional baseia-se na presença de qualquer fenda glótica, porém sem lesão de massa nas pregas vocais.
A disfonia organofuncional são involuções das disfonias funcionais, porém sem lesão de massa nas pregas vocais.
O uso incorreto da voz, modelos vocais deficientes e inadaptações vocais caracterizam a disfonia orgânica.
Em 2018, o Ministério da Saúde publicou a obra Distúrbio de Voz Relacionado ao Trabalho - DVRT, reconhecendo a importância de procedimentos fonoaudiológicos para a manutenção da saúde vocal do trabalhador. Baseado neste contexto, que serviço possui a função de desenvolver ações de educação em saúde, coordenação de projetos de promoção, vigilância e apoio para o estabelecimento da relação do DVRT em sua área de abrangência, assim como de apoio matricial ou institucional para o desenvolvimento de ações de saúde do trabalhador em todos os serviços de saúde do Sistema Único de Saúde?
Equipe de Saúde da Família
Vigilância em Saúde do Trabalhador
Centros de Referência em Saúde do Trabalhador
Serviços Especializados de Segurança e Medicina do Trabalho
Sistema Nacional de Agravos de Notificação do Ministério da Saúde
O uso inadequado da voz gera hiperfunção muscular, ocasionando fonotraumatismo e disfonia. Para a reabilitação são indicadas técnicas vocais para hipercinesia e neste caso não se deve utilizar:
Sons fricativos.
Técnica sueca do /
Sons vibrantes.
Técnica do empuxo.
Existem distúrbios vocais causados pela intubação de pacientes graves contaminados com Covid-19. Sobre as principais lesões da laringe relacionadas com a intubação, assinale alternativa INCORRETA.
Quando a musculatura intrínseca da laringe sofre lesão pós-intubação traqueal, pode haver paresias ou paralisias das pregas vocais, temporárias ou definitivas.
Nas paralisias unilaterais, há predominância de sintomas respiratórios, como a dispneia.
Podem ocorrer subluxações que atingem as cartilagens aritenóideas, que causam assimetrias das pregas vocais e seus movimentos.
Os edemas envolvem o espaço de Reinke e impedem o perfeito movimento muco-ondulatório, alterando a qualidade vocal.
Após extubação, os pacientes podem desenvolver granulomas, geralmente nas apófises vocais, no nível da glote posterior, onde a cânula mantém contato direto com a mucosa da laringe.