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Os protocolos de autoavaliação da disfonia validados para o Brasil, Qualidade de Vida em Voz − QVV. Índice de Desvantagem Vocal − IDV e Perfil de Participação e Atividades Vocais − PPAV,
não diferem em conteúdo, sempre voltado para a compreensão da disfonia na vida do sujeito com queixas de voz. Sendo assim, a escolha por parte do profissional é determinada por seu domínio na aplicação do instrumento.
são eficientes instrumentos no trabalho de voz, pois revelam informações que não são obtidas por outros instrumentos de avaliação vocal, o que otimiza a intervenção fonoaudiológica, seja no trabalho clínico, seja no de assessoria.
visam quantificar o impacto da disfonia na qualidade de vida. Costumam ser aplicados em sujeitos com queixas inespecíficas a fim de auxiliar a determinação do diagnóstico.
são aplicados em pessoas com queixas vocais que se encontram em espera de atendimento, sobretudo nos serviços públicos de saúde, pois se trata também de um instrumento de sensibilização para o autocuidado vocal, contribuindo assim para a responsabilização do usuário em relação a seu tratamento.
são instrumentos autoaplicáveis e objetivam implicar o paciente no diagnóstico e no processo terapêutico na medida em que caberá a ele a análise e compreensão de sua evolução.
Avaliando as alterações articulatórias, Cristina observou que Tom, durante a produção de fala, apresentava soprosidade, incoordenação pneumofonoarticulatória, redução da força plosiva dos fonemas e imprecisão e redução de movimentos. Este é um quadro sugestivo de
Afasia de desenvolvimento.
Apraxia.
Disartria flácida.
Disartria atáxica.
Distúrbio articulatório.
Para produzir a voz esofágica o paciente precisa de adquirir:
apenas o mecanismo de eructação e independência dos sopros.
apenas o mecanismo de injeção de ar.
mecanismos básicos como a independência dos sopros, injeção de ar e eructação.
independência, pois a expulsão é passiva.
Assinale a alternativa correta. São as alterações vocais que surgem como consequência de doenças sistêmicas. Podem-se citar como exemplo, as disfonias endócrinas e, entre elas, o hipotireoidismo em que ocorre acúmulo de mucopolissacarídeos nas pregas vocais, determinando agravamento da voz. Nesses casos se englobam as disfonias:
Funcionais
Orgânicas
Organofuncionais
Psicogênicas
Por abuso vocal
Relacione as colunas a seguir e assinale a alternativa que apresenta a sequência numérica correta, de cima para baixo:
1 – Fenda glótica | ( ) Voz Rouca, pitch grave |
2 – Retração cicatricial de pregas vocais | ( ) Voz Hipernasal |
3 – Insuficiência velofaríngea | ( ) Voz Áspera |
4 – Edema de Reinke | ( ) Voz Soprosa |
3, 2, 4, 1
4, 1, 2, 3
4, 3, 2, 1
1, 3, 2, 4
A válvula de fala é um dispositivo terapêutico utilizado em pacientes traqueostomizados durante o processo de reabilitação fonoaudiológica. Selecione a opção onde relata a contraindicação do uso de válvula de fala:
Acoplar a válvula em paciente após 48 ou 72h pós-traqueostomia, dependendo da permeabilidade das vias aéreas.
Pacientes acordados, conscientes e clinicamente estáveis.
Obstrução significativa das vias aéreas superiores e/ou complacência pulmonar severamente reduzida.
Paciente traqueostomizado e usuário de ventilação mecânica.
Em relação à voz esofágica podemos dizer que:
as consoantes necessitam um ruído que serve de "matéria prima" para as caixas de ressonância (faringe e boca).
as consoantes explosivas (P, T, K) são, em geral, fáceis de produzir e é quase sempre impossível executar as nasais (M, N) apenas com o recurso ar da boca.
as consoantes são produzidas normalmente com o ar residual da boca.
as caixas de ressonância da fala servem para criar o som mas não modificam o timbre.
Em relação às disfonias organofuncionais, analise as sentenças abaixo e assinale a alternativa correta.
1ª: Na reabilitação das disfonias organofuncionais só se indica fonoterapia.
2ª: As principais disfonias organofuncionais são o nódulo, pólipo e sulco vocal.
Ambas as sentenças estão corretas.
Ambas as sentenças estão incorretas.
A 1ª sentença está correta e a 2ª incorreta.
A 1ª sentença está incorreta e a 2ª correta.
Paciente de 45 anos, sexo feminino, foi encaminhada pelo médico otorrinolaringologista para fonoterapia. Apresenta queixa de perda súbita da voz há três dias e só consegue se comunicar por voz sussurrada. Na avaliação otorrinolaringológica, o médico descreveu que não observou glote fonatória com aproximação das pregas vocais. No entanto, durante a sessão foi possível observar voz de boa qualidade durante o ato de tossir. Essa paciente apresenta quadro típico de:
Uso divergente de registro.
Falsete de conversão
Síndrome de tensão musculoesquelética
Afonia de conversão
Disfonia vestibular
Com relação aos aspectos vocais das disfonias, é correto afirmar que a rouquidão é
o escape de ar transglótico não sonorizado.
o deslocamento rítmico e interno da laringe (aritenoide e pregas vocais), de todo o esqueleto laríngeo ou, ainda, de todo trato vocal.
a tensão e redução da massa vibrante.
a irregularidade de vibração das pregas vocais.
o encurtamento máximo das pregas vocais, com mucosa máxima.
As alterações vocais são comuns em quadros de disfagia.
A incapacidade do paciente em produzir oposições entre sons graves e agudos, assim como escalas ascendentes e descendentes quando solicitado, leva o avaliador a inferir
instabilidade vocal
penetração laríngea
fenda glótica
paralisia de pregas vocais
alteração na elevação laríngea
Em relação aos nódulos vocais, é incorreto afirmar que:
os nódulos agudos são geralmente edematosos, podem ter um componente vascular e ser unilateral.
de modo geral, rouquidão e soprosidade são os principais sinais perceptivo-auditivo indicativos da presença de nódulos vocais.
nódulos com fenda triangular médio-posterior, ou fenda dupla, têm evolução em fonoterapia mais favorável do que nódulos sem fenda.
os nódulos são assimétricos em localização, mas podem eventualmente ser simétricos em tamanho e forma.
pode-se iniciar o tratamento com a abordagem de voz confidencial, seguida pela terapia de ressonância, favorecendo assim a redução do tamanho da lesão.
A fissura submucosa oculta é de difícil diagnóstico clínico, uma vez que as estruturas da cavidade oral estão aparentemente íntegras, sendo o único sinal observável:
Apinhamentos dentários
Falhas dentárias na região anterior
Hipotonia da língua
Qualidade vocal predominantemente nasal
Sulco profundo nos lábios
Assinale a alternativa que descreve INCORRETAMENTE a disfonia com sua característica.
Disfonia orgânica – surgem como consequência de doenças sistêmicas.
Disfonia funcional – não se observa alteração no exame de laringoscopia.
Disfonia orgânica – essas lesões surgem como consequência do abuso ou uso inadequado da voz.
Disfonia orgânico‐funcional – alterações vocais associadas a problemas no revestimento das pregas vocais.
Coloque V (verdadeiro) ou F (falso) nas afirmativas abaixo com relação à disfonia infantil e, a seguir, assinale a opção que apresenta a sequência correta.
( ) A terapia vocal na criança obedece a três orientações filosóficas gerais e pode ser classificada em: comportamental, cognitiva e de aconselhamento.
( ) Nódulos, na infância, são lesões de massa unilaterais, exofíticas, de natureza predominantemente edematosa, que podem variar quanto ao tamanho, com localização na região posterior da prega vocal.
( ) Para as crianças até a puberdade, os valores de tempo máximo de fonação acompanham, em média, o valor do número dos anos, ou seja, crianças com 3 anos sustentam uma vogal por 3 segundos, com 5 anos por 5 segundos e assim por diante.
( ) A laringomalácia é a causa mais frequente de estridor em crianças e é caracterizada pela rigidez anormal das estruturas supraglóticas, com prolapso medial dessas estruturas durante a inspiração.
( ) A posição alta da laringe no nascimento permite a manutenção de um sistema de dois tubos que assegura a alternância da sucção prolongada e da respiração, com segurança fisiológica para o bebê.
(V) (V) (F) (F) (V)
(V) (F) (V) (F) (V)
(F) (F) (V) (F) (V)
(F) (F) (F) (V) (V)
( V) (F) (V) (F) (F)
Behlau propõe uma nova classificação das abordagens do treinamento vocal em sete categorias genéricas. Considerando essa classificação, relacione cinco dos sete métodos com suas respectivas técnicas vocais.
1. Método Corporal
2. Método dos órgãos fonoarticulatórios
3. Método de sons facilitadores
4. Método de competência glótica
5. Método de ativação vocal
( ) Técnica de bocejo‐suspiro
( ) Técnica de sons vibrantes
( ) Técnica de movimentos cervicais
( ) Técnica de sons disparadores
( ) Técnica de sussurro
Assinale a opção que indica a sequência correta, de cima para baixo.
1 – 3 – 4 – 5 – 2.
4 – 5 – 1 – 3 – 2.
2 – 3 – 1 – 5 – 4.
2 – 5 – 4 – 1 – 3.
5 – 2 – 1 – 3 – 4.
As técnicas vocais a serem aplicadas na terapia do paciente com disfonia são muito numerosas.
O método indicado para o quadro em que há acentuado comprometimento da produção vocal e o objetivo principal é eliciar a sonorização necessária para que a produção vocal se realize tanto em nível glótico quanto por formação de um mecanismo vicariante, é
o método de competência glótica.
o método de audição.
o método de sons facilitadores.
o método de órgãos fonoarticulatórios.
o método de ativação vocal.
Correlacione as abordagens e métodos de tratamento fonoaudiológico das disfonias às suas respectivas técnicas, classificados por Behlau (2002), e em seguida assinale a opção que apresenta a sequência correta.
ABORDAGENS/MÉTODOS
I - Auditivo
II - Fala
III- Sons Facilitadores
IV - Competência fonatória
V - Corporal
TÉCNICAS
( ) manipulação digital da laringe.
( ) marca-passo vocal.
( ) voz salmodiada.
( ) sons nasais.
( ) "b" prolongado.
( ) rotação de língua no vestíbulo.
(III) (I) (IV)(-) (V) ( II)
(V)(-) (III) (I) (II) (IV)
(IV) (I) (II)(-) (V) (III)
(-) (IV) (I) (II) (III) (V)
(V) (I) (II) (III) (IV)(-)
São consideradas alterações vocais características do quadro de disfonia espástica na paralisia pseudobulbar:
voz rouca, estridor inalatório, hipernasalidade, intensidade reduzida e soprosidade.
voz soprosa, áspera, trêmula, de frequência e intensidade variáveis.
voz normal ou soprosa, extensão vocal reduzida, fadiga vocal e hipernasalidade.
voz áspera, tensa-estrangulada, monoaltura, quebras de frequência e tremor vocal.
voz tensa-estrangulada, áspera, de qualidade molhada, e intensidade reduzida.
M.P., sexo feminino, 22 anos, professora primária.
“Comecei a dar aulas há três anos e estou rouca há cerca de um ano. Nos últimos meses, minha voz piorou bastante, parece que não rende, e sinto muito cansaço para falar.”
Nos últimos três meses, refere presença de disfonia durante todo o dia, sem períodos de melhora em finais de semana ou situações de repouso vocal, além de fadiga vocal acentuada. Nega outros abusos vocais como tabagismo, etilismo ou consumo de drogas.
Refere muita ansiedade em relação à disfonia, pois sua atuação profissional depende de uma qualidade vocal eficiente.
Na avaliação fonoaudiológica, observou‐se qualidade vocal rouco‐soprosa em grau moderado, grande esforço à fonação, comprometimento da eficiência glótica.
A partir do caso apresentado, assinale a opção que indica, respectivamente, o resultado do exame otorrinolaringológico por meio da telelaringoestroboscopia e o diagnóstico fonoaudiológico.
Nódulos vocais bilaterais com fenda triangular médio‐ posterior /
Pólipo vocal à direita com reação contralateral /
Edema de Reinke /
Fenda paralela /
Alteração estrutural mínima /