Questões de Concurso sobre Fundamentos da História : Tempo, Memória e Cultura

 
 
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A compreensão histórica do tempo envolve reconhecer que diferentes sociedades constroem modos próprios de marcar as etapas da vida. Considerando essa perspectiva, analise as afirmativas abaixo.


I – Na nossa sociedade, o tempo biológico é marcado por anos de vida, geralmente comemorados nas festas de aniversário, e evidenciado em idades bem delimitadas, que possibilitam a entrada na escola, na vida adulta a maioridade, o direito de votar, de dirigir automóveis, etc.

II – Em culturas indígenas, as transições do tempo biológico são delimitadas pelas mesmas faixas etárias utilizadas na sociedade ocidental, com critérios explícitos de idade.

III – Em culturas indígenas, as passagens do tempo biológico, embora não sejam delimitadas por idades, têm marcas ritualísticas importantes, realizadas por cerimônias que indicam as fases de crescimento e de novas responsabilidades perante a comunidade.


Assinale a alternativa correta.


A

I, II e III estão corretas.


B

Apenas I e II estão corretas.


C

Apenas II e III estão corretas.


D

Apenas I e III estão corretas.


E

Apenas I está correta.

A elaboração de políticas patrimoniais ocorre em meio a interpretações concorrentes sobre o passado e seus significados sociais. A atribuição de valor a bens materiais e imateriais depende de critérios historicamente situados e de decisões institucionais. A memória coletiva expressa relações de poder, escolhas e silenciamentos. A análise historiográfica enfatiza o caráter processual desses reconhecimentos. O patrimônio histórico decorre da __________ de bens culturais e da __________ de sentidos sobre o passado.


Os termos que completam CORRETAMENTE o texto são:


A

fixação cultural - homogeneidade identitária


B

neutralização política - conservação objetiva


C

imposição técnica - eliminação de conflitos


D

seleção social - construção simbólica

A compreensão da temporalidade é um dos pilares do pensamento histórico, permitindo que os indivíduos se orientem no tempo e percebam as relações entre passado, presente e futuro. A História não se resume a uma sucessão linear de eventos, mas envolve a percepção de permanências, mudanças, rupturas e simultaneidades. Desenvolver a consciência histórica significa capacitar o sujeito a interpretar criticamente as transformações sociais e a reconhecer-se como parte de um processo contínuo.


A respeito da temporalidade e da consciência histórica, assinale a alternativa que melhor descreve sua importância no ensino de História:


A

A temporalidade histórica é relevante apenas para a memorização de datas e a organização cronológica dos fatos.


B

A consciência histórica é a capacidade de o indivíduo viver o presente sem se preocupar com as lições do passado.


C

A compreensão da temporalidade permite ao aluno identificar permanências e rupturas, situar-se no tempo e interpretar as transformações sociais.


D

O ensino de História deve focar exclusivamente no passado distante, pois o presente é muito complexo para ser analisado criticamente.


E

A temporalidade histórica é um conceito abstrato, sem aplicação prática para a vida cotidiana dos estudantes.

A noção de temporalidade varia conforme o contexto cultural e pode ser percebida tanto por marcos biológicos quanto por práticas sociais. Em algumas culturas, as transições entre fases da vida não se baseiam em idades numéricas, mas em outros critérios simbólicos. Considerando essa discussão, assinale a alternativa correta.


A

Na sociedade ocidental, o tempo biológico não possui relação com direitos como votar ou dirigir.


B

O tempo vivido é compreendido de forma idêntica em todas as culturas, sempre delimitado por idades cronológicas.


C

As culturas indígenas utilizam exclusivamente calendários anuais para marcar a passagem do tempo biológico.


D

Em culturas indígenas, as passagens do tempo biológico são marcadas por cerimônias que indicam fases de crescimento e novas responsabilidades.


E

As etapas da vida, como infância ou velhice, não fazem parte da percepção temporal humana.

Leia o trecho a seguir.


Para evitar equívocos chamamos de monarquia pluricontinental algo distinto de monarquia compósita. Para John Elliott, esta última monarquia era algo constituído por vários reinos, com estatutos próprios que preexistiam à formação de tal monarquia. Os vários reinos eram, desse modo, preservados, nos termos de suas formações originais, com seus corpos de leis, normas e direitos locais. Cada uma dessas unidades mantinha sua capacidade de autogoverno no interior de um complexo monárquico mais amplo. Nesse formato, o rei – o monarca – operava como a cabeça do corpo social, constituído pelos vários reinos que se mantinham regidos por suas regras coadunadas com as leis maiores editadas pela Coroa. A monarquia pluricontinental é entendida de modo bastante diverso. Nela há um só reino – o de Portugal –, uma só nobreza de solar, mas também diversas conquistas extra europeias. Nela há um grande conjunto de leis, regras e corporações – concelhos, corpos de ordenanças, irmandades, posturas, dentre vários outros elementos constitutivos – que engendram aderência e significado às diversas áreas vinculadas entre si e ao reino no interior dessa monarquia. Tratavam-se, na verdade, na América lusa, por exemplo, de poderes locais – no limite, se organizaram enquanto capitanias – que tomavam instituições sócio-organizacionais reinóis como referência para a formalização de sua organização social.


Adaptado de: FRAGOSO, João; Gouvêa, Maria de Fátima. Monarquia pluricontinental e repúblicas: algumas reflexões sobre a América lusa nos séculos XVI-XVIII. Tempo, n. 27, p. 55.


Com base na leitura do trecho, é correto afirmar que a monarquia


A

compósita possuía um único centro de poder, responsável pela unificação das regiões conquistadas e desmantelamento de suas estruturas anteriores.


B

compósita adotava como modelo governativo a garantia de total independência dos territórios conquistados em relação às legislações reais.


C

pluricontinental respeitava as autoridades e as dinâmicas políticas locais de seus territórios conquistados, elevando-os a mesma condição política da metrópole.


D

pluricontinental concentrava-se em único centro de poder, com os demais territórios incorporados como suas possessões.


E

compósita e a monarquia pluricontinental eram sistemas centralizados, mas preservavam as estruturas organizacionais preexistentes em seus territórios antes da incorporação.

De acordo com Marc Bloch, a questão da temporalidade na prática da história é definida como:


A

A história é uma ciência que se preocupa exclusivamente com o estudo do homem de forma isolada, sem quaisquer relações entre diferentes temporalidades.


B

O presente é um ponto momentâneo e evanescente que deve ser desconsiderado na análise histórica, pois a ciência histórica estuda o passado.


C

O passado só pode ser compreendido plenamente a partir do presente, que condiciona e delimita a investigação histórica.


D

Como o passado é um dado rígido e imutável, pode ser compreendido independente do presente.


E

O historiador deve evitar qualquer diálogo com o presente para garantir uma análise objetiva e imparcial do passado.

Sobre as concepções de tempo dos povos mesoamericanos, registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:


(__)Os nomes dos anos se repetiam a cada 52 anos, permitindo juntar eventos de tempos diferentes na mesma data.

(__)O tempo mesoamericano era só cíclico, sem considerar mudanças, novidades ou diferenças ao longo do tempo.

(__)Cada unidade de tempo tinha significado especial, ligado a eventos importantes, como a morte de soberanos.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:


A

V − V − F.


B

V − F − F.


C

F − F − V.


D

F − V − F.


E

V − F − V.

O Repositório Arquivístico Digital Confiável (RDC-Arq) é um meio para a preservação digital da memória institucional dos órgãos do Poder Judiciário, utilizando uma cadeia de custódia digital arquivística ininterrupta, contudo ainda é exclusivo para processos administrativos e judiciais.


C

Certo


E

Errado

“Quais seriam hoje, neste novo milênio, os atributos e o perfil do Clio, a favorita das Musas? Cremos que, hoje, sua faceta mais recente e difundida seja aquela chamada História Cultural.” (Pesavento, 2003. p.7)


Fonte: PESAVENTO, Sandra Jatahy. História & História Cultural. Belo Horizonte. Autêntica. 2003


Sobre a História Cultural, é CORRETO afirmar que:


A

é concebida como um processo contínuo, retilíneo, linear, causal, inteligível por um modo racional.


B

o conceito de representação, que é uma categoria central neste campo da História, garante a construção do real histórico tal como ocorrido.


C

caracteriza-se por consolidar um regime de verdades e de explicações globalizantes, com aspiração à totalidade.


D

o historiador sabe que sua narrativa pode relatar o que ocorreu um dia, mas que esse fato pode ser objeto de múltipla versões.


E

um dos aspectos fundamentais na produção do historiador que opta pela História Cultural é a rejeição das subjetividades e das histórias de vida.

Leia o texto a seguir:


Então, de modo mais claro, digamos, em vez de acontecimental: esse tempo, aquele cuja medida é a dos indivíduos, a da vida cotidiana, a de nossas ilusões, nossas rápidas tomadas de consciência – o tempo do cronista por excelência, o tempo do jornalista. Ora, observemos que tanto crônica quanto jornal fornecem, ao lado dos grandes acontecimentos qualificados como históricos, os medíocres acidentes da vida ordinária: um incêndio, uma catástrofe ferroviária, o preço do trigo, um crime. Cada um de nós compreenderá que existe esse tempo para todas as formas de vida: econômica, social, literária, institucional, religiosa, e até mesmo geográfica.


(Fernand Braudel, “História e Ciências Sociais [...]”. Em: Fernando A. Novais; Rogério F. Silva (orgs.), Nova História em perspectiva, 2011. Adaptado)


No fragmento, ocorre a discussão


A

da contradição entre tempo e espaço, na perspectiva do historiador do século XXI.


B

dos processos de representação identitária na História do Tempo Presente.


C

da ocorrência de acontecimentos de tempo curto em todos os aspectos da vida humana.


D

do paradoxo entre o ofício do historiador e dos demais profissionais da ciência.


E

da importância dos acontecimentos de média duração para os estudos históricos.

Leia o texto a seguir.


O jornalista Graham Hancock, apresentador escocês da série Revelações Pré-Históricas, passeia por sítios arqueológicos e formações naturais da América do Norte e Caribe, Mediterrâneo e Indonésia, tentando provar sua hipótese dita “revolucionária” para os livros de História – a de que as primeiras civilizações conhecidas (egípcios, persas, babilônicos etc.) são posteriores a outras civilizações ainda mais evoluídas em tecnologia que viveram na Terra entre 12 mil e 9,6 mil anos atrás. [...] Os arqueólogos simplesmente o desprezam – nenhum profissional de respeitado centro científico o leva a sério. Isso porque seu maior erro está na metodologia que utiliza. Ele diz a todo momento: “Ninguém pode afirmar com certeza absoluta que esta área não era um sítio astronômico”. Simplesmente porque ele assim deseja que seja.


Disponível em: < https://veja.abril.com.br/coluna/veja-gente/a-serie-da-netflixque- esta-irritando-os-arqueologos >. Acesso em: 29 dez. 2024.


De acordo com o texto, o desprezo pelo trabalho do jornalista Graham Hancock no meio científico deve-se, segundo a academia, à metodologia empregada por ele. Isso se dá porque, apesar das diferentes teorias que fundamentam a metodologia de trabalho, é consenso entre os cientistas de que o objeto de estudo da Arqueologia é


A

o objeto preservado.


B

a cultura material.


C

o vestígio lítico.


D

a fonte escrita.

Leia o trecho a seguir.


A maioria das pessoas tende a pensar que a História Cultural aborda a cultura superior, a Cultura com C maiúsculo. Então, o leitor pode querer uma palavra de explicação. Enquanto o historiador das ideias esboça a filiação do pensamento formal, de um filósofo para outro, o historiador etnográfico estuda a maneira como as pessoas comuns entendiam o mundo. Tenta descobrir a cosmologia, mostrar como organizavam a realidade em suas mentes e a expressavam em seu comportamento. Não tenta transformar em filósofo o homem comum, mas ver como a vida comum exigia uma estratégia. Operando ao nível corriqueiro, as pessoas comuns aprendem a “se virar” e podem ser tão inteligentes, à sua maneira, quanto os filósofos. Mas, em vez de tirarem conclusões lógicas, pensam com coisas, ou com qualquer material que sua cultura lhes ponha à disposição, como histórias ou cerimônias.


Adaptado de: DARNTON, Robert. O grande massacre dos gatos. E outros episódios da História cultural francesa. Rio de Janeiro: Graal, 1986, p. XIV.


Assinale a opção que descreve corretamente a compreensão do autor sobre o objeto de estudo da História Cultural.


A

O estudo da cultura das elites intelectuais, que criaram e influenciaram os elementos culturais das sociedades.


B

O estudo que reconhece que a população cria cultura, desconsiderando a capacidade do conhecimento filosófico de produzir saber.


C

O estudo que investiga as experiências e visões da população comum sobre seus cotidianos.


D

O estudo das expressões culturais individuais, sem considerar fatores externos.


E

O estudo que separa o comportamento social da cultura para entender as expressões sociais.

A partir da Base Nacional Comum Curricular, (BNCC) do Ensino de História, é possível compreender que todo conhecimento sobre o passado está intrinsecamente ligado ao conhecimento do presente, sendo que as questões que surgem dos sujeitos são, em grande parte, reflexo das inquietações contemporâneas. O historiador, em seu trabalho, questiona o passado com o propósito de identificar, analisar e compreender os significados imersos em diversos objetos, lugares, saberes, práticas e sensibilidades. Esses questionamentos são frequentemente conduzidos por meio de hipóteses, que se materializam em diferentes narrativas, as quais buscam reconstruir o entendimento de tempos passados. Nesse sentido, entendemos que a dinâmica do ensinoaprendizagem, especialmente no Ensino Fundamental e, em particular, na disciplina de História, deve estabelecer um diálogo constante com o presente. Para refletir sobre o ensino de História, é imprescindível adotar atitudes críticas e reflexivas ao longo do processo pedagógico, como: identificação, comparação, contextualização, interpretação e análise. Essas práticas não apenas enriquecem o entendimento do aluno sobre os eventos históricos, mas também promovem o desenvolvimento de sua autonomia intelectual, permitindo-lhe perceber que os indivíduos agem de acordo com o contexto histórico e geográfico em que estão inseridos. Dessa forma, o ensino de História contribui para a formação de cidadãos conscientes de que os comportamentos e costumes são moldados e transformados ao longo do tempo, pela interação entre o passado e o presente.


À luz de todas as razões apresentadas, é certo o que se afirma sobre o conhecimento histórico, conforme preconizado pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), Anos Finais, EXCETO:


A

O processo de ensino e aprendizagem de História está pautado por três procedimentos: 1. pela identificação dos eventos considerados importantes na história do Ocidente, ordenando-os de forma cronológica; 2. pelo desenvolvimento das condições necessárias para que os alunos selecionem, compreendam e reflitam sobre os significados da produção histórica; 3. pelo reconhecimento e pela interpretação de diferentes versões de um mesmo fenômeno, reconhecendo as hipóteses e avaliando os argumentos apresentados, com vistas ao desenvolvimento das habilidades necessárias.


B

No 6º (sexto) ano, deve ser contemplada uma reflexão sobre a História e suas formas de registro. São recuperados aspectos da aprendizagem dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental e discutidos procedimentos próprios da História, como o registro das primeiras sociedades e a construção da Antiguidade Clássica, com a necessária contraposição com outras sociedades e concepções de mundo. No mesmo ano, avança-se para o período medieval na Europa e para as formas de organização social e cultural da África.


C

No 7º (sétimo) ano, o tema é o século XIX e a conformação histórica do mundo contemporâneo. Destacam-se os múltiplos processos que desencadearam as independências nas Américas, com ênfase no processo brasileiro e seus desdobramentos. África, Ásia e Europa são objetos de estudo, com destaque para o nacionalismo, o imperialismo e as resistências a esses discursos e práticas.


D

São objetivos de conhecimento e unidades temáticas de História do 8º (oitavo) ano: o Brasil no século XIX, configurações do mundo no século XIX em diálogo com os seguintes conhecimentos: Brasil - Primeira República; o período regencial: política e economia; a Lei de Terras e seus desdobramentos na política do Segundo Reinado; territórios e fronteiras: a Guerra do Paraguai; o escravismo no Brasil do século XIX: plantations e revoltas de escravos; abolicionistas e políticas migratórias no Brasil Imperial.


E

Nos 9º (nonos) ano, é possível afirma que são lugares temporais e espaciais de inquirição, por meio da capacidade de comunicação e diálogo, valendo-se de diferentes escritas, iconografias, materiais e imateriais, assuntos como: o nascimento da República no Brasil e os processos históricos até metade do século XX, além de identificar mecanismos de inserção dos negros na sociedade brasileira pós-abolição e avaliar seus resultados.

Leia o texto a seguir:


A memória não pode ser confundida com a história, como advertem vários historiadores. As memórias precisam ser evocadas e recuperadas e merecem ser confrontadas. As dos velhos e de pessoas que ainda estão no setor produtivo ou as de homens e de mulheres nem sempre coincidem, mesmo quando se referem ao mesmo acontecimento. Mas nenhuma memória, individual ou coletiva, constitui a história.


(Circe Bittencourt, Ensino de História: fundamentos e métodos)


Ao distinguir memória e história, Bittencourt afirma que a história


A

desconsidera informações de caráter emotivo ou irracional.


B

privilegia o uso da memória socialmente dominante.


C

usa um método para recompor os dados da memória.


D

combate a objetividade da memória coletiva.


E

deve prescindir da utilização da memória individual.

A memória desempenha um papel essencial na configuração da história local. Nesse contexto, como a memória contribui para o estudo da história local?


A

A memória local é imprescindível para o estudo de documentos históricos oficiais.


B

A memória local contribui para a formação da identidade apenas em nível regional.


C

A memória ajuda a substituir a história escrita por relatos orais.


D

O foco da memória local está na preservação de monumentos nacionais.


E

A memória permite resgatar histórias de vida individuais e coletivas, bem como os acontecimentos locais.

A História cronológica, criada no fim do século XIX, tem sido objeto de críticas pela forma linear com que organiza o tempo, de acordo com a ideologia do progresso.


(Circe Maria Fernandes Bittencourt, Ensino de História: fundamentos e métodos. Adaptado)


Bittencourt destaca que a citada História cronológica, entre outras críticas,


A

impôs como referência de análise histórica as transformações culturais americanas.


B

criou uma periodização que pretensamente são válidas para uma “história universal”.


C

considerou as nações europeias como dependentes da ciência oriental e africana.


D

teorizou o tempo a partir de conceitos desenvolvidos por outras áreas do conhecimento.


E

superestimou a contribuição cultural de algumas regiões, como a África subsaariana.

No século XIX, quando surgiu com o propósito de ser reconhecida como ciência, a história buscava a extrema objetividade, entendendo o passado como uma realidade neutra, alicerçada em documentos escritos, em geral produzidos por fontes oficiais.


C

Certo


E

Errado

Leia o trecho a seguir.


“Em todo o mundo, estamos experimentando a emergência da memória. Todos os países, todos os grupos sociais e étnicos, passaram por uma profunda mudança, mesmo uma revolução, no relacionamento tradicional que tem mantido com seu passado. Essa mudança tem adotado múltiplas e diferentes formas, dependendo de cada caso individual: uma crítica das versões oficiais da História; a recuperação dos traços de um passado que foi obliterado ou confiscado; o culto às raízes, ondas comemorativas de sentimento; conflitos envolvendo lugares ou monumentos simbólicos; uma proliferação de museus; aumento da sensibilidade relativa à restrição de acesso ou à exploração de arquivos;”


Fonte: NORA, Pierre. “Memória: da liberdade à tirania”. In: MUSAS-Revista Brasileira de Museus e Museologia, n. 4, 2009. Rio de Janeiro: IBRAM, 2009. p. 6.


Com base na leitura do trecho, assinale a opção que indica de forma correta como essa renovação da memória se reflete na Constituição brasileira.


A

A Constituição passou a reconhecer os referenciais culturais dos povos, valorizando bens culturais tanto tangíveis quanto intangíveis, abrangendo práticas cotidianas, saberes populares e diversas manifestações culturais.


B

A Constituição passou a tratar a memória como um direito cívico, ainda que limitado, abrangendo predominantemente narrativas oficiais do Estado e protegendo-a apenas quando relacionada a acontecimentos de relevância nacional.


C

A Constituição passou a reforçar o papel do Estado como produtor e unificador da memória, como forma de garantir o acesso público e a fruição cultural das referências históricas e culturais.


D

A Constituição estabeleceu que todos os elementos da memória cultural devem ser protegidos pelo Estado brasileiro, reconhecendo a diversidade cultural como parte essencial da construção da cidadania e da identidade coletiva.


E

A Constituição passou a incluir grupos historicamente negligenciados, embora de forma limitada e fragmentada, restrita a determinados recortes cronológicos e sujeita a critérios arbitrários sobre o que deve ser preservado.

Leia o texto a seguir:


Quando adotamos a perspectiva de gênero, estamos pensando nas maneiras como as sociedades entendem, por exemplo, o que é “ser homem” e “ser mulher” e o que é que consideram “masculino” e “feminino”.

Ideias sobre masculinidade e feminilidade, formas de classificar as garotas a partir de determinadas normas sobre o comportamento sexual, papéis e identidades tais como “esposa ideal” e “pai de família”, por exemplo, são encarados como concepções produzidas, reproduzidas e/ou transformadas ao longo do tempo, que podem variar em cada contexto social, sendo, portanto, objeto de interesse da História.


(Carla B. Pinsky, “Gênero”. Em: Novos temas nas aulas de história, 2009. Adaptado)


Partindo do exposto, está correto afirmar que


A

a história das mulheres não deve ser vista como uma questão cultural.


B

as categorias de gênero são subjacentes aos aspectos biológicos.


C

os papéis e identidades são uma atribuição natural relativa aos sexos.


D

o estudo histórico do gênero contribui para naturalizar as desigualdades.


E

o conceito de gênero é uma construção social e cultural.

 
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