

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
A ideia de um Brasil branco, católico, escravocrata, cultural e economicamente vinculado à Europa foi um projeto ideologicamente construído após a independência. Nessa perspectiva, negros e indígenas foram invisibilizados pela história oficial quanto ao seu papel na formação do País.
Certo
Errado
Com cultura riquíssima e diversificada, povos africanos foram obrigados à diáspora pela escravidão. O Brasil foi um dos países que mais recebeu os escravizados africanos, os quais sempre procuraram se libertar. Os quilombos foram uma das formas de resistência que tiveram em Palmares seu exemplo mais vigoroso.
Certo
Errado
Analise as assertivas a seguir a respeito das distinções entre os escravos no Brasil do período escravocrata e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) O escravo recém-chegado da África, com pouco conhecimento da língua e da cultura, era chamado de “boçal”.
( ) Aquele escravo com uma certa adaptação e que possuía pouco conhecimento da língua portuguesa era classificado como “ladino”.
( ) Existiam, também, o “mulato” e o “crioulo”, ambos eram os preferidos para as tarefas domésticas, artesanais e de supervisão.
( ) O escravo “boçal” tinha esse nome por ser considerado filho de “ladino” nascido no Brasil, o qual, por ser brasileiro, possuía um certo privilégio nas tarefas domésticas, livrando-o de executar o trabalho pesado.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
F – F – F – V.
F – F – F – F.
V – V – V – V.
V – V – V – F.
Na história das lutas pelos direitos humanos e pela igualdade racial no Brasil, o Movimento Negro Unificado teve importante papel e foi um movimento social
inspirado em valores religiosos e humanistas, e integrado por afrodescendentes brasileiros, defensores da ideologia da mestiçagem e do nacionalismo negro presente em outros movimentos, como os Panteras Negras, nos anos 1960.
composto por militantes brancos e negros de esquerda, ligados ao Partido Comunista Brasileiro, contra o apartheid racial defendido pelo regime militar.
idealizado em 1988, no clima de redemocratização e composto por jovens afrodescendentes das periferias brasileiras que denunciavam o racismo e se baseavam no movimento hip hop.
criado por intelectuais e universitários negros, nos anos 1940, depois da queda do Estado Novo, período em que Getúlio Vargas havia proibido a Frente Negra Brasileira, acusada de ser comunista e subversiva.
fundado no final dos anos 1970, por militantes negros de esquerda, engajados no combate ao racismo estrutural da sociedade brasileira e ao autoritarismo do regime militar.
Analise as afirmativas abaixo acerca da história dos escravos africanos em Santa Catarina.
1. No litoral catarinense, os escravos ocupavam-se de atividades domésticas, agrícolas e pesqueiras, no cultivo de cana-de-açúcar, aipim e outros gêneros alimentícios.
2. Com a decadência das atividades associadas à pesca de baleias, no litoral de Santa Catarina, muitos escravos passaram a atuar como sapateiros, marceneiros e alfaiates.
3. A carência de fontes históricas não permite aos historiadores a comprovação da existência de revoltas de escravos ou a existência de quilombos em Santa Catarina.
4. Verifica-se nos anúncios dos jornais da época da escravidão que, nas vilas do litoral catarinense, o comércio de escravos era representativo.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
São corretas apenas as afirmativas 1 e 3.
São corretas apenas as afirmativas 2 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 4.
São corretas as afirmativas 1, 2, 3 e 4.
Vinte e cinco de julho é celebrado o Dia da Mulher Negra no Brasil. A data foi inspirada no dia da morte de Tereza de Benguela. Quem foi ela?

Conhecida especialmente por ter sido a companheira de Zumbi dos Palmares, grande homenageado no Dia da Consciência Negra no Brasil, fez história sendo um dos nomes principais da resistência quilombola do país do século XVII.
Nasceu em São Paulo, é doutora em filosofia pela Universidade de São Paulo e criadora do Geledés Instituto da Mulher Negra, um dos principais órgãos independentes de consciência racial no Brasil.
Nascida na cidade de Sacramento (MG), frequentou a escola somente por dois anos. Em busca de uma vida melhor, foi para São Paulo, onde viveu na favela de Canindé e sustentava os três filhos vendendo papel e ferro. Foi uma autora brasileira, considerada uma das primeiras e mais destacadas escritoras negras do País. Ela é autora do best seller autobiográfico “Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada”.
Rainha do Quilombo de Quariterê, no Mato Grosso. Após a morte do companheiro, liderou a luta do quilombo contra os soldados portugueses. Sua grande inovação foi a instituição de um Parlamento no quilombo onde se discutiam as normas que regulavam o funcionamento do lugar. Após ter tido seu exército derrotado, foi morta e decapitada com a cabeça exposta em praça pública. Desta maneira, o governo pretendia que o castigo servisse de exemplo para que ninguém voltasse a desafiá-lo.
Natural de Santa Catarina, foi professora e dedicou toda sua vida ao ensino. Escrevia jornais onde defendia ideias feministas. Na década de 30, entrou na política e foi a primeira deputada estadual negra do país e primeira deputada mulher do estado de Santa Catarina.
Entre os séculos V e XV, havia vários reinos no continente africano, alguns dos quais muito prósperos e que desenvolviam relações comerciais com outros povos, inclusive distantes geograficamente. Acerca desse assunto, assinale a opção correta.
Os reinos africanos localizavam-se predominantemente ao norte do deserto do Saara.
A principal rota comercial dos reinos africanos era pelo oceano Atlântico.
Os reinos africanos adotaram o cristianismo ortodoxo como religião oficial.
O Zimbábue, que estava localizado na África austral, era um dos grandes reinos africanos.
O deserto do Saara impedia o comércio entre os reinos da África subsaariana e os mercados do Norte.
A respeito do tráfico atlântico de escravizados e da formação de sociedades escravistas no Brasil e nas Américas, assinale a alternativa correta.
O tráfico atlântico de escravos africanos foi um negócio operado exclusivamente por europeus.
A conquista e a colonização das ilhas atlânticas, como a Madeira e Cabo Verde, anteciparam o modelo fundado sobre o trinômio grande propriedade, monocultura e escravidão, prevalecente em boa parte das Américas na época moderna.
Por causa da demanda açucareira, Moçambique consolidou-se como principal fornecedor de mão de obra escravizada para o Brasil já no século 17.
Estigmas e distinções sociais oriundas do catolicismo ibérico, baseadas em categorias como “limpeza de sangue” e “guerra justa”, não tiveram qualquer influência sobre a legitimidade do tráfico e da escravidão modernos.
As reformas pombalinas e bourbônicas aboliram o tráfico atlântico de escravizados para as Américas.
No livro “A escravidão na África: uma história de suas transformações”, o historiador Paul Lovejoy conceitua a escravidão, compreendida como um tipo específico de exploração, a partir de um conjunto de elementos.
Dentre as características apresentadas pelo autor é INCORRETO afirmar que o escravo
se caracteriza por ser um bem móvel, podendo, portanto, ser comprado ou vendido aleatoriamente por seus senhores que, de um modo geral, exerciam amplo poder sobre o conjunto dos escravizados.
possui subordinação total aos interesses senhoriais, sendo-lhe atribuída qualquer tarefa, o que, inclusive, permitia-lhe incumbir-se desde os piores afazeres laborais até o exercício de posições de autoridade.
possui sua condição de estrangeiro sempre reiterada, uma vez que negar-lhe direitos e privilégios de determinada sociedade era o caminho para sua exploração econômica, política ou social.
padece comumente do uso da coerção e da violência física contra si, sobretudo quando se reduzia a pessoa, em sua captura, de sua condição de liberdade para a condição de escravidão.
possui, na maioria das sociedades escravistas e excetuando-se as Américas, direito à própria sexualidade, embora não tivesse, de um modo geral, o direito sobre os filhos que possivelmente gerasse.
Os chamados quilombos foram uma das formas de resistência dos africanos escravizados no período do Brasil colonial. Em relação aos quilombos, assinale a alternativa correta.
Consistiam em agrupamentos de escravizados libertos que realizavam trabalhos comunitários, visto que eles não possuíam oportunidade de trabalho fixo.
Os quilombos eram terras utilizadas como objetivo único para que os ex-escravizados produzissem para o comércio externo, garantindo, assim, algum tipo de lucro.
Eram, unicamente, lugares de vínculo religioso para que as pessoas escravizadas professassem a fé de acordo com suas religiões de origem.
Os quilombos eram espaços em que ex-escravizados se encontravam unicamente para planejar ataques contra os seus antigos “senhores”.
Os quilombos eram espaços em que pessoas que foram escravizadas e que conseguiam fugir se encontravam. Ali, reproduziam a vida que tinham nos seus lugares de origem (cultura, religião), além de se protegerem de possíveis investidas.
Analise o texto a seguir.
“Quando se trata de escravidão na Amazônia, o mais comum é iniciar com uma ressalva. A maioria dos trabalhos assegura que o uso da escravidão negra foi pouco significativo na economia amazônica do século XVII e primeira metade do século XVIII. (...) Não restam dúvidas de que o número de escravos disponíveis na região só irá sofrer aumento significativo quando a Companhia de Comércio do Grão-Pará inicia suas atividades no tráfico atlântico e, da mesma forma, não há o que questionar quanto à predominância do uso da mão de obra dos índios no decorrer do século XVIII. Contudo, como afirmou Luís Pinheiro, o que se coloca em questão é o fato de que, 'desde meados do século XVIII, a introdução de negros no Grão-Pará tornou-se uma realidade importante para a sociedade e para a economia da província. A presença de africanos no Grão-Pará ativa e coloca em movimento questões muito mais amplas que não podem ter suas dimensões avaliadas apenas em função do número de escravos disponíveis porque, o que está em jogo, é a própria montagem e reiteração de uma sociedade escravista cuja lógica de reprodução não se limita ao número de homens disponíveis nos plantéis, mas antes se traduz na reiteração de relações de subordinação e poder que dão vida ao próprio sistema. Isso, sem dúvida, é uma realidade importante que deve ser adequadamente considerada'”.
(SAMPAIO, Patrícia Melo. Espelhos Partidos: etnia, legislação e desigualdade na Colônia. Manaus: Editora da UFAM, 2011. pp.80-82).
Qual o argumento central defendido pela historiadora acerca do estudo sobre a escravidão africana na Amazônia colonial?
Houve um apagamento histórico dos negros na historiografia amazônica em função da tese da baixa presença de escravos africanos na região.
Há que se considerar, como fator fundamental, o papel desempenhado pela companhia de comércio do grão-pará no tráfico atlântico.
A questão numérica não deve se constituir como fator primordial para a análise das relações escravistas na região.
A mão de obra africana foi pouco relevante na dinâmica da formação socioeconômica da Amazônia colonial.
É preciso admitir que a mão de obra indígena foi predominante no decorrer do século XVIII.
Marque (V) para verdadeiro ou (F) para falso nas afirmações a seguir.
( ) No início da década de 1720, o interiorano Reino do Daomé, originalmente dedicado à produção agrícola, ocupou os principais reinos da conhecida Costa dos Escravos, principal ponto na África Ocidental de fornecimento de pessoas ao comércio de escravos, visando ao controle de seus portos.
( ) Os reinos de Uidá e Daomé se uniram, a partir do início do século XVIII, na conquista dos portos na Costa dos Escravos, vencendo os estados vizinhos que exploravam comercialmente a escravização dos povos que conquistavam.
( ) Há um debate sobre a natureza da conquista do reino de Uidá por Daomé, se o processo teria ocorrido para a suspensão do comércio escravista protegendo as estruturas sociais do reino ou, ao contrário, se era consequência do tráfico transatlântico de escravos.
( ) O fortalecimento militar do Reino de Daomé era resultado de uma mudança no modo de produção local a partir, sobretudo, do final do século XVII, quando a região passa a ser um importante intermediário no comércio escravista.
( ) Daomé, Uidá e Aladá são reinos que se uniram, a partir da década de 1720, para retomar o controle da Costa da Mina das mãos, sobretudo, de franceses, portugueses e holandeses, movimento decisivo para o fortalecimento da rota transatlântica a partir da Costa dos Escravos.
A sequência correta é
V, F, V, V, F.
V, V, F, V, F.
F, V, F, F, V.
V, F, F, F, V.
F, V, V, F, F.
Segundo a historiadora Ana Maria Monteiro (2019),
“(....) o ‘saber ensinado’ é uma produção da/na cultura escolar, um híbrido cultural que se constitui de diferentes saberes: dos docentes, dos alunos, da cultura escolar e institucional, daqueles que circulam na sociedade e também de fluxos dos conhecimentos científicos - ‘saberes sábios’ que possibilitam a atualização e revisão crítica necessárias para a superação de versões pautadas exclusivamente no ‘senso comum’”.
(MONTEIRO, Ana Maria. Apud FERREIRA & OLIVEIRA. Dicionário de ensino de História. Rio de Janeiro: FGV, 2019, p. 224.)
Indique o conceito a que se refere o processo de ensino aprendizagem descrito pela historiadora no trecho anterior.
Consciência histórica.
Transposição didática.
Debate historiográfico.
Anacronismo histórico.
O movimento abolicionista no Brasil começou a ganhar contornos mais fortes a partir da metade do século XIX em diante. O Rio Grande do Norte também teve um movimento nesse sentido, sendo que, em uma das cidades potiguar, o movimento abolicionista foi pioneiro quanto a sua organização e teve grande força. Qual foi essa cidade?
Assú.
Natal.
Caicó.
Mossoró.
Ceará-Mirim.
“Se não há dúvida de que a principal força de trabalho no antigo Estado do Maranhão e Pará do século XVII foi a indígena, livre ou escrava, no entanto, a presença africana na região não pode ser desconsiderada”. (CHAMBOULEYRON, R. Escravos do Atlântico equatorial: tráfico negreiro para o Estado do Maranhão e Pará (século XVII e início do século XVIII). Revista Brasileira de História, vol. 26, nº 52. p.)
As questões abaixo, versam sobre o olhar historiográfico para a região do Grão-Pará. Aponte a CORRETA:
Estudos pioneiros, como os de Manuel Nunes Pereira e Arthur Cezar Ferreira Reis, insistem na ideia da expressiva presença de africanos, em decorrência da grandiosidade dos empreendimentos agrários na região do Grão Pará.
A historiografia recente aponta que a capital do Grão-Pará aparece, na primeira metade dos Oitocentos, como um espaço marcado pela presença de uma população escrava significativa, inclusive superando demograficamente em diferentes fases a população branca e livre.
Conforme o historiador Rafael Chambouleyron, foi inexpressivo o papel desempenhado pela Coroa Portuguesa na definição, estabelecimento e organização do tráfico para a região Amazônica.
As fontes com números seguros para o tráfico negreiro seiscentista e toda navegação para o Estado do Maranhão e Pará, a documentação com registros sistemáticos da chegada dos navios e do número de escravos, desembarcados e vendidos, facilitaram o fortalecimento da historiografia sobre escravidão no Grão Pará e Maranhão.
O tráfico na região do Grão Pará e Maranhão foi organizado no final do século XVII sem qualquer relação com demandas circunstanciais locais.
A escravidão no Brasil foi longa, porém não ocorreu sem suscitar revoltas e contestações. A historiografia destaca alguns desses conflitos, tais como o Quilombo de Palmares e a Revolta dos Malês. Assim como as duas anteriormente citadas, ocorreu no Espírito Santo uma revolta de escravizados que buscava o cumprimento de uma suposta promessa feita por um padre. Essa revolta é denominada:
Revolta do Congo.
Quilombo das Vassouras.
Revolta dos Periquitos.
Revolta de Mandu Latino.
Insurreição de Queimado.
O primeiro tratado internacional a entrar em vigor no Brasil que coibisse o Tráfico de Escravos foi:
O tratado de 1830.
O tratado de 1826.
O tratado de 1815.
O Bill Aberdeen.
O tratado de 1850.
Uma das formas utilizadas para diferenciar os escravos negros no Brasil era suas divisões em grupos, tais como:
Ladinos, nascidos na África, e locais, nascidos no Brasil.
Boçais, nascidos na África, e locais, nascidos no Brasil.
Boçais, nascidos no Brasil, e ladinos, nascidos na África.
Boçais, nascidos na África, e ladinos, nascidos no Brasil.
Ladinos, nascidos na África, e mulatos, nascidos no Brasil.
Era a concessão de pequenos lotes de terra aos escravos, para uma produção voltada ao mercado interno, sendo sancionada legalmente por meio de alvarás e ordens régias a partir do final do século XVII:
Escravos de ganho.
Sertanismo de contrato.
Brecha camponesa.
Escambo.
Clientelismo.
Segundo o jesuíta Antonil, “o escravo é as mãos e os pés do senhor de engenho”. Considerando tais dizeres, podemos entender que, na sociedade açucareira do Brasil colonial, os escravos:
Eram totalmente desprezados dentro do sistema produtivo.
Eram assalariados e reconhecidos pela sua prestação de serviço.
Cultivavam produtos que não eram de importância no sistema colonial.
Realizavam diversos trabalhos no sistema produtivo do açúcar, dos mais pesados aos mais técnicos.