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Para a realização da frenectomia, a paciente receberá anestesia local com lidocaína a 2%. Qual é a quantidade máxima de tubetes anestésicos que poderão ser utilizados nesse procedimento cirúrgico?
2,5
3
3,5
4
Considere que um paciente tenha recebido o diagnóstico sorológico de hepatite B e que, ao questionar o médico infectologista sobre a possível forma de contaminação, este lhe explicou que a transmissão pode ter acontecido durante a realização de algum procedimento da área de saúde. O paciente recordou ter realizado apenas uma exodontia havia 12 dias e, dessa forma, inferiu que a transmissão do vírus aconteceu durante o procedimento odontológico. O exame sorológico realizado apresentou o seguinte resultado: HBsAg + (positivo), Anti-HBc total + (positivo), Anti-HBc IgM – (negativo), AntiHbs – (negativo). Após análise do exame, o infectologista informou ao paciente que a doença estava na fase crônica e, possivelmente, a transmissão não aconteceu durante o atendimento odontológico realizado há 12 dias. Diante desse caso, assinale a alternativa que contém o parâmetro sorológico utilizado para descartar a possibilidade de o paciente ter sido infectado recentemente durante o atendimento odontológico realizado?
HBsAg +
Anti-HBc total +
Anti-HBc IgM -
Anti-Hbs -
Um paciente oncológico com adenocarcinoma pancreático metastático apresentou perda de peso superior a 10% em 6 meses, inflamação sistêmica persistente, anorexia, fadiga e perda acelerada de massa muscular, mesmo com ingestão alimentar aparentemente adequada.
Considerando os mecanismos fisiopatológicos da caquexia associada ao câncer e os princípios de avaliação e abordagem nutricional nesse caso, assinale a alternativa correta.
A caquexia envolve hiperatividade metabólica, inflamação crônica e alterações hormonais, tornando necessária uma abordagem multimodal (nutrição, exercícios e suporte medicamentoso).
A caquexia é predominantemente causada por baixa ingestão alimentar, sendo reversível apenas com oferta nutricional aumentada.
A suplementação hipercalórica isolada é suficiente para reverter o quadro de caquexia, desde que a ingestão energética se torne adequada.
O aumento expressivo de tecido adiposo é comum na caquexia, justificando restrição energética para evitar complicações metabólicas.
No caso de paciente com lúpus, em uso prolongado de corticoide, que evolui com dislipidemia, ganho de peso e osteopenia, qual é a orientação nutricional prioritária?
Controle calórico e adequação de cálcio e vitamina D
Restrição de cálcio alimentar
Aumento de carboidratos simples
Exclusão total de lipídios
Considere um paciente com DRC estágio 4, não dialítico, com fósforo sérico elevado e hiperparatireoidismo secundário. Nesse caso, segundo as recomendações nutricionais para controle do fósforo, qual é a medida mais adequada?
Aumentar consumo de leites vegetais industrializados, pois não contêm fósforo biodisponível.
Reduzir alimentos com aditivos fosfatados, pois possuem alta biodisponibilidade.
Priorizar carnes processadas, pois possuem menor fósforo que carnes frescas.
Evitar frutas e verduras, pois são fontes relevantes de fósforo.
Um paciente de 59 anos de idade, portador de DRC estágio 4 (TFG 22 mL/min), buscou atendimento apresentando hiperfosfatemia (P 6,1 mg/dL), potássio 5,3 mEq/L e bicarbonato 18 mEq/L. Referiu dieta rica em carnes processadas, leguminosas e refrigerantes tipo cola. Informou uso de IECA e quelante de fósforo à base de carbonato de cálcio. Foi mantido em acompanhamento para possível início de terapia renal substitutiva.
De acordo com as diretrizes KDIGO e BRASPEN para dietoterapia na DRC, qual é a conduta nutricional mais adequada nesse caso?
Aumentar ingestão proteica para 1,4 g/kg/dia com o objetivo de compensar o catabolismo da doença.
Manter consumo de leguminosas e reduzir apenas sódio, já que fósforo e potássio são pouco influenciados pela dieta.
Suspender o uso de quelantes e priorizar apenas hidratação livre, pois a excreção renal residual ainda está preservada.
Restringir fósforo e potássio da dieta, priorizar proteínas de alto valor biológico em quantidade moderada (de 0,6 a 0,8 g/kg/dia) e reforçar a alcalinização alimentar para correção parcial da acidose.
Um paciente acolhido em centro de atenção psicossocial (CAPS) apresenta esquizofrenia, uso crônico de antipsicóticos, ganho ponderal rápido e dislipidemia.
Considerando o cuidado integral no SUS, a conduta nutricional mais adequada para esse paciente é
dieta hipocalórica restrita com metas rígidas.
suspensão do acompanhamento nutricional.
intervenção alimentar gradual integrada ao projeto terapêutico singular.
encaminhamento exclusivo à atenção terciária.
Ritalina e Risperdal pertencem a qual classe farmacológica, respectivamente?
Estimulante do sistema nervoso central e antipsicótico de primeira geração
Antipsicótico de primeira geração e antipsicótico de segunda geração
Estimulante do sistema nervoso central e antipsicótico típico
Estimulante do sistema nervoso central e antipsicótico de segunda geração
A classificação ASA (American Society of Anesthesiologists) é um sistema utilizado para avaliação do estado físico do paciente antes de procedimentos cirúrgicos. Qual é a classificação da paciente assistida, de acordo com o sistema ASA?
ASA I
ASA II
ASA III
ASA IV
Uma paciente de 54 anos de idade, com obesidade grau I (IMC 33 kg/m²), foi internada em UTI com quadro de sepse e em uso de ventilação mecânica. Foi necessário iniciar nutrição enteral devido à intubação.
Segundo protocolos brasileiros da Associação Brasileira de Nutrição Enteral e Parenteral (BRASPEN), qual estratégia é mais adequada no início do suporte dietoterápico dessa paciente?
Iniciar a dieta com volume alvo total nas primeiras 6 horas para atingir rapidamente o aporte calórico.
Suspender toda nutrição enteral até resolução completa do quadro infeccioso.
Começar com oferta progressiva (20% a 30% das metas) nas primeiras 24 horas – 48 horas e ajustar conforme tolerância gastrointestinal.
Utilizar fórmula hipercalórica e hiperproteica, que é a primeira escolha para todos os pacientes críticos obesos.
Um paciente de 70 anos de idade, portador de DPOC GOLD IV, apresentou IMC de 18 kg/m², perda muscular progressiva e baixa tolerância ao esforço, além de dispneia aos mínimos esforços. Referiu consumo alimentar irregular, com longos períodos em jejum devido à falta de apetite e sensação de distensão abdominal após refeições maiores.
Segundo as diretrizes nutricionais específicas para paciente com DPOC com risco de desnutrição e perda de massa magra, qual é a abordagem dietoterápica mais indicada nesse caso?
Restrição de gorduras para melhorar esvaziamento gástrico
Dieta hipocalórica e hiperlipídica para reduzir a produção de CO₂
Refeições volumosas para maximizar aporte energético
Aporte proteico aumentado (1,2 a 1,5 g/kg/dia) associado a refeições pequenas, frequentes e de fácil digestão
Um paciente de 68 anos de idade, portador de câncer de pulmão avançado, internado na clínica médica, apresentou perda de 12% do peso em 3 meses, além de disfagia orofaríngea moderada e intolerância parcial à dieta enteral por sonda nasoenteral, tendo evoluído com náuseas e distensão. Encontra-se em dupla via de alimentação (oral adaptada + enteral contínua).
Nesse caso, de acordo com os princípios de dietoterapia em oncologia e manejo de sintomas gastrointestinais, qual é a conduta nutricional mais adequada?
Priorizar dieta oral exclusiva para estimular autonomia alimentar e minimizar complicações relacionadas à sonda.
Suspender a via oral devido à disfagia e manter nutrição exclusivamente enteral em gotejamento rápido para garantir aporte calórico.
Manter dupla via, reduzir a taxa de infusão enteral, utilizar fórmula polimérica hipercalórica e adotar fracionamento rigoroso da via oral com ajuste de viscosidade.
Aumentar a densidade proteica da dieta oral e reduzir a enteral para 10% das necessidades, pois a via oral deve sempre ser majoritária no câncer.
Além da depressão, a paciente possui uma outra comorbidade. Com base nas informações apresentadas, assinale a alternativa que correspondente à outra comorbidade e como deve ser a abordagem de tratamento, considerando as duas condições.
Síndrome metabólica – abordagem integrada (psicológico, clínica, nutrição e atividade física)
Hipotireoidismo – abordagem medicamentosa com reposição de hormônio tireoidiano e uso de antidepressivos
Síndrome metabólica – abordagem medicamentosa com foco em emagrecedores e antidepressivos
Hipercolesterolemia – abordagem medicamentosa e nutricional
O paciente está em uso de Ringer lactato para expansão volêmica. Nesse caso, qual elemento pode ser administrado ao paciente sem risco de incompatibilidade na mesma via?
Sangue transfusional
Cefazolina
Ceftriaxona
Digoxina
De acordo com a Portaria GM/MS no 6.734/2025, que dispõe sobre as doenças de notificação compulsória, assinale a alternativa correta.
Esporotricose humana e coqueluche devem ser notificadas em até 24 horas.
Casos de febre amarela devem ser notificados semanalmente. Casos de Monkeypox devem ser notificados em até 24 horas.
Óbito infantil e materno devem ser notificados em até 24 horas.
Sarampo e rubéola devem ser notificados em até 24 horas. Tuberculose deve ser notificada semanalmente.
O Centro Cirúrgico é considerado um local de grande complexidade dentro dos serviços de saúde. A interação multiprofissional é essencial para o bom funcionamento das atividades realizadas e para garantir a segurança do paciente. Neste sentido, o farmacêutico tem assumido um papel de grande responsabilidade, atuando desde a logística farmacêutica até as atividades clínicas. Considerando as atividades desenvolvidas pelo farmacêutico no centro cirúrgico, assinale a alternativa correta.
O farmacêutico, no centro cirúrgico, pode realizar a administração de medicamentos.
A reconciliação medicamentosa deve ser realizada apenas na alta do paciente.
O farmacêutico deve participar ativamente da elaboração de protocolos de antibioticoprofilaxia cirúrgica.
O farmacêutico deve participar do checklist de cirurgia no momento antes da indução anestésica.
De acordo com os critérios para admissão de pacientes em UTI, a classificação correta por prioridade é
Prioridade 2: Pacientes que necessitam de monitorização intensiva, pelo alto risco de precisarem de intervenção imediata, e sem nenhuma limitação de suporte terapêutico.
Prioridade 5: Pacientes que necessitam de intervenções de suporte à vida, com alta probabilidade de recuperação e sem nenhuma limitação de suporte terapêutico.
Prioridade 4: Pacientes que necessitam de intervenções de suporte à vida, com baixa probabilidade de recuperação ou com limitação de intervenção terapêutica.
Prioridade 1: Pacientes com doença em fase de terminalidade ou moribundos, sem possibilidade de recuperação, mas potenciais doadores de órgãos.
Assinale a alternativa que corresponde ao um medicamento utilizado na indução do trabalho de parto, sua ação e via de administração.
Misoprostol; amolecimento e amadurecimento do colo uterino, promoção e estímulo da contração miometrial; via vaginal.
Misoprostol; estímulo de contrações uterinas; via intravenosa.
Ocitocina; amolecimento e amadurecimento do colo uterino; via vaginal.
Ocitocina; estímulo de contrações uterinas; via subcutânea.
A “farmácia responsável por distribuir medicamentos e outros produtos para saúde a unidades específicas da instituição, como centro cirúrgico, unidade de urgência e emergência, unidade de terapia intensiva, unidade oncológica, entre outros”, é a (o)
farmácia central.
central de abastecimento farmacêutico.
depósito de distribuição farmacêutica.
farmácia descentralizada ou satélite.
De acordo com a Lei nº 8.080/1990, vigilância epidemiológica é definida como “um conjunto de ações que proporciona o conhecimento, a detecção ou prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes de saúde individual ou coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos”. Cada um dos níveis do sistema de saúde (municipal, estadual e federal) tem definidas as suas competências e graus de complexidade, a fim de alcançar os propósitos da vigilância epidemiológica. Nesse sentido, assinale a alternativa que corresponde a uma competência relacionada ao nível municipal do sistema de saúde, no que diz respeito à vigilância epidemiológica.
Condução de ações de caráter estratégico, de coordenação em seu âmbito de ação e de longo alcance.
Atuação complementar ou suplementar aos demais níveis.
Dependência técnico-gerencial e com redução do enfoque, para os problemas definidos como de prioridade nacional, que inclui os problemas de saúde mais importantes de suas respectivas áreas de abrangência.
Ações executivas com conhecimento analítico da situação de saúde local.