

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
Um paciente de 70 anos de idade, portador de DPOC GOLD IV, apresentou IMC de 18 kg/m², perda muscular progressiva e baixa tolerância ao esforço, além de dispneia aos mínimos esforços. Referiu consumo alimentar irregular, com longos períodos em jejum devido à falta de apetite e sensação de distensão abdominal após refeições maiores.
Segundo as diretrizes nutricionais específicas para paciente com DPOC com risco de desnutrição e perda de massa magra, qual é a abordagem dietoterápica mais indicada nesse caso?
Restrição de gorduras para melhorar esvaziamento gástrico
Dieta hipocalórica e hiperlipídica para reduzir a produção de CO₂
Refeições volumosas para maximizar aporte energético
Aporte proteico aumentado (1,2 a 1,5 g/kg/dia) associado a refeições pequenas, frequentes e de fácil digestão
O paciente M.M.B, de 57 anos, diagnosticado com Diabetes Mellitus tipo 2 e Hipertensão arterial sistêmica, encontra-se em acompanhamento ambulatorial. Durante a consulta nutricional, relatou consumo frequente de alimentos ultraprocessados, ricos em sódio, açúcares simples e gorduras saturadas. O nutricionista propôs ajustes na dieta com o objetivo de controlar a glicemia e a pressão arterial. Sobre esse caso, marque a alternativa correta.
O consumo de alimentos ultraprocessados não interfere no controle da pressão arterial e da glicemia.
A dieta deve priorizar alimentos ricos em fibras, com redução de sódio e controle da ingestão de carboidratos simples.
Recomenda-se aumento do consumo de açúcares simples para evitar episódios de hipoglicemia.
A restrição de gorduras deve ser total, independentemente do tipo de gordura consumida.
Sobre as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), assinale a alternativa INCORRETA:
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é caracterizada por níveis pressóricos iguais ou superiores a 140/90 mmHg em pelo menos duas aferições em dias diferentes, e sua prevenção inclui restrição de sódio (<2 g/dia), aumento do consumo de potássio e prática de atividade física regular.
A obesidade, segundo critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS), é definida por um Índice de Massa Corporal (IMC) ≥ 30 kg/m² em adultos, sendo considerada um importante fator de risco para diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e neoplasias.
O diabetes mellitus tipo 2 é uma doença autoimune com destruição das células beta pancreáticas, e seu diagnóstico pode ser confirmado por insulinemia de jejum inferior a 3 µU/mL, acompanhada de glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL.
As dislipidemias são caracterizadas por alterações nos níveis séricos de lipídios, sendo considerados fatores de risco o LDL ≥ 130 mg/dL, HDL < 40 mg/dL em homens e < 50 mg/dL em mulheres, e triglicerídeos ≥ 150 mg/dL, podendo ser manejadas com dieta rica em fibras solúveis e gorduras insaturadas.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição inflamatória respiratória crônica, com limitação ao fluxo aéreo não totalmente reversível, relacionada ao tabagismo e poluentes. Pacientes com DPOC frequentemente apresentam perda de massa magra e aumento do gasto energético basal.
Em uma ação de promoção da saúde no âmbito da Atenção Primária, o nutricionista propõe intervenções alinhadas às diretrizes atuais de alimentação e nutrição. É/São estratégia(s) efetiva(s) para prevenção de doenças crônicas relacionadas à alimentação:
definição de orientações nutricionais baseadas em parâmetros gerais, com posterior adequação individual quando houver demanda espontânea.
articulação entre educação alimentar, incentivo a ambientes alimentares favoráveis e ações intersetoriais.
priorização de intervenções educativas centradas em metas nutricionais específicas, com avaliação predominantemente individual.
concentração das ações de promoção da saúde em grupos populacionais já inseridos em programas de acompanhamento clínico.
implementação de estratégias alimentares direcionadas, preferencialmente, a indivíduos com fatores de risco já identificados.
A obesidade, a inflamação e a resistência à insulina estão interligadas em um ciclo vicioso, quando a obesidade, causa uma inflamação crônica de baixo grau que prejudica a ação da insulina. Considerando os mecanismos fisiológicos descritos anteriormente, qual alternativa melhor representa a relação entre alimentação e resistência insulínica no contexto da obesidade?
A obesidade abdominal reduz a concentração de ácidos graxos livres e, por consequência, a resistência insulínica.
O aumento da gordura visceral está associado à secreção de IL-10 e melhora da captação periférica de glicose.
Dietas com alto índice glicêmico e pobre densidade nutricional aumentam a lipólise hepática e reduzem o depósito de gordura visceral.
A alta ingestão de sódio e proteínas vegetais estimula a secreção pancreática de insulina, favorecendo o controle glicêmico.
A restrição calórica e o consumo de proteínas magras reduzem a inflamação sistêmica e melhoram a sinalização insulínica muscular.
Em relação às estratégias dietéticas para indivíduos com diabetes mellitus e obesidade, assinale a alternativa correta.
Dietas com valor energético inferior a 800 kcal são recomendadas para promover rápida redução de peso e melhor controle glicêmico.
O controle alimentar em portadores de diabetes mellitus obesos não influencia parâmetros lipídicos ou pressão arterial.
A perda de peso moderada não interfere na resistência à insulina nem nos níveis glicêmicos em curto prazo.
A redução energética deve ser individualizada, visando a uma perda ponderal entre 0,5 kg e 1 kg por semana.
A restrição energética deve ser padronizada para todos os indivíduos obesos com diabetes mellitus, independentemente de suas condições clínicas.
No planejamento da alta hospitalar de um paciente com doença crônica, polifarmácia e histórico de reinternações, o papel do nutricionista no cuidado em rede inclui
encerrar o acompanhamento nutricional no momento da alta.
garantir articulação com a atenção primária para continuidade do cuidado.
transferir integralmente a responsabilidade à equipe médica.
evitar orientações alimentares para não sobrecarregar o paciente.
A nutrigenômica estuda a interação entre nutrientes e expressão gênica, com implicações na prevenção e manejo de doenças crônicas. Considerando esse conceito, assinale a alternativa correta.
Variantes genéticas que afetam o metabolismo de nutrientes não influenciam a resposta individual à dieta, sendo universais as recomendações alimentares para toda a população.
Polimorfismos no gene MTHFR podem alterar a metabolização do folato, influenciando a necessidade dietética de vitamina B9 e o risco de hiperhomocisteinemia.
A nutrigenômica substitui o acompanhamento nutricional clínico, pois basta conhecer o genótipo do indivíduo para prescrever a dieta ideal.
Genes relacionados ao metabolismo lipídico não sofrem influência da ingestão alimentar, apenas de fatores hormonais.
Um paciente de 58 anos de idade, obeso (IMC de 34 kg/m²), portador de diabetes mellitus tipo 2 e hipertensão arterial, buscou atendimento com sinais clínicos de edema periférico, dispneia aos esforços e redução da diurese. No exame físico, observou-se crepitação basal pulmonar e turgência jugular.
Com base nesse caso, assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, a principal hipótese diagnóstica e a conduta inicial mais adequada, de acordo com os princípios de fisiopatologia e semiologia das doenças crônicas relacionadas à nutrição.
Descompensação do diabetes mellitus; aumentar rapidamente a ingestão hídrica para melhorar a perfusão renal.
Insuficiência cardíaca congestiva; avaliar a necessidade de restrição hídrica e reduzir ingestão de sódio na dieta.
Hipertensão arterial maligna; orientar aumento do consumo de potássio para reduzir o edema.
Doença renal crônica em estágio avançado; suspender restrição de sódio para evitar hipotensão.
Um Nutricionista acompanha dois pacientes: Paciente 1: sobrepeso/obesidade com risco de Doença Aterosclerótica Cardiovascular (DASCV) moderado, com Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) e dislipidemia; e Paciente 2: sobrepeso/obesidade com risco de DASCV moderado/alto, com objetivo explícito de reduzir eventos cardiovasculares. Com base nas diretrizes de 2025, assinale a alternativa CORRETA.
Para ambos os pacientes, a meta recomendada é perda sustentada ≥ 5% do peso, pois perdas maiores não trazem benefício cardiovascular adicional.
Para o Paciente 1, recomenda-se perda sustentada ≥ 5% do peso para reduzir fatores de risco e atrasar/evitar Diabetes tipo 2; para o Paciente 2, deve-se considerar perda sustentada ≥ 10% do peso máximo já atingido na vida para reduzir eventos cardiovasculares.
Para o Paciente 1, deve-se considerar perda ≥ 10% apenas se houver fibrilação atrial; para o Paciente 2, a diretriz não estabelece metas ponderais.
Para o Paciente 1, a diretriz recomenda perda ≥ 10% do peso máximo da vida; para o Paciente 2, recomenda perda ≥ 5% do peso atual.
De acordo com as diretrizes de terapia nutricional na doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), o planejamento dietoterápico para pacientes com hipercapnia e aumento do trabalho respiratório deve considerar o impacto dos macronutrientes na produção de resíduos metabólicos gasosos. Quanto à modulação dietética para redução da sobrecarga ventilatória, pode-se afirmar que o(a):
restrição severa de aminoácidos de cadeia ramificada é indicada para diminuir o drive respiratório central, reduzindo, consequentemente, a dispneia e o gasto energético em repouso
substituição parcial de lipídios por carboidratos simples otimiza a complacência pulmonar, visto que a oxidação da glicose gera menor volume de água metabólica por caloria consumida
aporte energético hipocalórico é a estratégia preferencial para pacientes em caquexia pulmonar, visando minimizar a termogênese induzida pela dieta e a consequente produção de detritos nitrogenados
oferta excessiva de carboidratos resulta em um quociente respiratório próximo a 1,0, elevando a produção de dióxido de carbono e a demanda por ventilação por minuto, para manter a homeostase ácido-base
Sabendo que, em território com alta prevalência de DCNT, as orientações individuais não reduzem consumo de ultraprocessados, assinale a alternativa que indica a razão estrutural mais provável para que isso ocorra.
Falha técnica do nutricionista
Baixa escolaridade apenas
Ambiente alimentar obesogênico
Resistência cultural individual
Uma paciente de 62 anos de idade, com diabetes mellitus tipo 2 descompensado e DRC estágio 4, chegou ao pronto-socorro apresentando HbA1c de 9,2%, ureia e creatinina elevadas, além de edema leve. Na avaliação dietética, observou-se alto consumo de proteínas de origem animal, uso irregular de insulina e ingestão frequente de alimentos ultraprocessados.
Considerando-se o manejo nutricional integrado de DM2 e DRC, qual é a conduta mais adequada nesse caso?
Aumentar a ingestão proteica para 1,5 g/kg/dia a fim de reduzir a hiperglicemia por maior saciedade.
Restringir potássio e fósforo apenas se houver sintomas clínicos, mantendo o consumo liberado até que se iniciem sintomas urêmicos.
Reduzir a ingestão proteica para o recomendado na DRC estágio 4, ajustar carboidratos com ênfase em baixo índice glicêmico e reforçar adesão ao uso de insulina.
Estimular suplementação de potássio para reduzir o risco cardiovascular associado à DM2.
Pacientes com doenças crônicas não transmissíveis frequentemente necessitam acompanhamento longitudinal na APS porque:
O tratamento depende apenas de medicamentos.
Mudanças alimentares exigem acompanhamento contínuo e construção gradual de hábitos.
O acompanhamento nutricional deve ocorrer somente em períodos de agudização.
A alimentação possui pouca influência nas doenças crônicas.
Um homem de 48 anos, com diagnóstico recente de gota e histórico de hiperuricemia recorrente, procura atendimento nutricional após apresentar crises articulares frequentes, apesar do uso de terapia medicamentosa. Durante a consulta, o paciente relata consumo habitual de carnes vermelhas, bebidas adoçadas industrializadas e baixo consumo de alimentos in natura. No planejamento dietoterápico, além da orientação para reduzir a ingestão de purinas de origem animal, as evidências científicas atuais indicam que deve ser desencorajado o consumo de:
vitamina C, por inibir a excreção renal de urato
laticínios desnatados, pois aumentam o ácido úrico sérico
bebidas açucaradas com frutose, pois estimulam a síntese de purinas de novo
café, por possuir estrutura química idêntica aos cristais de monossódio de urato
leguminosas, por conter purinas predominantemente de origem vegetal, cuja biodisponibilidade e impacto metabólico diferem das purinas animais
Em relação às recomendações alimentares e dietoterápicas para indivíduos com risco cardiovascular, qual das opções melhor reflete as prescrições nutricionais para reduzir a oxidação do LDL e a formação de placa aterosclerótica?
Recomenda-se que a ingestão de gordura total seja inferior a 20% do valor calórico total para prevenir dislipidemia.
O consumo de ácidos graxos mono e poli-insaturados, especialmente do tipo ômega-3, reduz a oxidação lipídica e melhora a função endotelial.
A substituição de carboidratos complexos por carboidratos de alto índice glicêmico reduz a formação hepática de VLDL e LDL.
A restrição de fibras alimentares reduz a peroxidação lipídica e o risco aterosclerótico.
O aumento da ingestão de colesterol dietético acima de 300 mg/dia é recomendado em pacientes com LDL controlado.
De acordo com o documento Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica: obesidade (Ministério da Saúde, 2014), em relação ao tratamento cirúrgico da obesidade, é correto afirmar que
é recomendada a oferta de plano de restrição calórica severa, no pré-operatório, visando ao emagrecimento, cuja adesão pode ser apoiada pelo uso de terapia medicamentosa.
se recomenda a oferta de refrescos, chá e caldos de vegetais, em quantidade máxima por refeição de 80 mL, na fase de dieta líquida restrita, ou líquida de prova ou líquida clara, com duração de 2 dias, no pós-operatório.
a cirurgia bariátrica é contraindicada para indivíduos com doença cardiopulmonar grave e descompensada, quando essa condição altera desfavoravelmente a relação risco-benefício.
são candidatos à cirurgia bariátrica indivíduos com IMC > 35 kg/m2 e com comorbidades associadas, que não obtiveram sucesso após tratamento clínico longitudinal realizado por, no mínimo, 18 meses.
são candidatos à cirurgia bariátrica indivíduos com IMC ≥ 40 kg/m2 , com ou sem comorbidades, que não obtiveram sucesso após tratamento clínico longitudinal realizado por, no mínimo, 18 meses.
Em grupos com doenças crônicas, muitas pessoas desconhecem informações de rótulos, ingerindo alimentos com alta densidade calórica e teores acentuados de sódio. Profissionais propuseram orientações sobre a leitura de embalagens e porções, buscando sensibilizar o público para a prevenção de complicações. O que ajudaria nessa conscientização?
Distribuir tabelas genéricas de ingredientes, sem explicações simples para o dia a dia.
Orientar sobre porções, composição nutricional e quantidades de sódio, relacionando esses pontos com controle de indicadores fisiológicos.
Limitar a estratégia à redução calórica, sem examinar a presença de gorduras ou aditivos.
Assumir que todos dominam a terminologia dos rótulos, pois a indústria alimentícia utiliza padrões universais.
O Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas e Agravos Não Transmissíveis no Brasil 2021-2030 (Plano de Dant), publicado em 2021, além das abordagens que envolvem os principais grupos de DCNT e seus fatores de risco, também define diretrizes e ações nos seguintes eixos:
I. Vigilância, informação, avalição e monitoramento.
II. Promoção da saúde.
III. Cuidado integral.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas III.
I, II e III.
A obesidade, apesar de não ser uma doença, é um dos fatores de risco mais importantes para outras doenças crônicas não transmissíveis como hipertensão arterial, diabetes melito e doenças cardiovasculares.
Certo
Errado