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Em uma palestra, estudantes de nutrição abordaram a relação do padrão dietético estabelecido com a prevenção de doenças crônicas, tal como a hipertensão arterial. Ao serem questionados a respeito da quantidade do consumo de sal diária, os alunos prontamente responderam que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo adequado de sódio para um indivíduo saudável é de cerca de 2.400 mg ao dia, valor que equivale a
1 g/dia de sal de cozinha.
2 g/dia de sal de cozinha.
3 g/dia de sal de cozinha.
4 g/dia de sal de cozinha.
5 g/dia de sal de cozinha.
Paciente masculino, 61 anos, portador de doença renal crônica, está iniciando o tratamento dialítico. Considerando que o início desse tratamento tem algumas particularidades em relação a maximizar o bom estado nutricional do paciente, o profissional nutricionista, ao calcular a dieta, deve
estimular o consumo de queijos, leguminosas e peixes, no intuito de estabelecer uma dieta normoproteica e restrita quanto à oferta do fósforo.
ofertar uma quantidade de proteína menor do que no tratamento conservador, sendo a cetodieta a mais oportuna para essa fase do tratamento.
ofertar uma quantidade de proteína maior do que no tratamento conservador, pois a perda de proteínas no processo de diálise pode ser significativa.
estabelecer uma dieta muito restrita em proteínas, suplementada com aminoácidos essenciais e cetoácidos.
eliminar os alimentos de origem animal como carnes em geral (vermelha e branca), ovos e laticínios.
Um pequeno conjunto de fatores de risco responde pela grande maioria das mortes por DCNT e por fração substancial da carga de doenças devido a essas enfermidades. Entre eles, destacam-se o tabagismo, o consumo alimentar inadequado, a inatividade física e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas.
A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma enfermidade respiratória prevenível e tratável que se caracteriza pela presença de obstrução crônica do fluxo aéreo. Neste contexto, considerando o estado nutricional do indivíduo, assinale a recomendação nutricional correta:
na obesidade, adequa-se para manutenção do peso, ajustando o valor energético às necessidades do indivíduo.
na desnutrição, adequa-se para ganho de peso, aumentando o valor energético em 500 a 1000 kcal/dia.
na obesidade, adequa-se para perda de peso, diminuindo o valor energético em 1000 kcal/dia em relação ao gasto energético total do indivíduo.
na desnutrição, adequa-se para ganho de peso, aumentando o valor energético em 1000 a 2000 kcal/dia.
na obesidade, adequa-se para perda de peso, utilizando para cálculo do gasto energético total o peso ideal do indivíduo.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é um grupo de doenças pulmonares que bloqueiam o fluxo de ar e dificultam a respiração. De acordo com as recomendações nutricionais para DPOC, é correto afirmar que:
dietas ricas em carboidratos aumentam a produção de CO₂ e tendem a ser restritos na dieta do paciente.
dietas hiperlipídicas causam menos desconforto ao paciente, sendo a mais indicada.
as proteínas da dieta não necessitam ser adequadas, valendo das recomendações para indivíduos saudáveis.
os carboidratos e lipídios da dieta podem seguir as recomendações para indivíduos saudáveis.
as recomendações nutricionais de energia não variam de acordo com o estágio da doença.
O estilo de vida é claramente um dos maiores responsáveis pela morbidade e pela alta prevalência das doenças crônicas. De acordo com o caderno de Estratégia para o Cuidado da Pessoa com Doença Crônica, analise as afirmativas abaixo:
I. As modificações na alimentação são reconhecidas como um potencial para a perda de peso, o controle glicêmico e a redução do risco para doenças cardiovasculares.
II. A avaliação antropométrica faz parte do diagnóstico do estado nutricional e é fundamental para o planejamento da intervenção.
III. Além do IMC, dados epidemiológicos demonstram, cada vez mais, a importância da utilização do parâmetro da circunferência abdominal (CA) na avaliação da pessoa com diabetes tipo 2.
IV. O sobrepeso, a obesidade e a circunferência abdominal aumentada são fatores indicativos de maior risco relacionados com a intolerância à glicose e ao diabetes.
Quais estão corretas?
Apenas I e II.
Apenas II e III.
Apenas III e IV.
I, II, III e IV.
A resistência à insulina precede o desenvolvimento de algumas doenças crônicas não transmissíveis, entre as quais o diabetes mellitus tipo 02. As características abaixo estão relacionadas a resistência à insulina, EXCETO:
Presença de Acantose nigricans.
Razão cintura-quadril reduzida
Glicemia de jejum entre 100 a 125mg/dL
Percentual de hemoglobina glicada entre 5,7 a 6,4%.
Aumento do índice HOMA-IR.
O consumo de alimentos com fitosteróis auxilia o tratamento da hipercolesterolemia, porque esses alimentos:
interferem no metabolismo dos carboidratos aumentando os níveis plasmáticos de triglicérides.
aumentam a quantidade de receptores de colesterol no fígado.
promovem a oxidação das lipoproteínas, em especial, da LDL.
aumentam o LDL e o HDL séricos.
competem com a absorção do colesterol no intestino.
Na doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é caracterizada pela obstrução lenta e progressiva das vias aéreas. Ela pode ser subdividida em duas categorias: enfisema e bronquite crônica. Na terapia nutricional do paciente com DPOC cada paciente deve ser avaliado individualmente com acompanhamento de perto os resultados. Sobre a distribuição de macronutrientes da dieta, assinale a alternativa correta.
Recomenda-se uma dieta hiperprotéica a fim de se restaurar a força pulmonar e muscular.
Recomenda-se dieta hipoproteica a fim de evitar complicações renais.
Recomenda-se alta ingestão de carboidratos para aumentar a frequência respiratória.
Cerca de 90% do gasto energético deve ser proveniente de carboidratos e lipídeos.
Para preservar um quociente respiratório em equilíbrio, a partir do uso do metabolismo de substratos, os pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) devem receber alimentação adequada em energia e com distribuição de macronutrientes de:
10 a 15% de proteínas, 45 a 65% de carboidratos e 25 a 30% de lipídios.
15 a 20% de proteínas, 40 a 55% de carboidratos e 30 a 45% de lipídios.
15 a 25% de proteínas, 45 a 60% de carboidratos e 15 a 30% de lipídios.
20 a 25% de proteínas, 45 a 65% de carboidratos e 20 a 35% de lipídios.
20 a 30% de proteínas, 40 a 50% de carboidratos e 30 a 45% de lipídios.
A síndrome metabólica é definida por um conjunto de alterações metabólicas. Por ser considerada uma doença de grande impacto, ela está relacionada com a mortalidade geral e a mortalidade cardiovascular. Para diagnosticá-la é preciso atentar-se para os seguintes critérios (NCEP-ATPIII, 2005):
HDL - Homem: <35mg/dL - Mulher: <39mg/dL, Triglicerídeos ≥120mg/dl
CC – Homem: ≥102 cm / mulher: ≥88cm.
HDL - Homem: <40mg/dL - Mulher: <50mg/dL, Triglicerídeos ≥150mg/dL
CC – Homem: ≥102 cm / mulher: ≥88cm.
HDL - Homem: <40mg/dL - Mulher: <50mg/dL, Triglicerídeos ≥150mg/dL
CC – Homem: ≥102 cm / mulher: ≥80cm.
HDL - Homem: <40mg/dL - Mulher: <50mg/dL, Triglicerídeos ≥100mg/dL
CC – Homem: ≥102 cm / mulher: ≥88cm.
HDL - Homem: <50mg/dL - Mulher: <40mg/dL, Triglicerídeos ≥150mg/dL
CC – Homem: ≥102 cm / mulher: ≥88cm.
Está bem estabelecido que modificações oxidativas das lipoproteínas de baixa densidade nas paredes dos vasos sanguíneos fazem parte do processo de desenvolvimento da aterosclerose. A partir desta evidência, tem-se estudado o papel de antioxidantes naturais, em especial, vitaminas C e E, e carotenoides na redução do risco de desenvolvimento de aterosclerose. Considerando essa premissa, marque a opção CORRETA:
É recomendável a suplementação desses nutrientes para redução do risco de aterosclerose.
Os carotenoides são substâncias com propriedades antioxidantes, portanto, a suplementação de seus subtipos pode ser utiliza como prevenção de aterosclerose.
Existem fortes evidências sobre a suplementação isolada da vitamina E na redução da formação de placas ateroscleróticas.
Estudos epidemiológicos têm demonstrado que a ingestão combinada de frutas e verduras são preditoras da redução do risco de desenvolvimento de aterosclerose.
O nível de evidência da suplementação de vitamina C na redução da formação de placas ateroscleróticas é A.
O usuário com doenças crônicas é, usualmente, um grande frequentador da Unidade Básica de Saúde. Sobre as orientações alimentares para esse usuário, analise as assertivas abaixo:
I. É recomendado que não tenha caráter proibitivo, mas que sirva de suporte para o usuário e sua família, promovendo melhores escolhas alimentares.
II. É útil na prevenção para o retardo das complicações associadas, integrando o conjunto de medidas de autocuidado e educação em Saúde.
III. O profissional deve orientar mudanças específicas na prática alimentar a partir da identificação de inadequações no padrão alimentar.
IV. Estas orientações precisam ter como foco principal a perda de peso através da redução da ingestão calórica e de carboidratos.
Quais estão corretas?
Apenas I e IV.
Apenas II e III.
Apenas I, II e III.
I, II, III e IV.
Nas doenças crônicas não transmissíveis é observada a elevação dos radicais livres, o que caracteriza estado de estresse oxidativo aumentado. Nesse contexto, nutrientes com propriedades antioxidantes favorecem o sistema de defesa antioxidante do organismo. Sendo assim, os nutrientes abaixo apresentam essa propriedade, EXCETO:
Zinco.
Cálcio.
Selênio.
Cobre.
Ferro.
A doença de Alzheimer (DA) é o tipo mais comum de demência, termo utilizado para a classificação de doenças e condições caracterizadas pela perda de memória e capacidade cognitiva que acaba por afetar a capacidade do doente de realizar tarefas diárias básicas. Manifesta-se inicialmente pela perda gradual da capacidade de lembrar novas informações, pois os primeiros neurônios a degenerar e morrer são normalmente os que estão localizados nas áreas do cérebro envolvidas na formação de novas memórias. Muito tem se estudado e pesquisas recentes tem mostrado indícios de que hábitos alimentares podem estar relacionados com essa doença, tendo sido chamada inclusive de:
Diabetes tipo 3;
Alzheimer do tipo alimentar;
Hipertensão do Alzheimer;
Demência alimentar.
Homem, 58 anos, tabagista há mais de 20 anos (04 maços/semana), com diagnóstico de doença pulmonar obstrutiva crônica, refere dispneia importante e ingestão alimentar diminuída. Nesse contexto, indique as afirmativas verdadeiras (V) ou falsas (F).
( ) Devido ao uso contínuo de tabaco, a recomendação de vitamina C deve ter um adicional de 35mg/dia.
( ) Aumento do estresse oxidativo e do turnover da vitamina C justificam a necessidade aumentada dessa vitamina em fumantes.
( ) Quanto maior a intensidade do hábito de fumar (número de cigarros por dia) menor as concentrações séricas de carotenoides, por essa razão há necessidade de suplementação com 20mg de β - caroteno combinado com 25.000 UI de palmitato de retinol.
( ) Embora o tabagismo possa resultar em maior necessidade de carotenoides para atingir as concentrações plasmáticas ideais, recomenda-se a ingestão apenas de fontes dietéticas em virtude do risco aumentado de câncer de pulmão em fumantes com o uso de suplementos de β-caroteno.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
V – V – F – V.
F – V – V – F.
V – V – F – F.
F – V – F – V.
V – F – V – F.
Transtornos no metabolismo mineral são prevalentes na doença renal crônica. O padrão típico de evolução desses transtornos, inclui:
Hipercalcemia, hiperfosfatemia, aumento de vitamina D, hipoparatireoidismo secundário.
Hipocalcemia, hipofosfatemia, redução da vitamina D, hiperparatireoidismo secundário.
Hiperfosfatemia, hipocalcemia, hipovitaminose D, hiperparatireoidismo secundário.
Hipovitaminose D, hipocalcemia, hiperfosfatemia, hiperparatireoidismo primário
Hipercalcemia, hipovitaminose D, hiperfosfatemia, hiperparatireoidismo primário.
O estilo de vida tem se tornado o maior causador de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), apesar dos avanços na tecnologia, as mudanças no estilo de vida ainda são os maiores causadores dessas doenças. Uma das doenças que mais tem afetado os indivíduos é a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) que, devido à elevação da pressão arterial, pode levar a diversos riscos à saúde. Tendo como maneira auxiliar no tratamento de HAS, a recomendação de controle do peso pode trazer vários benefícios ao paciente. Em relação a esse controle de peso, qual o Índice de Massa Corporal (IMC) recomendado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia para adultos?
Manter em menos de 23 kg/m².
Manter em menos de 25 kg/m².
Manter em menos de 30 kgm/².
Se IMC maior que 30, manter em menos de 30 kg/m².
Se IMC maior que 35, manter em menos de 30 kg/m².
Os Dez Passos para uma Alimentação Saudável, com subsídios importantes para a orientação nutricional às pessoas com doenças crônicas pode ser trabalhado de diferentes maneiras e por toda a equipe de saúde como proteção e promoção da saúde
É uma das orientações a serem dadas:
As dietas para controle do diabetes e/ou perda de peso devem ter baixas proporções de carboidratos.
O consumo de sucos apresenta as mesmas vantagens das frutas, auxiliam na saciedade e são indicados para redução de peso corporal.
Para indivíduos com diabetes, as frutas podem influenciar positivamente no controle glicêmico. Sua quantidade diária e porção por refeição devem ser dobradas.
Coma feijão com arroz todos os dias ou, pelo menos, cinco vezes por semana. Esse prato brasileiro é uma combinação completa de proteínas e é bom para a saúde.
A doença celíaca é um distúrbio autoimune desencadeado pela ingestão do glúten. A doença causa uma inflamação crônica na mucosa do intestino delgado, o que pode acarretar na atrofia das vilosidades intestinais, resultando numa má absorção de nutrientes. Marque a alternativa correta:
a dieta para pacientes celíacos deve ser isenta em glutén, retirando todos os produtos que tiver em sua composição trigo, aveia, cevada, centeio e malte.
não há necessidade de reposição de micronutrientes em pacientes celíacos em crise, visto que podem ingerir outros alimentos.
a intolerância a lactose não é comum em pacientes celíacos, uma vez que o leite não possui glúten.
a adesão a um plano alimentar isento de glúten é fácil, em virtude da mínima contaminação cruzada existente nos produtos de composição desconhecida.
o paciente celíaco não está sujeito a desenvolver hipersensibilidade alimentares secundárias.