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A doença pulmonar obstrutiva crônica caracteriza-se por obstrução lenta e progressiva das vias aéreas. Geralmente, há comprometimento do estado nutricional devido à redução da ingestão alimentar. Algumas das consequências da baixa saturação de oxigênio no sangue são:
anorexia, diarreia e mucosite.
diarreia, náusea e palidez.
fadiga, anorexia e constipação.
palidez, constipação e ortorexia.
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) são responsáveis por 58,5% de todas as mortes ocorridas no mundo e por 45,9% da carga global de doenças. Sobre essas enfermidades, dadas as afirmativas,
I. A obesidade é uma doença crônica de caráter multifatorial e, ao mesmo tempo, representa fator de risco para várias outras doenças crônicas. Aumento na frequência de câncer de cólon, reto e próstata têm sido observados em homens obesos, enquanto a obesidade em mulheres associa-se à maior frequência de câncer de vesícula, endométrio e mamas.
II. Enquanto a idade, o sexo e a suscetilibilidade genética são considerados fatores de risco não modificáveis, muito dos riscos associados com a idade e o sexo são modificáveis, como fatores comportamentais (dieta, atividade física, uso de tabaco), biológicos (dislipidemia, hipertensão, sobrepeso) e fatores sociais.
III. Está cada vez mais claro que o estímulo anti-inflamatório da alimentação também pode prevenir o desenvolvimento do câncer, interferindo em vários processos implicados na progressão dessa doença. Os isotiocianatos, compostos fitoquímicos encontrados em abundância nos vegetais crucíferos, inibem a tumorigênese por meio da redução dos danos genéticos induzidos por carcinógenos.
IV. Os possíveis mecanismos responsáveis pela associação entre obesidade e câncer incluem a distribuição da gordura corporal e alterações nos padrões hormonais, envolvendo o eixo Insulina-IGF (Insulin-likegrowthfactor), estrógenos e progesterona e adipocitoquinas produzidas no tecido adiposo visceral.
verifica-se que está(ão) correta(s)
III, apenas.
I e IV, apenas.
II e III, apenas.
II e IV, apenas.
I, II, III e IV.
É uma doença hereditária (autossômica recessiva), complexa, caracterizada por aumento dos níveis de sódio, de potássio e de cloro no suor, que acomete crianças e adultos jovens.
À medida que a doença progride, o dano à porção endócrina do pâncreas pode causar o prejuízo à tolerância da glicose e o desenvolvimento de diabetes mellitus.
Ocorre diminuição de secreções, o que ocasiona alterações metabólicas sérias, como obstrução dos ductos pancreáticos e biliares, obstrução intestinal e obstrução dos brônquios.
Na doença pulmonar obstrutiva crônica estável para manutenção ou restauração dos pulmões e a força muscular pulmonar, é necessária uma ingestão de proteínas por kg de peso seco é:
0,8 gramas;
0,7 a 0,9 gramas;
0,5 a 0,7 gramas;
1,2 a 1,7 gramas.
O fator de necrose tumoral provoca catabolismo na doença pulmonar obstrutiva crônica por inibir a atividade da enzima
lipase hormônio sensível.
lipase lipoproteica.
lipase pancreática.
lipase entérica.
lipase gástrica.
Para um paciente portador de doença pulmonar obstrutiva crônica com cor pulmonale, tabagista de 20 cigarros/dia e em uso de glicocorticoide, a estratégia alimentar a ser sugerida inclui suplementação de:
folato e restrição de sódio
vitamina C e restrição de líquidos
cálcio e aumento do aporte calórico
vitamina D e aumento da ingestão de líquidos
Sobre a terapia nutricional no tratamento da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), é correto afirmar:
uma ingestão proteica entre 1,5 a 2,0g/Kg do peso seco para manter ou restaurar os pulmões e a força muscular é recomendada. Além disso, é importante que haja um equilíbrio na relação de macronutrientes para preservar um QR satisfatório.
os objetivos primários do cuidado nutricional para pacientes com DPOC incluem facilitar o bem-estar nutricional, manter um equilíbrio entre massa muscular e tecido adiposo e prevenir a osteoporose.
a depleção nutricional é um achado comum e deve ser avaliada somente por medidas antropométricas.
o papel de minerais como o potássio e fósforo na contração e no relaxamento musculares pode ser importante para os pacientes portadores de DPOC. Devem-se proporcionar ingestões que atinjam pelo menos as UL (Tolerable Upper Intake Level) destes micronutrientes.
A deficiência pulmonar obstrutiva crônica é uma doença grave e com alto impacto no estado nutricional. A desnutrição é um quadro recorrente nos indivíduos portadores dessa doença. No planejamento dietético para a correção da desnutrição, há de se considerar:
O aumento do gasto energético atribuído à hipercatabolismo crônico decorrente do aumento do trabalho dos músculos respiratórios de compensação e ainda, como consequência, aumento de 15% a 30% na taxa de metabolismo basal.
O aumento da taxa de metabolismo basal em torno de 40% considerando as demandas extras de respiração celular.
O aumento do gasto energético em torno de 15 a 17% na taxa de metabolismo basal atribuído ao hipermetabolismo decorrente do aumento do trabalho muscular respiratório.
O aumento da taxa de metabolismo basal, decorrente da redução do oxigênio no músculo.
Nenhuma das anteriores está correta.
O cuidado nutricional adequado à FC deve incluir terapia de reposição enzimática, dietas hiperenergéticas e normolipídicas e suplementação de micronutrientes
Em pacientes com insuficiência cardíaca, são micronutrientes que devem ser monitorados, pois sua deficiência, entre outras intercorrências, pode agravar arritmias cardíacas, EXCETO:
Magnésio.
Cálcio.
Potássio.
Zinco.
Para indivíduos portadores de asma em uso prolongado de corticosteroide, recomenda-se a suplementação da seguinte vitamina:
A
D
C
B2
E
Um indivíduo, adulto, do sexo masculino, com diagnóstico de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), passa por consulta com um nutricionista, com queixa de fadiga ao comer e inapetência. Para minimizar os efeitos desses sintomas, a melhor recomendação que o nutricionista poderá fazer a esse paciente é:
Iniciar a alimentação consumindo primeiramente os alimentos mais energéticos e comer devagar
Evitar o uso de oxigenoterapia e preferir temperos prontos, com elevado teor de sódio, que tornam os alimentos mais saborosos
Utilizar dietas enterais, modulares, por via oral, para reduzir o consumo de energia no processo de ingestão e digestão dos alimentos in natura.
Usar broncodilatadores após as refeições e medicamentos, como os esteroides anabolizantes, antes das refeições, para melhorar o estado nutricional
Reduzir o consumo de alimentos ricos em fibras solúveis e insolúveis, que aumentam o requerimento de oxigênio e promovem saciedade.
A FC, também conhecida como mucoviscidose, é uma doença genética grave, sem cura, que afeta as glândulas exócrinas, provocando alterações nos pulmões, no pâncreas, no fígado e no intestino.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) os fatores de risco mais importantes para a morbimortalidade relacionada às Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) são: hipertensão; hipercolesterolemia; sobrepeso ou obesidade; inatividade física e tabagismo. A predisposição genética, a alimentação inadequada e a inatividade física estão entre os principais fatores que contribuem para o surgimento da Síndrome Metabólica (SM). Sobre a SM analise as afirmativas abaixo e identifique-as em Verdadeiro ou Falso:
( ) A realização de um plano alimentar para a redução de peso associada a exercício físico são terapias de primeira escolha para o tratamento de SM.
( ) Valor Calórico Total (VCT) compatível com obtenção de peso desejável para reduzir o peso em 5% a 10%.
( ) O sal de cozinha deve ser limitado a 10g/dia e evitar alimentos processados como embutidos, enlatados, defumados e salgados.
( ) Menor consumo de gorduras saturadas e aumento de gorduras mono e poliinsaturadas, alcançando um total acima de 35%.
( ) Quanto aos carboidratos é recomendado ingestão de hortaliças, leguminosas, grãos integrais e fibras de 20 a 30g/dia.
A sequência correta é:
V, F, F, V, V
V, V, F, V, F
F, F, V, V, V
V, V, F, F, V
F, V, V, F, V
Em relação ao padrão dietético DASH recomendado pela VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão, analise as assertivas abaixo:
I. Os benefícios sobre a pressão arterial têm sido associados ao alto consumo de potássio, magnésio e cálcio neste padrão nutricional.
II. A substituição do excesso de carboidratos nesta dieta por gordura insaturada induz à mais significativa redução da pressão arterial.
III. A dieta DASH potencializa o efeito de orientações nutricionais para o emagrecimento, reduzindo biomarcadores de risco cardiovascular.
Está(ão) CORRETA(S) a(s) assertiva(s)
I, apenas.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma das maiores causas de morbimortalidade em todo mundo. Além das alterações pulmonares, efeitos sistêmicos estão presentes, entre eles, destacam-se alterações metabólicas e nutricionais, disfunção muscular esquelética, inflamação sistêmica e miopatia induzida por drogas. Considerando a complexidade do tratamento da DPOC, julgue as afirmativas abaixo:
I. Apesar da Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendar valores de IMC ≤ 18,5 kg/m² como ponto de corte para a classificação de baixo peso de indivíduos saudáveis, para os pacientes com DPOC, a literatura recomenda o IMC ≤ 22,0 kg/m².
II. Para o planejamento alimentar, deve-se seguir a distribuição normal de macronutrientes, sem a necessidade de aumentar o teor de gordura, comparativamente aos de carboidratos, A recomendação é ofertar 25 a 30% das kcal provenientes de lipídios para pacientes com DPOC.
III. Entre as estratégias para a terapia nutricional em pacientes com DPOC para aumento do aporte calórico, podemos destacar: fracionar a dieta durante o dia; descansar antes das refeições; comer devagar; e adicionar açúcar, mel e doces para aumentar o valor calórico das refeições.
São INCORRETAS as assertivas:
II e III, apenas;
I, apenas;
II, apenas;
I e II, apenas;
I e III, apenas.
A fibrose cística é uma doença genética de herança autossômica recessiva, de evolução crônica e progressiva. Entretanto, o prognóstico e a expectativa de vida dos fibrocísticos melhoraram muito nos últimos anos e o tratamento nutricional contribuiu para tais resultados. Sobre esta enfermidade, os guidelines que direcionam o tratamento destes pacientes preconizam que:
A ingestão de energia seja de 150 a 200% das necessidades recomendadas para a idade e sexo.
A oferta de lipídios não exceda os 30%.
A oferta de vitaminas hidrossolúveis deve ser superior às recomendações para crianças saudáveis.
A ingestão proteica pode chegar a 150-200% do recomendado de acordo com a idade e sexo para crianças saudáveis.
Todos os minerais sejam suplementados, como forma de prevenção, por falta de evidências científicas sobre deficiência nestes pacientes.