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Úlcera péptica é uma lesão crônica que ocorre em qualquer local do sistema digestório que esteja exposto à ação agressiva dos sucos pépticos ácidos. Compromete camadas mais profundas da mucosa como a muscular da mucosa. Decorre da autodigestão, desequilíbrio entre fatores agressivos e defensivos, ou excesso de ácido e pepsina para o grau de resistência local da mucosa. A dieta do paciente que apresenta úlcera péptica NÃO deverá conter:
Café.
Leite.
Nozes.
Sucos naturais.
Caldo de feijão.
O risco de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) é modificado, dentre outros fatores, pela dieta, o estado nutricional e a atividade física. Recomendações devem ser trabalhadas em conjunto, pois assim promovem um estilo de vida propício para a prevenção do câncer e de outras DCNT. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), com o American Institute for Cancer Research (AICR), e com o World Cancer Research Fund (WCRF) (2020), qual das orientações abaixo representa uma das “Dez recomendações de prevenção do câncer”?
Consumir pelo menos 800g de carne vermelha por semana.
Realizar 30 minutos de atividade física, pelo menos duas vezes na semana.
Manter o peso dentro dos limites saudáveis e evitar o ganho de peso na vida adulta.
Usar suplementos para prevenção do câncer, visando atender às necessidades nutricionais.
Segundo as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial, 2020, a hipertensão arterial “é uma doença crônica não transmissível (DCNT) definida por níveis pressóricos, em que os benefícios do tratamento (não medicamentoso e/ou medicamentoso) superam os riscos”. Sobre as estratégias nutricionais para controle da hipertensão arterial, marque a alternativa correta.
É recomendado que o sal de cozinha (refinado) seja substituído por outro tipo de sal, como sal grosso, sal marinho ou sal rosa.
Níveis adequados de vitamina D estão associados a um melhor controle da pressão arterial, sendo indicada sua suplementação.
Maior consumo de frutas, hortaliças, laticínios com baixo teor de gordura e cereais integrais estão associados à redução da pressão arterial.
A dieta do Mediterrâneo apresenta teor elevado de gorduras monoinsaturadas com inclusão de oleaginosas levando à significativa redução da pressão arterial.
A doença pulmonar obstrutiva crônica caracteriza-se pela obstrução lenta e progressiva das vias respiratórias. A terapia nutricional auxilia o portador dessa doença na qualidade de vida quando
reduz o percentual de carboidratos da dieta para menos de 50%.
promove o aumento da gordura corporal, especialmente a abdominal.
mantem equilíbrio entre a massa magra e tecido adiposo.
reverte o hipometabolismo associado à dispneia e inflamação.
utiliza preparações de baixo valor calórico em razão da anorexia.
O documento “Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica: o cuidado da pessoa tabagista” (Brasil, 2015) relata que, ao cessar o hábito de fumar, o ganho de peso pode ocorrer, sendo justificado em parte pela redução da taxa metabólica basal de:
4 a 16%.
17 a 20%.
20 a 30%.
30 a 46%.
30 a 50%.
A hipertensão arterial (HA) é uma doença crônica não transmissível (DCNT), de origem multifatorial, que depende de fatores genéticos/epigenéticos, ambientais e sociais, caracterizada por elevação persistente da pressão arterial (PA), ou seja, PA sistólica (PAS) maior ou igual a 140 mmHg e/ou PA diastólica (PAD) maior ou igual a 90 mmHg, aferida com a técnica correta, em pelo menos duas ocasiões diferentes, na ausência de medicação anti-hipertensiva. A terapia nutricional para diminuir a PA está baseada em quatro pilares básicos, EXCETO:
Consumir quantidades adequadas de sódio, magnésio, potássio e cálcio.
Manter o peso adequado.
Eliminar a ingestão de sódio.
Manter um padrão alimentar saudável.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica é caracterizada por hipermetabolismo, com perda de peso; mesmo havendo ingestão normal ou acima do normal, há um contínuo déficit energético. A caquexia é relativamente frequente e está associada a um estado patológico de perda de peso associada à perda de massa magra.
São critérios para o diagnóstico da caquexia, EXCETO
fadiga.
má-absorção.
diminuição da força muscular.
índice de massa corporal menor que 20 Kg/m2.
perda de peso pelo menos de 5% em 12 meses ou menos (livre de edema).
A alimentação tem sido reconhecida como fator fundamental na promoção da saúde e redução do risco de doenças. Várias são as evidências científicas que demonstram a efetividade dos alimentos e de seus componentes bioativos em vias metabólicas específicas, influenciando a gênese, o desenvolvimento ou a progressão de diversas doenças, principalmente as doenças crônicas não transmissíveis.
Cuppari L. Nutrição clínica no adulto. 4.ª ed. Barueri [SP]:
Manole, 2019, p. 90 (com adaptações).
Considerando as informações precedentes, bem como as funções e características de alguns compostos presentes nos alimentos, assinale a opção correta.
A fermentação das fibras insolúveis pela microbiota intestinal produz ácidos graxos de cadeia curta que reduzem o pH intestinal, o que resulta em redução da atividade das enzimas bacterianas, influenciando na composição dessa microbiota.
Os efeitos benéficos dos ácidos graxos ω-3 incluem alteração dos níveis plasmáticos de lipídios e relaxamento do endotélio, fatores importantes na aterosclerose.
O licopeno é um flavonoide que se apresenta como protetor direto contra radicais livres, com efeitos de prevenção contra a oxidação do LDL-colesterol e o desenvolvimento de aterosclerose.
Pectina, hemiceluloses ácidas, inulina, FOS, oligossacarídeos e amido resistente são fibras fermentáveis pela microbiota intestinal, sendo consideradas alimentos probióticos.
A dieta anti-inflamatória tem sido útil para o tratamento de doenças inflamatórias crônicas, como as doenças autoimunes. Os alimentos indicados nesse tipo de dieta são
salmão, batata, cereja e açafrão.
cebola, alecrim, chá branco e tomate.
carne bovina, amora, manga e manteiga.
laranja, brócolis, gengibre e nozes.
Entre os métodos da fase de prevenção secundária em doenças crônicas, a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome metabólica recomenda como prática específica na obesidade
tratar com intervenção de estilo de vida/comportamental e medicamentos antiobesidade.
eliminar fatores de risco, remover causas, ou aumentar a resistência à doença.
usar estratégias de tratamento que limitem consequências adversas da doença.
diagnosticar usando o índice de massa corporal e avaliar a presença de complicações.
Considere os seguintes quadros clínicos.
I - Diabetes melito
II - Doenças cardiovasculares
III- Doenças respiratórias crônicas
O Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas e Agravos Não Transmissíveis no Brasil (2021-2030) prevê estimular e apoiar a implementação de medidas setoriais voltadas à alimentação saudável como ações estratégicas de promoção da saúde para enfrentamento de quais desses quadros?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas III.
Apenas I e II.
I, II e III.
A alimentação inadequada pode, a longo prazo, ocasionar obesidade e outras doenças crônicas não transmissíveis como o Diabetes Mellitus. Sobre essa doença e sobre a abordagem nutricional, assinale a alternativa correta.
São proibidos para pacientes diabéticos o consumo de sacarose e de alimentos que contêm sacarose, uma vez que estes aumentam a glicemia mais do que outros carboidratos, quando ingeridos em quantidades equivalentes.
Pacientes com diabetes mellitus tipo 2 em uso de metformina apresentam maior risco de deficiência de B12.
Para crianças cujos níveis de colesterol estejam elevados, deve-se ter controle de peso por meio de modificações na dieta e uso de medicamentos.
Crianças que apresentam excesso de peso e obesidade precisam consumir uma dieta hipocalórica, com redução no consumo de alimentos processados.
A dietoterapia para o paciente diabético requer uma abordagem individualizada, com o objetivo de promover mudanças no estilo de vida, perda de massa magra corporal e controle da glicemia, lipídios e pressão arterial, no sentido de diminuir o risco do aparecimento e progressão das comorbidades.
As doenças cardiovasculares (DCV) são a primeira causa de mortalidade no Brasil. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmam que as DCV representaram mais de 30% dos óbitos no mundo em 2015 e em países em desenvolvimento, como o Brasil, atingiram mais de três quartos das causas de morte. O controle e tratamento das DCV e seus fatores de risco envolvem, além da prescrição medicamentosa, mudanças no estilo de vida, como a prática de atividade física e a adoção de uma alimentação adequada e saudável.
A respeito da alimentação cardioprotetora, assinale a alternativa INCORRETA:
As orientações da Alimentação Cardioprotetora Brasileira (DICA Br) abordam o conceito de densidade de nutrientes e de energia, identificando oito grupos alimentares de acordo com as cores da bandeira do Brasil.
Os padrões alimentares associados à redução do risco cardiovascular são denominados de cardioprotetores. Dentre eles, a dieta mediterrânea ganha destaque, não apenas na redução do risco cardiovascular, mas na prevenção e tratamento de outras doenças e agravos crônicos não transmissíveis (DCNT), como a DCV.
A dieta do tipo DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension), que recomenda um plano alimentar com baixo teor de gordura total, gordura saturada, colesterol dietético e sódio, enfatizando o consumo de frutas, verduras, legumes, leite e derivados desnatados, assim como o de alimentos fontes de magnésio e potássio também é considerada benéfica para a saúde cardiovascular.
A Alimentação Cardioprotetora Brasileira, também conhecida como DICA Br (Dieta Cardioprotetora Brasileira) procura incorporar todas as recomendações nutricionais para garantir que o indivíduo, em seu cuidado com a saúde cardiovascular, tenha a melhor composição de alimentos e distribuição de nutrientes.
De acordo com o plano de ações estratégicas para o enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), no Brasil 2011-2022, as quatro doenças crônicas de maior impacto mundial (doenças do aparelho circulatório, diabetes, câncer e doenças respiratórias crônicas) têm quatro fatores de risco em comum, que incluem
tabagismo, inatividade física, alimentação não saudável e álcool.
tabagismo, inatividade física, altos níveis de glicose sanguínea e álcool.
altos níveis de glicose sanguínea, tabagismo, alimentação não saudável e álcool.
inatividade física, altos níveis de colesterol, álcool e altos níveis de glicose sanguínea.
altos níveis de colesterol, altos níveis de glicose sanguínea, alimentação não saudável e álcool.
Alguns sintomas inerentes a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica podem dificultar o aporte nutricional adequado. Em relação à intervenção nutricional no tratamento da saciedade precoce, assinale a alternativa correta.
Em uma refeição, deve-se oferecer ao paciente, em primeiro lugar, alimentos com alto teor energético
Deve-se orientar o paciente a ingerir líquidos durante as refeições, visando uma adequada hidratação
Quando houver necessidade de terapia nutricional via oral, devem-se indicar suplementos normocalóricos com 1 Kcal/ mL (quilocaloria por mililitro), para se evitar a distensão abdominal
Deve-se orientar o paciente a aumentar o consumo de fibras totais na alimentação, visando acelerar a velocidade de esvaziamento gástrico
Na doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), as alterações metabólicas e nutricionais manifestam-se primeiramente pela perda de peso, que tem sido associada ao aumento de morbidade e mortalidade, independente do grau de obstrução do fluxo aéreo. Para um paciente com DPOC, com peso atual de 60kg, com 5% de perda ponderal no último mês, IMC = 19kg/m2 e dieta calculada em 1.800kcal/dia, é indicado:
50g de proteína/dia para preservar a massa magra
360kcal de lipídeos/dia para melhorar o estado nutricional
60g de lipídeos/dia para preservar o quociente respiratório
480kcal de proteína/dia para melhorar o balanço nitrogenado
O documento “Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica: o cuidado da pessoa tabagista” (Brasil, 2015) cita que cloridrato de bupropriona é um antidepressivo e um fármaco de primeira linha no tratamento da cessação do tabagismo para fumantes que necessitam de auxílio farmacológico para abandonar o hábito. Pode-se citar como efeito adverso do medicamento a tendência à:
diarreia.
perda de peso.
redução da pressão arterial.
aumento da massa adiposa.
aumento da massa muscular.
A doença crônica é uma epidemia afetada pela dieta e pelo estilo de vida, e a inflamação prolongada é um quadro comum em todas as doenças crônicas. A relação de modulação do alimento/nutriente com a inflamação prolongada corresponde a:
vitaminas do complexo B. Elas atuam no processo de metilação metabólica, promovendo a reparação das células danificadas pelos radicais livres no processo inflamatório.
flavonoides. Eles desencadeiam a ação de espécies reativas de oxigênio (ROS) que conferem proteção contra a inflamação.
prebióticos. Eles constituem culturas de microrganismos que colonizam o sistema gastrointestinal, exercendo efeitos benéficos no estado inflamatório do corpo.
ácidos graxos saturados. Eles atuam na cascata de eicosanoides produtoras das prostaglandinas que controlam a inflamação.
magnésio. Ele está diretamente relacionado com os valores sanguíneos sistêmicos da proteína C reativa e sua ingestão na doença crônica contribui para inibição da inflamação.
A cefaleia e a confusão mental matinais, presentes na doença pulmonar obstrutiva crônica, ocorrem devido à
hipercapnia.
anorexia.
dispneia.
dispepsia.
caquexia.
Várias são as evidências científicas que demonstram a efetividade dos alimentos funcionais ou dos compostos bioativos em vias metabólicas específicas, influenciando a gênese, o desenvolvimento ou a progressão de diversas doenças, principalmente as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT). Neste sentido, correlacione a coluna 1 de Compostos Bioativos com a coluna 2 de Fonte alimentar e após marque a letra correspondente à opção CORRETA.
Coluna 1: Compostos bioativos | Coluna 2: Fonte alimentar |
1 - Ácido oleico (C18:3 ⍵3) | ( ) Brócolis, repolho, couve-flor, couve-de-bruxelas |
2 - Fibra alimentar - Pectina | ( ) Cevada, leguminosas, flocos de trigo, mandioca cozida, farinha de aveia, flocos de milho, flocos de trigo, frutas cítricas e maçã |
3 - Flavonóides - Flavonas (luteolina, apigenina, hesperidina, tangeritina) | ( ) Azeite de oliva, sementes oleaginosas (amendoim) óleo de canola |
4 – Glicosinolatos | ( ) Chá verde, chá preto, vinho tinto, cacau, pera , maçã |
5 - Catequinas (galaocatequinas, epicatequinas, epigalatocatequinagalato) | ( ) Aipo, laranja, limão, azeite de oliva |
5, 3, 4, 2, 1
2, 1, 4, 3, 5
2, 4, 5, 1, 3
4, 2, 1, 5, 3
5, 1, 4, 3, 2