

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
A obesidade, apesar de não ser uma doença, é um dos fatores de risco mais importantes para outras doenças crônicas não transmissíveis como hipertensão arterial, diabetes melito e doenças cardiovasculares.
Certo
Errado
Uma mulher de 58 anos, com doença pulmonar crônica, está internada após piora respiratória. Relata perda de peso recente, pouco apetite e cansaço mesmo para atividades simples. O índice de massa corporal aproxima-se de baixo peso, e a paciente conclui com dificuldade refeições mais volumosas. Considerando princípios de dietoterapia nesse perfil, qual conduta se mostra mais adequada?
Manter três refeições principais muito volumosas, ricas em fibras insolúveis e pobres em lipídios, priorizando pratos com baixa densidade energética para intensificar sensação de estômago cheio ao longo do dia de internação.
Prescrever ingestão proteica semelhante à de adulto saudável com peso estável, distribuir calorias em poucas refeições grandes e priorizar preparações com alto teor de água e baixa concentração de nutrientes.
Fracionar a dieta em refeições pequenas e frequentes, enriquecer preparações com fontes concentradas de energia e proteína, respeitar limites de saciedade mencionados pela paciente e reajustar o valor calórico com base na evolução ponderal e funcional observada.
Recomendar padrão alimentar amplamente hipocalórico, com forte restrição de carboidratos complexos e lipídios, definindo melhora de sintomas respiratórios como meta prioritária e adiando metas específicas de ganho de massa corporal.
Trocar parte expressiva das refeições sólidas por grandes volumes de líquidos pouco calóricos em horários espaçados, favorecendo conveniência do serviço e aceitando eventual redução adicional da ingestão energética total.
Diante da crescente prevalência de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs) associadas a hábitos alimentares inadequados, a compreensão dos determinantes sociais e comportamentais torna-se fundamental para a implementação de estratégias de intervenção eficazes. Considerando a epidemiologia das DCNTs e as melhores práticas em nutrição, a abordagem de intervenção mais complexa e que pode promover mudanças sustentáveis na saúde da população é:
Incentivar o consumo de produtos ultraprocessados, nas campanhas de saúde pública, destacando a sua conveniência, a fim de melhorar a adesão à alimentação saudável.
Implementar programas de educação nutricional que integrem técnicas de oposição crítica à publicidade de alimentos não saudáveis, promovendo a alfabetização alimentar em diversos contextos sociais.
Reduzir a oferta de alimentos frescos nas redes de supermercados, para diminuir a concorrência e preços incentivando produtores locais.
Promover dietas monoculturais e alternativas de baixo custo que priorizem alimentos ricos em carboidratos simples, desconsiderando a diversidade alimentar e seus efeitos na saúde a longo prazo.
As doenças crônicas não-transmissíveis (DCNT) constituem o grupo de doenças de maior magnitude no país, atingindo, especialmente, as populações mais vulneráveis, como as de baixas renda e escolaridade. O Plano de ações estratégicas para o enfrentamento das DCNT no Brasil 2021-2030 (Ministério da Saúde, 2021) tem o objetivo de promover o desenvolvimento e a implementação de políticas públicas efetivas, integradas, sustentáveis e baseadas em evidências para a prevenção e o controle das DCNT e seus fatores de risco, além de apoiar os serviços de saúde voltados às doenças crônicas. Sobre o plano de ações estratégicas citado acima, julgue os itens a seguir:
I. Para a promoção da saúde deve-se estimular exclusivamente o desenvolvimento do ambiente saudável nos serviços de saúde no âmbito do SUS por meio de diversos meios, dentre eles a promoção de ações da alimentação saudável e adequada segundo o Guia Alimentar para a População Brasileira.
Il. Os ambientes e territórios saudáveis compreendidos como dimensões concretas do processo saúde-doença, nos quais as determinações sociais da saúde provocam ações transformadoras. Representam os locais onde estão localizadas as residências da população.
III. Para a atenção integral à saúde deve-se elaborar subsídios, por meio de protocolos clínicos, para as intervenções não farmacológicas para controle da obesidade, no que se refere ao controle do ganho de peso, ao consumo alimentar, à atividade física na APS.
IV. Para a vigilância em saúde deve-se elaborar indicadores para a obesidade propondo o monitoramento da redução em crianças de O a 10 anos e deter o aumento em adultos.
V. Para a prevenção de doenças e agravos à saúde deve-se desenvolver campanhas voltadas à exclusão do consumo de sal e açúcar adicionados livremente.
Estão CORRETOS apenas os itens:
l e ll.
Il e IV.
l e IV.
III e V.
Ill e IV.
A alimentação inadequada e o sedentarismo estão entre os principais determinantes das doenças crônicas não transmissíveis, como doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e alguns tipos de câncer, sendo responsáveis por grande parte da carga mundial de morbimortalidade. Diante desse cenário e de acordo com a Estratégia Global da Organização Mundial da Saúde (OMS) para Alimentação Saudável, Atividade Física e Saúde, recomenda-se a adoção de práticas de promoção à saúde, tais como
diminuir o consumo de alimentos de alto índice glicêmico, pois são digeridos e absorvidos rapidamente, o que eleva a glicemia.
limitar a ingestão lipídica, uma vez que os lipídios não são considerados alimentos saudáveis e estão sempre associados a doenças, como dislipidemias.
ajustar o consumo de açúcares simples, que não são tão prejudiciais à saúde quanto geralmente se divulga.
manter o consumo de sal conforme o hábito cultural da família, sem necessidade de reduzi-lo ou controlá-lo.
priorizar a atividade física passiva para favorecer a perda de massa magra.
No Caderno de Atenção Básica: Estratégias Para o Cuidado da Pessoa com Doença Crônica, são descritos os Determinantes Sociais da Saúde (DSS). Em relação aos DSS, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Os determinantes distais são as condições socioeconômicas, culturais e ambientais em que as pessoas, suas famílias e as redes sociais estão inseridas, são o desenvolvimento e a riqueza de um país, uma região ou um município, e a forma como essa riqueza é distribuída, resultando em distintas condições de vida de uma dada população.
( ) Os determinantes intermediários são representados pelas condições de vida e de trabalho, o acesso à alimentação, à educação, à produção cultural, ao emprego, à habitação, ao saneamento e aos serviços de Saúde (e a forma como se organizam).
( ) Os determinantes intermediários também estão relacionados ao apoio nas famílias, na vizinhança e nas redes de apoio, onde acontecem as decisões dos comportamentos e estilos de vida, determinados socialmente pela interação de todos os níveis aqui apresentados.
( ) Os determinantes proximais são aqueles relacionados às características dos indivíduos, que exercem influência sobre seu potencial, sua condição de saúde (idade, sexo, herança genética) e suas relações, formais e informais, de confiança e de cooperação.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
V - F - F - V.
V - V - F - V.
V - F - V - F.
F - V - F - V.
F - F - V - F.
Segundo o “Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas e Agravos Não Transmissíveis no Brasil 2021-2030” (Ministério da saúde, 2021), 77% da população não consome a quantidade recomendada de frutas e hortaliças. Por isso, o referido Plano estabeleceu a meta de aumentar a prevalência de consumo desse grupo de alimentos em:
10%.
18%.
20%.
25%.
30%.
Assinale a alternativa correta quanto às alterações metabólicas com consequências nutricionais do paciente com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).
A redução da demanda energética em repouso diminui o risco de desnutrição.
O excesso de glicose na dieta é utilizado de forma eficiente para melhorar a capacidade respiratória.
O hipermetabolismo e a hipercatabolismo aumentam a demanda energética e proteica, contribuindo para perda de massa magra e desnutrição.
A retenção de dióxido de carbono durante a respiração torna o consumo de proteínas um fator irrelevante no tratamento nutricional.
O ganho de peso é uma complicação frequente da DPOC, e a restrição calórica deve ser priorizada para evitar piora respiratória.
A desnutrição de causa primária é originada por doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), inclusive cardiopatias e doenças renais, endócrinas e genéticas, que interferem no metabolismo fisiológico e diminuem o requerimento de nutrientes.
Certo
Errado
As medidas antropométricas são amplamente utilizadas para avaliar a distribuição de gordura corporal e estimar o risco de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT). Diante desse contexto, assinale a alternava que corresponde a medida obtida medindo-se a distância em torno da área mais estreita da cintura entre a costela mais inferior e a crista ilíaca e acima da cicatriz umbical usando-se uma trena não elástica.
Razão Cintura para Quadril.
Razão Cintura para Estatura.
Perímetro do quadril.
Circunferência da cintura.
A transição nutricional no Brasil é marcada pela dupla carga de doenças, com a convivência de doenças infecciosas e transmissíveis, desnutrição e carências nutricionais específicas com doença crônicas não-transmissíveis (DCNT) relacionadas à alimentação, como hipertensão arterial sistêmica, diabetes e obesidade.
Sobre a intervenção nutricional nesses agravos é CORRETO afirmar o seguinte:
No planejamento nutricional de adultos com diabetes mellitus tipo 2, o consumo de gorduras totais deve ser entre 40-45% das calorias diárias, sendo recomendado priorizar a utilização de ácidos graxos mono e poliinsaturados em detrimento de gorduras saturadas, por estarem associados à menor incidência de doenças cardiovasculares.
A dieta DASH (Dietary Approach to Stop Hypertension) tem como característica o maior consumo de frutas, hortaliças, laticínios com baixo teor de gorduras e cereais integrais; o consumo moderado de oleaginosas e a redução no consumo de gorduras, doces e bebidas com açúcar e carnes vermelhas. Seu efeito hipotensor está associado ao alto teor de potássio, cálcio, magnésio e fibras, com quantidades reduzidas de colesterol e gorduras totais e saturadas. É considerada um padrão alimentar saudável, sendo preconizada para o controle da diabetes mellitus.
No planejamento alimentar para insuficiência cardíaca, os carboidratos devem representar em torno de 50 a 60% do valor energético da dieta, evitando-se os carboidratos simples e dando-se preferência aos carboidratos de baixa carga glicêmica. O excesso de carboidratos, especialmente os de alta carga glicêmica, pode agravar o quadro de resistência à insulina, comumente percebido em pacientes com insuficiência cardíaca.
No tratamento nutricional do sobrepeso e obesidade, o consumo de refeições de restaurantes fast-food com alto teor de açúcares, sódio, gordura saturadas e/ou trans deve ser eliminado, uma vez que inexistem porções adequadas desses tipos de alimentos.
Frutas frescas e em forma de geleias são recomendadas sempre em maior abundância, e indicadas como sobremesas, pois, assim raramente se consome açúcar refinado e mel.
O Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas e Agravos Não Transmissíveis no Brasil 2021–2030 reconhece a escola como ambiente estratégico para a promoção da saúde e prevenção de fatores de risco associados às Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT). Nesse contexto, a atuação do nutricionista escolar deve alinhar-se às metas do plano, articulando ações de vigilância, promoção e assistência nutricional. Considerando essas diretrizes, assinale a alternativa CORRETA.
A assistência nutricional no ambiente escolar deve restringir-se à elaboração de cardápios e ao controle sanitário dos alimentos ofertados, uma vez que a prevenção de DCNTs em crianças e adolescentes, apesar de haver componentes comportamentais e ambientais importantes, depende predominantemente de fatores genéticos.
A efetividade das ações de prevenção de DCNT em escolares depende principalmente do monitoramento de indicadores antropométricos e do controle da oferta calórica nas refeições, sendo a Educação Alimentar e Nutricional considerada ação complementar, de caráter não obrigatório.
O plano nacional destaca a importância de integrar diagnóstico nutricional, prescrição dietética e práticas pedagógicas em alimentação saudável, respeitando a cultura alimentar local e promovendo o envolvimento de toda a comunidade escolar no enfrentamento dos fatores de risco para DCNT.
As intervenções em alimentação escolar devem priorizar a padronização dos cardápios e a redução de custos operacionais, visto que a sustentabilidade do programa é componente fundamental do enfrentamento às DCNT em longo prazo.
Analise as afirmativas abaixo, considerando a Diretriz Brasileira Baseada em Evidências de 2025 para o Manejo da Obesidade e Prevenção de Doenças Cardiovasculares e Complicações Associadas à Obesidade: Uma Declaração de Posicionamento de Cinco Sociedades Médicas.
1. É recomendada a redução sustentada de pelo menos 5% do peso, em indivíduos adultos com sobrepeso ou obesidade e risco moderado de Doença Aterosclerótica Cardiovascular, para redução de fatores de risco cardiovascular, como hipertensão arterial e dislipidemia, bem como para atrasar ou evitar o surgimento de diabetes tipo 2.
2. O aconselhamento nutricional deverá focar na redução do tamanho das porções, no aumento da ingestão de frutas, verduras e hortaliças, e na redução de consumo de álcool e alimentos ultraprocessados, além de visar um déficit energético inicial de 500-750 kcal/ dia, que precisará ser ajustado para o peso corporal e atividades individuais.
3. A mudança de estilo de vida no indivíduo com sobrepeso ou obesidade deve incluir um programa alimentar com distribuição adequada de macronutrientes em conjunto com a prática de exercício físico aeróbico e resistido, sem a necessidade de estabelecer um déficit energético.
4. O consumo de alimentos ultraprocessados, ricos em gorduras saturadas e açúcares refinados, deve ser limitado pela associação com piora da composição corporal e aumento de mortalidade global e CV.
5. É recomendada a redução na ingestão de carboidratos para no máximo 50% do VET, em indivíduos adultos com sobrepeso ou obesidade e risco moderado de Doença Aterosclerótica Cardiovascular para atrasar ou evitar o surgimento de diabetes tipo 2.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
São corretas apenas as afirmativas 1 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 2 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 5.
São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 5.
Medidas selecionadas de perímetro podem ser úteis na determinação do risco estimado de doenças crônicas e na avaliação de mudanças na composição corporal.
MAHAN, L. Kathleen; ESCOTT-STUMP, Sylvia. Krause - Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. 14. ed. Rio de Janeiro: Gen Guanabara Koogan, 2018.
Com base nesse contexto, analise as afirmativas abaixo.
I.O perímetro da cintura (PC) é obtido medindo-se a distância em torno da área mais estreita da cintura entre a costela mais inferior e a crista ilíaca e acima da cicatriz umbical usando-se uma trena não elástica.
II.O perímetro do quadril é medido na área mais ampla dos quadris na maior protuberância das nádegas. Como a distribuição de gordura é um indicador de risco, as medidas dos perímetros podem ser usadas.
III.A presença de gordura corporal excessiva em torno do abdome além da proporção da gordura corporal total é um fator de risco de doenças crônicas associadas à obesidade e à síndrome metabólica.
É CORRETO o que se afirma em:
I, II e III.
II e III, apenas.
III, apenas.
II, apenas.
Um paciente do sexo masculino, 64 anos, com diagnóstico de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) controlada, comparece a uma consulta nutricional no ambulatório. Apresenta as seguintes características clínicas:
• IMC: 27,9 kg/m²
• Pressão arterial: 160/90 mmHg
• Glicemia de jejum: 101 mg/dL
• Queixa: Dificuldade respiratória aumentada e constipação há 4 dias
Com base na avaliação clínica e no manejo nutricional para esse paciente, assinale a alternativa CORRETA quanto à conduta dietoterápica mais adequada:
Dieta hipercalórica e hiper proteica, com 1,2 a 1,5 g/kg/dia de proteínas, consumo reduzido de fibras (menos de 15g/dia) para evitar distensão abdominal e lipídios predominantemente saturados para fornecer maior densidade energética e reduzir o esforço excessivo.
Dieta normocalórica e normoproteica, com 0,8 g/kg/dia de proteínas, consumo elevado de fibras (acima de 35g/dia) para regularizar a constipação e lipídios predominantemente saturados para reduzir o metabolismo aeróbico da gordura, minimizando a produção de CO₂.
Dieta hipercalórica e hiperproteica, com 1,2 a 1,5 g/kg/dia de proteínas, consumo adequado de fibras (25-30g/dia) para melhora da constipação e lipídios com predominância de mono e poli-insaturados, auxiliando no controle inflamatório e cardiovascular.
Dieta hipocalórica e normoproteica, com 0,8 a 1,0 g/kg/dia de proteínas, consumo reduzido de fibras para evitar desconforto abdominal e lipídios predominantemente saturados para melhorar a densidade calórica sem aumentar a carga respiratória.
Dieta normocalórica e hiperproteica, com 1,5 a 2,0 g/kg/dia de proteínas, alto teor de fibras para quebrar a constipação e lipídios predominantemente trans e saturados para garantir maior reserva energética.
O cenário epidemiológico e nutricional do país aponta as deficiências de nutrientes e o aumento acentuado das doenças crônicas não transmissíveis como desafios para a saúde pública.
Julgue os itens com V para verdadeiro e F para falso.
( ) As pesquisas apontam que as deficiências de ferro e vitamina A ainda persistem como problemas de impacto social e observam o ressurgimento de casos de Beribéri (deficiência de Tiamina) em alguns estados brasileiros.
( ) Altas prevalências de desnutrição crônica ainda persistem em grupos vulneráveis da população, afetando principalmente crianças e mulheres que vivem em bolsões de pobreza.
( ) Os principais fatores responsáveis pela redução da prevalência de desnutrição infantil nas populações mais pobres do país foram o aumento da escolaridade materna, crescimento do poder aquisitivo das famílias, expansão da assistência à saúde e melhoria nas condições de saneamento básico.
( ) Nos últimos anos, houve um aumento expressivo do sobrepeso e da obesidade, exclusivamente na população adulta, com pequenas diferenças entre os sexos.
A sequência correta é
V – V – V – F.
V – F – V – F.
F – V – V – V.
F – F – V – V.
Para realizar o plano de enfrentamento às DCNT 2011-2022, foram estabelecidas metas nacionais, compartilhadas por estados, Distrito Federal e municípios. A quantificação das metas do plano seguiu as recomendações do “Global action plan for prevention and control of noncommunicable diseases 2013-2020”, da OMS. Sobre o tema, relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as ações estratégicas às respectivas metas estabelecidas no referido plano de ações.
Coluna 1
1. Consumo abusivo de bebidas alcoólicas.
2. Prevalência de tabagismo.
3. Mortalidade prematura (30-69 anos) por DCNT.
Coluna 2
( ) Reduzir em 2% ao ano.
( ) Reduzir em 30%.
( ) Reduzir em 10%.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
3 – 1 – 2.
1 – 2 – 3.
3 – 2 – 1.
2 – 1 – 3.
1 – 3 – 2.
A Hipertensão Arterial (HA) é uma Doença Crônica Não Transmissível (DCNT) definida por níveis pressóricos elevados, em que os benefícios do tratamento (não medicamentoso e/ou medicamentoso) superam os riscos. Trata-se de uma condição multifatorial, que depende de fatores genéticos/epigenéticos, ambientais e sociais, caracterizada por elevação persistente da Pressão Arterial (PA). Os valores de PA considerados elevados de acordo com a diretriz da Sociedade Brasileira de Hipertensão são PA sistólica (PAS) ________ mmHg e/ou PA diastólica (PAD) ________ mmHg.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
≥120; ≤90
≤130; ≤90
≥130; ≥80
≥140; ≥90
Um nutricionista está elaborando um plano alimentar para um paciente adulto com diagnóstico recente de Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2) e Dislipidemia mista. O paciente apresenta sobrepeso e histórico de ingestão elevada de sódio e açúcares simples.
De acordo com as diretrizes dietoterápicas preconizadas para o manejo destas comorbidades, analise as alternativas e assinale a CORRETA:
O plano de ação prioritário deve focar exclusivamente na restrição calórica severa para a perda de peso imediata, pois o sobrepeso é o único fator etiológico comum às três patologias, relegando o controle do sódio e dos carboidratos a um plano secundário inicial.
Para o controle da dislipidemia e da glicemia, a recomendação é aumentar a ingestão de gorduras saturadas (como óleo de coco e manteiga) e reduzir drasticamente a ingestão de carboidratos complexos, pois as gorduras não elevam a glicemia pós-prandial.
A abordagem dietética deve integrar princípios da dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension), que preconiza a redução do sódio e o aumento da ingestão de potássio, cálcio e magnésio (via frutas, vegetais e laticínios desnatados), em sinergia com a moderação de carboidratos de alto índice glicêmico e a substituição de gorduras saturadas por insaturadas.
O tratamento dietético do DM2 neste caso requer a eliminação total de todos os carboidratos da dieta, incluindo frutas e vegetais, para manter a glicemia sob controle, enquanto a hipertensão será manejada apenas com medicamentos anti-hipertensivos, sem intervenção nutricional específica para o sal.
Em seguimento ambulatorial, um paciente com hipertensão e dislipidemia mantém prescrição medicamentosa estável e já recebeu plano alimentar ajustado em consultas anteriores. Após três retornos, registros apontam adesão parcial às orientações. Considerando princípios de dietoterapia e necessidade de replanejamento, assinale a conduta correta.
Manter integralmente o plano alimentar atual e reforçar mensagens de restrição em tom de alerta, concentrando grande parte da consulta em riscos cardiovasculares associados ao afastamento das metas pactuadas.
Acrescentar diversas proibições ao esquema anterior, restringindo listas de alimentos permitidos e aceitando queda da variedade de escolhas como estratégia principal para acelerar mudanças em exames laboratoriais.
Discutir com o paciente barreiras práticas de adesão, negociar metas graduais, ajustar o plano alimentar à rotina real de trabalho e família e definir indicadores simples para acompanhar, em cada retorno, avanços acordados em conjunto.
Abandonar o plano anterior e adotar modelo rígido de cardápios fechados com ciclos longos de repetição, reduzindo espaço para preferências pessoais e adaptações a eventos sociais ou situações imprevistas.
Conduzir o seguimento com foco quase exclusivo em valores de exames séricos e utilizar esses números como principal marcador da dietoterapia, dedicando poucos minutos à conversa sobre horários, ambiente e escolhas alimentares cotidianas.