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Considerando as regras básicas de organização e divisão judiciária, é correto afirmar que o Estado do Piauí, para fins de administração da justiça:
é dividido em seções judiciárias e termos provincianos;
divide-se em comarcas e termos judiciários;
constitui uma só comarca para fins de competência judicial;
divide-se em comarcas e em câmaras;
é dividido apenas em comarcas.
Considerando a organização, o funcionamento e as atribuições da Corregedoria Geral da Justiça, é correto afirmar que:
esse órgão exerce o controle dos serviços forenses e administrativos da justiça de 1º e de 2º graus;
esse órgão deve ter o Corregedor e o Vice-Corregedor Geral escolhidos em eleição separada dos demais cargos diretivos;
o Corregedor e o Vice-Corregedor Geral são afastados, desde a posse, de suas funções ordinárias;
o Vice-Corregedor Geral, em suas faltas, licenças e impedimentos, não tem substituto;
esse órgão deve realizar as correições extraordinárias determinadas pelo Conselho da Magistratura.
A respeito da sistemática afeta ao cargo de Secretário de Serviços Cartorários Cíveis, é correto afirmar, de acordo com a sistemática do Plano de Carreiras e Remuneração dos Servidores do Poder Judiciário do Estado do Piauí, que:
é um cargo de provimento efetivo, o que exige a prévia aprovação em concurso público;
é um cargo em comissão, que tem como requisito a conclusão do ensino médio;
do valor da respectiva gratificação, 10% correspondem ao vencimento e 90% à representação;
o substituto legal ou eventual do Secretário deve ter cursado, no mínimo, o segundo ano do ensino médio;
o servidor público efetivo designado para o cargo pode acumular a remuneração com a do cargo que ocupa.
A respeito da Escola Judiciária do Estado do Piauí – EJUD-PI, que tem a finalidade de promover o treinamento, a capacitação, a formação, o aperfeiçoamento e a especialização de servidores e magistrados, é correto afirmar que:
possui um Conselho Consultivo composto exclusivamente por desembargadores;
deve ser dirigida por um Diretor-Geral, escolhido entre desembargadores ou juízes de direito;
é órgão autônomo e independente do Poder Judiciário do Estado do Piauí;
eventuais receitas decorrentes de suas atividades constituem recurso de um Fundo Especial;
os membros do seu Conselho Consultivo devem ser escolhidos pelo Pleno do Tribunal de Justiça.
No que diz respeito às garantias e às atividades desenvolvidas pelos Juízes de Direito Adjuntos, é correto afirmar que:
atuam juntamente com os Juízes de Direito, exercendo as mesmas competências;
devem substituir os Juízes de Direito, mas não têm as mesmas garantias dos magistrados;
somente podem exercer funções administrativas, não funções judicantes;
somente podem praticar atos de instrução, não atos decisórios;
são numerados ordinalmente e têm as mesmas garantias dos magistrados.
De acordo com o Plano de Carreiras e Remuneração dos Servidores do Poder Judiciário do Estado do Piauí, o desenvolvimento dos servidores efetivos na carreira:
somente pode ocorrer por promoção;
pode ocorrer por ascensão funcional ou promoção;
somente pode ocorrer por progressão funcional;
pode ocorrer por promoção ou progressão funcional;
pode ocorrer por ascensão, promoção ou progressão.
Após uma briga em sala de aula, Joyce, 12 anos, foi encaminhada à psicóloga da escola, a quem revelou que vinha sendo vítima de bullying, por causa da pele negra e dos cabelos crespos. A menina relatou que a professora não coibia as piadas e mandara que ela fosse sentar na última fila para não atrapalhar os colegas com seus cabelos volumosos. Irritada, Joyce havia agredido verbalmente a professora, derrubado a carteira e dado um empurrão em uma colega que ria dela, sendo expulsa da sala de aula.
Diante desse relato e de acordo com a legislação e resoluções do CFP:
trata-se de hipótese de ato infracional praticado por Joyce, que deve ser notificada ao Ministério Público, para sindicância e instauração do procedimento cabível na Vara de Infância e Juventude;
Joyce deverá ser encaminhada para tratamento psicoterápico para melhorar sua autoestima e conseguir administrar melhor seus impulsos agressivos e sua baixa tolerância à frustração;
a psicóloga deverá sugerir como medida retributiva a transferência de Joyce para outra turma, considerando que a estudante está socialmente isolada e já estigmatizada como aluna problemática na turma atual;
a psicóloga buscará refletir com Joyce sobre sua responsabilidade no conflito e sua autovitimização, que faz com que ela interprete equivocadamente as situações sociais cotidianas como manifestações racistas;
a psicóloga deverá ouvir a professora e os colegas de Joyce, chamar os pais e relatar os fatos à Direção, podendo promover uma intervenção restaurativa com os envolvidos e com a comunidade escolar.
Gustavo e sua esposa Lídia são acompanhados em terapia de casal pela psicóloga Analice há muito anos. Recentemente Gustavo decidiu que se separará de Lídia e solicitou que a psicóloga elaborasse declaração psicológica sobre os sintomas e o prognóstico da dinâmica conjugal, para ser apresentado no processo de guarda dos filhos do casal.
Diante da Resolução nº 007/2003 do CFP, Analice:
pode atender plenamente a demanda de Gustavo, desde que conte com a anuência expressa de Lídia, circunscrevendo-se especificamente ao prognóstico da dinâmica;
pode atender parcialmente a demanda de Gustavo, na hipótese de que Lídia consinta tacitamente com o pedido, limitando-se à avaliação das dificuldades enfrentadas pelo casal no processo terapêutico;
não pode atender ao pedido de Gustavo, pois segundo a Resolução nº 008/2001, o documento hábil para afirmar sobre as condições psicológicas do solicitante é o “atestado psicológico”;
não deve atender à solicitação de Gustavo, pois a declaração psicológica visa informar fatos ou situações objetivas relacionados ao atendimento psicológico, não devendo conter o registro de sintomas, situações ou estados psicológicos;
pode atender totalmente à solicitação de Gustavo diante do consentimento tácito de Lídia, desde que se detenha à avaliação sintomatológica do comportamento do casal.
A respeito dos cargos de provimento em comissão e das funções de confiança, é correto afirmar, sob o prisma do Plano de Carreiras e Remuneração dos Servidores do Poder Judiciário do Estado do Piauí, que:
somente os cargos em comissão destinam-se às atribuições de direção, chefia e assessoramento;
aos magistrados competem as indicações para os cargos em comissão dos seus gabinetes;
a indicação e a nomeação para os cargos em comissão são sempre feitas pelo Presidente do Tribunal de Justiça;
as funções de confiança podem ser exercidas por servidores ocupantes de cargos efetivos ou não;
pelo menos 30% (trinta por cento) de todos os cargos em comissão devem ser preenchidos por servidores efetivos.
Determinado Desembargador do Tribunal de Justiça do Piauí está com férias marcadas para o dia primeiro do mês subsequente. A respeito do sistema de distribuição de processos prevista no Regimento Interno do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí, é correto afirmar, em relação ao referido Desembargador, que:
não lhe serão distribuídos quaisquer processos no mês que antecede as férias;
não lhe serão distribuídos quaisquer processos urgentes no mês que antecede as férias;
a distribuição de processos, urgentes ou não, será normal até o último dia do mês que antecede as férias;
nos cinco dias que antecedem as férias, não lhe serão distribuídos processos com prioridade constitucional;
nos três dias úteis que antecedem as férias, não lhe serão distribuídos processos com pedido de tutela de urgência.
De acordo com a Lei de Organização Judiciária do Estado do Piauí, as penas disciplinares são impostas pelo
Diretor do Fórum aos Juízes de Paz e aos respectivos serventuários e auxiliares de seu termo judiciário.
Corregedor da Justiça ao Presidente do Tribunal de Justiça, Desembargadores, Juízes e a qualquer serventuário ou funcionário da Justiça de primeira instância ou da Diretoria Geral da Secretaria do Tribunal de Justiça.
Tribunal de Justiça a seu Presidente, Desembargadores e ao Corregedor da Justiça.
Presidente do Tribunal de Justiça aos Desembargadores e ao Corregedor da Justiça.
Conselho da Magistratura ao Presidente do Tribunal de Justiça, ao Corregedor da Justiça, aos Juízes, serventuários e funcionários da Justiça de primeira e segunda instância.
Pedro é psicólogo em Tribunal deste Estado e atua em Vara de Família. Ele foi responsável pela elaboração do estudo psicológico no processo movido por Orlando contra sua ex-mulher, Fernanda, objetivando a guarda da filha de ambos, Michele, 4 anos.
Fernanda, diante do estudo psicológico apresentado, contratou uma psicóloga como assistente técnica, que elaborou diversos quesitos ao psicólogo perito, mas Pedro se recusou a esclarecêlos, alegando que deve responder tão somente aos quesitos previamente apresentados pelo Ministério Público. À luz da Resolução nº 008/2010 do CFP, Pedro:
não deve responder às formulações da assistente técnica, pois apenas o Ministério Público pode elaborar quesitos;
deve responder às questões propostas pela assistente técnica, pois assistentes técnicos podem formular quesitos aos peritos;
não deve responder às perguntas da assistente técnica, pois apenas o magistrado e o Ministério Público podem formular quesitos;
deve responder às perguntas da assistente técnica, se o Ministério Público autorizar expressamente;
deve responder às perguntas da assistente técnica, se o autor do processo concordar com as quesitações formuladas.
Apesar de os Juízes de Direito possuírem a garantia constitucional da inamovibilidade, é possível determinar a sua remoção compulsória em situações excepcionais, o que ocorre quando demonstrado que sua permanência é prejudicial ao interesse público. A esse respeito, é correto afirmar que o processo de remoção compulsória:
somente pode ser iniciado por proposta do Presidente do Tribunal de Justiça;
exige prova pré-constituída, não havendo espaço para dilação probatória;
decorre de ato prejudicial ao interesse público, como o vício de embriaguez;
não pode ser instaurado pelo fato de o Juiz estar sendo ameaçado em sua segurança pessoal;
pode ser antecedido de sindicância, da alçada do Tribunal Pleno, para apurar situações prejudiciais ao interesse público.
Para fins de divisão e organização do serviço, o Estado do Piauí possui uma divisão judiciária. A esse respeito, é correto afirmar que:
a divisão judiciária somente contempla a organização em instâncias;
existem comarcas de entrância final, de entrância intermediária e de entrância inicial;
as comarcas são sempre classificadas em duas categorias;
os Juizados Especiais são sempre enquadrados na primeira entrância;
somente a Capital do Estado é uma comarca de entrância final.
A distribuição de processos no 1º e no 2º graus de jurisdição deve ser realizada pelas estruturas orgânicas a que se refere a lei de organização judiciária. A esse respeito, é correto afirmar que a distribuição do:
1º grau de jurisdição é realizada pela Diretoria Geral do Tribunal de Justiça;
2º grau de jurisdição é realizada pelo Presidente do Tribunal de Justiça;
1º grau de jurisdição é realizada pela Corregedoria Geral da Justiça;
2º grau de jurisdição é realizada pelo Pleno do Tribunal de Justiça;
1º e do 2º graus de jurisdição é realizada pela Diretoria Geral do Tribunal de Justiça.
O programa Pai Presente, coordenado pelo Conselho Nacional de Justiça, objetiva estimular o reconhecimento de paternidade de pessoas sem esse registro.
Essa iniciativa pretende:
impedir as ocorrências de registros de nascimento com dupla filiação materna;
inibir o registro de nascimento de filhos havidos fora da relação matrimonial;
facilitar a efetivação de um direito personalíssimo, indisponível e imprescritível;
promover representações administrativas e criminais por abandono afetivo;
simplificar os procedimentos nas adoções unilaterais requeridas pelo cônjuge varão.
No Estado do Piauí, conforme a Lei de Organização do Estado do Piauí, são requisitos para a criação de Comarca, entre outros, população mínima de
quarenta mil habitantes no Município, com, pelo menos, dez mil na sede, e dez mil eleitores regularmente inscritos.
dez mil habitantes no Município, com, pelo menos, dois mil na sede, e um mil eleitores regularmente inscritos.
vinte mil habitantes no Município, com, pelo menos, cinco mil na sede, e dez mil eleitores regularmente inscritos.
cinquenta mil habitantes no Município, com, pelo menos, trinta mil na sede, e dez mil eleitores regularmente inscritos.
quinze mil habitantes no Município, com, pelo menos, oito mil na sede, e cinco mil eleitores regularmente inscritos.
O quadro de pessoal efetivo do Poder Judiciário do Estado do Piauí é organizado com o recurso aos conceitos de “grupos funcionais” e “carreiras”. A respeito da essência e da interrelação entre essas figuras jurídicas, é correto afirmar que:
cada área de atividades é composta por uma única carreira;
o conceito de carreira absorve o de grupos funcionais;
as carreiras somente são estruturadas em níveis;
um dos grupos funcionais é o de analista judiciário;
a cada uma das três carreiras corresponde um grupo.
Fernanda, 14 anos, revelou a sua professora que vem sendo assediada sexualmente por seu padrasto. Diante dessa informação, foi acionado o sistema de proteção e indicado que Fernanda se submetesse à Escuta Especial, outrora denominada Depoimento sem Dano.
Com relação a esse procedimento, o Conselho Federal de Psicologia:
se manifesta favoravelmente, pois a preocupação com a metodologia da Escuta Especial demonstra a preocupação do Judiciário em prestar atendimento de forma humanizada e a escuta psicológica é fundamental nesse processo;
se manifesta desfavoravelmente, pois o psicólogo não deve atuar como inquiridor, devendo ele defender que a criança não seja a responsável pela produção da prova que visa à punição do infrator;
considera positivamente a Escuta Especial, pois o juiz não possui formação específica para abordagem sobre a violência praticada contra crianças e o psicólogo, como auxiliar do Juízo, deve intervir de forma a humanizar o depoimento;
se posiciona contrariamente ao procedimento Depoimento sem Dano / Escuta Especial, pois considera que deve ser realizada a capacitação e o treinamento dos juízes diante do tema, os quais deverão atuar em varas especializadas no assunto;
respalda a Escuta Especial, pois o procedimento visa a garantir e proteger os direitos das crianças/adolescentes quando, ao serem ouvidas em Juízo, sua palavra é valorizada através da inquirição que respeita sua condição de pessoa em desenvolvimento.
São órgãos do Poder Judiciário do Estado do Piauí, entre outros,
o Conselho da Magistratura, os Juízes de Direito, o Tribunal de Impostos e Taxas e o Tribunal de Contas do Estado.
a Corregedoria da Justiça, o Conselho de Contribuintes, os Juízes de Direito e os Conselhos da Justiça Militar.
o Tribunal de Justiça, o Conselho da Magistratura, a Corregedoria da Justiça e o Tribunal de Contas do Estado.
o Tribunal de Justiça, os Juízes de Direito, os Conselhos da Justiça Militar e o Tribunal do Júri.
a Presidência do Tribunal de Justiça, a Corregedoria da Justiça, o Tribunal de Contas do Estado e o Tribunal do Júri.