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A relação entre a ESCOLA E A COMUNIDADE é um dos pilares da Educação no Campo. Segundo o projeto pedagógico sugerido pelo CBTC, a escola deve:
manter seus portões fechados para a comunidade, evitando a interferência de pais e agricultores no currículo escolar.
constituir-se como um centro de cultura e convivência, onde os saberes da comunidade são integrados ao processo educativo de forma ética.
funcionar apenas em turnos rígidos, sem qualquer flexibilidade de calendário para atender às épocas de colheita ou festas locais.
priorizar a formação de mão de obra barata para as indústrias da cidade, incentivando o êxodo rural precoce.
ignorar as lideranças locais e os movimentos sociais do campo, focando apenas nas diretrizes administrativas da secretaria.
Muitas escolas do campo em Santa Catarina operam com CLASSES MULTISSERIADAS. Segundo as diretrizes do CBTC e as teorias pedagógicas contemporâneas, a organização do trabalho docente nessas turmas deve:
separar os alunos por filas de idade, impedindo qualquer interação entre estudantes de anos diferentes para evitar confusão.
aplicar a mesma prova e o mesmo conteúdo para todos os anos simultaneamente, ignorando os objetivos de aprendizagem específicos de cada etapa.
priorizar o ensino individualizado e silencioso, eliminando o trabalho em grupo para manter a disciplina em salas com muitos níveis.
delegar aos alunos mais velhos a responsabilidade total de ensinar os mais novos, desonerando o professor da mediação direta.
promover interações entre diferentes níveis de conhecimento, utilizando projetos integradores que respeitem as habilidades de cada ano do ciclo.
O Currículo Base do Território Catarinense (CBTC) adota a perspectiva da Educação do Campo em contraposição ao modelo histórico de "Educação Rural". De acordo com o documento, essa concepção fundamenta-se:
no isolamento das comunidades rurais para preservação de seus costumes, evitando a influência de tecnologias digitais.
na transposição literal do currículo urbano para o campo, garantindo a padronização do ensino em todo o estado de Santa Catarina.
no reconhecimento do campo como espaço de produção de saberes, cultura e resistência, valorizando o vínculo entre escola, terra e vida.
na priorização exclusiva do ensino de técnicas agrícolas em detrimento dos componentes curriculares da base nacional comum.
no atendimento temporário às populações do campo até que ocorra o processo definitivo de migração para as áreas urbanas.
O Currículo Base do Território Catarinense (CBTC) fundamenta-se na concepção de Educação Integral, que transcende a dimensão cognitiva. Ao abordar a "Equidade" como um dos eixos estruturantes, o documento catarinense propõe que a escola deve:
Reconhecer as singularidades e as desigualdades de partida, implementando estratégias pedagógicas diferenciadas que assegurem o direito à aprendizagem de todos, sem reduzir as expectativas de desempenho.
Oferecer o mesmo conjunto de atividades e recursos para todos os alunos, independentemente de suas trajetórias sociais, garantindo a padronização do ensino em todo o estado.
Focar os investimentos pedagógicos apenas nos alunos com altas habilidades, visando elevar os índices de Santa Catarina nas avaliações externas nacionais.
Substituir os conteúdos curriculares por atividades puramente socioemocionais em escolas localizadas em áreas de vulnerabilidade social, para reduzir a evasão escolar.
Adotar um currículo único e inflexível para todas as redes de ensino, eliminando a autonomia das unidades escolares na adaptação dos objetos de conhecimento à realidade local.
A AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM em turmas de Anos Iniciais do campo, segundo a perspectiva formativa do CBTC, deve ser:
somativa e classificatória, visando apenas gerar notas para o boletim final.
punitiva, utilizando a prova como instrumento de controle da indisciplina em salas multisseriadas.
delegada integralmente aos pais, que devem avaliar o progresso dos filhos durante as tarefas domésticas.
processual e diagnóstica, servindo para identificar avanços e lacunas, permitindo a reorientação constante do planejamento pedagógico.
baseada exclusivamente em um único exame anual aplicado pelo governo federal, sem considerar o contexto da escola.


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Com base no Currículo Base do Território Catarinense da Educação Infantil e do Ensino Fundamental, o princípio da diversidade como elemento formativo na Educação Básica implica compreender que:
a diversidade deve ser tratada como tema transversal, dissociada da organização curricular e práticas pedagógicas.
a padronização dos processos de ensino garante maior qualidade educacional, independentemente das especificidades culturais e sociais dos estudantes.
o reconhecimento das diferenças é necessário apenas em contextos específicos de inclusão, não sendo princípio estruturante da Educação Básica.
a valorização das identidades e das diferenças constitui fundamento da formação humana e orienta a construção de práticas educativas comprometidas com a equidade e o bem comum.
No processo de ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO em escolas do campo, o CBTC orienta que as práticas de linguagem devem:
proibir o uso de termos regionais e expressões típicas do campo, exigindo apenas a norma culta urbana desde o primeiro dia.
contextualizar as práticas de leitura e escrita a partir das vivências do aluno, utilizando gêneros textuais que circulam na comunidade (como calendários agrícolas ou guias de sementes).
focar exclusivamente na decodificação mecânica de sílabas, evitando o uso de textos que tragam a realidade social do campo para a sala.
restringir o contato com a literatura infantil, priorizando manuais técnicos de produção de leite ou fumo.
utilizar cartilhas de alfabetização da década de 1970, por serem mais adequadas ao ritmo de aprendizagem dos alunos rurais.
De acordo com o Currículo Base do Território Catarinense (CBTC), a organização curricular deve favorecer a interdisciplinaridade e a abordagem de Temas Contemporâneos Transversais (TCTs). Ao planejar um projeto sobre "Educação Ambiental" e "Consumo Consciente", a estratégia pedagógica mais eficaz é:
Integrar os temas transversais aos objetos de conhecimento de diferentes áreas (Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza e Humanas), promovendo a reflexão crítica e a mudança de atitudes.
Reservar um dia específico no calendário escolar (como o Dia da Árvore) para uma palestra isolada, sem conexão com os componentes curriculares.
Delegar a responsabilidade do tema exclusivamente ao professor de Ciências, desobrigando os demais docentes de abordarem questões ambientais.
Focar apenas na teoria e na leitura de textos informativos, evitando atividades práticas ou de intervenção na comunidade escolar.
Substituir as aulas de Língua Portuguesa e Matemática por atividades de reciclagem durante todo o semestre, para garantir a conscientização plena.
No contexto da Educação no Campo, o CBTC enfatiza a categoria LUGAR como ponto de partida pedagógico. Para um professor dos Anos Iniciais, trabalhar o conceito de lugar implica:
analisar as relações sociais, espaciais e culturais que os sujeitos estabelecem com seu entorno imediato para construir conhecimentos globais.
focar apenas na localização geográfica das propriedades rurais, utilizando coordenadas cartesianas como único recurso didático.
desconsiderar as transformações históricas do território, tratando o campo como um espaço estático e imutável.
priorizar o estudo de grandes metrópoles mundiais, para que o aluno do campo não se sinta em desvantagem informativa.
restringir o ensino à memorização dos limites municipais e das datas das festas religiosas locais.
O Currículo Base do Território Catarinense (CBTC) orienta que o ensino de História e Geografia nos Anos Iniciais deve partir do "Lugar" como categoria fundamental de análise. Nesse sentido, ao trabalhar a formação histórica e espacial de Santa Catarina, o professor deve:
Priorizar a memorização de datas de fundação de todos os municípios catarinenses, em ordem alfabética.
Analisar as relações entre os sujeitos e o espaço geográfico, considerando as diferentes matrizes culturais (indígenas, africanas, europeias e migrações recentes) que compõem a identidade catarinense.
Focar exclusivamente na história da capital, Florianópolis, como modelo único de desenvolvimento para todo o estado.
Desconsiderar os aspectos ambientais e físicos do território catarinense, centrando o ensino apenas nos fatos políticos das elites locais.
Utilizar livros didáticos nacionais que não fazem referência às especificidades regionais de Santa Catarina, para garantir a uniformidade do ensino no Brasil.


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Sobre o ensino de HISTÓRIA E GEOGRAFIA nos Anos Iniciais do Campo, o Currículo Base de Santa Catarina destaca a importância das matrizes culturais. Ao tratar da identidade catarinense, o professor deve:
focar apenas na colonização europeia, omitindo a contribuição de povos indígenas e afrodescendentes na formação do campo.
abordar a história do território como uma sucessão de conflitos onde o progresso urbano é o único objetivo final.
reconhecer a pluralidade étnica e social, incluindo os povos da floresta, quilombolas, pequenos agricultores e trabalhadores assalariados rurais.
ensinar que a cultura do campo é inferior à cultura urbana, incentivando o aluno a abandonar suas raízes.
restringir o estudo à história dos grandes proprietários de terras, como únicos agentes de mudança no estado.
O LETRAMENTO MATEMÁTICO nos Anos Iniciais, conforme a BNCC e o CBTC, deve permitir que o aluno do campo utilize a matemática para resolver problemas reais. Um exemplo de prática alinhada a essa diretriz é:
realizar cálculos de área, volume e estimativas de safra baseados nas atividades produtivas da comunidade local.
memorizar a tabuada do 1 ao 10 através da repetição coral, sem aplicar o conceito em nenhuma situação prática.
resolver apenas problemas presentes no livro didático nacional, mesmo que utilizem exemplos desconexos com a vida no campo.
focar exclusivamente em contas de adição e subtração, deixando conceitos de geometria e grandezas apenas para o ensino médio.
proibir o uso de instrumentos de medida tradicionais (como a braça ou o palmo), focando apenas no sistema métrico decimal puro.
O ensino de CIÊNCIAS DA NATUREZA no contexto do campo é fundamental para a compreensão dos ciclos da vida. De acordo com o currículo catarinense, os objetos de conhecimento devem promover:
a crença de que a natureza é um recurso inesgotável à disposição exclusiva do lucro imediato.
o estudo de animais exóticos de outros continentes, em detrimento do conhecimento da fauna e flora local.
a separação total entre o conhecimento científico acadêmico e o saber popular acumulado pelas famílias do campo.
a memorização de nomes científicos de plantas sem observar suas funções no ecossistema local.
a alfabetização científica por meio da investigação, relacionando saúde, ambiente, solo e biodiversidade à prática da sustentabilidade.
Considerando-se o que preceitua a Lei Complementar n.º 994/2015, que aprova o Plano Municipal de Educação, em seu artigo 10, § 6º, em relação ao direito ao acesso à educação na rede municipal de ensino de Blumenau, considere a seguinte situação hipotética:
Uma escola municipal recebeu as seguintes solicitações de matrícula:
I.Criança de 6 anos, moradora do bairro, cujos pais não possuem comprovante de residência em seu nome.
II.Criança de 7 anos, filha de imigrantes, sem documentação traduzida.
III.Adolescente de 15 anos, que abandonou os estudos no ano anterior e deseja retornar à escola.
Dado esse cenário, a escola deve:
efetuar a matrícula provisória dos casos I e II mediante termo de compromisso de apresentação dos documentos em 30 dias, e orientar o caso III a aguardar o início do próximo ano letivo.
matricular as crianças de 6 e 7 anos, após a regularização da documentação e encaminhar o adolescente de 15 anos para a Educação de Jovens e Adultos, considerando a defasagem idade-série.
matricular apenas o caso I por se tratar de criança em idade de alfabetização, orientando os demais a procurar instituições especializadas em suas respectivas situações.
realizar a matrícula dos casos I e II, após consulta ao Conselho Municipal de Educação, e encaminhar o caso III para acompanhamento do Conselho Tutelar antes da efetivação da matrícula.
efetuar a matrícula de todos os casos apresentados e assegurar sua frequência às aulas, realizando os encaminhamentos necessários para regularização posterior da documentação, em conformidade com o calendário escolar.
Segundo a Lei Complementar n° 170 – Lei do Sistema Estadual de Ensino de Santa Catarina, a educação escolar, no Estado de Santa Catarina, obedece aos seguintes princípios:


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Segundo a Lei Complementar n.º 170 – Lei do Sistema Estadual de Ensino de Santa Catarina, compete às instituições escolares:
Somente I, II e IV.
Somente I, III e IV.
Somente II, III e IV.
Somente II e III.
Segundo a Lei Complementar n.º 170 - Lei do Sistema Estadual de Ensino de Santa Catarina, o ensino fundamental, com duração mínima de oito anos, tem por objetivos:
I. O desenvolvimento da capacidade de aprender e de socializar o que aprendeu, tendo como meios básicos o domínio da leitura, da escrita e do cálculo.
II. A compreensão do ambiente natural e social, dos sistemas políticos e da auto determinação dos povos, dos valores em que se fundamenta a sociedade, da tecnologia e das artes.
III. Respeito à individualidade, as diferenças pessoais, aos valores e capacidades coletivas, reforço as desigualdades e defesa do patrimônio público.
IV. Gestão autocrática do ensino, valorização dos profissionais da educação e promoção a justiça social e ao desenvolvimento da instituição privada. Estão corretas as assertivas:
Somente I e IV.
Somente II e III.
Somente I e II
Somente I e III.
Segundo a Lei nº 170/98 (Lei do Sistema Estadual de Educação de Santa Catarina), no seu artigo 11, o sistema de educação compreende:
Apenas os itens I e II estão corretos.
Apenas os itens III e IV estão corretos.
Os itens I, II, III e IV estão corretos.
Apenas os itens II e III estão corretos.
Apenas os itens II e III.
Apenas os itens I e III.
Apenas os itens I e IV.
Os itens I, II, III e IV.