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O Decreto nº 7.053/2009 institui a Política Nacional para a População em Situação de Rua, que orienta ações articuladas entre União, estados e municípios para garantir direitos e atendimento a esse grupo social vulnerável. O Decreto define a população em situação de rua, destacando elementos comuns e espaços utilizados por esse segmento.
Nesse contexto, assinale a alternativa que corresponde corretamente à definição legal de população em situação de rua conforme o Decreto nº 7.053/2009:
Considera-se população em situação de rua o grupo populacional heterogêneo que possui em comum a pobreza extrema, os vínculos familiares interrompidos ou fragilizados e a inexistência de moradia convencional regular, e que utiliza os logradouros públicos e as áreas degradadas como espaço de moradia e de sustento, de forma temporária ou permanente, bem como as unidades de acolhimento para pernoite temporário ou como moradia provisória.
Grupo populacional com renda baixa que reside em casas populares e utiliza serviços públicos.
Pessoas que residem em moradias regulares, mas sofrem discriminação social.
Pessoas com vínculos familiares fortes, porém em situação de pobreza moderada.
O Decreto nº 7.053 de 23 de dezembro de 2009 institui a Política Nacional para a População em Situação de Rua e seu Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento, e dá outras providências. Conforme estabelecido em sua disposição, são considerados princípios dessa Política:
I.Respeito à dignidade da pessoa humana.
II.Valorização e respeito à vida e à cidadania.
III.Atendimento humanizado e universalizado.
É CORRETO o que se afirma em:
II e III, apenas.
I e III, apenas.
I, II e III.
I e II, apenas.
Nos últimos anos aumentou a quantidade de pessoas em situação de rua no Brasil. Por este motivo, o Supremo Tribunal Federal proferiu medida liminar, na ADPF 976, que cuida da Política Nacional para a Pessoa em Situação de Rua.
A esse respeito, é correto afirmar que
a decisão reconhece a baixa adesão dos entes federativos à Política Nacional Para a Pessoa em Situação de Rua.
o Estado não deve ser responsabilizado pela escolha das pessoas que vivem nas ruas, uma vez que essas não pagam tributos e não podem, portanto, exigir os seus direitos.
cabe aos Municípios elaborar plano de atuação que preveja a retirada compulsória de pessoas que ocupam indevidamente as vias públicas, que são de uso de todos.
a existência da desigualdade social decorre da existência de pessoas que não aproveitam as oportunidades, que são amplamente ofertadas de forma igual para todos.
a necessidade de adoção da política pública com instituição de comitês, que tem por atribuição a realização de apreensão e guarda de bens e animais de pessoas em situação de rua.
A Política Nacional para a Inclusão Social da População em Situação de Rua, traz como um de seus princípios:
Valorização e respeito à vida e à cidadania.
O respeito ao desejo individual.
O respeito à livre circulação e moradia.
O direito ao isolamento social.
O atendimento seletivo e restrito ao cidadão.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente um dos objetivos inerentes a Política Nacional para a População em Situação de Rua:
Integração das políticas públicas em cada nível de governo.
Democratização do acesso e fruição dos espaços e serviços públicos.
Instituir a contagem oficial da população em situação de rua.
Apoiar a criação de centros de defesa dos direitos humanos para população em situação de rua, em âmbito local.
Pesquisar e acompanhar os processos instaurados, as decisões e as punições aplicadas aos acusados de crimes contra a população em situação de rua.
De acordo com o Decreto nº 7.053 de 23 de dezembro de 2009, são objetivos da Política Nacional para a População em Situação de Rua, EXCETO:
Implementar centros de referência especializados para atendimento da população em situação de rua, no âmbito da proteção social especial do sistema único de assistência social.
Disponibilizar programas de qualificação profissional para as pessoas em situação de rua, com o objetivo de propiciar o seu acesso ao mercado de trabalho.
Desfazer centros de defesa dos direitos humanos para a população em situação de rua.
Criar meios de articulação entre o sistema único de assistência social e o sistema único de saúde para qualificar a oferta de serviços.
O Decreto nº 7.053, de 23 de dezembro de 2009, institui a Política Nacional para a População em Situação de Rua. Assinale a alternativa que corresponde a um dos objetivos dessa política.
Realizar a contagem oficial da população em situação de rua para, assim, ter um controle da sua quantidade.
Definir estratégias de punição para a população em situação de rua.
Proporcionar o não acesso das pessoas em situação de rua aos benefícios previdenciários e assistenciais e aos programas de transferência de renda.
Implantar centros de defesa dos direitos humanos para a população em situação de rua.
De acordo com o artigo 5º da Política Nacional para a População em Situação de Rua, além da igualdade e equidade, identifique quais são alguns dos princípios que orientam essa política.
Exclusão da convivência familiar e comunitária, com foco em atendimento institucionalizado e segregado para pessoas em situação de rua.
Atendimento especializado apenas para pessoas com deficiência, sem considerar outros grupos sociais vulneráveis.
Respeito à dignidade da pessoa humana, direito à convivência familiar e comunitária, valorização e respeito à vida e à cidadania, atendimento humanizado e universalizado, e respeito às condições sociais e diferenças de origem, raça, idade, nacionalidade, gênero, orientação sexual e religiosa, com atenção especial às pessoas com deficiência.
Aplicação de medidas punitivas para pessoas em situação de rua, sem respeito às condições sociais ou diferenças individuais.
Restrição do atendimento universalizado e humanizado apenas para a população idosa em situação de rua, sem foco em outros grupos.
Em 11 de dezembro de 2023, foi lançado pelo Governo Federal o Plano Nacional Ruas Visíveis, o qual estabelece políticas públicas para as pessoas em situação de rua. Trata-se de medida decorrente da determinação, pelo Supremo Tribunal Federal, em medida cautelar na ADPF 976, que torna obrigatória a observância, pelos Estados, Distrito Federal e Municípios, imediata e independentemente de adesão formal, das diretrizes contidas no Decreto Federal nº 7.053/2009, que institui a Política Nacional para a População em Situação de Rua. Inserida no mesmo contexto, a Lei nº 14.489/2022, denominada Lei Padre Júlio Lancellotti, alterou a Lei nº 10.257/2001. Sobre a citada novatio legis, é correto afirmar que:
Dispõe sobre a instalação de cerca eletrificada ou energizada em zonas urbana e rural.
Propõe o emprego de técnicas construtivas hostis em espaços livres de uso público para impulsionar as pessoas em situação de rua a se deslocarem para abrigos.
Trata-se de uma diretriz da política urbana direcionada unicamente às pessoas em situação de rua, dada a sua singularidade.
Dá azo a uma política pública antiaporofóbica.
Tem forte viés religioso, sendo uma proposição que infringe a laicidade do Estado.
Qual das seguintes opções não é um princípio da Política Nacional para a População em Situação de Rua?
respeito à dignidade da pessoa humana;
direito à convivência familiar e comunitária;
valorização e respeito à vida e à cidadania;
atendimento humanizado e universalizado;
exclusão de pessoas com deficiências;
Lucas trabalha na Secretaria de Assistência Social de um pequeno município do Rio de Janeiro. Foi-lhe solicitada a apresentação de um plano de reestruturação dos serviços de acolhimento para população em situação de rua.
Lucas sabe que a estruturação e reestruturação desses serviços deve ter como referência o(a):
necessidade de cada município, considerando-se os dados das pesquisas de contagem da população em situação de rua;
percentual de desabrigados a partir de informações coletadas em ONG que trabalham com população de rua;
censo estadual, orientando-se pela quantidade de desocupados, estratificando por gênero;
detalhamento das estratégias de implementação dos serviços, especialmente quanto às metas, objetivos e responsabilidades;
nomeação de grupos de trabalho temáticos para discutir as condições da população em situação de rua do município.
Considerando o Decreto nº 7.053/2009, analise os itens a seguir.
• Instituir a contagem oficial da população em situação de rua.
• Produzir, sistematizar e disseminar dados e indicadores sociais, econômicos e culturais sobre a rede existente de cobertura de serviços públicos à população em situação de rua.
• Incentivar a pesquisa, produção e divulgação de conhecimentos sobre a população em situação de rua, contemplando a diversidade humana em toda a sua amplitude étnico-racial, sexual, de gênero e geracional, nas diversas áreas do conhecimento.
Em conformidade com o Decreto nº 7.053/2009, tais itens são considerados:
Diretrizes para ação em projetos com pessoas em situação de rua.
Objetivos da Política Nacional para a População em Situação de Rua.
Princípios prioritários da Política Nacional para a População em Situação de Rua.
Atribuições privativas do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS).
De acordo com o artigo 5o do Decreto 7.053/2009, são princípios da Política Nacional para a População em Situação de Rua, além da igualdade e equidade: o respeito à dignidade da pessoa humana; o direito à convivência familiar e comunitária; a valorização e respeito à vida e à cidadania; o atendimento humanizado e universalizado; e o respeito às condições sociais e diferenças de origem, raça, idade, nacionalidade, gênero, orientação sexual e religiosa, com atenção especial
às crianças.
às pessoas com deficiência.
às mulheres.
aos maiores de oitenta anos.
aos doentes.
Conforme estabelecido no artigo 8° da Política Nacional para a População em Situação de Rua, a rede de acolhimento temporário deve seguir um padrão básico de qualidade, segurança e conforto no atendimento a esse segmento. Para alcance desse objetivo, devem ser observados limite de capacidade, as regras de funcionamento e convivência, acessibilidade, salubridade e distribuição geográfica das unidades de acolhimento, respeitado o direito de permanência dessa população, preferencialmente nas cidades ou
nos centros urbanos.
nos espaços disponíveis.
na zona rural.
nas casas de passagem.
nas regiões periféricas.
O Decreto no 7.053/2009 estabeleceu direitos à população em situação de rua, instituindo a Política Nacional voltada a esse segmento. De acordo com o artigo 8o (§ 4o) do referido decreto, a rede de acolhimento temporário existente deve ser reestruturada e ampliada para incentivar sua utilização pelas pessoas em situação de rua, inclusive pela sua articulação com programas de
moradia popular.
apadrinhamento.
segurança pública.
apoio solidário.
emancipação.
A população em situação de rua possui em comum a pobreza extrema, os vínculos familiares interrompidos ou fragilizados e a inexistência de moradia convencional regular; utiliza os logradouros públicos e as áreas degradadas como espaço de moradia e de sustento, bem como as unidades de acolhimento para pernoite temporário ou como moradia provisória. Essa definição, explicitada no artigo 1o do Decreto Federal no 7.053/2009, considera a população em situação de rua um grupo populacional
marginal.
heterogêneo.
complexo.
coeso.
desajustado.
Durante o Plantão Social em um equipamento de Assistência Social, a assistente social Rejane atende Marisa, uma jovem que vive nas ruas depois que perdeu o seu emprego e não mais conseguiu pagar o aluguel do apartamento em que morava. Marisa está muito machucada, pois havia sido agredida por ser moradora de rua, e temia que a situação se repetisse no equipamento.
Rejane tranquiliza a usuária, informando que um dos princípios da Política Nacional para a População em Situação de Rua é o(a):
integração dos esforços do poder público para atender a essa população;
promoção dos direitos civis, políticos, econômicos, sociais, culturais e ambientais;
democratização do acesso e fruição dos espaços e serviços públicos;
implantação de centros de defesa dos direitos humanos para a população em situação de rua;
respeito às condições sociais e diferenças de origem, raça, idade, nacionalidade, gênero, orientação sexual e religiosa.
Com relação a Política Nacional para a População em Situação de Rua, é CORRETO afirmar que:
A Política Nacional para a População em Situação de Rua será implementada de forma centralizada e articulada entre a União e os demais entes federativos que a ela aderirem por meio de instrumento próprio.
A Política Nacional para a População em Situação de Rua será implementada de forma descentralizada e desarticulada entre a União e os demais entes federativos que a ela aderirem por meio de instrumento próprio.
A Política Nacional para a População em Situação de Rua será implementada de forma descentralizada e articulada entre a União e os demais entes federativos que a ela aderirem por meio de instrumento próprio.
A Política Nacional para a População em Situação de Rua será implementada de forma centralizada e desarticulada entre a União e os demais entes federativos que a ela aderirem por meio de instrumento próprio.
A Política Nacional para a População em Situação de Rua, Decreto nº 7.053/2009, indica, dentre outros, “proporcionar o acesso das pessoas em situação de rua aos benefícios previdenciários e assistenciais e aos programas de transferência de renda, na forma da legislação específica” como
um propósito.
uma diretriz.
um princípio.
um objetivo.
De acordo com o Decreto nº 7.053/2009 considera-se população em situação de rua o grupo populacional heterogêneo que possui em comum a pobreza extrema, os vínculos familiares interrompidos ou fragilizados e a inexistência de moradia convencional regular, e que utiliza os logradouros públicos e as áreas degradadas como espaço de moradia e de sustento, de forma temporária ou permanente, bem como as unidades de acolhimento para pernoite temporário ou como moradia provisória.
(Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/decreto/d7053.htm.)
Considerando tal Decreto, os serviços de acolhimento temporário serão regulamentados
nacionalmente pelas instâncias de pactuação e deliberação do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).
a nível municipal pelas instâncias de negociação e pactuação da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e instituições do segundo setor (Fundações de Apoio).
no âmbito estadual pelas instâncias de articulação e controle social do Conselho Estadual de Políticas Sociais e da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Humano e Social.
nacionalmente pelas instâncias colegiadas da Secretaria de Segurança Pública, especificamente os Conselhos de Segurança Pública e as Comissões Intergestores Tripartites.