Questões de Concurso sobre Anáfora

 
 
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No texto, os itens “disso” (linha 2) e “este” (linha 13) desempenham, respectivamente, funções textuais


A

anafórica e catafórica


B

catafórica e catafórica


C

catafórica e anafórica


D

anafórica e anafórica

Partindo de uma análise contextual, percebe-se que no trecho “e, agora, que estava na velhice, como ela o recompensava”, o pronome ela cumpre papel anafórico e retoma o seguinte vocábulo:


A

“velhice”


B

“vida”


C

“pátria”


D

“mocidade”


E

“virilidade”

“[...] As multidões têm hoje instrumentos para se organizar e se reunir quase instantaneamente, pelas redes sociais.” Neste trecho, o elemento destacado é um caso típico de anáfora. Isso significa que:


A

o tipo de sujeito não vem expresso na oração, ou por não se desejar que ele seja reconhecido, ou pela impossibilidade de sua explicitação.


B

[se] se refere às multidões, ou seja, as multidões que organizarão (agentes) e as multidões que serão organizadas (pacientes) são o mesmo termo dentro do evento comunicativo.


C

em certas orações o predicado não faz referência a nenhum tipo de sujeito. Isso ocorre quando se empregam os chamados verbos impessoais


D

[se] estabelece uma relação anafórica com [organizar] e [reunir], elementos essenciais dentro do contexto frasal.


E

essa opcionalidade do pronome reflexivo depende de certas condições que não têm a ver com a função comunicativa das orações.

“Patentes de medicamentos geralmente são reconhecidas pelo prazo de dez anos, de acordo com regras internacionais aceitas por muitos países. Esse prazo inclui a fase final de desenvolvimento dos medicamentos, chamada pipeline no jargão técnico. Muitas vezes, esse período até o lançamento comercial do produto pode levar até quatro anos...”.


O emprego da forma pronominal “esse”, nos casos sublinhados, se justifica por que


A

se refere a um termo anterior localizado contextualmente mais distante que outro.


B

se liga a fatos cronologicamente distantes.


C

se prende a um elemento anterior citado mais proximamente à ocorrência do pronome.


D

se relaciona a um elemento textual mais próximo do leitor que do enunciador do texto.


E

se conecta com elementos anteriormente citados de forma a estabelecer coesão textual.

Na oração “O destino humilhante daqueles que são comidos é expresso em um mito africano a respeito de uma ave gigante que engole um homem e, no dia seguinte, o expele.” (2º§), o vocábulo sublinhado retoma o termo


A

ave.


B

mito.


C

gigante.


D

homem.


E

africano.

O termo destacado em “reparamos que é ela que se vai”, terceiro parágrafo, refere-se a:


A

coisa.


B

si mesma.


C

vida.


D

brincadeira.


E

outra.

Leia o trecho a seguir e as proposições sobre as relações linguísticas apontadas.


“... nesta brincadeira boba passamos todos, os inquietos, a maior parte da vida — e às vezes reparamos que é ela que se vai...”


I. nesta é um pronome catafórico, elemento coesivo no texto.

II. os inquietos retoma e nomeia os seres expressos anteriormente pelo termo todos.

III. A expressão às vezes recebe crase por causa da regência do verbo reparar.


Está CORRETO o que se afirma, apenas, em:


A

II e III.


B

III.


C

II.


D

I e II.


E

I.

As mudanças que conduziram a isso não são poucas nem sutis... (3o parágrafo)


A expressão grifada refere-se, corretamente,


A

às condições impostas tanto pela biologia quanto pela cultura ao modo de vida que se desenhou nos dias de hoje.


B

ao crescimento de um tipo de literatura que se difundiu pelo mundo todo, como alternativa à perda do antigo sentimento religioso.


C

à retomada do espírito de união que sempre caracterizou os agrupamentos humanos, com a consciência de que cada um é parte de um todo social.


D

às questões existenciais que se agravaram diante da percepção de isolamento existente nas contingências da vida moderna.


E

à certeza de que frases que se tornam repetitivas ao longo do tempo constituem a base da autoajuda, tão importante nos dias de hoje.

TEXTO:


Um cão apenas


Subidos, de ânimo leve e descansado passo, os quarenta degraus do jardim – plantas em flor de cada lado; borboletas incertas; salpicos de luz no granito – eis-me no patamar. E a meus pés, no áspero capacho de coco, à frescura da cal do pórtico, um cãozinho triste interrompe o seu sono, levanta a cabeça e fita-me. É um triste cãozinho doente, com todo o corpo ferido; gastas, as mechas brancas do pelo; o olhar dorido e profundo, com esse lustro de lágrimas que há nos olhos das pessoas muito idosas. Com grande esforço acaba de levantar-se. Eu não lhe digo nada; não faço nenhum gesto. Envergonha-me haver interrompido o seu sono. Se ele estava feliz ali, eu não devia ter chegado. Já lhe faltavam tantas coisas, que ao menos dormisse: também os animais devem esquecer enquanto dormem...

Ele, porém, levantava-se e olhava-me. Levantava-se com a dificuldade dos enfermos graves: acomodando as patas da frente, arrastando o resto do corpo, sempre com os olhos em mim, como à espera de uma palavra ou de um gesto. Mas eu não o queria vexar nem oprimir. Gostaria de ocupar-me dele: chamar alguém, pedir-lhe que o examinasse, que receitasse, encaminhá-lo para um tratamento... Mas tudo é longe, meu Deus, tudo é tão longe. E era preciso passar. E ele estava na minha frente, inábil, como envergonhado de se achar tão sujo e doente, com o envelhecido olhar numa espécie de súplica.

(Fragmento/Cecília Meireles)



“Eu não lhe digo nada.” O termo destacado anteriormente refere-se à(ao):


A

Sono do cão.


B

Cãozinho triste.


C

Frescura da cal.


D

Jardim em flor.


E

Palavra ou um gesto.

Constitui expressão de coesão referencial anafórica o emprego da expressão:


A

“direitos autorais” (l. 3/4)


B

“à tarefa” (l. 4)


C

“do artista” (l. 6)


D

“poucos” (l. 6)


E

“música” (l. 8)

E é a ele que atende um setor do mercado editorial que cresce a passos largos... (2o parágrafo)


O pronome grifado acima substitui corretamente, considerando- se o contexto,


A

um arquipélago fragmentado.


B

um relevo que se espraia.


C

um dos nossos instintos básicos.


D

um dos lugares-comuns mais citados de todos os tempos.


E

um setor de autoajuda do mercado editorial.

Considere as afirmações a seguir sobre o texto.


I. Da afirmativa que o autor inicia o texto decorre uma exemplificação argumentativa.

II. Com a frase “O estrago do cheque especial nas suas finanças é assombroso.” o autor intensifica o caráter das informações sobre juros ditas anteriormente.

III. Usando o termo “isso”, no início do último parágrafo, o autor retoma, condensando-as, as informações sobre juros e dívidas do parágrafo anterior.


Está CORRETO o que se afirma em:


A

I e III, apenas.


B

I, II e III.


C

III, apenas.


D

II e III, apenas.


E

II, apenas.

A relação anafórica de pronome demonstrativo em: “Sim, isso existe!” faz-se com:


A

“cheguei”.


B

“descobri”.


C

“Sim”.


D

“existe”.


E

“semiflat”.

No trecho: “Quando lhe apresentavam uma mulher, em vez do aperto de mão, lhe aplicava dois beijos.”, a palavra em destaque refere-se à (ao):


A

Mão.


B

Mulher.


C

Aperto.


D

Beijo.


E

Homem.

Com Pitágoras, 2.500 anos atrás, a busca por uma ordem natural das coisas foi transformada numa busca por uma ordem matemática: os padrões que vemos na natureza refletem a matemática da criação. Cabe ao filósofo desvendar esses padrões, revelando assim os segredos do mundo. (L.10-15)


Em relação ao trecho acima, analise as afirmativas a seguir:


I. O pronome esses tem valor anafórico.

II. No lugar de 2.500 anos atrás, é recomendado que se escreva “há 2.500 anos atrás”.

III. Os dois-pontos têm a mesma função que a desempenhada no primeiro parágrafo.

IV. A palavra assim poderia vir entre vírgulas.


Assinale


A

se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas.


B

se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas.


C

se apenas as afirmativas II e IV estiverem corretas.


D

se apenas as afirmativas I e IV estiverem corretas.


E

se apenas a afirmativa III estiver correta.

Assinale a alternativa que apresenta o termo ao qual se refere a forma do pronome oblíquo “la”, usada anaforicamente em “... nunca tentei pegá-la.” (. 36).


A

Empregada.


B

Inseto.


C

Aranha.


D

Esqueletinho verde.


E

Esperança.

Os planos das autoridades responsáveis por esses centros são de ampliar o número de vagas para 54 mil alunos ainda este ano. (L.42-45)


Os pronomes destacados no período acima exercem, respectivamente, papel


A

anafórico e catafórico.


B

dêitico e catafórico.


C

anafórico e dêitico.


D

dêitico e anafórico.


E

catafórico e dêitico.

No fragmento do texto “[...] mas não esconde a sua esperança.”, o termo em destaque faz uma retomada anafórica de:


A

bebê;


B

Vitória;


C

esperança;


D

ela;


E

barriga.

O processo de coesão textual pode realizar-se por meio de anáfora, quando se retomam termos e significados anteriormente expressos. Em qual das passagens abaixo NÃO se verifica a ocorrência de vocábulo em função anafórica?


A

“Verdes mares bravios da minha terra natal, onde canta a jandaia na fronde da carnaúba.” (Iracema, José de Alencar).


B

“Daí à pedreira restavam apenas uns cinquenta passos, e o chão era já todo coberto por uma farinha de pedra moída que sujava como cal.” (O cortiço, Aluísio Azevedo)


C

“Acomodar-se-iam num sítio pequeno, o que parecia difícil a Fabiano, criado solto no mato.” (Vidas secas, Graciliano Ramos)


D

“Invejo o ourives quando escrevo: Imito o amor.

Com que ele, em ouro, o alto relevo

Faz de uma flor.” (Profissão de fé, Olavo Bilac)


E

“Dissolva os sonhos eróticos

Nos dois litros de sangue fervido” (Poesia Pau-Brasília: Receita, Nicola Behr)

Na linha 9, o termo isso diz respeito


A

à forma como o ladrão foi rendido.


B

à descrição do cego apresentada pelo assaltante.


C

ao fato de a vítima caminhar com dificuldade.


D

ao celular que estava na cintura do cego.

   
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