Questões de Concurso sobre Função fática

 
 
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No trecho acima o autor está tentando um contato com:


A

Ele mesmo.


B

Velho Marcolini.


C

O leitor.


D

Personagem na obra.

Serve para iniciar, prolongar ou interromper a comunicação e verificar se o canal funciona. Ou seja, tem a função de instaurar ou manter o contato. Tudo que aparece em uma mensagem que tenha a função de atrair a atenção do leitor para estabelecer um contato e mantê-lo relaciona-se com o emprego dessa função. A qual função da linguagem o texto se refere?


A

Função emotiva.


B

Função apelativa.


C

Função metalinguística.


D

Função referencial.


E

Função fática.

Leia o texto a seguir.


Uma palavra latina pode gerar mais de uma palavra portuguesa?


Tanto a palavra sino quanto a palavra signo têm o mesmo étimo: vêm de signum. Da mesma forma, tanto sina quanto senha vêm de signa. O mesmo se pode dizer de desenhar e de designar, que vêm de designare bem como de resenhar e resignar, que vêm de resignare. Esses pares são chamados de formas divergentes, isto é, uma única palavra latina pode originar duas ou mais palavras na mesma língua. [...] A palavra latina planus origina formas divergentes em português: plano, chão, piano (empréstimo do italiano, como redução da palavra pianoforte, com menção às duas dinâmicas musicais) e porão (forma semierudita, com mudança semântica, referindo-se ao chão nivelado desse aposento).


VIARO, Eduardo. História das Palavras. Disponível em: https://www.museudalinguaportuguesa.org.br/wp-content/uploads/2017/09/Historia-das-palavras.pdf. Acesso em: 28 abr. 2022 [Fragmento].


Ao analisar a construção desse texto, constata-se que, nele, predomina a função


A

expressiva da linguagem porque, a partir da pergunta título, o autor explana, de modo subjetivo e pessoal, a questão da etimologia de alguns vocábulos.


B

fática da linguagem porque o autor interrompe a linearidade comunicativa, para verificar a compreensão do leitor quanto à etimologia de palavras.


C

conativa da linguagem porque o autor tem como propósito apelar e convencer o leitor quanto a origem latina de palavras da língua portuguesa.


D

metalinguística da linguagem porque o autor recorre à língua-objeto para se expressar acerca de aspectos etimológicos dessa língua.

É correto afirmar que predomina, na tirinha, a função:


A

referencial da linguagem, uma vez que a mensagem é passada de forma objetiva, sem linguagem figurada.


B

fática da linguagem, uma vez que o personagem palestrante testa o canal de comunicação diante da plateia.


C

emotiva da linguagem, uma vez que o foco do texto é mostrar as opiniões do emissor, o personagem palestrante.


D

conativa da linguagem, uma vez que o foco do texto é convencer o destinatário a aderir a um ponto de vista.


E

poética da linguagem, uma vez que as palavras do texto estão sendo usadas com um objetivo puramente estético.

Todo texto possui uma função. Dentre as funções da linguagem previstas pela gramática da língua portuguesa, a que mais se evidencia neste texto é:


A

Injuntiva


B

Conativa


C

Emotiva


D

Poética


E

Metalinguística

Leia os textos abaixo:


TEXTO 01


- Consultório da Dra. Joana, bom dia!

- Bom dia! Preciso agendar uma consulta para a próxima semana, se possível.

- Compreendo! A dermatologista terá vagas somente para a segunda semana do próximo mês, entre os dias 7 e 11. Qual a sua disponibilidade?

- Pode ser no dia 8.

- Atendimento marcado.

- Obrigado.


TEXTO 02

Fora do papel, a realidade é outra: os presos terminam por viver em celas superlotadas, sujeitos a péssimas condições de higiene, a torturas e outras violações, o que coopera para frequentes rebeliões. "A situação é de total abandono", afirma Lanfredi.

(Parágrafos iniciais da reportagem "A visão social do preso", publicada pelo Senado Federal em setembro de 2016.)


TEXTO 03


Apesar de não ser dotado de muito conhecimento, ele possuía grandes habilidades. Um poço de sabedoria! Tinha sempre uma carta na manga...


Os textos acima, respectivamente, exprimem a função da linguagem:


A

Metalinguística; Referencial; Fática.


B

Fática; Metalinguística; Referencial.


C

Fática; Referencial; Poética.


D

Conotativa; Metalinguística; Poética.

“Segundo Jakobson, é possível determinar funções da linguagem com base nas características dos textos e nas intenções do locutor. Assim, a linguagem desempenharia uma ou outra função, de acordo com o elemento da comunicação posto em foco pelo locutor”.


CEREJA, William Roberto, MAGALHÃES, Thereza Cochar. Gramática reflexiva: Texto, semântica e interação. São Paulo: Atual, 2013, p. 19.


A esse respeito, leia os textos a seguir.


TEXTO I


“Manutius [...] criou o símbolo gráfico que marca pausa maior que a da vírgula e menor que a do ponto. Com a obra pronta, vieram as regras: o ponto e vírgula separa orações numa mesma frase; organiza listas; economiza conectivos (e) ou adversativas (mas). Permaneceu perene, porém, o preceito básico ‒ registrar um silêncio específico, advindo da linguagem oral”.


TEXTO II



Imagem associada para resolução da questão


Disponível em: <https://twitter.com/dukechargista/status/1144638363783356418>.


No Texto I, ao se explicar a criação e as regras para o emprego do ponto e vírgula e no Texto II, quando o chargista reflete acerca da própria autoria da charge, identifica-se o predomínio de qual função da linguagem?


A

Fática.


B

Poética.


C

Conativa.


D

Referencial.


E

Metalinguística.

Observe a imagem:

Imagem associada para resolução da questão

A campanha publicitária, acima, que alerta sobre o perigo de dirigir sob o uso de medicamentos, em termos de comunicação, faz uso de uma linguagem:


A

Conativa.


B

Referencial.


C

Denotativa.


D

Metalinguística.


E

Fática.

Considerando as funções da linguagem, nos três primeiros parágrafos do texto, percebe-se o uso predominante da função:


A

Referencial.


B

Apelativa.


C

Emotiva.


D

Fática.

Roman Jakobson (1886-1982), foi um dos primeiros linguistas a identificar diferentes funções na linguagem, a partir de fatores constitutivos da comunicação verbal: a intenção do emissor, o código utilizado (linguagem), o destinatário, o contexto, a mensagem e o meio físico. Segundo o autor, uma mensagem verbal, em geral, apresenta mais de uma função de linguagem, tendo uma predominante.


Na tirinha abaixo, encontramos uma função de linguagem predominante. Assinale a alternativa correta a este respeito.


Imagem associada para resolução da questão


A

Função fática


B

Função conativa


C

Função emotiva


D

Função metalinguística

As funções da linguagem são o conjunto das finalidades comunicativas realizadas por meio dos enunciados da língua. Partindo dessa premissa, ao lermos o poema acima, podemos inferir que, além da função poética, há o predomínio da função:


A

Metalinguística da linguagem.


B

Referencial da linguagem.


C

Emotiva da linguagem.


D

Conativa da linguagem.


E

Fática da linguagem.

Os textos, conforme sejam seus objetivos, exploram as diversas funções da linguagem. Na redação do artigo, sobressai a função


A

emotiva, comprovada na exploração de adjetivos como “Disciplinar” e “elementar.


B

metalinguística, evidenciada basicmente na extensa definição de “Transgressão Disciplinar”.


C

conativa, marcada na exploração de um verbo de estado comum na fixação de conceitos em geral.


D

fática, na abordagem enfática construída como advertência educativa aos policiais militares em geral.


E

referencial, atestada na intenção de persuadir os policiais militares para o comportamento disciplinado.

Dentro da comunicação formal, a função de linguagem orientada para o destinatário, que constitui o receptor como o centro de interesse da mensagem, é a função


A

conativa.


B

fática.


C

emotiva.


D

referencial.

Com base no quarto parágrafo do texto, avalie o que se afirma sobre seus aspectos gramaticais, semânticos e estilísticos.

“Não foram poucas as vezes que eu o ouvi declarar o quanto gostava de ser reconhecido como 'o homem que conta historinhas de criança':

'O mundo infantil é mistério, poesia, suspense e humor. [...] Seria de desejar que todos os pais guardassem as frases mais expressivas dos filhos, como verdadeiros tesouros. Mas o que ocorre, normalmente, é que se conserva um flagrante fotográfico inexpressivo ou uma botinha, um boneco, uma mecha de cabelo. Quase nunca percebem que o que a criança diz, em suas diferentes fases, são pedacinhos de alma dessa criança', afirmava com sabedoria.”

I – Na frase “Seria de desejar que todos os pais guardassem as frases mais expressivas dos filhos, como verdadeiros tesouros.”, a expressão grifada retoma a ideia explicitada no antecedente “dos filhos”.

II – Na oração “Não foram poucas as vezes que eu o ouvi declarar o quanto gostava de ser reconhecido como 'o homem que conta historinhas de criança'”, predomina o registro formal, sem a presença de coloquialismos.

III – No período “O mundo infantil é mistério, poesia, suspense e humor”, o autor destaca semelhanças, características e traços comuns entre o universo da criança e outras esferas, visando a um efeito expressivo.

IV – Em “é que se conserva um flagrante fotográfico inexpressivo ou uma botinha, um boneco, uma mecha de cabelo.”, o termo destacado é polissêmico, ou seja, se usado em outros contextos, terá novos sentidos.

V – Em todo o parágrafo, a função fática da linguagem está marcada pelo emprego dos verbos no modo imperativo e por uso de vocativos, pois o emissor deseja chamar a atenção do receptor para que seja mantida a comunicação.

Está correto apenas o que se afirma em


A

I, II e V.


B

I, II e III.


C

I, IV e V.


D

II, III e IV.


E

III, IV e V.

Atenção! O texto a seguir serve de base para as questões de 01 a 07:


RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO


O termo “responsabilidade” é o conhecido pelo senso comum. É utilizado para qualquer situação em que alguém deva responder pelas consequências de atos ou fatos lesivos – toda pessoa que é apta a ter direitos deve responder por suas obrigações. No campo do Direito, verifica-se a existência de uma tríplice responsabilidade: a administrativa, a penal e a civil, inconfundíveis e independentes entre si e, eventualmente, cumuláveis.

No entanto, a regra da independência não é absoluta, existindo a possibilidade de interdependência entre tais instâncias. É corrente, no Direito Civil, que não se pode mais questionar a existência do fato ou sua autoria, quando a questão estiver decidida no juízo criminal, o que reforça a ideia de uma autonomia relativa entre as esferas. Essa relativização da independência de jurisdições se justifica em virtude de o Direito Penal incorporar a exigência de provas mais rígidas para a solução das questões submetidas a seus ditames, sobretudo em virtude do princípio da presunção de inocência. Porém, nem sempre as questões decididas definitivamente no juízo criminal irradiarão efeitos vinculantes nos juízos cível e administrativo.

A sentença penal absolutória, tanto no caso em que fundamentada na falta de provas para a condenação quanto na hipótese em que ainda não tenha transitado em julgado, não vinculará o juízo cível ou administrativo no julgamento das respectivas ações. Sobre o tema, no RE 1164236/MG, o STJ registrou-nos que "a ação em que se discute a reparação civil somente estará prejudicada na hipótese de a sentença penal absolutória fundamentar-se, em definitivo, na inexistência do fato ou na negativa de autoria'.

A responsabilização civil tem origem no Direito Civil, em que se verifica, no mais das vezes, a responsabilidade contratual, pois fundada em acordos prévios entre os particulares. Em regra, a responsabilidade do Estado constitui modalidade extracontratual, por inexistir um contrato que sustente o dever de reparar, distintamente do que ocorre nas relações travadas entre os particulares. A seguir, aprofundemos a distinção entre a responsabilidade extracontratual e contratual.

A responsabilidade extracontratual ou aquiliana é a que decorre da ação ou omissão, lícita ou ilícita, que provoque dano a alguém, independentemente de prévia obrigação contratual. É o exemplo da responsabilidade civil do Estado, a qual se destina a salvaguardar os "terceiros': assim entendidos aqueles que não se acham submetidos a qualquer vínculo especial com o Poder Público (§ 6.0 do art. 37 da CF/1988). Já a responsabilidade contratual origina-se no descumprimento de cláusulas contratuais entre as partes. É o exemplo da indenização decorrente da anulação do contrato administrativo de prestação de serviços de limpeza, devido à culpa atribuível ao Estado-administrador.


(Adaptado de Borges, Cyonil e Sá, Adriel. Manual de Direito Administrativo Facilitado. São Paulo: Editora Juspodivm, 2018. 2ª edição).



A leitura atenta do texto permite concluir que nele predomina uma função da linguagem conhecida como:


A

Referencial, também conhecida como informativa ou denotativa.


B

Fática ou de contato.


C

Emotiva ou expressiva.


D

Conativa ou apelativa.

Se o contato entre o enunciador e seu interlocutor deixa de existir, a comunicação fracassa.


Assinale a opção em que não ocorre qualquer processo de estabelecer-se uma tentativa de efetivar ou manter esse contato.


A

Senhores deputados, sejam bem-vindos a esse encontro.


B

Senhor Presidente, gostaria de pedir a palavra.


C

Viva a ignorância!


D

Você já imaginou as consequências de seu voto?


E

Nunca escreveram um livro tão bom.

Leia o texto abaixo :


“As matas ciliares são a cobertura vegetal nativa, que ficam às margens de rios, igarapés, lagos, olhos d’água e represas, com as funções principais de reduzir a erosão, auxiliar na infiltração da água da chuva e no abastecimento dos mananciais subterrâneos. “


O trecho acima apresenta a seguinte função:


A

Função metalinguística.


B

Função fática.


C

Função referencial.


D

Nenhuma das alternativas.

A Questão é Começar


Coçar e comer é só começar. Conversar e escrever também. Na fala, antes de iniciar, mesmo numa livre conversação, é necessário quebrar o gelo. Em nossa civilização apressada, o “bom dia”, o “boa tarde, como vai?” já não funcionam para engatar conversa. Qualquer assunto servindo, fala-se do tempo ou de futebol. No escrever também poderia ser assim, e deveria haver para a escrita algo como conversa vadia, com que se divaga até encontrar assunto para um discurso encadeado. Mas, à diferença da conversa falada, nos ensinaram a escrever e na lamentável forma mecânica que supunha texto prévio, mensagem já elaborada. Escrevia-se o que antes se pensara. Agora entendo o contrário: escrever para pensar, uma outra forma de conversar.

Assim fomos “alfabetizados”, em obediência a certos rituais. Fomos induzidos a, desde o início, escrever bonito e certo. Era preciso ter um começo, um desenvolvimento e um fim predeterminados. Isso estragava, porque bitolava, o começo e todo o resto. Tentaremos agora (quem? eu e você, leitor) conversando entender como necessitamos nos reeducar para fazer do escrever um ato inaugural; não apenas transcrição do que tínhamos em mente, do que já foi pensado ou dito, mas inauguração do próprio pensar. “Pare aí”, me diz você. “O escrevente escreve antes, o leitor lê depois.” “Não!”, lhe respondo, “Não consigo escrever sem pensar em você por perto, espiando o que escrevo. Não me deixe falando sozinho.”

Pois é; escrever é isso aí: iniciar uma conversa com interlocutores invisíveis, imprevisíveis, virtuais apenas, sequer imaginados de carne e ossos, mas sempre ativamente presentes. Depois é espichar conversas e novos interlocutores surgem, entram na roda, puxam assuntos. Termina-se sabe Deus onde.


(MARQUES, M.O. Escrever é Preciso, Ijuí, Ed. UNIJUÍ, 1997, p. 13).


Observe a seguinte afirmação feita pelo autor: “Em nossa civilização apressada, o “bom dia”, o “boa tarde” já não funcionam para engatar conversa. Qualquer assunto servindo, fala-se do tempo ou de futebol.” Ela faz referência à função da linguagem cuja meta é “quebrar o gelo”. Indique a alternativa que explicita essa função.


A

Função emotiva


B

Função referencial


C

Função fática


D

Função conativa


E

Função poética

   
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