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“Segundo Baudrillard, o consumo, na qualidade de nova modalidade de vida, transformou-se na moral do mundo contemporâneo." (l. 15-17)
Apresenta-se com a mesma acepção da expressão destacada na frase acima o elemento coesivo “como", que aparece em itálico no fragmento transcrito em
I. “São pensadores, como Zygmunt Bauman (1925) e Jean Baudrillard (1929-2007), que definem as idéias' (l. 6-7).
II. “de um lado, há a mercadoria como centro das práticas cotidianas" (l. 11-12).
III. "Assim, a maneira como vivemos define-se pela forma como consumimos" (l. 17-18).
IV. “e para o ardente calor humano de cuidar e ser cuidado pelos mais próximos e queridos, tanto no lar como na vizinhança." (l. 36-38).
V. “O esforço do consumo permanece como uma utopia para alcançar o idealizado." (l. 42-44).
A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a
II, III e IV.
I, II e III.
III e IV.
II e V.
I e III.
Com relação às função comunicativa de linguagem, pode-se afirmar que o texto possui predominância:
Quanto às funções da linguagem, assinale a alternativa incorreta:
“Semente do futuro”. Essa construção, que lembra uma pelota felpuda, na realidade tem 20 metros de altura e é inteirinha coberta por varas de acrílico, que balançam ao sabor do vento. O curioso é que em cada uma delas estão guardadas algumas sementinhas e são mais de 60 mil, vindas de plantas variadas. O cubo faz parte do pavilhão do Reino Unido na Shangaí World Expo, a Feira Universal que acontece na China até outubro. A ideia do evento, que ocorre desde 1851, é que países de todo o planeta compartilhem seus aspectos culturais, tecnológicos e econômicos. A edição de 2010 tem o tema “Uma cidade melhor, uma vida melhor”, e a construção, apelidada de “Seed Cathedral” (Catedral da Semente) representa a importância da diversidade da Terra. Durante o dia, cada vara de mais de 7 metros atua como fibra óptica, levando luz ao seu interior. À noite as fibras se iluminam criando uma atmosfera de respeito e devoção aos recursos do planeta. No fim da feira, os visitantes poderão plantar as sementes ali guardadas e todo o material usado na construção do cubo será reciclado e reutilizado. (Vida Simples – 2010).
Função referencial ou denotativa.
“Quando o passado é um pesadelo”. Tomado pela costumeira pressa de repórter, eu tinha que fazer, a toque de caixa, imagens do museu para compor a minha matéria.
Quando chegamos ao primeiro corredor, o eixo da continuidade, tentei pedir algo a Bárbara, funcionária do museu que nos acompanhava. Não consegui falar. Tudo foi se desfazendo, todos os sentimentos e emoções, e também as racionalizações, reflexões ou desalentos mediados pelo intelecto. Tudo foi se desvanecendo dentro de mim e um grande vazio, um vácuo que sugava a si próprio, se formou qual redemoinho em meu peito, até explodir num jorro de pranto, num colapso incontrolável.
Não tive condições de prosseguir com o cinegrafista Fernando Calixto. Procurei um lugar onde esgotar as lágrimas e tentava me explicar, repetindo aos soluços: “Pela metade, não. Não vou conseguir fazer meia visita. Pela metade, não. Ou encaro todo o périplo ou vou embora”.
Não consegui nem uma coisa nem outra. Nem parei de chorar, nem me recompus; não me atrevi a percorrer todos os corredores, nem tampouco resisti a penetrar nos espaços desconcertantes do Museu Judaico de Berlim. (Pedro Bial).
Função emotiva ou expressiva.
São Paulo está embaixo de água. A culpa não é da chuva. É de quem coloca lixo fora do lugar. Pense nisso. Faça a coisa certa. Jogue o lixo no lixo. (Prefeitura de São Paulo).
Função conativa ou apelativa.
Pronome, palavra que representa um nome, um termo usado com a função de um nome, um adjetivo ou toda uma oração que a segue ou antecede. (Houaiss Dicionário).
Função poética.
Assinale a alternativa INCORRETA acerca do trecho a seguir, do romance Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.
“Algum tempo hesitei se deviam abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo. Moisés, que também contou a sua morte, não a pôs no introito, mas no cabo: diferença radical entre este livro e o Pentateuco.”
A presença do narrador personagem é percebida no trecho “algum tempo hesitei...”, marcada pelo uso do verbo hesitar na 1ª pessoa do singular.
A citação do Pentateuco constitui uma importante figura de linguagem denominada prosopopeia, isto é, quando há citações de outras obras na narrativa, como forma de comparação.
Há no texto a presença da metalinguagem, pois o autor fala do próprio ato de escrever um livro.
Nenhuma das alternativas.
A imagem do pirata, no último quadrinho, está ligada ao termo “pirataria”, que fica subentendido na fala da mãe de Nic. Tal fato faz predominar, na tirinha, a função fática da linguagem.
“Ser brotinho não é viver em um píncaro azulado: é muito mais! Ser brotinho é sorrir bastante dos homens e rir interminavelmente das mulheres, rir como se o ridículo, visível ou invisível, provocasse uma tosse de riso irresistível. (1º§)
Ser brotinho é não usar pintura alguma, às vezes, e ficar de cara lambida, os cabelos desarrumados, como se ventasse forte, o corpo todo apagado dentro de um vestido tão de propósito sem graça, mas lançando fogo pelos olhos. Ser brotinho é lançar fogo pelos olhos.” (2º§) A função da linguagem que predomina nesse excerto, bem como ao longo do texto chama-se:
Fática.
Emotiva.
Conativa.
Metalinguística.
Texto 1
Alteridade é colocar-se no lugar do mais fraco
Thiago Burckhart
A alteridade é uma das palavras que nascem nos contextos em que a figura do outro é negada. Trata-se de uma categoria que carrega na sua semântica a questão do “tu” (alter) e não do “eu” (ego), rompendo com o pensamento filosófico que colocava a figura do “ego” na centralidade do pensamento e da existência. Em sua essência, a alteridade – que também pode ser chamada de outridade – significa a condição do que é o outro, do que é distinto de mim. A implicação dessa categoria nos remete a necessidade de colocar-se no lugar do outro, de desenvolver o sentimento de empatia pelo outro, diferente de mim.
Estruturalmente a alteridade é uma tarefa ética, pois implica na reflexão sobre a condição humana deste outro, partindo do pressuposto que o outro não é um inimigo desumanizado, mas que deve ser visto como um ser humano ao mesmo tempo igual e diferente de mim. A experiência de se colocar no lugar do outro implica a conduta ética de perceber, a partir dos olhos deste outro, o mundo em que ele se insere, que é fruto de suas experiências, seus hábitos, sua história e seus conhecimentos. Num contexto marcado pela “falta de ética”, ou seja, a falta de uma reflexão sobre nossas ações, hábitos e costumes, a alteridade enquanto proposta torna-se difícil de concretizar-se.
Talvez, como afirma Márcia Tiburi, já estejamos acostumados com uma racionalidade técnica que domina o mundo, que se vale da pseudocomunicação de nosso tempo. Talvez as pessoas estejam agarradas a um tipo de materialidade das coisas e das mercadorias que não promove a transcendência, e não melhora o olhar sobre o mundo. Nesse sentido, a proposta da alteridade é também voltar-se à estética e (re)construir a sensibilidade perdida em meio a brutalidade da vida. Isso implica no deslocamento do ego e na criação de um elo com o outro, na superação de uma racionalidade irracional que tenta, a todo custo, nos governar e dominar.
Disponível em: http://justificando.cartacapital.com.br/2016/06/30/alteridade-e-colocar-se-no-lugar-do-mais-fraco/ Acesso em: 19/08/2017.
Com referência às relações sintático-semânticas estabelecidas entre termos oracionais, orações, períodos e parágrafos do Texto 1, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, os itens a seguir.
Em relação aos elementos que compõem o processo de comunicação e suas respectivas funções da linguagem, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, os itens a seguir.
No Texto 1, a função Apelativa ou Conativa da linguagem é evidenciada pela referência ao “tu”, presente no primeiro parágrafo.
Certo
Errado
TEXTO 2
PROFUNDAMENTE
1 Quando ontem adormeci
Na noite de São João
Havia alegria e rumor
Estrondos de bombas luzes de
5 Bengala
Vozes cantigas e risos
Ao pé das fogueiras acesas.
No meio da noite despertei
10 Não ouvi mais vozes nem risos
Apenas balões
Passavam errantes
Silenciosamente
Apenas de vez em quando
15 O ruído de um bonde
Cortava o silêncio
como um túnel.
Onde estavam os que há pouco
Dançavam
20 Cantavam
E riam
Ao pé das fogueiras acesas?
- Estavam todos deitados
25 Dormindo
Profundamente
*
Quando eu tinha seis anos
30 Não pude ver o fim da festa de
São João
Porque adormeci
Hoje não ouço mais as vozes daquele tempo
35 Minha avó
Meu avô
Totônio Rodrigues
Tomásia
Rosa
40 Onde estão todos eles?
- Estão dormindo
Estão todos deitados
Dormindo
45 profundamente.
(Manuel Bandeira)
TEXTO 3
1 Os principais problemas da agricultura
brasileira referem-se muito mais à
diversidade dos impactos causados pelo
caráter da modernização, do que à
5 persistência de segmentos que dela teriam
ficado imunes. Se hoje existem milhões de
estabelecimentos agrícolas marginalizados,
isso se deve muito mais à natureza do
próprio processo de modernização, do que à
10 sua suposta falta de abrangência.
(Folha de São Paulo, 13/09/94, 2-2)
Nos textos 2 e 3, respectivamente, a função da linguagem é
apelativa e referencial.
fática e metalinguística.
emotiva e referencial.
fática e apelativa.
emotiva e metalinguística.
Das alternativas a seguir, apenas uma apresenta linguagem predominantemente denotativa. Assinale-a.
“Uma sociedade que tem um projeto calcado na repressão não é uma sociedade saudável”, destaca. (8o§)
“... o governo do Espírito Santo resolveu endurecer com os polícias militares que participavam da mobilização.” (13o§)
“A convulsão social provocou a escalada da violência, que resultou em mais de 120 mortes e em uma onda de saques.” (1o§)
“Os especialistas em segurança pública apontam que a maioria das pessoas que participou dos saques o fez por ‘senso de oportunidade’...” (2o§)
Com base no texto, assinale a alternativa em que se fez uso de expressão com sentido denotativo:
Muda a cadeira.
Há anos ela vivia sozinha.
Várias pequenas casas ainda não adormecidas[…]
[…]folhas suicidas dançando do alto das copas das árvores e gargalhando nos vidros das janelas[…]
Ao observar o diálogo presente no excerto, é correto afirmar que a função da linguagem predominante no texto é a metalinguística, ou seja, a linguagem é utilizada primordialmente para prolongar a comunicação e manter o contato entre emissor e receptor.
Certo
Errado
De acordo com o contexto do escrito de Manuel Bandeira, apesar da terceira estrofe – linhas 24 a 26 - e da sexta estrofe – linhas 42 a 45 - serem bem parecidas, elas possuem sentidos distintos. Marque a alternativa que aponta o sentido que elas expressam, respectivamente:
conotativo e denotativo.
literal e restritivo.
denotativo e conotativo.
figurativo e literal.
restritivo e conotativo.
“Posso falar de arte e artistas outra vez? Espero que, em algum lugar aí no Brasil, haja leitores e leitoras, mesmo poucos, que se interessem pela figura tão singular e tão fundamental do artista”.
Nesses períodos prevalece a função de linguagem denominada
metalinguística.
conativa ou apelativa.
emotiva ou expressiva.
poética.
referencial.
Tendo em vista as funções de linguagem presentes no texto, análise as passagens abaixo.
1 - “Zica com ‘c’ é uma gíria brasileira que significa mau agouro, azar, maldição, momento de baixoastral, quando tudo dá errado. A origem da palavra não se sabe ao certo, mas há quem jure que seria uma contração da palavra ziquizira.” (Linhas 1-3)
2 - “Marcelo Castro disse que o Brasil ‘está perdendo feio’ a guerra contra o mosquito – e isso é o fim da picada, não é, presidente?” (Linhas 25-26)
3 - “[...] pode atingir 1,5 milhão de pessoas no Brasil neste ano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).” (Linhas 6-7)
Verifica-se, nas passagens acima, respectivamente, as seguintes funções de linguagem:
Metalinguística; fática; referencial.
Expressiva; conativa; metalinguística.
Poética; referencial, emotiva.
Metalinguística; poética; fática.
O uso do pronome "você", no último parágrafo, assinala a presença de que função de linguagem?
Referencial.
Emotiva.
Metalinguística.
Fática.
Os noticiários informaram que os atentados à França pelo grupo terrorista Estado Islâmico, no dia 15 de novembro de 2015, ceifaram muitas vidas inocentes.
Marque a função da linguagem PREDOMINANTE:
função fática
função referencial
função metalinguística
função conativa
função emotiva