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Leia as afirmativas a seguir:
I. A língua popular não tem preocupações com as normas estabelecidas pela gramática e se utiliza comumente de gírias.
II. A língua escrita se caracteriza por uma linguagem artificial e elaborada, por um vocabulário culto e preocupações com a gramática.
III. As variações linguísticas são formas erradas de utilização do idioma, como as que se observam no meio rural.
IV. A língua literária é o uso de palavras e expressões de uma língua com criatividade e originalidade.
Assinale a alternativa CORRETA:
Somente as afirmativas I, II e IV são verdadeiras.
Somente as afirmativas I, II e III são verdadeiras.
Somente as afirmativas II e III são verdadeiras.
Somente as afirmativas III e IV são verdadeiras.
Todas as afirmativas são verdadeiras.
Embora seja um texto escrito, a transcrição da entrevista manteve algumas características da fala, entre elas
a predominância de frases complexas.
a predominância do modus sintático.
a alta densidade informacional.
a fragmentação dos enunciados.
a voz passiva em alta frequência.
Assinale a frase que mostra um traço de oralidade.
As ideias são como filhos errantes: aparecem quando menos se espera.
Uma frase é pura enquanto está sozinha. Logo a seguinte tira-lhe alguma coisa.
O amor é mais precioso que a vida, e a honra mais preciosa que o dinheiro. Mais preciosa que ambos é a palavra.
Em minha vida profissional, preferi sempre um breve comentário do que uma longa deliberação.
Uma carta de um candidato a concurso público para um amigo trazia o seguinte trecho: “As pessoas fica gozando a minha cara e dizem que eu não vou passar nunca, melhor deixar de preguiça e pegar no pesado!”
Entre as marcas de oralidade presentes nessa carta, só não está presente
o emprego de gíria.
erro gramatical.
dupla negação.
omissão de termos.
expressões populares.
São características da linguagem escrita, as alternativas abaixo, COM EXCEÇÃO da alternativa:
Seu suporte é gráfico
É produzida na presença física do interlocutor
Não conta com o recurso gestual-corporal
Não possibilita a troca de turnos entre os interlocutores
É menos dependente do contexto que a linguagem oral
As frases a seguir trazem certas construções típicas do português falado, consideradas incorretas pelas gramáticas normativas da língua.
• Presta mais atenção nas matérias que vocês têm notas mais baixas.
• Uma barraca, onde na frente funcionava um restaurante, foi totalmente destruída por um incêndio, na última madrugada.
Assinale a opção em que a forma inadequada está corrigida.
Presta / Preste.
que vocês têm notas mais baixas. / onde vocês têm notas mais baixas.
que vocês têm notas mais baixas. / que vocês conseguem notas mais baixas.
onde na frente / em cuja frente.
O quarto quadrinho apresenta a forma padrão da preposição “para”. Nesse caso, o autor poderia ter utilizado a contração da forma padrão “pra”, por se tratar de uma tirinha de humor, assim como se usa em contextos informais de escrita, como, por exemplo, nos textos publicitários e, sobretudo, na oralidade.
Certo
Errado
Analise os trechos que se seguem, tendo em vista as marcas de oralidade presentes no texto.
I. “[...] ou assistindo os recomendados no YouTube?” (Linha 2)
II. “Porque com o tempo, a gente adquiriu esse automatismo.” (Linhas 23-24)
III. “Quem nunca, né?” (Linha 25)
IV. “[...] veste um uniforme com bonezinho [...]” (Linha 12)
V. “[...] dicas de programas de detox digital [...]” (Linhas 22-23)
As marcas de oralidade estão presentes nos trechos
I, II e III, apenas.
III, IV e V, apenas.
II, III e V, apenas.
IV e V, apenas.
I, II, III, IV e V.
Assinale a alternativa em que o erro de grafia ali existente não pode ser explicado a partir do modo como a palavra é pronunciada.
Estava triste; jamais acharia uma mantegueira como a que havia se quebrado para repor seu belo jogo de porcelana.
Os olhos de todos os jovens fãs acompanhavam a aterrizagem do avião que trazia, pela primeira vez, o grande astro musical ao país.
A emocionante campanha pela arrecadação de alimentos para as famílias desabrigadas pelas incessantes chuvas obteve grande hêsito.
Os telejornais fizeram ampla cobertura das reinvindicações dos profissionais de saúde para que pudessem trabalhar com segurança durante a pandemia.
Uma das características da oralidade é o apagamento de preposições no uso de verbos que, de acordo com a norma, exigem essas preposições. Muitas vezes, essa marca de oralidade é trazida para o texto escrito, como se pôde observar na passagem do texto presente na alternativa
“De certa maneira, antigas habitações eram pensadas assim também.” (Linha 5)
“O lugar onde você dorme, acorda e faz suas refeições na maioria dos dias.” (Linhas 2-3)
“Consegue perceber como ela evidencia a maneira como você vive?” (Linha 3)
“Móveis e objetos acomodados de forma a reforçar aquilo que você acredita?” (Linhas 3-4)
“Casas cada vez mais sem sintonia e distantes do que necessitamos [...].” (Linha 12)
Assinale a alternativa CORRETA, considerando os elementos do texto.
Observa-se interferência da oralidade na escolha da expressão “Na Constituição está lá:”, no 1º parágrafo, e do verbo ‘ter’, no início do 4º parágrafo.
O verbo ‘ter’, no 1º período do texto, deveria, necessariamente, ter sido grafado com acento circunflexo, uma vez que precisa concordar com ‘discursos’, que é núcleo do sujeito.
No 1º parágrafo, falta uma vírgula após a conjunção ‘e’ no fragmento “é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação”.
No 2º parágrafo, a expressão “O mesmo” é o sujeito do verbo ‘dizer’, e “a Declaração Universal dos Direitos Humanos” é complemento desse verbo.
A expressão adverbial “sem interferência” (2º parágrafo) poderia ser transferida para a posição imediatamente posterior ao verbo ‘incluir’, sem que isso gerasse alteração de sentido do texto.
A oralidade e a escrita são consideradas modalidades da linguagem. Assinale a alternativa INCORRETA sobre a relação entre oralidade e escrita:
A escrita é uma representação da fala, mas não corresponde a uma transcrição fonética dela.
A escrita tem uma forma própria de representar a fala.
A fala e a escrita não coincidem, apesar de serem duas modalidades da linguagem.
A fala e a escrita possuem regras próprias e, apesar de articuladas, manifestam-se de formas distintas no processo de comunicação.
A escrita é mera transcrição da fala e deve preservar as variações fonéticas, alterando a ortografia, se necessário.
Texto 1 |
Z de depressão (fragmento) “Quando o sol nasce em Minas Gerais, Caio está em seu quarto. Ao cair da noite, também é lá que o rapaz fica, isolado. Ele tem 21 anos e mora em Luz, cidade mineira de pouco mais de 18 mil habitantes. Até os 8 anos, levou a vida tranquila de alguém que cresce numa cidade pequena. Mas então um dos seus tios se matou, e o menino foi se tornando cada vez mais triste. Virou alvo de bullying na escola, perdeu os amigos – ‘não sobrou ninguém’, ele conta. Aos 10 anos, tentou suicídio e precisou ser internado às pressas. [...] Na adolescência, Caio identificou que era um homem transgênero, e sua sensação de isolamento só cresceu. Com o agravamento do quadro depressivo, foi levado ao hospital algumas vezes depois de se automutilar. Embora os médicos tenham recomendado, ele nunca tratou a depressão por um longo período de tempo. Cresceu encontrando pequenos alívios para a angústia: cachorros, namoradas, bebidas alcoólicas, cortes nos braços. Conseguiu terminar o ensino médio, mas não teve motivação para prestar vestibular ou trabalhar. [...] Caio representa uma história, mas não a única, de um quadro de adoecimento mental de crianças e jovens brasileiros, com casos repetidos de depressão, ansiedade e síndrome do pânico. [...] Em um Boletim Epidemiológico divulgado setembro passado, o Ministério da Saúde apontava que as taxas de suicídio saltaram 116% entre crianças e adolescentes de 5 a 14 anos no intervalo de 2010 a 2019; nos jovens de 15 a 19 anos, o aumento foi de 81%. Nas demais faixas etárias, a taxa não cresceu mais que 30%. Os dados levaram o governo federal a classificar o suicídio como ‘um problema de saúde pública crescente no Brasil, com destaque aos grupos etários mais jovens’. [...] Entre junho e novembro de 2020, [Guilherme] Polanczyk e outros pesquisadores da USP e do Hospital das Clínicas entrevistaram remotamente 5.795 crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos de todas as regiões do país para medir os efeitos da pandemia sobre a saúde mental deles. No segundo semestre do primeiro ano de isolamento, 36% apresentaram sintomas de depressão e ansiedade. Como as escolas estavam fechadas e seria perigoso realizar as entrevistas presencialmente, só participaram aqueles com conexão à internet. ‘A gente sabe que os dados da pesquisa não refletem a realidade das crianças e dos adolescentes mais pobres’, Polanczyk diz. Ainda assim, os resultados indicaram que a insegurança alimentar esteve associada a maiores níveis de ansiedade e a sintomas depressivos. [...] [...] O Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde não aponta causas exatas do sofrimento mental dos jovens brasileiros, mas dá a entender que certas particularidades ajudariam a explicar o aumento das taxas de suicídio juvenil. Com base em estudos americanos, menciona que a geração Z, formada por nascidos a partir de 1995, está mais propensa a ter depressão por ser menos resiliente e não saber lidar com frustrações. [...] [...]”
Disponível em: https://piaui.folha.uol.com.br/z-de-depressao/. Acesso em: 22/07/2022 |
Texto 2 |
A nova era do divórcio (fragmento) “‘Novelas da Globo aumentam o número de divórcios no Brasil.’ Parece fake news de haters, mas não. Trata-se de um dado histórico. A conclusão é de um estudo de 2009, feito pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A pesquisa fez um cruzamento entre informações de censos das décadas de 1970, 1980 e 1990 e dados sobre a expansão do sinal da Globo no país. Segundo os autores do estudo, o número de mulheres que se separaram aumentou conforme a teledramaturgia da emissora foi chegando a mais cidades. ‘A exposição a estilos de vida modernos mostrados na TV, a funções desempenhadas por mulheres emancipadas e a uma crítica aos valores tradicionais mostrou estar associada aos aumentos nas frações de mulheres separadas e divorciadas nas áreas municipais brasileiras’, diz a pesquisa. [...] O que os estudiosos do BID não poderiam prever é o quanto os divórcios aumentariam no Brasil do século 21, por um motivo ainda mais insuspeito: a disseminação de um vírus. Segundo o Colégio Notarial do Brasil, que congrega os tabeliães de notas e protestos, no primeiro ano da pandemia, em 2020, houve um aumento de 15% no número de divórcios em comparação com o ano anterior. Em 2021, então, o número de casais que oficializaram a separação bateu recorde: 80.573 divórcios consensuais, o maior da série histórica, que é registrada desde 2007. [...] Sim, o início desnorteante da pandemia foi o gatilho para um boom de divórcios planeta afora. Motivos para a escalada nas tensões entre casais não faltaram, você sabe: o encarceramento no lar de ambos os cônjuges (condição que se estendeu indefinidamente para quem aderiu ao home office), perrengues financeiros, a necessidade de lidar com as crianças estudando em casa, distúrbios psicológicos (ansiedade, depressão, paranoia…). [...] A [empresa americana] Legal Templates mostrou que os casados há menos de cinco anos foram os que mais se separaram em 2020: 58%. Aliás, quanto menor o tempo de união oficial, maior o aumento no índice de cada um para o seu lado. Enquanto, em 2019, pré-Covid, apenas 11% dos que se separaram tinham menos de cinco meses sob o mesmo teto, em 2020 essa porcentagem quase dobrou: foi para 20%. Estudiosos que analisaram esses dados chegaram a uma conclusão que faz sentido: casais que haviam se unido havia pouco tempo são menos calejados para enfrentar o maremoto que atingiu a praia conjugal na onda do vírus. Os parceiros mais longevos já tinham passado por outras crises. Talvez ilesos, talvez feridos. E muitos aprenderam a sair delas juntos. [...] Nesta nova era do divórcio, vale um alerta: mesmo nas separações mais amigáveis – e até afetuosas –, romper um relacionamento de anos segue sendo tão difícil quanto sempre foi. Os primeiros tempos tendem a ser um período deprimente, de luto mesmo, acordos difíceis e de pisar em ovos. Se você se separou, vale a pena um esforço a mais para manter o bom convívio. Não apenas pelo bem dos filhos – se o casamento produziu crianças. É importante honrar uma história que, em boa parte do tempo, foi partilhada com a pessoa que um dia você amou como se fosse a única.” . Disponível em: https://super.abril.com.br/comportamento/a-nova-era-do-divorcio. Acesso em: 24/07/2022 |
Embora tanto o texto 1 quanto o texto 2 pertençam ao gênero textual reportagem, o segundo exibe uma linguagem mais informal que o primeiro.
Essa maior informalidade é evidenciada pela presença, no texto 2, de:
estrangeirismos recentes e marcas de interlocução direta;
orações subordinadas adjetivas e discurso indireto livre;
gírias associadas à fala jovem e paralelismos sintáticos;
frases nominais e abreviações;
regionalismos e verbos impessoais.
Na charge, constitui uma marca típica da oralidade:
a dupla negação “não esqueci nada”.
o emprego do infinitivo no início de frase.
o uso da enumeração “máscaras, álcool gel”.
a repetição do verbo pela personagem morte.
Na fala dos personagens que aparecem na charge, consta a forma “tá”, que corresponde à forma reduzida, típica da linguagem falada, do vocábulo
está.
esta.
estava.
estar.
ter.
No tocante à obra de Marcuschi (Da Fala para a Escrita), julgue os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:
I – A língua, seja na sua modalidade falada ou escrita, reflete, em boa medida, a organização da sociedade.
II – Assim como a fala não apresenta propriedades intrínsecas negativas, também a escrita não propriedades intrínsecas privilegiadas.
III – Do ponto de vista cronológico, a fala tem uma grande precedência sobre a escrita, mas do ponto de vista do prestígio social, a escrita é vista como mais prestigiosa que a fala.
Apenas o item I é verdadeiro.
Apenas o item II é verdadeiro.
Apenas o item III é verdadeiro.
Apenas os itens I e II são verdadeiros.
Todos os itens são verdadeiros.
Crônica é o tipo de texto que aborda acontecimentos do dia a dia em uma narração curta. Nesse sentido, considerando as características do texto em questão, leia as assertivas:
I. O texto apresenta linguagem simples e espontânea, situada entre a linguagem oral e a escrita.
II. Por descrever um fato do cotidiano, o texto facilita a aproximação do leitor.
III. O autor utiliza um tom humorístico para construir seu texto.
Pode-se afirmar que:
As assertivas I, II e III estão corretas.
Apenas as assertivas II e III estão corretas.
Apenas as assertivas I e II estão corretas.
Apenas a assertiva I está correta.
Pode-se afirmar que a expressão Ah tá!, no segundo quadrinho, é uma expressão típica da linguagem:
Formal.
Culta.
Técnica.
Falada.
Analise as assertivas.
I. A dificuldade de aplicação dos gêneros textuais orais na escola decorre da própria heterogeneidade desses textos.
II. Os gêneros orais caracterizam-se de maneira bastante diversa.
III. As modalidades escrita e oral assemelham-se no que diz respeito ao caráter interacional.
IV. A oralidade é deixada em segundo plano, tanto por professores quanto pelos manuais didáticos.
São verdadeiras as assertivas:
I, II e III.
I, II e IV.
II, III e IV.
I e II.
III e IV.
Ainda que o uso da escrita seja de grande importância em nossa sociedade, para a linguística, a língua oral tem precedência sobre a língua escrita para os trabalhos de descrição e documentação de uma língua específica, bem como para a investigação de propriedades relativas à faculdade da linguagem. Acerca das razões que justificam essa precedência da oralidade sobre a escrita, assinale alternativa correta.
A língua escrita é uma modalidade de uso linguístico que deve ser aprendida durante a fase de vida de um indivíduo, enquanto o conhecimento sobre os usos sociais de uma língua na sua modalidade oral é inato a todos os indivíduos.
A modalidade oral das línguas é o objeto da linguística contemporânea, e a modalidade escrita é estudada apenas pelo viés normativista da ortografia e pela filologia.
A escrita tem menor importância do que a oralidade, pois a primeira é uma representação gráfica da fala dos indivíduos.
Com algumas exceções, todos os indivíduos que escrevem em suas línguas também as falam; e todas as línguas orais que possuem uma escrita também são faladas, mas nem todas as línguas que são faladas são ou foram escritas.
A escrita representa uma modalidade de uso mais natural e espontâneo de uma língua, enquanto a oralidade está baseada em usos mais controlados e refletidos.