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Para desenvolver a oralidade com os alunos, o Professor poderá utilizar a seguinte prática pedagógica popular:
Um ninho de mafagafos, com cinco mafagafinhos, quem desmafagafizar os mafagafos, bom desmafagafizador será. |
No contexto das capacidades linguísticas essa formação folclórica pode ser corretamente conceituada como:
Relato de viagem.
Anúncio de classificados.
Trava-língua.
Autobiografia.
O texto termina com a frase “Vai saber.”, a qual é exemplo de um registro elevado da linguagem escrita.
Há traços de oralidade em:
“Em fileira, ao longo das paredes, temos de parecer todos iguais nessa dança de enganos”.
“Na verdade, estamos presos numa rede de falsas liberdades”.
“Nunca se pôde viver tanto tempo e com tão boa qualidade [...]”.
“Talvez a gente possa escapar dessas cobranças sendo mais natural, cumprindo deveres reais, curtindo a vida sem se atordoar”.
São marcas de oralidade, EXCETO:
“Então, da próxima vez que se sentir trouxa por conta de seu namoro, já sabe”.
“Essa necessidade em ter um cobertor de orelha não é exatamente culpa sua [...]”.
“Namoros e casamentos tinham mais chance de terminar quando existia alguma forma de distância emocional [...]”.
“Suas respostas mostraram o que todo mundo está careca de saber [...]”.
Há traços de linguagem oral em:
“Basta imaginar o que seriam a rua, a cidade, o mundo, sem garis, por exemplo.”
“Então, quem sabe a gente se protege um pouco dessa pressão [...].”
“Mais mulheres começam a não querer ter filho – e não devem.”
“Temos de ter diploma superior, depois mestrado, possivelmente doutorado e no Exterior?”
As ideias veiculadas no texto se organizam estabelecendo relações que atuam na construção do sentido. A esse respeito, identifica-se elemento típico da oralidade , no seguinte fragmento
"Os jeitos eram os mesmos, mesma habilidade, mesma sensualidade mas ela era melhor."
"Eu sempre gostei muito de viver, de maneira que nenhuma manifestação da vida me é indiferente".
"Mas havia uma negra moça que dançava melhor que os outros".
"Não olhava pra lado nenhum."
"Mas depois do estudo do livro e do gozo do livro , ou antes vem o estudo e gozo da ação corporal."
Há traços de oralidade em:
“Eu tinha oito anos e uma trave de gol, toda minha: duvido que a vida me permita experimentar, novamente, tal plenitude”.
“Mas quem se importa em ver peixinhos dourados quando se pode contar pros amigos, ao passar pela sala, como quem não quer nada [...]”.
“Ontem, quando a minha lista de "Mários" ficou ligeiramente (imensamente) menor, pensei na sorte que tive”.
“Queria poder ter retribuído à altura, mas infelizmente não soube, tão bem quanto ele, usar minhas ferramentas”.
Muitas vezes, na linguagem oral, fazemos omissões, acréscimos ou mesmo deslocamentos de sons no interior das palavras, fenômenos que não são registrados na escrita formal. Esse é o caso, por exemplo, da palavra:
habitante.
varredura.
ministro.
obrigatório.
tornozeleiras.
A formulação que reporta uma das falas de Maria, considerada em seu contexto, de modo fiel, claro e condizente com a normapadrão é:
Maria, dialogando com Clara acerca da Ju, pergunta-lhe o que acha disso que queria mandar, e mandou por e-mail anexo.
Maria cumprimentando Clara, diz que manda anexo e-mail para a Ju, porque quer saber o que ela acharia de encaminhar a mensagem.
Se dirigindo a Clara, Maria comenta o que ela acha do que quer mandar para Ju, que vai em e-mail anexo.
Maria, mandando mensagem a Clara, conta que escreveu e-mail para a Ju, pedindo sua opinião e lhe enviando por anexo.
Maria pede a opinião de Clara sobre um e-mail que manda anexado, mensagem que tem vontade de enviar para a Ju.
A linguagem apresentada na tirinha reflete bem a forma de comunicação oral comum dos brasileiros no dia a dia. Com relação a isso, a palavra “duma”, apresentada no primeiro balão do primeiro quadro da tirinha, significa
uma maneira mais simples de dizer “de uma”.
uma sigla, com sentido não definido pelo artista da tirinha.
uma forma diferente de eleição.
um erro de escrita.
o nome de outro personagem.
As expressões “porcarias”, no segundo quadrinho, e “Não tem jeito”, no último quadrinho, são típicas da modalidade oral, e seu emprego é adequado ao nível de formalidade do gênero tirinha.
Certo
Errado
Há linguagem oral em:
“Em lugar disso, porém, abraçamos a frustração, e com ela a culpa.”
“Ou a gente tem de ser o pior, o mais relaxado, ou o mais drogado, o chefe da gangue, a mais sedutora, a mais produzida.”
“Se pensar bem, verei que não preciso ser magro nem atlético nem um modelo de funcionário [...].”
“Tenho de ambicionar esses bens, esse status, esse modo de viver – ou serei diferente, e estarei fora.”
Sobre os conceitos relativos à oralidade, todas as alternativas abaixo estão corretas, EXCETO:
A prosódia, a gestualidade e os movimentos dos olhos são exemplos de fenômenos característicos da oralidade.
A simultaneidade temporal é uma característica restrita à comunicação oral.
A fala, enquanto manifestação da prática oral é adquirida naturalmente em contextos informais da vida cotidiana.
A oralidade é uma forma de produção textual para fins comunicativos que utiliza apenas o aparato disponível no ser humano para ser executada.
Acerca da oração: “Esta distinção já a fazia Joaquim Nabuco, em 1881” (§ 2), pode-se afirmar que:
o termo “Esta distinção”, que designa “o ser sobre o qual se diz algo”, exerce função de sujeito.
o objeto direto se acha topicalizado, como (popular e familiarmente) em: “Pedro a gente viu ele hoje na rua”.
o emprego pleonástico do pronome “a” é de uso corrente na língua oral coloquial.
a reescrita na voz passiva analítica se faz usando o verbo auxiliar no pretérito perfeito do indicativo.
a anteposição de “já” ao sintagma “esta distinção” não altera o sentido fundamental do enunciado.
Há linguagem oral, EXCETO em
“[...] os freios e a mudança brusca de direção foram insuficientes para evitar o impacto”.
“[...] os PMs já pelas tampas com o garoto, até que desce de um automóvel um senhor grisalho, magro e que calmamente olhou os dois carros batidos”.
“Mas logo se viu contido por um indiscutível ‘cala boca’ do pai-coronel”.
“O menino tinha as "costas quentes" e estava ali louco para exercer o seu poder”.
Um artigo de Marcuschi se intitula “Oralidade e ensino de língua: uma questão pouco ‘falada’”.
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Sobre língua falada, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.
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( ) As aulas de língua falada não pretendem ensinar a falar, mas sim de mostrar a imensa riqueza e variedade de usos da língua.
( ) A língua falada não é um estudo autônomo, ela deve ser vista integradamente e na relação com a escrita.
( ) Os estudos de língua falada permitem facilmente estudos de aspectos como a variação e a mudança.
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As afirmativas são, respectivamente,
V, V e F.
V, V e V.
V, F e V.
F, V e V.
V, F e F.
Assinale a alternativa em que as características da língua escrita prevaleceram, sem que houvesse influência da oralidade.
“Eu gosto do parque porque eu vejo os meus amigos lá e porque eu brinco com eles e também vou nos brinquedos”.
“Uns homens tentaram entrar no quintal da casa vizinha daqui, daí, saiu correndo os cachorro aí os cara saíram correndo lá pra cima”.
“Aqui na empresa gosto de todas as pessoas que trabalham aqui”.
“Como atividade da semana, os alunos deverão assistir ao filme para fazerem a resenha crítica”.
“Eu prefiro mais café com açúcar do que com adoçante porque, com açúcar, a gente não sente o gosto de remédio que tem o adoçante.”
Assinale a alternativa cujo recurso é comum na língua falada e pode, por influência desta, aparecer na língua escrita.
Correlação verbal de tempos e modos.
Predominância de orações subordinadas.
Prevalência de orações coordenadas.
Abundância de nominalizações e da voz passiva.
Uso do futuro do presente e do pretérito-mais-que perfeito.
No trecho destacado de Nícia de Andrade destacado aparecem várias perguntas. Assinale a opção que apresenta uma resposta inadequada.
A gramática deve ser entendida como um sistema único ou como um diassistema? / A opção correta é a última, adequando-se a diversas situações de comunicação.
Valoriza-se a língua escrita, a língua oral, ou ambas? / Valoriza-se a língua oral, apesar de abandonada pela tradição, já que ela é a origem das modificações na língua escrita.
Qual a função do texto? / O texto deve ser analisado tendo em vista especialmente suas potencialidades expressivas.
Ensina-se redação ou trabalha-se produção textual? / Trabalha-se a produção textual, evitando-se a priorização formal sobre a criatividade.
Cobra-se ou incentiva-se a leitura? / Deve prioritariamente mostrar as qualidades expressivas dos textos e, assim fazendo, incentivar-se a leitura.