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Dada a profunda relação entre as histórias e as sociedades indígenas com uma cultura baseada na oralidade, assinale a alternativa que melhor descreve os tipos de arquivos digitais adequados para línguas e povos indígenas.
Os arquivos linguísticos devem ser recursos hospedados em bibliotecas e museus. Servem para preservar os registros de uma língua e para seu estudo científico, com acesso restringido aos demais públicos interessados, incluindo os povos indígenas.
Os arquivos são recursos usados unicamente para preservação dos registros de línguas extintas e fornecem materiais que ajudam as comunidades a cultivar a memória sobre seu passado indígena, mas nada oferecem para revitalizar essas línguas.
Os arquivos hOs arquivos hospedam recursos multimídias e visam à preservação do registro sonoro e visual dos usos de uma língua oral, e estão acompanhados por anotações como metadados, transcrições, traduções e notas que ajudam a interpretar e usar os dados para os mais variados fins.
Os arquivos devem privilegiar o armazenamento de trabalhos de análises linguísticas como gramáticas, dicionários e coletâneas de textos escritos, uma vez que possuem alta relevância cultural, além de serem os recursos mais úteis para a comunidade de falantes dessas línguas.
Os arquivos buscam preparar os povos indígenas para uma transição da oralidade para a escrita, e daí para o mundo digital, ao servirem como bibliotecas que preservam os saberes tradicionais e substituem os sabedores das aldeias e comunidades.
Analise a estrofe:
“Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.”
De acordo com sua classificação, ela é:
não verbal
informativa
verbal
mista
Na produção textual oral e escrita, o processo de autoria implica algumas condições, sem o que há o risco de não acontecer.
Identifique essas condições:
1. Ter o que enunciar
2. Ter o domínio da linguagem escrita
3. Ter razões para enunciar
4. Ter a quem enunciar
5. Ter estratégias para enunciar
6. Ter entendido a proposta do professor/mediador
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
São corretas apenas as afirmativas 1 e 2.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2, 3 e 6.
São corretas apenas as afirmativas 1, 3, 4 e 5.
São corretas apenas as afirmativas 2, 4, 5 e 6.
São corretas as afirmativas 1, 2, 3, 4, 5 e 6.
Na elaboração de um texto, é imprescindível a observância da seleção de vocábulos que estejam de acordo com o contexto e com o público destinatário. Moacyr Scliar utilizou expressões de conversa familiar e íntima, para construir o diálogo entre os personagens, pois a crônica é um gênero textual que nos permite o uso de aspectos da oralidade na escrita.
A partir dessas considerações, marque a alternativa que NÃO contém aspectos da oralidade:
“— Você vai se molhar — advertiu ela. — Vai acabar ficando doente.”
“Chovia mais forte, agora. Borrada, a inscrição tornara-se ilegível”.
“— E daí? Se você está preocupada com minha saúde, pague o que deve.”
“Você é uma devedora inadimplente. E eu sou o cobrador.”
A alternativa em que se verifica uma marca de uso da oralidade é
“Supervalorizamos a mente, negligenciamos nossos instintos. Esquecemos que somos, de fato, nativos selvagens pertencentes à natureza.” (Linhas 38-39)
“Nos submetemos a uma enxurrada de informações não para dialogarmos melhor, mas para travarmos uma batalha.” (Linhas 35-36)
“Entretanto, não há dúvidas de que a pandemia agravou o cenário e nos tornou mais dependentes do mundo digital.” (Linhas 19-20)
“Assim também, ganhamos um cardápio maior de conteúdos de qualidade, com a facilidade de interagirmos, sem sair de casa, com as pessoas mais requisitadas de todas as áreas inimagináveis.” (Linhas 20-22)
“Seis e meia da manhã. O celular desperta. Está na hora de acordar. Os olhos ainda reclamam da claridade e o corpo está adormecido, precisando espreguiçar.” (Linhas 1-2)
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 1 a seguir para responder às questões que a ele se referem.
Texto 1
Um SPA para o cérebro
1____Seis e meia da manhã. O celular desperta. Está na hora de acordar. Os olhos ainda reclamam da claridade
e o corpo está adormecido, precisando espreguiçar. Você ignora o comando e só estica um dos braços, o suficiente
para alcançar o telefone ao lado da mesa de cabeceira e desligar o alarme. Antes de um bocejo, abre a agenda para
conferir os compromissos do dia. E, em um segundo de distração, já está checando os e-mails.
5____A janela do quarto continua fechada e você não sabe se chove ou faz sol. Mas já descobriu pelo
Instagram que uma colega de colégio noivou, o seu vizinho está na academia e a influencer de finanças fez mais
uma live imperdível sobre investimentos. Antes do meio-dia, você assistiu ao jornal da manhã enquanto fazia café,
ouviu podcast no caminho para o trabalho, respondeu oito clientes no Whatsapp e deu uma olhada nos links com as
notícias suspeitas enviadas no grupo da família.
10___No intervalo entre as reuniões do zoom, entrou no LinkedIn e se inscreveu em mais um webinar sobre
“produtividade na pandemia”. Além disso, você lembrou que precisa terminar de assistir às aulas do curso online de
engajamento do seu perfil profissional nas redes sociais, comprado no início da quarentena.
Sem perceber o gatilho, você se culpa por ter abandonado pela metade os três últimos livros que são
“leitura obrigatória” para se reinventar no “novo normal”. Por outro lado, você é invadido por angústia, sensação de
15 impotência e medo de não dar conta. Sua respiração fica pesada, os batimentos cardíacos acelerados e você se
sente um nativo de alguma terra primitiva, capturado e jogado em uma metrópole confusa e barulhenta. Dá vontade
de fugir.
Em síntese, somos todos da mesma tribo e estamos intoxicados com tanta informação. A preocupação
com excessos de tecnologia na sociedade não é de hoje. Entretanto, não há dúvidas de que a pandemia agravou o
20 cenário e nos tornou mais dependentes do mundo digital. Assim também, ganhamos um cardápio maior de
conteúdos de qualidade, com a facilidade de interagirmos, sem sair de casa, com as pessoas mais requisitadas de
todas as áreas inimagináveis. Por outro lado, estamos compulsivos e não sabemos filtrar as informações que nos
agregam.
Nossas mentes são gulosas e não tem maturidade para buffet livre. Se não soubermos controlá-las,
25 consumiremos o que estiver disponível à mesa, só para provar um pouquinho de cada. Colocamos em um mesmo
prato caviar e junk food e não sabemos diferenciar o que é preciso ser degustado do que é dispensável. No final, não
digerimos nada, nem absorvemos o que consumimos de bom.
É delicioso conversar com alguém com pluralidade de assuntos. E, mais do que isso, estar por dentro de
todas as pautas discutidas num bate-papo. Alienação não é concebível para quem quer fazer a diferença. Mas, será
30 que não passamos do ponto? A necessidade de saber falar sobre qualquer tema, ainda que superficialmente, diz
muito sobre o nosso ego. Esquecemos que conversas são trocas e a sensação de aprender é tão gostosa quanto a
de ensinar.
A vulnerabilidade e a honestidade de podermos dizer “não li esse livro”, “não conheço esse autor” ou “não
estou sabendo dessa notícia” criam conexões e oportunidades de diálogos sinceros. Talvez tenhamos perdido o real
35 propósito de nos mantermos informados. Nos submetemos a uma enxurrada de informações não para dialogarmos
melhor, mas para travarmos uma batalha. Isto é: ganha quem sabe mais, ainda que saber seja somente ter ouvido
falar a respeito...
Supervalorizamos a mente, negligenciamos nossos instintos. Esquecemos que somos, de fato, nativos
selvagens pertencentes à natureza. Precisamos encontrar meios de alimentar essa alma primitiva e reeducar nosso
40 intelecto guloso. Caso contrário, sucumbiremos à intoxicação, com cabeças pesadas e corações desnutridos.
Disponível em: https://vidasimples.co/leitores/excesso-de-informacoes-e-o-spa-para-o-cerebro/. Acesso em: 18 out. 2021.
A alternativa em que se verifica uma marca de uso da oralidade é
“Supervalorizamos a mente, negligenciamos nossos instintos. Esquecemos que somos, de fato, nativos selvagens pertencentes à natureza.” (Linhas 38-39)
“Nos submetemos a uma enxurrada de informações não para dialogarmos melhor, mas para travarmos uma batalha.” (Linhas 35-36)
“Entretanto, não há dúvidas de que a pandemia agravou o cenário e nos tornou mais dependentes do mundo digital.” (Linhas 19-20)
“Assim também, ganhamos um cardápio maior de conteúdos de qualidade, com a facilidade de interagirmos, sem sair de casa, com as pessoas mais requisitadas de todas as áreas inimagináveis.” (Linhas 20-22)
“Seis e meia da manhã. O celular desperta. Está na hora de acordar. Os olhos ainda reclamam da claridade e o corpo está adormecido, precisando espreguiçar.” (Linhas 1-2)
A opção do eu lírico por uma variante de língua muito próxima à oralidade
resulta em uma linguagem informal e artificial.
confere realismo e dinamicidade à sua linguagem.
explora termos de uma linguagem decadente.
enaltece a clareza da linguagem formal.
desprestigia a linguagem pouco elaborada.
A oralidade, assim como a escrita/multissemiose, é uma prática discursiva de interação entre os sujeitos, de posição enunciativa diante das situações sociais concretas de comunicação verbal.
Nesse sentido, é INCORRETO afirmar que:
A esfera na qual circula o discurso, o gênero do discurso, o auditório (interlocutores) são elementos que orientam o falante acerca das escolhas lexicais.
É comum também, num ato de enunciação mais informal, o locutor buscar a atenção do interlocutor à escuta ativa.
No trabalho com a oralidade, é importante que o professor ignorar a diferença entre a fala espontânea em situações informais de comunicação e a fala mais formal.
A entonação, a prosódia, a gestualidade, a repetição, as pausas, a hesitação, a correção, o riso entre outros, são traços característicos da oralidade
O ato de fala se dá entre interlocutores.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) em relação à produção oral e escrita.
( ) No ato da fala há a diferenciação fonética de um único grupo onde será observado o modo de tratar a problemática dos gêneros do discurso.
( ) As práticas sociais de linguagem, orais e escritas, vão estabelecendo modelos textuais para serem usados em determinadas situações.
( ) No ato da fala temos a contração de termos e a diferenciação fonética de acordo com o grupo a ser observado.
( ) A metodologia da produção escrita tem como essência a repetição de formas e sentidos, uma vez que cabe ao aluno apenas repetir o discurso do outro, isto é, reproduzir/parafrasear aquilo que foi lido.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
V • V • F • F
V • F • V • V
V • F • F • V
F • V • V • F
F • V • F • V
A letra da música “Tiro Ao Álvaro” apresenta uma variedade linguística caracterizada pela informalidade da situação de comunicação. Essa variedade de língua está marcada no texto pela:
Estrutura em estrofes do texto.
Representação escrita da fala.
Rima ao final de alguns versos.
Temática da violência urbana abordada.
Formalidade no uso da língua portuguesa.
O processo da linguagem oral e escrita vem sendo alvo de muitas discussões e estudos aprofundados para analisar ou rever muitos de seus conceitos em relação ao processo de aprendizagem, pois percebe-se que diante de um tema tão abrangente é imprescindível que para uma grande maioria dos seres humanos o tema sobre pensamento e linguagem têm origens diferentes. (...)
O estudo do processo da "Linguagem oral e escrita" permite associações teóricas, excetuando-se dentre elas:
Deve-se reconhecer que a escrita se vincula à oralidade.
É de suma importância compreender que a escrita tem seus modos de representação.
Não se pode descartar que os modos de representação da escrita extrapolam a relação biunívoca letra-som.
Entende-se que o fato de a escrita se vincular à oralidade aquela passa a depender somente desta para existir.
Pode-se comprovar que nas atividades pedagógicas do processo de produção escrita e desenvolvimento da oralidade se associa o binômio compreensão/interpretação.
Nesse excerto, as reflexões sobre a linguagem revelam
o preconceito impingido a pessoas iletradas.
a associação entre posição social e modo de expressão.
a valorização da aprendizagem da língua por meio da leitura.
o inconformismo diante da dificuldade cognitiva para se expressar.
o esvaziamento de sentido de construções linguísticas rebuscadas.
Uma palavra que tem intrigado os gramáticos normativos e os linguistas é onde, principalmente na linguagem oral. Ela está praticamente se universalizando, como conectivo. Entre as opções abaixo, identifique aquela em que a palavra está empregada corretamente.
Os participantes da assembleia onde participei discutiram muito.
O detetive sabe onde aconteceu o assassinato, mas não deseja divulgar, no momento.
Escrevi um poema onde mostrei meus sentimentos.
Li um livro onde os personagens eram todos pobres.
Janeiro é o mês onde faço aniversário.
Assinale a alternativa CORRETA referente as relações entre fala e escrita:
As estratégias interativas com todas as atividades de contextualização, negociação e informatividade aparecem com as mesmas marcas na fala e na escrita.
É possível detectar certos fenômenos formais diferenciais entre a oralidade e a escrita que sejam exclusivos da escrita ou da fala.
A atividade metaenunciativa e os comentários que se referem à situação de enunciação são mais frequentes na fala que na escrita.
Nenhuma das alternativas.
Em discursos proferidos oralmente, alguns recursos para enfatizar as ideias como gestos e expressões faciais podem ser utilizados. No texto escrito, algumas marcas gráficas podem exercer este papel, tal como se observa no texto, por meio de:
I. Repetição de vocábulos.
II. Marcadores conversacionais.
III. Manutenção do foco narrativo.
IV. Uso do ponto de exclamação no final do texto.
Está correto o que se afirma em
I, II, III e IV.
I e IV, apenas.
II e III, apenas.
III e IV, apenas.
Ao analisar as linguagens verbais e não-verbais da charge do TEXTO II, é correto afirmar que
a fala do personagem apresenta uma contradição entre a sua índole e sua obrigação profissional.
a fala do personagem apresenta uma comparação entre duas situações ambientais conflitantes.
a fala do personagem apresenta crítica ao código florestal e à proteção ao meio ambiente.
a fala do personagem apresenta uma ironia na menção ao código florestal.
Sobre os tipos de linguagem, marque (V) verdadeiro ou (F) falso e assinale a alternativa correta:
( ) Em sentido amplo, pode-se entender por linguagem, qualquer processo de comunicação.
( ) A mímica, usada pelos surdos-mudos e pelos estrangeiros que não sabem a língua de um país, é um tipo de linguagem.
( ) O semáforo, o sistema de sinais com que se dão avisos aos navios e aviões que se aproximam das costas, ou dos aeroportos, também é um tipo de linguagem.
( ) A transmissão de mensagens por meio de bandeiras, ou espelhos ao sol, empregada por marujos, escoteiros, não é um processo de comunicação.
( ) Para a linguística, só apresenta interesse o tipo de linguagem que se exterioriza pela palavra humana, fruto de uma atividade mental superior e criadora.
V – V – V – F – V.
V – V – V – V – F.
F – V – V – V – V.
V – V – V – V – V.
Leia o quadrinho.
A personagem Garfield, o gato, expressa-se por meio de uma frase
interrogativa.
negativa.
exclamativa.
afirmativa.
Analise esta sentença muito comum na oralidade:
Tibúrcio Mauro mente chega chora!
Nela, observa-se
a falta clara de coerência textual.
a elipse de apenas um elemento coesivo.
os dois verbos formarem locução verbal.
a existência de apenas uma oração.
a subordinação traduzir resultado.
Marque a alternativa em que todas as palavras estão escritas corretamente.
Esquisofrênico, convivência.
Cabeleireiro, esquizofrênico.
Convivência, beneficiente.
Supérfulo, bicabornato.