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A respeito das questões gramaticais presentes no trecho “Uma mulher está com câncer em estado avançado. É certo que ela morrerá. Ela suspeita disso e tem medo. O médico vai visitá-la. Olhando, do fundo do seu medo, no fundo dos olhos do médico, ela pergunta: “Doutor, será que eu escapo desta?” (linhas de 13 a 18), assinale a alternativa correta.
Na frase “Doutor, será que eu escapo desta?”, encontra-se uma construção própria da oralidade; e o termo contraído “desta” é composto por de e esta.
Em “Doutor, será que eu escapo desta?”, a vírgula empregada é facultativa, e foi usada para separar o aposto.
Na construção “Olhando, do fundo do seu medo, no fundo dos olhos do médico, ela pergunta”, a linguagem empregada é denotativa.
O termo “disso” é um complemento da forma verbal “suspeita” e é constituído pela contração da preposição de e do pronome demonstrativo isso; no contexto, isso significa “Uma mulher está com câncer”.
O final do trecho apresentado poderia ser corretamente escrito da seguinte forma: a mulher pergunta ao doutor se ela conseguirá escapar daquela situação?
No último parágrafo do texto, a palavra “falso” foi corretamente escrita com S. Assinale a alternativa que contenha palavras em que o S destacado esteja corretamente empregado.
Suceso, facsão, exceso
Ansioso, facsão, exceso.
Suceso, ansioso, prensa.
Ansioso, compreensão, prensa.
Exceso, compreensão, prensa.
Em relação ao binômio formado pela linguagem oral e linguagem escrita, assinale a opção CORRETA:
São modalidades linguísticas dotadas de identidade e configuração específicas.
No processo histórico, a escrita precede a oralidade.
A linguagem escrita tem status superior em relação à linguagem oral.
No universo comunicativo, falar e escrever são atividades expressivas modais similares.
Devemos falar da mesma forma com que escrevemos.
No segundo quadrinho, aparece um termo que é marca típica da linguagem oral, a qual, inclusive, deve ser evitada em textos de estrutura dissertativa impessoal. Trata-se de:
"Bom".
"mas".
"antes".
"palavras".
"patrocinador".
Há predomínio de linguagem oral, EXCETO em:
“A frase do Pedro Bandeira completa perfeitamente o caso, e vice-versa.”
“Eu, disfarçadamente, olhei pra baixo pra ver se não estava calçando meu bom e velho Nike branco.”
“Nosso caro escritor - carérrimo, segundo a madame - olhou pros filhos dela e viu que os dois estavam de tênis importado.”
“Se a gente prefere entrar numa sapataria e investir no pé de nossos filhos.”
Analise a manchete da notícia abaixo:

http://g1.globo.com/ em 11/05/2016.
Ao observarmos o emprego da forma verbal “mata”, podemos afirmar que
seu uso está incorreto, pois deveria estar no plural (matam), já que concorda com o termo “romeiros”, que está no plural.
seu uso está incorreto, pois deveria estar no plural (matam), já que concorda com dois termos: “romeiros” e “carreta”.
seu uso está correto, pois concorda com o termo “ônibus”, que está no singular.
seu uso está correto, pois concorda com o termo “acidente”, que está no singular.
Todas as afirmações abaixo consideram as relações entre fala e escrita a partir da perspectiva não dicotômica, EXCETO:
Os gêneros orais e escritos mantêm uma relação de continuidade e de efeito mútuo, isto é, gêneros orais podem sustentar gêneros escritos e gêneros escritos podem sustentar gêneros orais.
As diferenças entre fala e escrita se dão dentro de um continuum tipológico das práticas sociais de produção textual e não na relação de dois pólos opostos.
É notável a idealização da língua pelo molde da escrita quando expressões introduzem um turno de fala antecipando a atitude do falante sobre o que vai dizer. Como o “mas” que, no início de um turno, anuncia que o falante vai discordar ou contra-argumentar o que o outro disse. Exemplo: Pai – “Vou ligar para Ana, ela ainda não voltou!”; Mãe – “Mas eu dei autorização para ela dormir na casa da amiga.”.
O discurso oral é mais abreviado que o escrito economiza muitos conhecimentos pertencentes ao contexto que, na escrita, precisam ser explicitados. Isso leva o texto oral a ser mais lacunar, falho, fragmentário, desorganizado e preso ao contexto que o texto escrito.
Embora a linguagem oral esteja bastante presente nas salas de aula, pode-se afirmar que:
I. O ensino escolar da língua oral e de seu uso ocupa, ainda, um lugar limitado na sala de aula.
II. O domínio oral se desenvolve, primeiramente, nas e pelas interações verbais das quais os alunos participam.
III. A formação dos professores apresenta lacunas, e as estratégias didáticas e as indicações metodológicas, em relação à linguagem oral, são, relativamente, raras.
Analise as proposições e coloque (V) para verdadeiro e (F) para falso e assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA.
F F V
V F V
F V V
V V F
V V V
“Oralidade e ensino de língua: uma questão pouco ‘falada’”.
No título do artigo de Marcuschi, as aspas empregadas na palavra “falada” indicam
o desvio semântico do termo, da linguagem lógica para a figurada.
a informação da presença de mais discussões orais que trabalhos escritos sobre o tema.
uma crítica à ausência de discussões sobre o ensino da oralidade.
um alerta sobre o excesso de espaço didático dedicado à língua falada.
uma denúncia contra a total ausência do ensino de língua falada nas escolas.
Muitas são as formas de analisar a língua falada em sala de aula. Assinale a opção que indica a atividade que parece contrariar a boa didática da língua.
Ouvirem-se gravações da fala de diversas regiões brasileiras com destaque para as diferenças.
Debater-se a respeito da formação de preconceito e discriminação linguística a partir da audição de falas com diferenças de sexo, idade, profissão e formação.
Analisarem-se as estratégias de polidez e sua organização na fala, com interferência na qualidade da interação.
Identificarem-se os papeis dos interlocutores e dos diversos gêneros produzidos com base em indicadores variados.
Discutirem-se as várias formas de desenvolvimento de temas, destacando-se as vantagens da expressão escrita.
Há linguagem oral em:
“A gente procura nos olhos, em algum traço, aquela menina.”
“O coração bate acelerado porque uma nova novela está a caminho, ou conheci alguém.”
“Surpreendem-se quando disputam um papel com uma garota de 20 anos.”
“Um antigo ditado dizia que a vida começava aos 40.”
Há linguagem oral em:
"O que ela (a vida) quer da gente é coragem".
“Normal, tanto para ela quanto para um adulto que passa por isso.”
“O filho de uma leitora, com nove anos, retornou para a escola.”
“Que sofrimento de mãe e filho!”
“Para historiar uma língua, precisamos acompanhar os povos que deram origem a essa língua.(...) Mas será necessário também estudar as transformações a que os povos submeteram a fase linguística anterior, no caso dos portugueses, o latim vulgar, e no caso dos brasileiros, o português médio, falado em Portugal entre 1450 e 1520”.
CASTILHO, Ataliba T de, ELIAS, Vanda Maria. Pequena gramática do Português Brasileiro. São Paulo: Contexto, 2015. p. 438.
O excerto de Castilho e Elias (2015) nos remete à reflexão sobre as origens da língua falada no Brasil. Considere as características elencadas a seguir:
I – Redução dos pronomes pessoais a quatro itens.
II – Palatalização de oclusivas alveolares t e d.
III – Simplificação da concordância nominal de número.
IV – Uso do pronome reto na função de objeto direto.
V – Perda de distinção entre ditongos e vogais em contexto palatal.
São exemplos de mudança linguística verificada no português brasileiro em relação às suas origens: a. II e V apenas.
II e V apenas.
III e V apenas.
I e IV apenas.
II e III apenas.
I e V apenas.
Falar e escrever são processos que exigem condições de produção específicas para a sua efetivação. Quando se trata de fala para a escrita, exige-se, de certa forma, atenção, pois a língua portuguesa compõe-se de duas modalidades: português falado e português escrito. A partir dessas informações, assinale a alternativa correta a respeito de influências exercidas de uma modalidade sobre a outra.
Na escola, sabe-se que a criança não escreve exatamente como fala. Nesse caso, cabe ao professor procurar mostrar a ela que a escrita representa foneticamente a fala e que tanto uma quanto a outra possuem as mesmas características. Apenas foneticamente, as regras da linguagem oral são as mesmas da linguagem escrita.
Da mesma forma que na oralidade, o ato de escrever está intimamente relacionado com o contexto em que o indivíduo está inserido. Quando mandamos um bilhete na sala de aula para um amigo, por exemplo, certamente, a linguagem utilizada não é a formal, sendo fortemente marcada por traços da oralidade.
Compreendendo que a oralidade e a escrita são modalidades diferentes, na produção textual, alunos, desde as séries iniciais, distinguem bem essa diferenciação e não apresentam qualquer dificuldade ao produzirem textos, não fazendo qualquer relação, e isso acontece já na aquisição da escrita. No momento em que a criança começa o processo, é impossível que ela escreva como fala, ou que apresente influências da fala em sua escrita. Portanto, ela não traz para o seu texto marcas da fala.
Por oralidade e escrita serem processos diferentes e cada uma possuir características próprias, não é possível, em diferentes situações sociais do cotidiano, os indivíduos produzirem textos orais que podem se transformar em produções escritas. Por exemplo: em uma aula, as produções verbais orais realizadas por um professor serem anotadas pelos alunos.
Nem todas as modalidades e variantes da língua têm de ser “valorizadas” na escola (falada e escrita, padrão e não padrão). À escola, particularmente, cabe o papel de oferecer ao usuário da língua materna o que, fora dela, ele não tem: somente o bom exercício da língua escrita e da norma padrão.
Há traços de linguagem oral em
“A gente é velho quando, no restaurante, é preciso cuidado ao se levantar”.
“Fugir das fotos de perfil porque nelas as barbelas de nelore aparecem”.
“Quando se é velho, até uma pequena queda pode se transformar em catástrofe”.
“Toca porque seus dedos sabem sem que a cabeça saiba”.
“A fala é uma atividade muito mais central do que a escrita no dia a dia da maioria das pessoas. Contudo, as instituições escolares dão à fala atenção quase inversa à sua centralidade na relação com a escrita. Crucial neste caso é que não se trata de uma contradição, mas de uma postura” [grifo do autor] (MARCUSCHI, 2001, p.19).
A alternativa que contém uma ação didática que considera os usos e formas de mediação da linguagem oral é
levar os estudantes a escutar um registro oral e depois pedir que o registre na escrita.
ler com os estudantes textos regionalistas e pedir para que façam a adequação à norma culta padrão.
incentivar os estudantes a lerem em voz alta as respostas que deram às atividades realizadas no livro didático.
promover a participação dos estudantes em diferentes situações de comunicação oral, acolhendo e considerando as opiniões alheias e respeitando os diferentes modos de falar.
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão CORRETAMENTE escritas.
Abcesso – beberagem – murissoca.
Abstenção – beneficente – salsugem.
Alvorosso – blindagem – sangueçuga.
Ascepsão – bondozo – proximidade.
Nas passagens – ... quando notei o pequeno feixe de fibras emergindo na areia banhada pela espuma. –, – ... enfeixando as fibras que tentavam se libertar, dissolutas. – e – Com a ponta do cipó, revolvi a areia. –, os termos em destaque são sinônimos, respectivamente, de
subindo … desfeitas … remexi
escondendo-se … dissolvidas … ajeitei
submergindo … decompostas … espalhei
vindo à tona … amarradas … baguncei
A linguagem utilizada na construção do texto caracteriza-se por
um estilo espontâneo e padrão normativo.
um registro particular e escolhas lexicais próprias.
uma figurativização verbal e plasticidade do conteúdo.
uma estruturação oracional erudita e construção semântica arcaica.
A fala da funcionária “OK, Senhor. Vou estar anotando o seu problema para estar agendando a visita de um técnico” mostra uma marca típica desse modo de falar, que é:
a presença marcante de estrangeirismos;
o emprego de uma linguagem demasiadamente erudita;
o mau uso do gerúndio;
a completa falta de objetividade na mensagem;
a ausência de tratamento individualizado.