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Considerando o tema do texto e a abordagem dispensada a ele pelo autor, é correto afirmar que há um predomínio da seguinte função da linguagem:
apelativa.
metalinguística.
emotiva.
fática.
Para Sacconi, “o ambiente sociocultural determina o nível da linguagem a ser empregado. O vocabulário, a sintaxe, a pronúncia e até a entonação variam segundo esse nível.” (SACCONI, 2011, p. 18).
Leia o trecho a seguir.
“[...]
Negro drama,
Cabelo crespo,
E a pele escura,
A ferida, a chaga,
A procura da cura.
[...]
Mil fita,
Inacreditável, mas seu filho me imita,
No meio de vocês,
Ele é o mais esperto,
Ginga e fala gíria,
Gíria não, dialeto.
[...]”
Negro drama. Edi Rock e Mano Brown, 2002.
O trecho em questão foi retirado de Negro drama, música lançada em 2002 pelo grupo de rap paulistano Racionais Mc’s.
Sobre a linguagem utilizada nesse trecho, é incorreto afirmar:
A linguagem utilizada na letra da música em alguns momentos não corresponde à linguagem descrita pela norma-padrão.
O registro linguístico apresentado na música Negro drama não pode ser considerado pertencente ao português brasileiro, pois apresenta muitos erros.
Há elementos de oralidade na linguagem utilizados na letra da música dos Racionais Mc’s.
As gírias presentes na letra da música estão relacionadas ao ambiente sociocultural no qual se inserem seus autores.
Sobre aspectos de linguagem do texto é possível afirmar que:
Em virtude de sua hibridez entre a linguagem jornalística e literária, o texto apresenta aspectos coloquiais bem como sequências narrativas, como quando descreve a cena do pai ensinando a filha a andar de bicicleta.
Nota-se rigidez formal em virtude da intenção de levar o texto dos meios digitais a uma possível publicação de livro.
Ao buscar beleza no conteúdo a crônica, Piangers abusa do uso de figuras de linguagem, como a metáfora, por exemplo.
Em trechos que descreve passagens comuns da infância, como a alfabetização, o autor lança mão de alguns termos acadêmicos da área.
Para criar identificação com o público infantil, a quem se destina o texto, ele se utiliza de gírias comuns desse segmento.
Sobre a linguagem do texto lido, assinale a alternativa CORRETA:
Trata-se de linguagem não verbal apenas.
Trata-se de linguagem verbal apenas.
Trata-se de linguagem mista.
Trata-se de linguagem verbal regional.
Nas citações diretas do discurso da socióloga e secretária-executiva do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (Fnpeti), Isa Oliveira, no sétimo parágrafo, há o predomínio do registro de uma linguagem
coloquial.
formal.
regional.
prolixa.
A linguagem usada no texto acima é, predominantemente:
Conotativa
Denotativa
Regional
Técnica
Sobre a linguagem do texto, é correto afirmar que
usa-se uma linguagem informal, por se tratar basicamente de diálogos no decorrer do texto.
a utilização da 1ª pessoa do plural (nós), em “Portanto, nunca devemos culpar ninguém pelas coisas que dão errado em nossas próprias vidas.”, é o que torna a linguagem do texto mais pessoal e informal.
o texto possui uma linguagem simples, apresentando poucos desvios à Norma Culta da Língua Portuguesa.
a utilização de aspas nas falas dos personagens é uma característica da variação informal da linguagem.
a linguagem do texto é erudita, extremamente formal e rebuscada, seguindo fielmente a Norma Padrão da Língua Portuguesa.
Sobre o conteúdo e a linguagem do texto acima, podemos afirmar que:
O texto apresenta uma crítica às pessoas que se comunicam fora do padrão previsto pela gramática tradicional.
É perceptível uma contrariedade no texto, já que o autor ironiza a gramática tradicional, mas escreve seguindo seus padrões.
A linguagem informal contrasta a temática do texto que é defender o bom uso das regras gramaticais.
Apesar do nível diferente de cultura entre as duas personagens, a comunicação se dá de forma fluida.
O texto apresenta ironia ao retratar de forma pedante um personagem que corrige de maneira excessiva as outras pessoas.
No texto, há exemplo de uso coloquial da linguagem na passagem:
... então tudo foi pensado para que o público entrasse junto com a gente nesse túnel do tempo.
Com frases que parecem retiradas de um romance antigo, [...] os personagens se expressam de maneira correta e erudita.
Quem assiste a “Tempo de Amar” já reparou no português extremamente culto e correto...
... o autor da novela [...] diz que o linguajar de seus personagens é um ponto que leva a novela a se destacar.
Ele revela que toma diversos cuidados na hora de escrever o texto, utilizando, inclusive, o dicionário.
Assinale a alternativa em a frase está em linguagem informal.
Toda mudança cobra um alto preço emocional.
Mudanças fazem milagres por nossos olhos.
Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar.
Uma amiga cansou da pauleira urbana e trocou um baita emprego por um não tão bom.
Assinale a alternativa em que a linguagem é utilizada de maneira mais informal.
“Pra mim, se eles me chamassem de Marcelo também tava bom [...]”.
“É por isso que em geral não tenho coragem de insistir.”.
“Fico pensando que se eles, os meus pais, resolveram esperar cinco anos, a explicação só pode ser uma coisa bem ruim.”.
“Não se preocupe, meu coração, vai passar.”.
“Quando pergunto a minha mãe por que razão exatamente eu cheguei com cinco anos de atraso, ela olha pra mim como se eu estivesse querendo que ela me explicasse a existência do mundo.”.
No trecho “todo professor sente um frio na espinha quando encontra uma turma nova”, observa-se o seguinte aspecto em relação aos usos da linguagem:
emprego de metalinguagem
confissão pessoal
registro informal
apelo ao leitor
Zygmunt Bauman define amor líquido como “um amor “até segundo aviso””, “o amor a partir do padrão dos bens de consumo”. Ao relacionar amor líquido com “um amor “até segundo aviso””, identifica-se o modo de linguagem:
metafórico, pois está presente uma relação de contiguidade nos enunciados, por meio de um atributo comum conferido a ambos.
paradoxal, pois identificamos nos enunciados uma proposição aparentemente absurda, resultado da união de ideias contraditórias.
sinestésico, pois identificamos, na relação de semelhança dos enunciados, a presença da união de impressões sensoriais diferentes.
hiperbólico, pois está presente uma relação de exagero nos enunciados, o que torna o amor ainda mais expressivo.
Leia o texto a seguir:

Fonte: https://catracalivre.com.br/geral/cidadania/indicacao/moradora-do-df-deixa-carro-aberto-e-encontra-bilhete-de-homem-que-o-fechou/. Acesso 1 abr 2018.
“Você esqueceu seu carro destrancado e com os vidros da
frente abertos. Tomei a liberdade e fechei tudo.
Lucas”
O bilhete é um gênero textual, ou seja, um texto que permite que possamos nos comunicar e interagir com outras pessoas através deles. Em grande parte das vezes, utiliza uma linguagem informal e próxima da oralidade, pouco atenta com a rigidez da chamada norma culta.
Um exemplo claro do uso dessa linguagem informal presente no texto está
no fato de ter sido escrito à mão.
na opção do homem em assinar o bilhete.
no uso de expressões como “tomei a liberdade”.
marcada na utilização de uma linguagem direta e informativa.
na utilização do papel como suporte da mensagem trocada entre a dona do carro e o homem que lhe fez o favor.
A gente não guarda emoção. A gente vai [trabalhar] com o que acontece, com o que bate na hora.
O trecho acima encontra-se corretamente reescrito, com nível de linguagem formal e com impessoalidade, em:
A emoção não se guarda, nem se vai trabalhar com o que se acontece, com o que se bate no momento.
As pessoas não guardam emoção, mas vão trabalhar com o que lhes acontecem e com o que surge então.
Não se guarda emoção: vai-se trabalhar com o que acontece, com o que surge naquele momento.
Não guardamos emoção e vamos trabalhar com o que se acontece, como o que sentimos naquele momento.
A emoção não é guardada, mas a gente vai trabalhar com o que se passa, com o que então se sente.
Leia abaixo um fragmento da canção “Samba do Arnesto”, de Adoniran Barbosa.
“O Arnesto nos convidou pra um samba, ele mora no Brás
Nós fumos não encontremos ninguém
Nós voltermos com uma baita de uma reiva
Da outra vez nós num vai mais
Nóis não semos tatu!”
Nessa canção existe uma predominância de linguagem:
formal.
informal.
culta.
padrão.
Ao optar precisamente pelo nível de linguagem que adotou em seu livro, o autor manifesta a esperança de que
a supressão de qualquer terminologia técnica faça com que seu tema fique mais preciso para os responsáveis pelas publicações de massa.
o “leitor comum” ou mesmo o “leigo inteligente” sejam capazes de compreender o rigor com que os termos técnicos foram multiplicadamente empregados.
o uso incontornável de esporádicos termos especializados acabe por fazê-los compreensíveis e proveitosos para o leitor comum.
a adesão a uma terminologia altamente técnica redunde em algum benefício para os leitores mais afeitos às questões a serem analisadas.
a profundidade de sua análise sociológica compense o esforço que o leitor haverá de fazer para absorver toda a terminologia técnica.