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Que benefício a educação superior traz à sociedade?
Thomaz Wood Jr.
A expansão da educação superior tem sido objeto de políticas públicas em todo o mundo. O senso comum, sustentado por pesquisas e evidências, associa educação a desenvolvimento. Gestores públicos vangloriam-se quando o porcentual da população jovem que atinge a universidade cresce. Quanto mais, melhor. O movimento envolve também a pós-graduação, com a multiplicação do número de mestrados e doutorados. Supõe-se que mais mestres e doutores ajudem a gerar mais conhecimento, patentes e riquezas.
A expansão da educação superior faz muita gente feliz: estudantes que almejam um futuro melhor, famílias que querem o bem para suas crias, professores felizes com a demanda crescente, gestores públicos orgulhosos de sua obra e até investidores, atraídos por gordas margens de lucro, no caso de algumas universidades privadas. Entretanto, por trás da fachada, a realidade tem mais espinhos do que flores.
Pressionados a expandir o atendimento, os sistemas públicos experimentam sinais de deterioração e perda de qualidade. Alguns deles se converteram em arenas políticas de governança impraticável, nas quais grupos digladiam na disputa por pequenos espaços e vantagens. Enquanto isso, muitos sistemas privados se transformam em usinas de aulas, a gerar diplomas como quem produz commodities.
Em um ensaio de promoção de seu livro The Case Against Education: Why the Education System Is a Waste of Time and Money (Princeton University Press), Bryan Caplan, professor de Economia da Universidade George Mason, trata do tema. Em uma era que celebra o conhecimento, sua tese soa herética: para o economista, a verdadeira função da educação é simplesmente prover um certificado aos formandos. Em outras palavras, com honrosas exceções, pouco se aprende na universidade. O que importa é o diploma que dará acesso ao futuro emprego.
Para Caplan, o sistema de educação superior desperdiça tempo e dinheiro. O retorno para os indivíduos é substantivo: com o título vêm melhores salários. No entanto, o retorno para a sociedade é pífio. Segundo o autor, quanto mais se investe na educação superior, mais se estimula a corrida por títulos. E basta cruzar a linha de chegada: terminar a faculdade.
Nas universidades, estudantes passam anos debruçados sobre assuntos irrelevantes para sua vida profissional e para o mercado de trabalho. Qual o motivo para a falta de conexão entre o que é ensinado e o que será necessário? Simples: professores ensinam o que sabem, não o que é preciso ensinar. E muitos têm pouquíssima ideia do que se passa no mundo real.
Além disso, Caplan observa que os estudantes retêm muito pouco do que lhes é ensinado. De fato, seres humanos têm dificuldade para conservar conhecimentos que raramente usam. Alguns cursos proporcionam modos e meios para que os pupilos assimilem e exercitem novos conhecimentos. Contudo, a maioria falha em prover tais condições.
Curiosamente, o fato de os estudantes pouco aprenderem nos quatro ou cinco anos de universidade não é relevante. O que seus empregadores procuram é apenas uma credencial que ateste que o candidato seja inteligente, diligente e capaz de tolerar a rotina tediosa do trabalho. Para isso basta o título.
O autor não poupa críticas a estudantes, colegas e gestores. Os primeiros, para ele, são incultos e vulgares, incapazes de transpor conteúdos escolares para a vida real. Passam a maior parte do tempo na universidade como zumbis na frente de seus smartphones e em outras atividades destinadas a turvar a mente e o espírito.
Além disso, o crescimento da educação superior está levando para a universidade indivíduos sem características para serem universitários. Está atraindo para a pós-graduação profissionais sem o perfil para reflexão profunda e crítica. E está formando mestres e doutores que não têm talento ou inclinação para ensinar e pesquisar.
Inflar as vagas e criar mecanismos para facilitar o acesso à universidade pode parecer causa nobre. Alimenta os sonhos das classes ascendentes e produz casos de sucesso, sempre ao gosto da mídia popular. Entretanto, pode estar drenando recursos do ensino fundamental e vocacional, e da pesquisa de ponta.
A educação é, certamente, um grande meio de transformação social. Isso não significa despejar insensatamente recursos em simulacros de ensino e sistemas de emissão de títulos universitários.
Disponível em: <www.cartacapital.com.br>. Acesso em: ago. 2018. [Adaptado]
No texto, há predominância de traços da
argumentação.
descrição.
exposição.
narração.
Quanto à tipologia textual, o texto de apoio é predominantemente
descritivo, pois objetiva apresentar as características das empresas que precisam reduzir a produção de plástico.
expositivo, pois apresenta informações relacionadas aos objetivos da campanha realizada pela ONU meio ambiente e resultados de um relatório promovido pela instituição, assim como a exposição de atuais conquistas de movimentos similares.
narrativo, pois tem como objetivo relatar a história de personagens que são ativistas ambientais.
injuntivo, visto que pretende levar os leitores a pressionarem demais empresas a aderirem ao projeto promovido pela Ong As you Sow.
argumentativo, visto que o autor do texto defende a tese de que leis devam ser implementadas para obrigar as empresas a reduzir seu impacto ambiental e comprova sua opinião com exemplos de empreendimentos de sucesso ao longo do texto.
Considerando as principais características do gênero textual (forma, função, estilo e conteúdo), podemos classificar o TEXTO I “Sobre hienas e vira-latas” como:
Artigo de opinião
Coluna
Texto dissertativo-argumentativo
Discurso de despedida
Carta aberta
As marcas linguísticas e o modo de organização do discurso que caracterizam o texto são predominantemente:
substantivos; descritivo-narrativo.
verbos no presente; narrativo-dissertativo.
djetivos; narrativo-dissertativo.
frases nominais; apenas dissertativo.
Adjetivos substantivados; apenas descritivo.
Ao observar o posicionamento do especialista Marcio Coslovsky, no texto, nota-se que ele:
reafirma a tese defendida por Maria Cecília sobre a proibição da barriga de aluguel.
questiona a proibição apontando dados da legalidade da prática em outros países.
condena a proibição uma vez que ela exploraria a miséria das pessoas envolvidas.
acrescenta um dado novo e econômico em relação à questão da proibição.
O texto dissertativo-argumentativo é uma tipologia textual que não se realiza no gênero:
Manual de instruções
Resenha crítica
Debate
Artigo de opinião
Manifesto
Em “Para Lilian Zolet, psicóloga e autora do livro Síndrome do Imperador: Entendendo a Mente das Crianças Mandonas e Autoritárias, impor limites não é simples e errar nas tentativas é comum.” (l. 5-7), o trecho tem como objetivo indicar
uma opinião de especialista no assunto.
uma informação considerada irrelevante.
uma comparação entre especialistas do tema.
uma exemplificação do comportamento de crianças mimadas.
uma apresentação somente de dados de identificação do profissional.
De acordo com o trecho abaixo, assinale a alternativa CORRETA referente ao gênero textual.
"A vítima, Rosa de Aguiar (28 anos), moradora da cidade de São Paulo, era magra, alta (1,75), cabelos pretos e curtos, nariz fino e rosto ligeiramente alongado."
O trecho acima pertence ao gênero textual dissertativo.
O trecho acima pertence ao gênero textual narrativo.
O trecho acima pertence ao gênero textual descritivo.
Nenhuma das alternativas.
A respeito das observações feitas a partir de um “mundo virtual”, o texto não permite afirmar que:
A possibilidade de não revelar identidades é um motivador para que pessoas sejam agredidas via redes sociais.
Prejuízos de todas as esferas podem ser colocados no mesmo patamar quando crimes virtuais ocorrem.
Não existe uma punição capaz de reverter o impacto causado por crimes na esfera virtual.
O mau uso dos avanços tecnológicos por parte de alguns é um fato corriqueiro na história da humanidade.
Relacionamentos amorosos se tornaram alvo de criminosos que buscam difamar alguém através da internet.
Quanto à tipologia textual, o texto “Ciao” está estruturado basicamente como uma narração. O que não descarta, todavia, ocorrerem trechos dissertativos/argumentativos, ou mesmo descritivos.
Considerando-se, então, as características discursivas das 3 tipologias, pode-se afirmar que é predominantemente dissertativo/argumentativo o trecho:
“Há 64 anos, um adolescente fascinado por papel impresso notou que, no andar térreo do prédio onde morava, um placar exibia a cada manhã a primeira página de um jornal modestíssimo, porém jornal.” (§ 1).
“O diretor, ao perceber que alguém, mesmo inepto, se dispunha a fazer o jornal para ele, praticamente de graça, topou.” (§ 4).
“Viu tudo isso, ora sorrindo ora zangado, pois a zanga tem seu lugar mesmo nos temperamentos mais aguados.” (§ 6).
“Crônica tem essa vantagem: não obriga ao paletó-e-gravata do editorialista, forçado a definir uma posição correta diante dos grandes problemas;” (§ 7).
“Em certo período, consagrou mais tempo a tarefas burocráticas do que ao jornalismo, porém jamais deixou de ser homem de jornal,” (§ 9).
Marque a opção CORRETA sobre o tipo de texto.
Narrativo, predominantemente.
Descritivo com passagens narrativas.
Narrativo com passagem dissertativa.
Dissertativo, tendo passagem narrativa como exemplo.
Um texto injuntivo, embora se apresente de forma diferente.
Ao examinar as alternativas abaixo, marque aquela em que o tipo textual NÃO está de acordo com as características próprias de sua construção.
O emissor capta e transmite a realidade através de seus sentidos, fazendo uso de recursos linguísticos, caracterizando com detalhes objetos, pessoas, locais e situações. É estático. (narrativo)
O texto tem a função de persuadir o leitor, convencendo-o de aceitar uma ideia imposta pelo texto. (argumentativo)
O texto tem como objetivo a transmissão de conhecimento, sendo, portanto, um texto informativo. (expositivo)
O texto está voltado para instruir o interlocutor acerca de um determinado procedimento. (injuntivo)
Pelas características predominantes do texto, assinale a alternativa que indique a tipologia textual a que ele pertence:
Narração.
Descrição.
Dissertação.
Injunção.
Os tipos textuais são as diferentes formas que um texto pode apresentar, visando responder a diferentes intenções comunicativas. Assim sendo, assinale a alternativa que indica o tipo de texto predominante em folhetos turísticos, carda pios de restaurantes e classificados:
Dissertativo.
Descritivo.
Narrativo.
Argumentativo.
Quanto à tipologia, o texto acima se caracteriza como
descritivo, no qual é apresentado um retrato detalhado da proliferação das larvas do mosquito transmissor da malária.
descritivo, no qual se destacam as partes cruciais do ciclo de vida do mosquito transmissor da malária.
dissertativo, no qual se expõe a relação entre desmatamento e risco de transmissão da malária em regiões do planeta.
dissertativo, no qual se argumenta em favor da necessidade de análise das causas do desmatamento para a utilização da terra.
narrativo, configurando-se como o relato de casos de transmissão de malária ocorridos em países da Ásia e da África.
As orações a seguir, apesar de utilizarem a mesma conjunção, expressam circunstâncias diferentes:
I. Ela não será barrada no evento, uma vez que pague o débito que tem comigo.
II. Ela não será barrada no evento, uma vez que pagou o débito que tem comigo.
São elas, respectivamente:
condição e tempo
tempo e causa
condição e causa
tempo e condição
causa e tempo