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No contexto de educação bilíngue para surdos, é correto afirmar que:
Atrapalha a aquisição da língua portuguesa.
A língua portuguesa é via treinamento labial.
Compromete o desenvolvimento dos surdos.
Isola as pessoas surdas da comunidade ouvinte.
A mediação em sinais é um de seus pressupostos.
De acordo com Stainback e Stainback in CARDOSO, sobre as características das aulas inclusivas, analisar os itens abaixo:
I. A diversidade enfraquece a classe e oferece oportunidades de aprendizagem e de melhoria apenas a alguns de seus membros.
II. A escola deve oferecer tratamento igualitário e respeito mútuo entre os alunos, os outros membros da escola e a comunidade.
III. Deve haver o apoio educativo dentro da aula regular, buscando o modo como os estudantes podem favorecer suas necessidades educativas na aula regular.
Está(ão) CORRETO(S):
Somente o item I.
Somente os itens I e II.
Somente os itens I e III.
Somente os itens II e III.
Todos os itens.
Em relação à postura ética do Intérprete, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
(_) Interpretar fielmente e com o melhor da sua habilidade, sempre transmitindo o pensamento, a intenção e o espírito do palestrante.
(_) Reconhecer seu próprio nível de competência e ser prudente em aceitar tarefas, procurando assistência de outros intérpretes/profissionais, quando necessário, especialmente em palestras técnicas.
(_) Adotar uma conduta adequada de se vestir, com adereços e chamando atenção indevida sobre si mesmo, durante o exercício da função.
C - C - C.
C - E - C.
C - C - E.
E - C - E.
E - E - C.
Veja a tirinha abaixo feita pelos artistas surdos Matt & Daigle:

Disponível em: https://www.facebook.com/pg;surdalidades/ photos/?tab=album&album_id=354534317912494
Assinale a alternativa que nos informa sobre uma situação cotidiana na vida dos surdos, ilustrada na interação do restaurante.
O conhecimento da garçonete sobre surdos.
Os surdos não sabem ler o cardápio em português.
A falta de acessibilidade e compreensão linguística.
A língua dos surdos é limitada e o surdos são incapazes.
A correspondência linguística entre braille e sinais.
Na Libras, as frases condicionais são construídas usando:
a datilologia de s-e no final da construção.
a datilologia de s-e no início da construção.
a datilologia de s-i no início da construção.
a cabeça inclinada para direita e uso da letra s.
o sinal próprio que remete a algo que pode acontecer.
A literatura especializada na linguística das línguas de sinais reconhece quantos parâmetros linguísticos?
Dois
Três
Quatro
Cinco
Seis
A configuração de mão, ilustrada ao lado, compõe o sinal de:

Tema.
Didática.
Unidade.
Atividade.
Metodologia.
Sobre o tema “cultura e identidade surdas”, é CORRETO afirmar,
Na maioria das vezes, os termos “cultura surda” e “identidade surda” representam as mesmas coisas, portanto, são intercambiáveis.
Só têm cultura surda os surdos que possuem uma identidade política fortalecida.
Surdos que não conhecem a língua de sinais não partilham da cultura surda.
Para os Estudos Culturais, a “cultura” são as experiências de cada grupo, a forma como atribuem sentido à realidade. Assim, fortalecer a cultura surda é fortalecer a identidade surda.
De acordo com Machado (2000) e Peixoto (2004), sobre a alfabetização de crianças surdas em língua portuguesa, é CORRETO afirmar.
A criança surda consegue compreender o sistema alfabético da escrita do português através da leitura labial e de estratégias visuais.
A Libras é importante na escolarização geral do surdo, mas, no momento da alfabetização do Português, ela mais atrapalha do que ajuda.
As hipóteses sobre escrita que a criança surda constrói revelam apropriação visual desse sistema, assim como forte influência da Libras.
As crianças surdas que usam aparelho auditivo conseguem, geralmente, fonetizar a escrita no processo de alfabetização e, por isso, aprendem mais rápido a ler e a escrever.
De acordo com Strobel (2008), sobre os artefatos da cultura surda, é CORRETO afirmar.
São 8: Literatura surda, Experiência visual, Linguístico, Família, Artes visuais, Materiais, Vida social e esportiva e Política.
São 5: Língua de sinais, Literatura surda, Artes surdas, Comunidade surda e Tecnologia surda.
São 6: Literatura surda, Experiência visual, Linguístico, Artes visuais, Materiais, Vida social e esportiva.
São 6: Língua de sinais, Literatura surda, Artes surdas, Festas e eventos surdos, Tecnologia surda e Teatro surdo.
De acordo com Gesser (2009), sobre a Libras, é CORRETO afirmar.
É uma língua universal, já que surdos do mundo inteiro podem acessá-la e aprendê-la.
É uma língua ágrafa.
É usada pelos surdos brasileiros apenas, pois surdos de outros países usam outras línguas de sinais, embora compartilhem um mesmo alfabeto manual.
Não se confunde com a mímica, visto que a mímica é muito mais detalhada.
Sobre as identidades surdas, é CORRETO afirmar.
Para Rosa (2012), as identidades surdas passam por 3 fases: negação, descoberta e fortalecimento.
Para Perlin (1998), a “Identidade surda híbrida” é aquela que nega a representação surda e tenta reproduzir a identidade ouvinte.
Para Gladis Perlin (1998), as identidades surdas são apenas 5: identidade surda; identidade surda híbrida; identidade surda de transição; identidade surda completa; e identidade surda flutuante.
Perlin (1998) define “identidade surda incompleta” como aquela das pessoas surdas que nasceram ouvintes e depois perderam a audição. Nesses casos há uma forte relação do surdo com a língua portuguesa.
Sobre o Ensino de Língua Portuguesa para surdos, é CORRETO afirmar.
Para a abordagem bilíngue de educação de surdos, o ensino de português para surdos deve acontecer através de estratégias como o “Português sinalizado”.
Para o Decreto nº 5626/05, a Língua Portuguesa deve ser ensinada como 2º língua, obrigatoriamente nas duas modalidades, oral e escrita, devendo ser a modalidade oral ofertada preferencialmente no contraturno.
No Brasil, existem poucos documentos de orientação curricular para o ensino de português para surdos, o principal deles é a DNCEPS: Diretrizes Nacionais Curriculares do Ensino de Português para Surdos, publicada no ano de 2020 pelo governo federal.
De acordo com a publicação “A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar: abordagem bilíngue na escolarização de pessoas com surdez.” (MEC/SEESP, 2010), no ensino de português para surdos, o professor não deve utilizar a Libras, apenas a leitura labial e a própria escrita como mediação.
De acordo com Skliar (1997), sobre os modelos de representação da surdez, é CORRETO afirmar.
Há 4 principais modelos: Clínico-terapêutico, Socioantropológico, Oralismo e Bilinguismo.
O modelo Clínico-terapêutico defende a “medicalização da surdez”, ou seja, entende que a surdez é como uma doença que deve ser curada com remédios e medicamentos.
O modelo socioantropológico surge com o abade L’Epée na França, no século XVIII.
O modelo Clínico-terapêutico se origina a partir do Congresso de Milão em 1880.
Sobre o Decreto nº 5626/05, é CORRETO afirmar.
Considera pessoa surda aquela que tem perda auditiva superior a 51 decibéis (dB).
A Libras deve ser oferecida como disciplina obrigatória em alguns cursos da área da saúde, como fonoaudiologia e psicologia.
Orienta-se que a Libras seja inserida como disciplina em alguns cursos de nível superior, sendo obrigatória essa oferta apenas em instituições públicas.
A formação de docentes para o ensino de Libras na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental deve ser realizada em curso de Pedagogia.
Sobre a história da Educação de surdos nos Estados Unidos, é CORRETO afirmar.
O reverendo Thomas Gallaudet cria a primeira escola pra surdos no século XIX, para que sua filha surda, Alice, pudesse estudar.
A primeira escola norte-americana para surdos foi criada no século XVIII, quase ao mesmo tempo que L’Epée criava na França o Instituto de Surdos-Mudos de Paris.
A Universidade de Gallaudet, uma das únicas instituições de ensino superior para surdos, foi criada no ano de 1927, em Washington D.C.
Para iniciar a educação de surdos nos E.U.A., T. Gallaudet viajou para a Europa em busca de informações e na volta trouxe com ele o surdo Laurent Clerc.
De acordo com Strobel (2009), nenhuma outra ocorrência na história da educação de surdos teve um grande impacto nas vidas e na educação dos povos surdos quanto o Congresso de Milão, na Itália, em 1880. Ainda, segundo a autora, a definição que marcou o evento foi a de que:
O método oral deve ser preferido ao uso de língua de sinais para o ensino e na educação dos surdos-mudos.
O método oral deve ser extinto no ensino e na educação do sujeito surdo.
A comunicação total deve permear a educação dos surdos.
O bimodalismo deve ser utilizado como paradigma educacional dos surdos.
O bilinguismo finalmente seja reconhecido como prática educacional.
A educação bilíngue no contexto do aluno surdo significa:
Uma proposta na qual o uso da Libras deve ser tal como o uso da língua materna (L2).
Uma proposta bilíngue compreende o ensino de duas línguas: a língua de sinais como primeira língua e a Língua Portuguesa como segunda língua, na modalidade escrita.
Uma proposta em que a Língua Portuguesa deve ser a língua de instrução (L1) e a Libras (L2) usada para a comunicação.
Uma proposta que movimentos políticos têm apontado como inadequada na escolarização de surdos.
Um modo único de projetar e efetivar uma educação escolar bilíngue a surdos.
No trecho apresentado, pode-se dizer que a visão de surdez defendida é a
oralista.
médica.
clínica.
sociocultural.
otimista.
Considere o trecho abaixo:
[...] uma proposta que permite o uso da língua de sinais com o objetivo de desenvolver a linguagem na criança surda. Mas a língua de sinais é usada como um recurso para o ensino da língua oral. Os sinais passam a ser utilizados pelos profissionais em contato com o surdo dentro da estrutura da língua portuguesa.
(QUADROS, 1997, p. 24)
Quanto à educação de surdos, o trecho faz referência a uma abordagem
cognitiva.
oralista.
bilíngue.
cultural.
bimodal.