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Uma intérprete de libras está interpretando uma reunião na prefeitura de seu município sobre o início de uma grande obra na cidade. Há lideranças surdas presentes, por isso sua presença foi solicitada. Após o término da reunião, a intérprete utiliza-se de informações discutidas na reunião para benefício próprio.
Sua conduta é
antiética, pois sua atitude prejudica o resultado de sua interpretação.
antiética, pois ela deveria compartilhar essa informação com a comunidade surda.
ética, pois ela também é munícipe da cidade e tem seus direitos de cidadã.
ética, pois após seu horário de trabalho é livre para agir de acordo com sua vontade.
antiética, pois tal conduta implica quebra da confidencialidade.
Segundo Marques (2004), a presença de um intérprete de língua de sinais na sala de aula é um tema polêmico, não havendo consenso sobre sua adequação entre os especialistas na área da educação de surdos. Questiona-se se, ao optar exclusivamente pela atuação do intérprete de Libras nesse espaço, a escola estaria garantindo um atendimento diferenciado e eficiente ao aluno surdo. Frente ao contexto citado, assinale a alternativa correta.
O intérprete de Libras deverá convocar a família para tratar assuntos relacionados ao aprendizado do aluno surdo.
O intérprete de língua de sinais norteará a aprendizagem do aluno surdo, através de ensinos voltados para a L1, ou seja, aprendizado primário da Libras.
O intérprete de Libras deverá assumir, sempre que necessário, a função do professor regente, principalmente nos dias em que o aluno surdo não estiver presente.
O intérprete de Libras atuará no contexto de sala de aula, efetuando a tradução simultânea português-libras e vice-versa. Sempre que necessário, ele poderá promover, junto ao aluno surdo, a importância da Libras e o processo de inclusão.
Leia atentamente “Desde o final do século XX, inúmeros pesquisadores problematizaram os significados atribuídos, historicamente, à deficiência. Entre os argumentos para a problematização, como explica Garcia (2015), está a relação que se estabelece entre a palavra deficiência e o conceito de déficit. Ser deficiente, para a medicina ocidental, sempre foi indicativo de falta, seja em nível fisiológico ou seja em nível anatômico. Não obstante, foi desse contexto que nasceu a concepção de anormalidade. Nesse cenário, a pessoa surda, em função do laudo da surdez, pertenceu durante todo o século XX ao seleto grupo dos anormais. Surdez indica anormalidade, constata a deficiência no ouvido (GARCIA, 2019). Em função dos argumentos apresentados pelo autor é possível compreender que:
Surdez e pessoas surdas são as mesmas coisas.
Surdez e pessoas surdas são meios para normalizações.
Surdez é apenas uma palavra sem efeito para a identidade surda.
Surdez é indicativo de patologia e seu princípio é médico.
Surdez é indicativo de pedagogia e seu princípio é sócio antropológico.
Acerca da surdez é CORRETO afirmar:
surdos podem dirigir.
todo surdo é mudo.
ao conversar com um surdo, é necessário falar em voz alta.
todos os surdos conseguem fazer leitura labial.
a Libras é uma forma de gesticular.
Para compreendermos a identidade surdo, é necessário refletirmos sobre o conceito de Hall (1997), que distingue três concepções muito diferentes sobre a identidade. São elas:
Identidade flutuante, identidade inconformada e identidade transição.
Identidade flutuante, identidade inconformada e identidade híbrida.
Sujeito do iluminismo, sujeito sociológico e sujeito pós-moderno.
Sujeito do iluminismo, identidade híbrida e identidade de transição.
Identidade inconformada, identidade híbrida e sujeito sociológico.
Conforme as reflexões de Fernandes (2009), podemos afirmar que a inclusão escolar de crianças e jovens surdos deveria pressupor uma educação transformadora mediada:
Pelas classes e escolas regulares com profissionais bilíngues capacitados para bem atender o sujeito surdo.
Pelo direito fundamental à Libras como língua adicional e patrimônio cultural e linguístico quando nas experiências em escolas regulares e bilíngues.
Pelo direito à diversidade linguística, tanto pelo direito ao aprendizado e uso pleno da Libras quanto pelo uso do português como língua de interação e instrução.
Pelas experiências linguísticas e culturais plenamente acessíveis ao sujeito da aprendizagem, pela organização de espaços de escolarização específicos para surdos, sobretudo na educação infantil e séries iniciais, promotores do pleno desenvolvimento da Libras e da língua portuguesa como patrimônios históricos e culturais brasileiros.
Pelas classes e escolas regulares com profissionais surdos e bilíngues capacitados para bem atender o sujeito surdo.
A forma de transmissão cultural dos sujeitos surdos se dá através de experiências:
I. Sociais.
II. Visuais.
III. Escola de surdos.
IV. Contato com a comunidade surda.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas III.
Apenas II e IV.
Apenas III e IV.
I, II, III e IV.
A respeito da construção da Identidade Surda na escola regular e a relação com alunos ouvintes, podemos afirmar que:
Assim como o ouvinte, o sujeito surdo também sai prejudicado nessa relação, pois o choque linguístico pode gerar desconforto por parte do ouvinte e um sentimento de incapacidade por parte do surdo.
A experiência com ouvintes se torna a porta para que os surdos possam conhecer outras culturas, sendo uma experiência positiva, uma vez que os ouvintes já estão apropriados de diversas culturas através das mídias sociais.
A relação com ouvintes pode ser um limiar no processo de aceitação, uma vez que o surdo pode se sentir inferior ou deslocado. Portanto, é necessário que, através do modelo bilíngue de educação, os surdos estejam em contato com outros surdos, para que sua identidade seja fortalecida.
A relação com a comunidade ouvinte e as dificuldades que esta interação pode representar pode contribuir para que os surdos reconheçam e assumam sua identidade, uma vez que a interação com o grupo majoritário também impulsiona o reconhecimento da identidade.
Da mesma forma como é importante que crianças com síndrome de down estejam em contato com outras crianças sem a síndrome, para que sejam desafiadas a ir além das suas limitações, crianças surdas devem conviver com crianças ouvintes para que possam aprimorar suas habilidades cognitivas.
Sobre o Projeto de Lei (PL) n° 1.231/2019 e suas alterações, a respeito da prestação de concurso público por uma pessoa surda, assinale a alternativa correta.
A formação de docentes para o ensino de Libras nas séries finais do ensino fundamental, no ensino médio e na educação superior deve ser realizada em nível superior, em curso de graduação de licenciatura plena em Letras: Libras ou em Letras: Libras/Língua Portuguesa como segunda língua.
Todos os cursos de licenciatura, nas diferentes áreas do conhecimento, o curso normal de nível médio, o curso normal superior, o curso de Pedagogia e o curso de Educação Especial são considerados cursos de formação de professores e profissionais da educação para o exercício do magistério.
A Libras deve ser inserida como disciplina curricular obrigatória nos cursos de formação de professores para o exercício do magistério, em nível médio e superior, e nos cursos de Fonoaudiologia, de instituições de ensino, públicas e privadas, do sistema federal de ensino e dos sistemas de ensino dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
O edital deverá facultar ao candidato surdo ou com deficiência auditiva os seguintes procedimentos, indicando a forma e o momento em que deverão ser requeridos pelo interessado: I – realização das provas objetivas e discursivas do concurso em Libras; II – solicitação do auxílio de intérprete em Libras para permitir seu acesso ao conteúdo das provas, independentemente da forma como estas forem aplicadas; III – solicitação de tempo adicional para a realização das provas.
Considera-se pessoa surda aquela que, por ter perda auditiva, compreende e interage com o mundo por meio de experiências visuais, manifestando sua cultura principalmente pelo uso da Língua Brasileira de Sinais - Libras. Parágrafo único. Considera-se deficiência auditiva a perda bilateral, parcial ou total, de quarenta e um decibéis (dB) ou mais, aferida por audiograma nas frequências de 500Hz, 1.000Hz, 2.000Hz e 3.000Hz.
“Estamos desenvolvendo estudos sobre aquisição bilíngue bimodal por crianças Kodas e por crianças surdas com implante coclear (IC) que possuem acesso irrestrito ou restrito à língua de sinais, e que receberam e ativaram o IC precocemente (entre 2 e 4 anos de idade). As crianças surdas com IC, filhas de pais surdos, possuem acesso irrestrito à língua de sinais, enquanto que, as crianças surdas com IC, filhas de pais ouvintes, possuem um acesso restrito à língua de sinais (a exposição à língua de sinais geralmente é menor, pois os pais estão iniciando a aprendizagem da língua de sinais, e a criança interage com usuários da língua de sinais em outros contextos fora do lar). Dessa forma, para essas crianças o processo de aquisição da linguagem ocorre desde o nascimento ou muito cedo, por meio da língua de sinais e o atraso no início do processo de aquisição da linguagem é evitado. Nesses casos, a criança surda tem a oportunidade de desenvolver-se linguisticamente de forma esperada (normal), pois entre o período de diagnóstico da perda auditiva e realização da cirurgia para colocação do IC, ativação do mesmo, mapeamento (regulagens) e 'real acesso' à língua oral a criança tem acesso à língua de sinais por meio de interações com nativos ou não-nativos fluentes.” (QUADROS, 2016)
Quando a pesquisadora faz uso do conceito de normalidade em relação a criança surda que recebeu implante coclear ela pretende:
explicar que para as pessoas surdas a sinalização, ainda que sejam pessoas com implante coclear, representa no território da cultura da linguagem a normalidade porque, sendo o ser humano alguém que nasce apto a “falar”, será inato na pessoa surda a potencialidade do pensar, comunicar-se e interagir no mundo por meio das línguas sinalizadas.
explicar que para as pessoas surdas a oralização, ainda que sejam pessoas com implante coclear, representa no território da cultura da linguagem a normalidade porque, sendo o ser humano alguém que nasce apto a “falar”, será inato na pessoa surda a potencialidade do pensar, comunicar-se e interagir no mundo por meio das línguas sinalizadas.
explicar que para as pessoas surdas a leitura labial, ainda que sejam pessoas com implante coclear, representa no território da cultura da linguagem a normalidade porque, sendo o ser humano alguém que nasce apto a “falar”, será inato na pessoa surda a potencialidade do pensar, comunicar-se e interagir no mundo por meio das línguas sinalizadas.
explicar que para as pessoas surdas a gestualidade, ainda que sejam pessoas com implante coclear, não representa no território da cultura da linguagem a normalidade porque, sendo o ser humano alguém que nasce apto a “falar”, será inato na pessoa surda a potencialidade do pensar, comunicar-se e interagir no mundo por meio das línguas sinalizadas.
explicar que para as pessoas surdas a mímica, ainda que sejam pessoas com implante coclear, representa no território da cultura da linguagem a normalidade porque, sendo o ser humano alguém que nasce apto a “falar”, será inato na pessoa surda a potencialidade do pensar, comunicar-se e interagir no mundo por meio das línguas sinalizadas.
O conceito do ouvintismo foi amplamente debatido por pesquisadores como Strobel (2013), Perlin (2016) e Skliar (1998, 2016). Ouvintismo é definido como
uma maneira de surdos oralizados se relacionarem com a sociedade ouvinte, tornando-a mais acessível e habitável, desde que adaptados com suas percepções visuais.
um método pedagógico que considera que ouvintes podem ensinar surdos, desde que usem a metodologia da comunicação total, sem a necessidade de normalização.
um conjunto de representações dos ouvintes, a partir do qual o surdo está obrigado a olhar-se e narrar-se como se fosse ouvinte. Nessa concepção, o surdo, para estar integrado à sociedade, precisa se adaptar à cultura ouvinte, porque somente assim pode viver “normalmente”.
um conjunto de representações possíveis e aceitáveis dentro da cultura surda, que se molda de acordo com maior ou menor representatividade cultural assumida pelo sujeito.
discursos sociais que veem sujeitos surdos como capazes e não como deficientes. A partir de suas potencialidades, podem adquirir a língua de sinais e a língua oral.
Em 1880, o Congresso de Milão votou pela adoção do método oral de ensino para pessoas surdas. Na época, escolas públicas de ensino para surdos que utilizavam a língua de sinais como meio de instrução eram bem-sucedidas. Os motivos que estavam por trás da decisão dos participantes do Congresso, segundo Skliar (1997), eram
religiosos, de pastores protestantes que tinham interesse na evangelização e conversão dos surdos.
políticos, que visavam as unificações nacionais através das línguas nacionais.
científicos, já que acadêmicos surdos oralizados defendiam a superioridade das línguas orais.
humanistas, visto que defensores dos direitos humanos advogavam por uma educação igualitária para todos.
culturais, pois professores surdos e ouvintes acreditavam que os surdos só poderiam se integrar culturalmente a partir das línguas orais.
A França do século XVIII estava fervilhando, o chamado terceiro estado se rebelava contra o primeiro e segundo estados. Nesta época de muitas mudanças sociais, foi criada a primeira Escola Pública para Surdos em Paris, em 1760. O professor
ouvinte Ponce de León e um conjunto de alunos surdos oralizados advindos de várias camadas sociais é que viabilizaram a criação de tal instituição.
surdo abade de L’Épée e um conjunto seleto de surdos advindos de ricas famílias é que viabilizaram a criação de tal instituição.
ouvinte abade L’Épée e um conjunto de surdos ditos pobres recolhidos nas ruas de Paris é que viabilizaram a criação de tal instituição.
surdo Ponce de León e um conjunto de surdos ditos pobres recolhidos nas ruas de Paris é que viabilizaram a criação de tal instituição.
ouvinte abade de L’Épée e um conjunto seleto de surdos advindos de ricas famílias é que viabilizaram a criação de tal instituição.
A história da educação de surdos foi marcada por diferentes momentos e correntes. A esse respeito, é correto afirmar:
O atual Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines) tem sua grade curricular voltada a uma metodologia oralista para o desenvolvimento de linguagem de pessoas surdas.
Foi aprovado, no Congresso de Milão em 1880, um fórum de debate mundial sobre a educação de surdos, que tinha por objetivo a proibição do método oralista e o incentivo à língua de sinais.
O método oralista defende que os professores utilizem a língua de sinais como forma básica da comunicação do surdo, sem o objetivo de ensinar a língua utilizada pela comunidade predominante de ouvintes.
O modelo da educação bilíngue contrapõe-se ao modelo oralista porque o modelo bilíngue considera o canal visual-gestual de fundamental importância para aquisição da linguagem da pessoa surda.
Tanto o modelo da educação bilíngue quanto o modelo da comunicação total advogam que a língua portuguesa e a libras sejam apresentadas ao surdo mantendo suas características próprias, sem se misturarem.
“Tem como foco de estudo a significação.”
“Estuda os aspectos relacionados à estrutura da frase.”
Acerca dos aspectos linguísticos da Libras, estamos diante de quais conceitos, respectivamente:
fonologia e semântica.
morfologia e sintaxe.
semântica e sintaxe.
fonologia e morfologia.
sintaxe e semântica.
Os sentidos têm as mesmas características e potencialidades para todas as pessoas. Quais informações são mais desenvolvidas pelas pessoas cegas porque elas recorrem a esses sentidos com mais frequência para decodificar e guardar na memória as informações:
Visão, paladar, equilíbrio e magnético.
Tátil, auditiva, sinestésica e olfativa.
Termocepção, zona de disparo quimioceptor emético.
Sensor magnético, nonicepção e propriocepção.
Paladar, auditiva, tátil e olfativa.
Conforme Strobel (2008), a cultura surda é a maneira de o sujeito surdo compreender o mundo e de modificá-lo a fim de torná-lo acessível e habitável, ajustando-o com suas percepções visuais, que contribuem para a definição de identidades surdas e das almas das comunidades surdas. Isso significa que ela, além de costumes e hábitos do povo surdo, envolve:
I. Língua.
II. Ideias.
III. Crenças.
IV. Escola.
Quais estão corretas?
Apenas IV.
Apenas I e II.
Apenas II e III.
Apenas I, II e III.
Apenas I, III e IV.
Segundo Quadros (2004), sobre o intérprete de língua de sinais, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) É o profissional que domina a língua de sinais e a língua falada do país, sendo qualificado para desempenhar a função de intérprete.
( ) No Brasil, o intérprete deve dominar a língua brasileira de sinais e a língua portuguesa. Também poderá dominar outras línguas, como o inglês, o espanhol, a língua de sinais americana e, ainda, fazer a interpretação para a língua brasileira de sinais ou vice-versa (como por exemplo conferências internacionais).
( ) Além do domínio das línguas envolvidas no processo de tradução e interpretação, o profissional precisa ter qualificação específica para atuar como tal. Isso significa ter o domínio dos processos, dos modelos, das estratégias e das técnicas de tradução e interpretação.
( ) É recomendado que o profissional intérprete também deve ter formação específica na área de sua atuação (como por exemplo a área da educação).
A sequência está correta em
F, F, F, V.
F, V, F, F.
V, V, V, F.
V, V, V, V.
Ter Identidade ____________ é estar no mundo visual e desenvolver sua experiência na Língua de Sinais.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.
de Transição
Flutuante
Híbrida
Surda
Inconformada
A Lei nº 13.146/2015, e suas alterações, no Art. 30, expõe que, “nos processos seletivos para ingresso e permanência nos cursos oferecidos pelas instituições de ensino superior e de educação profissional e tecnológica, públicas e privadas, devem ser adotadas algumas medidas. Dentre essas medidas está
a adoção de critérios de avaliação das provas escritas, discursivas ou de redação que considerem a singularidade linguística da pessoa com deficiência, no domínio da modalidade escrita da língua portuguesa.
o atendimento comum à pessoa com deficiência nas dependências das Instituições de Ensino Superior (IES) e nos serviços.
a oferta de profissionais sem formação específica, mas com interesse na área.
a disponibilização de provas em formatos comuns e iguais para todos os candidatos, sem atendimento às necessidades específicas do candidato com deficiência.
a disponibilização de formulário de inscrição comum de exames sem campos específicos para que o candidato com deficiência informe os recursos de acessibilidade e de tecnologia assistiva necessários para sua participação.