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A Lei nº 13.146/2015, e suas alterações, em seu Art. 27, expõe que “A educação constitui direito da pessoa com deficiência, assegurado sistema educacional inclusivo em todos os níveis e aprendizado ao longo de toda a vida, de forma a alcançar o máximo desenvolvimento possível de seus talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e sociais, segundo suas características, interesses e necessidades de aprendizagem”. De acordo com essa Lei, assegurar educação de qualidade à pessoa com deficiência é dever
da Direção da escola, dos professores, da comunidade e da sociedade militar.
dos Professores, da sala de recursos, da comunidade religiosa e da assistência social.
do Prefeito, da assistência social, da comunidade municipal e da sociedade de integração.
do Estado, da família, da comunidade escolar e da sociedade.
do Atendimento especializado, da mãe, do pai e da comunidade dos deficientes.
Na história da educação dos surdos, houve um acontecimento considerado extremamente trágico, que causou grande atraso no desenvolvimento e na ampliação dos estudos dos sinais, em que foi determinada a proibição da língua de sinais e foi imposto o método oral como o mais adequado para ser trabalhado nas escolas de surdos, sob a alegação de que, de outra forma, os surdos ficariam “com preguiça” de falar. Nesse acontecimento, houve a influência de um importante inventor. Considerando o exposto, assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, qual foi esse evento, quando ele aconteceu e quem é o referido inventor.
Declaração de Salamanca – 1994 – Valerie Sutton.
Conferência de Jomtien – 1990 – Willian Stokoe.
Conferência Mundial sobre Educação Especial – 1884 – Unesco.
Declaração Mundial de Educação para Todos – 1890 – Sueli Fernandes.
Congresso de Milão – 1880 – Alexander Graham Bell.
Segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Especial (1998), a educação inclusiva “implica uma nova postura da escola comum [...] que propõe ações que favoreçam a integração social e sua opção por práticas heterogêneas”. Constituem princípios da educação inclusiva, EXCETO:
Acessibilidade.
Currículo adaptado
Gestão participativa.
Homogeneidade.
A inclusão do aluno com surdez deve acontecer desde a educação _________ até a educação ________, garantindo- lhe, desde cedo, utilizar os recursos de que necessita para superar _________ no processo educacional e usufruir seus direitos escolares, exercendo sua cidadania, de acordo com os princípios ________ do nosso país.
infantil … elementar … a deficiência … políticos
elementar … de nível médio … as barreiras … constitucionais
infantil … de nível médio … a deficiência … religiosos
infantil … superior … as barreiras … constitucionais
elementar … superior … as barreiras … religiosos
Os recursos computacionais de Tecnologia Assistiva, de hardware (equipamentos) e de software (programas) podem promover a funcionalidade de alunos com deficiência na realização de atividades escolares. Em relação a esses recursos, é CORRETO afirmar:
Computadores portáteis podem ser aliados na realização autônoma de uma variedade de atividades que envolvam anotações, cálculo, desenhos, exercícios diversos, comunicação com o professor e com os colegas.
Aos teclados convencionais é possível acoplar protetores de teclas para facilitar o acionamento das teclas correspondentes às letras do alfabeto.
Entre os teclados alternativos, pode-se citar hardware que oferece alternativa para acionamento de teclas, simulando o funcionamento do teclado convencional no todo ou em parte.
Scannes com sistema de reconhecimento óptico de caracteres são ferramentas úteis na digitalização de livros quando estes já estão disponíveis em formato digital.
A cultura surda deve ser compreendida na perspectiva da diferença e considerada uma atividade na qual os símbolos e práticas são apreendidos visualmente. Nesse sentido, compreende-se que a escrita, aprendida por ouvintes por signos audíveis, é desenvolvida por meio de signos visuais. Todavia, aspectos visuais no processo de ensino e aprendizagem do sujeito surdo ainda são bastante desconsiderados pela cultura dominante, que elege a identidade ouvinte como modelo desejado e imposto aos surdos. O que interfere na forma do surdo existir e aprender e reforça numa visão corretiva do surdo, sendo esse compreendido como deficiente.
Escolha a alternativa correta sobre o aprendizado da leitura e escrita por surdos.
Os surdos realizam uma construção simbólica da leitura e da escrita de forma natural, do mesmo modo que as pessoas ouvintes. Dessa maneira, ao considerar sujeito o surdo bilíngue, deve-se inseri-lo no processo de aprendizagem da leitura e escrita, de modo que possa realizar uma análise do som das palavras e assim superar os erros cometidos, que são motivados pela influência da estrutura linguística da Língua de Sinais.
Os surdos ainda demandam esforços demasiados para ler e escrever. Isso se deve ao fato da falta de um trabalho pedagógico bilíngue, pautado no ensino da Língua Portuguesa, por meio do pensamento visual, desvencilhado de práticas que valorizam, por exemplo, a utilização da epistemologia das palavras.
Para que o ensino da língua escrita ocorra com êxito, a criança surda deve estar exposta a práticas discursivas que utilizem a Língua Portuguesa em uso, sem artificialidades. Dessa forma, o melhor ambiente para que isso ocorra é a escola regular com intérprete de Libras, pois as pessoas surdas precisam do parâmetro ouvinte de ensino-aprendizagem, para se afastarem da visão de deficiência e apropriarem-se de suas potencialidades, de modo a se adequar na sociedade majoritariamente ouvinte, com as mesmas habilidades.
A dificuldade dos surdos para ler e escrever se deve ao fato de a Língua de Sinais interferir no processo de ensino da Língua Portuguesa escrita. Dessa forma, os surdos necessitam de um ensino bilíngue, que estimule uma mistura entre a cultura ouvinte e a cultura surda para que ocorra, por meio desse aprendizado e aproximação, o desenvolvimento de uma construção simbólica análoga à da pessoa ouvinte.
É importante reconhecer a especificidade do intérprete educacional, como um profissional que se diferencia dos demais intérpretes. Isso ocorre pelo fato de seu trabalho não se deter somente nas práticas de tradução entre dois idiomas de modalidades diferentes, mas de precisar envolver-se nas práticas educacionais, a fim de favorecer a aprendizagem do aluno surdo. O intérprete educacional deve intermediar as relações entre professor/aluno e aluno ouvinte/aluno surdo.
Escolha a alternativa correta, que condiz com o papel do intérprete educacional em sala de aula:
O intérprete educacional deve realizar escolhas ativas sobre o que deve traduzir; colaborar com os docentes trazendo atividades complementares às aulas e explicações; elencar exemplos visuais de conteúdos explicados pelo professor e inseri-los durante a tradução/ interpretação; decidir quais são os conteúdos mais adequados à aprendizagem dos estudantes surdos, de acordo com os conhecimentos linguísticos dos estudantes.
O intérprete educacional deve evitar omissões, distorções e acréscimos de informações e de conteúdo; estar atento para que os estudantes surdos participem das aulas; informar aos professores sobre dificuldades/facilidades dos estudantes surdos, a fim de garantir ações pedagógicas mais assertivas; colaborar com informações e observações acerca dos conhecimentos dos professores sobre a surdez e a abordagem de temas diversos.
O intérprete educacional deve garantir que questões metodológicas sejam revistas e que o espaço socioeducacional seja adequado às necessidades das pessoas surdas. Dessa forma, mais que traduzir de um idioma para outro, esse profissional deve planejar as aulas, juntamente com o professor de área, e decidir sobre os conteúdos adequados para o desenvolvimento e para a avaliação dos alunos.
O intérprete educacional deve estar inserido na equipe educacional e suas opiniões são tão importantes quanto à de qualquer outro profissional que atua no espaço escolar. Assim, sua presença garante que a educação de surdos ocorra numa perspectiva inclusiva quando este, ciente de sua responsabilidade, pensa em envolver modos de tornar os conteúdos acessíveis aos alunos, o que implica, algumas vezes, reformular aulas dos professores e trazer atividades que complementem as explicações e/ou conteúdos abordados.
O traduzir e o interpretar, o tradutor e o intérprete e a tradução e a interpretação são polos que se entrelaçam, ao mesmo tempo em que se distinguem. No excerto apresentado, o autor argumenta que a distinção reside entre
o texto escrito e o texto falado.
o discurso sinalizado e o discurso oralizado.
a palavra dita e a palavra pensada.
a língua fonte e a língua alvo.
Sobre a educação inclusiva para pessoas surdas, é CORRETO afirmar.
De acordo com a Declaração de Salamanca (1994), a importância da língua de sinais como meio de comunicação entre os surdos deveria ser reconhecida e provisão deveria ser feita no sentido de garantir que todas as pessoas surdas tenham acesso à educação em sua língua nacional de sinais, porém sempre em salas de escolas comuns/regulares.
Na França, a Educação bilíngue para surdos, funciona através de dois modelos: de classes, apenas para surdos, inseridas em escolas regulares e de alunos surdos incluídos em classes de maioria ouvinte.
O documento do Atendimento Educacional Especializado intitulado: “A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar: abordagem bilíngue na escolarização de pessoas com surdez” (2010) propõe que o ensino de Português como 2ª língua aconteça no contraturno e com a mediação da Libras.
Segundo dados do INEP/MEC, entre 2006 e 2009, foram fechadas 13.552 vagas em classes e escolas específicas para alunos surdos e com deficiência auditiva e apenas 4.450 novas matrículas de alunos surdos e com deficiência auditiva surgiram em classes comuns do ensino regular, o que nos permite dizer que, entre 2006 e 2009, 9.102 alunos surdos e com deficiência auditiva foram excluídos do sistema escolar.
Leia os trechos abaixo para responder à questão.
Para a aplicação de provas a alunos surdos alguns recursos são legalmente amparados no Decreto nº 5.626/2005 e na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, nº 13.146/2015, como: o profissional tradutor e intérprete de Libras, a dilatação do tempo e ainda uma avaliação coerente ao aprendizado da Língua Portuguesa como segunda língua.
A posição ocupada pelo ILS em exames e provas não é clara o suficiente devido sobretudo aos aspectos linguísticos que situam esse profissional como um recurso (ainda que humano) com limitações quanto a sua interferência na realização da prova.
A respeito do tema exposto acima, escolha a alternativa correta que aponta o modelo mais adequado de uma prova a ser aplicada para um aluno surdo.
A prova deve ser ofertada na língua majoritária da maioria dos participantes.
A prova deve ser apenas traduzida e a escrita da Língua Portuguesa com correção flexibilizada.
A prova deve ser redigida em Língua Portuguesa.
A prova deve ser construída num formato bilíngue/bicultural, com versão em Libras e em Língua Portuguesa.
Owen Wrigley (1996) afirma que a “Surdez é um tema de epistemologia e não de audiologia”. Sobre essa afirmativa, é CORRETO afirmar.
O autor busca na metafísica, na lógica e na filosofia da ciência elementos para explicar a surdez
Essa afirmativa coincide com a perspectiva dos Estudos Culturais.
A surdez é uma questão de Epistemologia, ou seja, de conhecimento científico e não de senso comum.
Ao usar o termo “Epistemologia”, o autor refere-se à epistemologia genética, proposta por Piaget, ou seja, trata-se de um conhecimento que não é inato, mas construído pelo indivíduo a partir de suas interações com o meio.
A fonologia, de acordo com Quadros (2004, p.20), na obra que compõe o programa nacional de apoio à educação de surdos, intitulada “O tradutor e intérprete de Língua brasileira de sinais e língua portuguesa”, é:
Compreendida como a parte da ciência linguística que analisa as unidades mínimas sem significado de uma língua e a sua organização interna. Quer dizer, em qualquer língua falada, a fonologia é organizada baseada em um número restringido de sons que podem ser combinados em sucessões para formar uma unidade maior, ou seja, a palavra.
Nessa mesma direção, a autora explica a fonologia na língua de sinais como
a configuração de mãos, juntamente com a localização em que os sinais são produzidos, sendo o movimento e a direção as unidades menores que formam as palavras.
um número restringido de sons que podem ser combinados em sucessões para formar uma unidade maior, ou seja, a palavra/sinal.
um número restringido de sinais que podem ser combinados com a configuração de mãos e a expressão facial, relação que forma um sinal.
a configuração de mãos, os sons de cada unidade, os movimentos e a direção se tornam as unidades menores que formam as palavras.
Sobre a legislação relacionada à educação de surdos e a Libras, é correto afirmar.
De acordo com o Decreto nº 5626/05, as escolas não podem adotar mecanismos alternativos para a avaliação de surdos, tais como provas em Libras.
O Decreto nº 5626/05 estabelece que os alunos surdos da educação infantil e anos iniciais do fundamental devem ser inseridos em escolas e classes de educação bilíngue, com professores bilíngues, entendendo que escolas ou classes de educação bilíngue são aquelas em que a Libras e a modalidade escrita da Língua Portuguesa sejam as línguas de instrução.
De acordo com o Decreto nº 5626/05, a formação de docentes para o ensino de Libras no Ensino Fundamental, no ensino médio e na educação superior deve ser realizada em nível superior, exclusivamente em curso de graduação de licenciatura plena em Letras Libras ou em Letras: Libras/Língua Portuguesa como segunda língua.
De acordo com o Decreto nº 5626/05, a Libras deve ser ofertada como disciplina curricular obrigatória nos cursos de formação de nível superior, de licenciatura e bacharelado.
A escola será determinante para o desenvolvimento cognitivo e social infantil e, portanto, para o curso posterior de sua vida. É na escola que se constrói parte da identidade de ser e pertencer ao mundo; nela adquirem-se os modelos de aprendizagem, a aquisição dos princípios éticos e morais que permeiam a sociedade; na escola depositam-se as expectativas, bem como as dúvidas, inseguranças e perspectivas em relação ao futuro e às suas próprias potencialidades.
Sobre a educação de surdos, portanto, podemos dizer que:
A escola é o principal grupo social de construção da identidade da pessoa surda
O desenvolvimento cognitivo na escola dependerá do ambiente familiar em que a criança está inserida. Portanto, crianças surdas filhas de pais ouvintes que não sabem Libras, dificilmente terão um bom desempenho na escola
Para a criança surda, a escola passa a ser secundária, pois o contato com a comunidade surda fora da escola é primordial no processo de apropriação linguística e cultural da pessoa surda
Estas experiências são vividas pela criança surda através da intermediação do intérprete de Libras educacional, que deve acompanhar a criança, não só na sala de aula, mas na interação da criança surda com as crianças ouvintes, e até mesmo com outras crianças surdas
A escola bilíngue é um ambiente favorável para o fortalecimento da identidade surda da criança, uma vez que sua língua e cultura são respeitadas e fomentadas em todas as atividades escolares
Avalie as afirmações abaixo, sobre os artefatos culturais do Povo Surdo.
II.
I e III.
II e IV.
II, III e IV.
I, III e IV.
Em se tratando da inclusão, esta requer do professor uma formação sólida. No caso particular da surdez, essa formação deve conter aspectos específicos que são:
conhecimento de uma língua comum, de uma cultura própria e de metodologias diferenciadas para o ensino dos conteúdos escolares.
conhecimento de uma língua diferenciada (LIBRAS), de uma cultura própria e de metodologias diferenciadas para o ensino dos conteúdos escolares.
conhecimento de uma cultura própria e de metodologias diferenciadas para o ensino dos conteúdos escolares.
conhecimento de metodologias diferenciadas para o ensino dos conteúdos escolares e da pedagogia bilíngue.
conhecimento de formas alternativas de comunicação, de uma identidade própria e de metodologias diferenciadas para o ensino dos conteúdos escolares.
A melhor caracterização do Atendimento Educacional Especializado na perspectiva dos fundamentos legislativos brasileiros é a seguinte:
É um serviço que se ocupa em identificar, elaborar e organizar recursos pedagógicos e acessibilidade voltados para o atendimento das necessidades específicas dos alunos.
É uma modalidade de atendimento oferecido concomitantemente às atividades da sala de aula regular.
É uma metodologia de ensino voltada para o atendimento das necessidades específicas dos alunos.
É uma modalidade de integração do aluno às classes regulares.
É uma estratégia de organização da sala de aula inclusiva.
A assertiva que NÃO corresponde a uma visão adequada sobre as filosofias usadas para a educação dos surdos é:
na perspectiva do Bilinguismo, o surdo precisa almejar uma vida semelhante ao ouvinte, podendo aceitar ou não a surdez.
no Bilinguismo os surdos formam uma comunidade, com cultura e línguas próprias.
no Oralismo a surdez é percebida como uma deficiência que deve ser minimizada pela estimulação auditiva.
na Comunicação Total a língua de sinais não pode ser utilizada simultaneamente com o português.
na Comunicação Total não se privilegia o fato da língua de sinais ser natural e carregar uma cultura própria.