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Analise as afirmativas sobre alunos cegos e com baixa visão, assinalando com (V) as verdadeiras e (F) as falsas.
( ) O processo educativo de pessoas com baixa visão se desenvolverá, principalmente, por meio do tato, ainda que com a utilização de recursos específicos.
( ) Segundo o Conselho Internacional de Educação de Deficiência Visual - Organização Mundial de Saúde (OMS), baixa visão é o comprometimento do funcionamento visual em ambos os olhos, mesmo após tratamento e ou correção de erros refracionais comuns.
( ) Ao avaliar uma pessoa com baixa visão, deve-se seguir somente os critérios visuais incluídos na Classificação Internacional das Doenças (CID).
( ) Do ponto de vista educacional, deve-se evitar o conceito de cegueira legal, utilizada apenas para fins sociais, pois não revela o potencial visual útil para execução de tarefas.
A sequência CORRETA é:
F, V, F, V.
F, F, V, F.
V, V, F, F.
V, F, V, F.
Os usuários finais, alunos e professores, têm papel bastante importante na promoção da acessibilidade na web. Considere as dicas para que os conteúdos publicados por eles fiquem acessíveis, assinalando (V) para as verdadeiras e (F) para as falsas:
( ) Descartar do texto imagens e animações, incluindo gráficos e diagramas, visando a tornar seu conteúdo acessível aos leitores de telas.
( ) A presentar transcrição em texto ou em Braille para o áudio, e descrição para os vídeos em apresentações multimídia.
( ) A dotar linguagem que favoreça a compreensão por todos os envolvidos.
( ) Criar tabelas que tenham uma navegação compreensível aos alunos usuários de leitores de telas.
A sequência CORRETA é:
F, F, V, V.
F, V, F, F.
V, V, F, F.
V, F, V, F.
Uma vez diagnosticada a surdez, muitos outros aspectos que compõem o quadro podem oferecer grande influência na aquisição da Libras, por exemplo, o momento da aquisição da surdez. Em relação ao momento da aquisição, uma surdez é considerada pré-linguística quando é
adquirida após os 4 anos de idade.
superior a 70 dB.
superior a 45 dB.
inferior a 91 dB.
adquirida antes dos 4 anos de idade.
Sobre surdez e o sujeito surdo, analise as afirmativas a seguir.
I. Os sujeitos surdos não diferenciam uns dos outros pelo grau de surdez.
II. A surdez é vista como uma deficiência de acordo com o viés cultural.
III. O surdo, quando não é obrigado a olhar-se como ouvinte, se enquadra nos moldes ouvintistas. IV. O tipo de surdez pode ser condutiva, neurossensorial ou mista.
Assinale
se somente a afirmativa I estiver correta.
se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
se somente as afirmativas I e IV estiverem corretas.
se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
se somente as afirmativas II e IV estiverem corretas.
O termo “identidades surdas flutuantes” designa os sujeitos surdos que:
valorizam e reconhecem a importância da cultura surda para a formação da sua identidade.
desconhecem a cultura surda ou são indiferentes a ela.
ora se identificam como sujeitos surdos, ora confundem-se com falantes.
Nenhuma das alternativas.
O ensino de língua portuguesa para alunos surdos deve estar pautado em uma metodologia que:
permita a formação social, político, emocional e cultural do aluno.
que contemple as diferenças entre língua oral e libras, a partir de suas formas e estruturas.
permita a cada aluno identificar sua própria maneira de aprender.
Nenhuma das alternativas.
Cada processo cognitivo acontece de maneira progressiva e temporal, de modo que é a formação de uma estrutura neurológica em etapas sucessivas que suporta o sistema cognitivo e sem o amadurecimento necessário dessa estrutura, o conhecimento, enquanto habilidade lógica para interagir com os objetos da experiência, perde autonomia.
Ou seja:
Questões fisiológicas que envolvem o amadurecimento das funções neurais podem afetar a maneira como as crianças surdas se desenvolvem, o que justifica o fato de que muitas crianças surdas não evoluírem cognitivamente
Quanto uma criança surda aprende Libras, automaticamente suas funções cognitivas se desenvolvem, tornando outras ciências como a matemática e as ciências naturais obsoletas
Quando a criança surda não passa por experiências de aquisição, por meio do contato com o ambiente e com outras pessoas, o processo de desenvolvimento cognitivo e linguístico se compromete
Crianças surdas que não sabem Libras não tem autonomia para tomar decisões, ou para suprir suas necessidades básicas como se alimentar
Objetos, como bolas, bonecos e dados, são essenciais para aquisição da Libras
O atual Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES) foi criado em meados do século XIX por iniciativa do surdo francês E. Huet, tendo como primeira denominação Collégio Nacional para Surdos-Mudos, de ambos os sexos. O colégio começou a funcionar em 1º de janeiro de 1856, mesma data em que foi publicada a proposta de ensino apresentada por Huet. Essa proposta continha as disciplinas de Língua Portuguesa, Aritmética, Geografia, História do Brasil, Escrituração Mercantil, Linguagem Articulada, Doutrina Cristã e Leitura sobre os Lábios.
Ainda sobre o INES, assinale a alternativa correta:
E. Huet realizou estudos no Instituto Nacional dos Surdos de Paris. Ao finalizar os estudos, partiu para o Brasil para fundar o que seria a primeira escola para surdos na América, o INES
A língua de sinais praticada pelos surdos no Instituto – de forte influência francesa, em função da nacionalidade de Huet – foi espalhada por todo Brasil pelos alunos que regressavam aos seus Estados ao término do curso
O INES foi responsável pela chegada da Libras ao Brasil. Antes disso, outros sistemas gestuais já existiam, espalhados pelo Brasil, e os surdos se comunicavam através dos gestos com familiares e amigos. A partir do ensino da Libras pelo INES, os surdos começaram a desenvolver uma língua, de fato
O INES é referência em educação de surdos no Brasil desde a sua inauguração, por levar em conta a língua de sinais, não se deixando influenciar por modelos de educação que se distanciam da Libras, como o Oralismo, por exemplo
Em 1980, o INES fechou as portas, devido às decisões tomadas no Congresso de Milão, referentes à proibição do uso das línguas de sinais. Somente em 26 de setembro de 1930, com o fim da república velha, o INES foi reinaugurado pelo então presidente Getúlio Vargas
As assertivas abaixo se referem a Diretrizes norteadoras para propostas educacionais que atendam às necessidades educativas do surdo, EXCETO:
formação continuada específica para intérprete educacional, uma vez que esse profissional participa do processo escolar do aluno surdo.
esclarecimento à família sobre o trabalho pedagógico desenvolvido pela escola.
promoção da aprendizagem e aprimoramento da leitura e escrita em língua portuguesa.
garantia de que o projeto político pedagógico da escola contemple adaptações necessárias ao aluno surdo.
utilização de atividades avaliativas de mesmo teor de complexidade para alunos surdos e alunos ouvintes.
No modelo de pensamento clínico-patológico, os familiares ouvintes procuram escolas em que a língua oral será a língua de instrução para os filhos surdos, pois acreditam que a escola para ouvintes é a melhor (ou a única) modalidade de ensino para as crianças surdas. Esses familiares acreditam que, como a criança surda usa aparelhos de amplificação sonora e faz tratamentos fonoaudiológicos, a surdez está sendo “curada” e, por isso, os filhos devem estudar em escolas para ouvintes, utilizando apenas a modalidade oral de comunicação.
Este pensamento se distancia da visão sócio-antropológica por:
Acreditar na oralização como modelo ideal para o desenvolvimento das pessoas surdas, deixando de lado o contato com a comunidade surda
Incentivar as crianças a usarem o aparelho auditivo, uma vez que estes recursos tecnológicos destinados à audição prejudicam o aprendizado da Libras
Pensar que crianças surdas devem ir para escolas cuja língua de instrução seja a língua oral, pois as crianças surdas devem ser ensinadas unicamente em escolas e instituições em que a língua de instrução seja a Libras, para que sua identidade e compreensão linguística sejam garantidas
Pensar somente nas questões voltadas para escola, uma vez que o desenvolvimento da criança está em torno de todos os ambientes em que ela está inserida, ou seja, família, ambiente religioso, espaços de convivência, ou seja, partir para uma perspectiva social, e não individual.
Pensar que a escola tem o papel de “curar” as crianças surdas. Para a visão sócio- antropológica esta “cura” deverá ser proporcionada por uma ação conjunta de todas as entidades sociais, não sendo a escola a única responsável
O Implante Coclear em crianças surdas é objeto de intenso questionamento na comunidade surda. Entre as diferentes críticas presentes nesse debate, pode-se destacar a ideia de “normalização da surdez”.
Com base na visão socioantropológica da surdez, o argumento que se alinha a essa ideia é o de que implante coclear
promove a inclusão do surdo na comunidade surda.
contribui para a construção de identidades surdas.
favorece o empoderamento político dos surdos.
visa a ouvintizar os surdos para torná-los mais próximos da identidade considerada padrão.
deve ser uma decisão somente da família e dos médicos.
O livro Reduction De Las Letras, Y Arte Para Ensenar a Ablar Los Mudos, considerado a primeira obra conhecida sobre educação de surdos, foi publicado no
século XVIII, com a criação dos Institutos de Surdos Europeus.
século XVII, antes da criação dos Institutos de Surdos Europeus.
século XIX, com a criação do Instituto de Surdos de Madri.
século XVII, com a criação do Instituto de Surdos da Alemanha.
século XIX, com a criação do Instituto de Surdos do México.
De acordo com a obra “Máscaras da Benevolência: a comunidade surda amordaçada” (LANE, 1992) é correto afirmar:
Lane acredita que há na história colonial da África termos de comparação com a história das comunidades surdas.
Os profissionais da saúde mental (Psicologia, Psiquiatria) afirmam que os surdos são iguais aos nativos africanos.
Na relação dos ouvintes com os surdos há forte presença do AUDISMO, mas não há evidências de Paternalismo.
Para Lane, as relações entre a instituição audista e o surdo são estabelecidas de forma a criar vantagens econômicas para o audista. Isso se aplica a ações na área da saúde, mas não aos serviços educacionais e de interpretação/tradução das línguas de sinais.
Lane compreende que os testes psicológicos aplicados nas pessoas surdas, embora sejam testes bem elaborados, não trazem resultados seguros, pois os examinadores não dominam a língua de sinais e, portanto, não conseguem interagir bem com o surdo no momento da aplicação do teste.
A situação bilíngue dos surdos é complexa porque:
os surdos não compreendem e nem falam o português.
falta uma política assistencialista para a diversidade.
a maioria das famílias desconhece a língua dos filhos.
sua capacidade cognitiva é inferior à dos ouvintes.
usam uma língua limitada, gestual e pantomímica.
Sobre o “Ouvintismo” é CORRETO afirmar.
Ouvintismo são práticas de opressão contra o surdo.
Para Strobel (2008), o Ouvintismo impacta a família e a escola, mas não impacta o próprio surdo.
Ouvintismo é um conceito proposto pelo pesquisador Carlos Skliar.
Para Skliar (1997), Ouvintismo é sinônimo de medicalização da surdez.
Sobre o conceito de Identidade e sobre as Identidades surdas, é CORRETO afirmar.
Para Perlin (1998), a “identidade surda híbrida” é aquela dos sujeitos nascidos surdos, mas que não aceitam a sua surdez.
Para Rosa (2012), o surdo costuma passar por 3 fases no processo de formação da identidade: negação da identidade, descoberta da identidade e fortalecimento da identidade.
Para Perlin (1998), a “identidade surda incompleta” é aquela dos surdos que nasceram ouvintes e têm forte relação com a língua portuguesa.