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Sobre Inclusão e Educação de surdos, é CORRETO afirmar.
As primeiras experiências de ensino para surdos, no século XVII, aconteceram em instituições religiosas que recebiam também estudantes com outras deficiências.
A Resolução Nº 001/2009 do Conselho Municipal de Educação de Juazeiro do Norte afirma em seu Artigo 8º que nas turmas em que houver estudantes com deficiência, inclusive surdez, o número de educandos deverá ser reduzido, considerando a seguinte composição: § 1º “O número máximo de estudantes com deficiência, superdotação ou transtorno global do desenvolvimento poderá ser até 04 (quatro) estudantes por turma”.
De acordo com a Declaração de Salamanca (1994), as crianças surdas e surdacegas têm necessidades particulares de comunicação e, portanto, sua educação pode ser mais adequadamente provida em escolas especiais ou em classes especiais.
No documento sobre a Política Nacional da Educação Especial, na perspectiva da Educação Inclusiva, está previsto o Atendimento Educacional Especializado para surdos inseridos na escola regular. Este atendimento deve ser feito apenas em Libras e Português escrito.
Marque o conceito a seguir que melhor define Tecnologia Assistiva
é uma área do conhecimento exclusiva das ciências exatas que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que dão mais autonomia, independência e qualidade de vida a pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida.
ou ajuda técnica: produtos, equipamentos, dispositivos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivem promover a funcionalidade, relacionada à atividade e à participação da pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida, visando à sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social.
é um recurso exclusivo das Novas Tecnologias de Informação e Comunicação que auxiliam as pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, visando à sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social.
é uma área exclusiva das ciências tecnológicas que tem como foco principal auxiliar, dá mais autonomia, independência e qualidade de vida a pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida.
é uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, direcionada exclusivamente à pessoa com deficiência objetivando a autonomia, independência, qualidade de vida, além da promoção da inclusão social das referidas pessoas.
Na prática o Atendimento Educacional Especializado para a pessoa com deficiência mental deve
ordenar o processo de construção do conhecimento, planejando o atendimento sistematicamente, obedecendo a uma sequência predefinida de conteúdos a serem assimilados.
ser ofertado sobretudo em uma instituição especializada onde devem ser disponibilizadas todas as oportunidades possíveis para que, nos espaços educacionais em que ele acontece, o aluno seja incentivado a se expressar, pesquisar, inventar hipóteses e reinventar o conhecimento livremente.
ser o mais subjetivo possível para incentivar o aluno com deficiência mental a se expressar, inventar hipóteses e reinventar o conhecimento livremente.
descartar o contato direto com os objetos a serem conhecidos, no sentido de fazer com que os alunos com deficiência mental percebam a capacidade que têm de pensar, de realizar ações em pensamento e de tomar consciência de que são capazes de usar a inteligência de que dispõem.
ofertar situações, envolvendo ações em que o próprio aluno teve participação ativa na sua execução e/ou façam parte da experiência de vida dele, proporcionando condições e liberdade para que o aluno com deficiência mental possa construir a sua cognição, dentro do quadro de recursos intelectuais que lhe é disponível, tornando-se agente capaz de produzir significado/conhecimento.
Na circunstância de não haver língua comum entre aluno surdo e professor regente ouvinte, a atuação do intérprete em sala de aula visa a
substituir o professor em sua ausência.
orientar o professor sobre como ele pode-se comunicar com o aluno
ensinar, em língua de sinais, a matéria dada pelo professor.
interpretar a matéria dada pelo professor.
tirar dúvidas do aluno quanto aos conteúdos curriculares.
Em relação aos alunos atendidos pela Educação Especial é CORRETO afirmar:
Passa a ser disseminado o conceito de necessidades educacionais especiais a partir da Declaração de Salamanca.
São considerados alunos com deficiência aqueles que têm impedimentos de longo prazo, de natureza física ou mental.
São considerados alunos com transtornos globais do desenvolvimento, os alunos com autismo, síndromes do espectro do autismo e Síndrome de Down.
A educação especial passa a construir a proposta pedagógica da escola, definindo como seu público-alvo somente os alunos com deficiência.
Lacerda (2010) argumenta que um processo de formação de intérpretes precisa se ocupar de peculiaridades inerentes ao nível de ensino no qual atuará o tradutor e intérprete de língua de sinais (TILS), de modo a possibilitar efetivas experiências de educação inclusivas bilíngues. Com relação ao tema, considere as seguintes afirmativas:
1. O trabalho de interpretação exige conhecimento da gramática da língua e dos diferentes usos e sentidos múltiplos da linguagem a partir das situações concretas de enunciação.
2. O cerne do trabalho da interpretação é a fidelidade ao texto original, garantindo que os sentidos em circulação nos discursos na língua de origem sejam os mesmos construídos na língua em que se traduz.
3. Conhecer a organização dos conteúdos curriculares a serem trabalhados e as metodologias mais utilizadas para ensiná-los deve ser objeto de estudo e discussão dos professores e dos intérpretes.
4. Conhecer os princípios da educação inclusiva e do bilinguismo para surdos é uma premissa da formação dos TILS.
Assinale a alternativa correta.
Somente a afirmativa 3 é verdadeira.
Somente as afirmativas 1 e 4 são verdadeiras.
Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras.
Somente as afirmativas 1, 2 e 4 são verdadeiras.
As afirmativas 1, 2, 3 e 4 são verdadeiras.
A respeito dos diferentes aspectos dos Estudos da Interpretação de Língua de Sinais, é correto afirmar:
O aspecto histórico, que é contemplado nessas publicações, destaca que a área ganhou visibilidade no Brasil a partir do I Congresso Nacional de Pesquisas em Tradução e Interpretação de Língua Brasileira de Sinais, realizado na UFSC, em outubro de 2008.
O aspecto cognitivo, contemplado por publicações nessa área, enfatiza que há maior esforço mental e necessidade de atenção na realização da interpretação consecutiva do que nas interpretações simultânea e sussurrada.
A formação básica oferecida pelo bacharelado em Letras Libras possibilita que o intérprete aprenda a consultar dicionários enquanto produz textos sinalizados.
O domínio da escrita possibilita ao intérprete desenvolver a sua competência linguística para assim perceber as sutilezas, nuanças e especificidades da expressão das línguas fonte e alvo.
Na sinalização, a tradução apresenta mais falhas e maior volume de sinais do que a interpretação.
A Lei da Libras n. 10.436/2002 e o Decreto que a regulamenta, n. 5.626/2005, trouxeram grandes avanços no que se refere à educação de surdos. Esses documentos legais abrem as portas para que as crianças sejam incluídas em salas de aula com a presença da Língua de Sinais.
Escolha a alternativa correta no que diz respeito à presença do Intérprete de Língua de Sinais nas salas de aula da Educação Infantil e no Ensino Fundamental.
As crianças estão em fase de aquisição de linguagem, têm a necessidade de construir conceitos básicos, de superar as barreiras entre o aprendizado da Libras e da Língua Portuguesa. Dessa forma, o profissional intérprete precisa dedicar-se ao máximo, pois será o profissional mais importante para viabilizar o desenvolvimento da criança. Sua prática deverá pressupor momentos em que possa trabalhar de maneira individual, principalmente quando as demais crianças estiverem envolvidas em atividades mais voltadas para ouvintes.
Nessa etapa da escolarização, a atuação do intérprete de Língua de Sinais mostra-se um tanto complexa. Além de atuar colaborando para que ocorra a estruturação interna da língua no aluno surdo, seu trabalho também contribui na construção de conceitos que se apresentam no cotidiano escolar. Muitos surdos, por causa do acesso tardio à Libras, e assim, da urgente necessidade de apropriar-se de conhecimentos em sua primeira língua, exigem muito do intérprete para obter todo tipo de informação.
O fato de o aprendizado da criança surda exigir o ensino de duas línguas, uma inacessível às crianças (Língua Portugues(A) e a outra ser utilizada como instrumento para passar o que a professora diz (Libras), requer do intérprete um trabalho árduo, mas que poderá se tornar mais tranquilo, gradativamente, à medida que os alunos surdos interagirem com os ouvintes obtendo assim mais informações e conhecimento de mundo. A educação bilíngue para surdos se pauta, principalmente, na premissa da inclusão na rede regular de ensino.
O ideal da educação bilíngue precisa pressupor o domínio da Libras como primeira língua e a construção de conceitos fundamentais, nessa língua. Isso é conquistado na escola regular com a presença do intérprete de Libras em todos os espaços e atividades, junto ao aluno surdo.
O intérprete de libras educacional precisa conhecer a história da educação de surdos para situar sua prática e avaliar como suas decisões interpretativas afetam o modelo de educação estabelecido na instituição de trabalho. As teorias educacionais para o ensino de surdos em ordem cronológica são:
Ouvintismo, Segregação, Oralismo, Bilinguismo.
Surdismo, Oralismo, Inclusão, Bilinguismo.
Oralismo, Comunicação Total, Inclusão, Bilinguismo.
Integração, Comunicação Total, Oralismo, Bilinguismo.
A modalidade Bilíngue é uma proposta de ensino usada por escolas que se sugerem acessar aos sujeitos surdos duas línguas no contexto escolar. As pesquisas têm mostrado que essa proposta é a mais adequada para o ensino de crianças surdas, tendo em vista que considera a língua de sinais como primeira língua e a partir daí se passam para o ensino da segunda língua que é o português, PODENDO ser na modalidade escrita ou oral.
Neste modelo de educação:
A presença do intérprete é essencial para que a criança surda tenha acesso, não só aos conteúdos ministrados em sala de aula, mas à socialização com o professor e demais colegas de classe
A língua de sinais é ensinada, tendo como objetivo o desenvolvimento da escrita da língua oral ou a própria oralização pela criança surda
As crianças surdas precisam ser postas em contato primeiro com pessoas fluentes na língua de sinais, sejam seus pais, professores ou outros
Professores ouvintes não podem atuar, uma vez que a criança surda necessita ter como referência um professor surdo, para que desenvolva não só a Libras, mas a sua identidade
Os surdos utilizam como primeira língua a Libras, o que implica que a exposição dos conteúdos, atividades e avaliação devem estar em Libras, sendo esta uma grande conquista para a comunidade surda, uma vez que o português passa a não fazer parte mais da educação dos surdos
João é surdo, filho de pais ouvintes. Até os 9 anos, ele nunca tinha visto nada relacionado à Libras. Aos 10 anos João conhece uma amiga de sua mãe que é intérprete de Libras e o leva para uma escola onde há vários outros alunos surdos. João começa a estudar nesta escola e com o contato com os colegas surdos, inicia o processo de aquisição da Libras.
Sobre este processo, podemos afirmar que:
Trata-se de um processo de aquisição de linguagem fundamental para a criança, pois antes disso, a criança surda não tinha linguagem, e por isso, vivia num mundo sem significação
Apesar de ser importante para o João, o atraso para o início deste processo já gerou consequências cognitivas irreversíveis, ou seja, João não será capaz de produzir sentenças complexas na Libras como crianças que iniciaram este processo logo quando nasceram
Este processo só aconteceu porque João estava em contato com outras crianças surdas. Logo, se João só tivesse contato com a amiga intérprete de sua mãe, a aquisição não aconteceria
É um processo espontâneo e assistemático, uma vez que não prevê o ensino regular da Libras, mas a aquisição acontece por meio da comunicação direta de João com os colegas
João poderá vir a se comunicar em Libras, entretanto, por não ter a referência de um profissional ensinando-o, João irá apresentar falhas na sua comunicação no que diz respeito à gramática da Libras
A escola é um grupo social que tem um papel importante no desenvolvimento identitário da criança surda. Ela pode ser um guia para a construção individual desta identidade que será fruto das experiências e escolhas feitas pela criança ao longo da sua vida. A escola deve, portanto, trabalhar com atividades e ações pedagógicas que vão para além da sala de aula com o objetivo de como esta aceitação pode ser algo positivo para o seu desenvolvimento social. Entretanto, assumir a identidade surda é ainda um processo complexo para muito surdos.
Uma das razões para que este processo de aceitação seja árduo repousa no fato de que:
Libras é uma língua complexa e leva algum tempo para que o surdo possa adquiri-la, gerando desconforto e preconceito por parte dos demais colegas surdos
Isso significa assumir a própria condição de surdez e o compromisso de pertencer a um grupo minoritário e, infelizmente, ainda muito discriminado
Se assumir como surdo implica numa série de regras impostas pela comunidade surda, como não oralizar e não poder utilizar aparelhos auditivos
Se aceitar como surdo implica necessariamente em se afastar dos ouvintes, para que as referências de valores, de crenças e de cultura possam ser de pessoas surdas exclusivamente
O conceito de Surdo é muito complexo para uma criança em fase escolar. A maioria das crianças não sabem o que é ser surdo e por isso não se sentem aptas para decidir
São os elementos que compõem a conduta profissional da atuação do intérprete de LIBRAS e de Língua Portuguesa, segundo proposta do MEC:
Facilitador; Mediador; Responsabilidade; Pontualidade; Aparência; Postura; Fluência; Profundidade.
Mediador; Difusor; Tradutor; Assiduidade; Posicionamento; Domínio de suas funções; Cientificidade; Criticidade.
Responsabilidade; Assiduidade; Pontualidade; Posicionamento no espaço para interpretação; Aparência pessoal; Domínio de suas funções; Interação com os alunos; Postura.
Interação; Comunicação; Habilidade; Competência; Integração; Domínio; Esclarecedor; Assiduidade.
Responsabilidade; Assiduidade; Postura; Direcionalidade; Esclarecedor; Integração; Interação com os alunos; Postura.
A avaliação, em uma perspectiva inclusiva, respeita a diversidade de capacidades, interesses e motivações dos alunos. As ideias que correspondem a uma concepção de avaliação voltada para a justiça social são as seguintes:
participativa, diagnóstica e somatória.
inicial, processual e final.
emancipatória, democrática e dialógica.
equitativa (não igualitária), participativa e crítica.
democrática, participativa, reflexiva.
“Em outubro de 1898, voltamos a Boston. Por oito meses o Sr. Keith me deu aulas cinco vezes por semana em períodos de cerca de uma hora. Ele explicava todas as vezes o que eu não entendera na aula anterior, determinava novo trabalho e levava para casa com ele os exercícios de grego que eu fizera durante a semana na máquina de escrever, corrigia-os completamente e devolvia. Desse modo, minha preparação para a faculdade continuou sem interrupção. Eu achava muito mais fácil e agradável ser ensinada sozinha do que ter aulas na turma. Não havia pressa nem confusão. Meu professor tinha muito tempo para explicar o que eu não entendia, portanto eu avançava mais rápido e fazia um trabalho melhor do que na escola.”
O texto acima foi retirado do livro A História da Minha Vida, escrito em 1905, pela americana Helen Keller, que ficou surdocega aos oito meses de vida.
Pensando na educação de surdocegos, observa-se que, no Brasil,
as escolas contam com guia-intérpretes suficientes para o atendimento aos alunos surdocegos.
as escolas estão bem equipadas quanto à acessibilidade arquitetônica para alunos surdocegos.
as políticas públicas educacionais ainda estão distantes de promover inclusão social e escolar com qualidade dirigidas à pessoa com surdocegueira.
as instituições de ensino promovem satisfatoriamente formação acadêmica e continuada na área da surdocegueira.
o aluno surdocego conta com material didático adequado no seu processo de escolarização.
Sobre o Interprete Educacional, é correto afirmar:
Segundo Lacerda (2006) apesar de existirem diversas problemáticas nas experiências de escolarização inclusiva com alunos surdos, constata-se que a relação entre professores e intérpretes é tranquila, sem dificuldades.
Para Tuxi (2009), quando o intérprete educacional e o professor regente atuam como co-docentes não beneficiam o processo de ensino-aprendizagem da turma.
De acordo com o Decreto 5626/05, a partir de 2010, as instituições federais de ensino da educação básica e da educação superior deveriam incluir, em seus quadros, em todos os níveis, etapas e modalidades, o tradutor e intérprete de Libras - Língua Portuguesa, para viabilizar o acesso à comunicação, à informação e à educação de alunos surdos.
De acordo com o Decreto 5626/05, uma das funções do intérprete de Libras- Português nas instituições de ensino é a participação nos processos seletivos para cursos dessa instituição.
De acordo com o Decreto 5626/05 o Interprete Educacional deve ter formação em nível superior em cursos de Pedagogia ou de outras licenciaturas.