Questões de Concurso sobre Temas sobre pessoas com deficiências

 
 
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Pode-se afirmar que a identidade surda tem a língua (LIBRAS) como sua principal característica. A presença dessa característica permite a proposição de uma:


A
Expressão Linguística.

B

Cultura Surda.


C

Política Inclusiva.


D

Pedagogia do Oprimido.


E

Surdez Multirreferencializada.

Entender a Língua Brasileira de Sinais como uma língua limitada e simplificada, incapaz de expressar conceitos abstratos, caracteriza uma(um):


A

lenda Urubu Ka’apor.


B

crença equivocada.


C

teoria fundamentada.


D

mito aceito pela comunidade surda.


E

utopia apontada pela legislação.

No caso de estudantes surdos, o direito ao acesso à educação superior pressupõe reconhecer as necessidades de políticas públicas dirigidas ao reconhecimento da Libras, como primeira língua, e a Língua Portuguesa (oral e/ou escrita), como a segunda, em diferentes contextos educacionais (ensino comum ou especial), conforme descrito pela Lei nº _______ e regulamentada pelo Decreto nº ___________, respectivamente:


A

8.016/91 e 5.626/05.


B

10.436/02 e 8.016/91.


C

12.913/10 e 10.436/02.


D

10.436/02 e 5.626/05.


E

12.913/10 e 5.626/05.

Sobre a presença das abordagens educacionais ao longo do tempo é correto afirmar:


A

No Brasil, o Decreto 5626 de 2005 propõe em seu artigo 25 que os alunos surdos matriculados nas redes de ensino da educação básica devem receber prótese auditiva (inciso IV) e acompanhamento fonoterápico (inciso V), logo, hoje no Brasil, o Oralismo é a abordagem educacional que predomina.


B

Na idade moderna, os preceptores ensinavam aos jovens nobres surdos através de estratégias variadas que envolviam fala, escrita, sinais e alfabeto digital, portanto neste período tínhamos as 3 abordagens educacionais convivendo: o Oralismo, a Comunicação Total e o Bilinguismo.


C

Na década de 1970, as novas pesquisas sobre línguas de sinais e a insatisfação com os resultados alcançados pela escola, abrem caminho para o surgimento da abordagem da Comunicação Total.


D

Na Antiguidade, por influência do filósofo Aristóteles, os surdos eram considerados inferiores, já que não falavam. Nesse contexto histórico predominava a abordagem oralista de educação de surdos.


E

O abade francês Michel de L’Epée foi o primeiro a reconhecer o valor da língua de sinais, levando- a para o contexto educacional e transformando-a na língua de instrução do Instituto de Surdos Mudos de Paris. Nesta ocasião, a abordagem educacional predominante foi o Bilinguismo.

A escola deve preocupar-se não apenas com a identidade surda do aluno, mas, também, com outras identidades manifestadas pelos sujeitos. A identidade surda é apenas uma delas; existem as identidades voltadas ao gênero, à cor, à raça, etc.

Uma afirmação que corresponde a esse modo de conceber a identidade é:


A

as identidades não se ancoram em um único aspecto das experiências dos sujeitos no mundo, pois são múltiplas e multifacetadas.


B

as identidades se constroem exclusivamente com base na língua adquirida pelo sujeito.


C

as identidades não compõem um mosaico de traços construídos pelo sujeito ao longo da vida.


D

as identidades não são construídas nas interações sociais e sim por cada sujeito isoladamente.


E

as identidades são mera expressão da vontade dos sujeitos, sem relação com suas vivências no mundo social.

O método oral e os métodos mistos são abordagens educacionais na área da surdez.

O método oral e os métodos mistos, respectivamente, são historicamente identificados como:


A

Escola Francesa e Escola Americana


B

Escola Francesa e Escola Alemã


C

Escola Americana e Escola Alemã


D

Escola Alemã e Escola Francesa


E

Escola Americana e Escola Francesa

O processo de transmissão cultural dos sujeitos surdos se dá através de experiências:

A
Familiares, visuais, com especialistas, médicos e fonoaudiólogos.

B
Em contato com a comunidade ouvinte a fim de possibilitar conhecimento efetivo.

C
Visuais, artísticas, sociais, contando com o auxílio de médicos e fonoaudiólogos.

D
Visuais, em escolas de surdos, em contato com a comunidade surda.

E
Visuais, artísticas, clínicas e em escolas inclusivas.

Existem três tendências educacionais para pessoas com surdez: a oralista, a comunicação total e a abordagem por meio do bilinguismo.

Em relação a tais tendências, podemos afirmar que as escolas pautadas no Oralismo, visam à capacitação da pessoa com surdez para que possa utilizar


A

a língua da comunidade ouvinte na modalidade oral, como única possibilidade linguística. Por outro lado, a abordagem educacional por meio do bilinguismo visa capacitar a pessoa com surdez para a utilização de duas línguas no cotidiano escolar e na vida social, a Língua de Sinais e a língua da comunidade ouvinte. Já a comunicação total considera as características da pessoa com surdez utilizando todo e qualquer recurso possível para a comunicação, a fim de potencializar as interações sociais, considerando as áreas cognitivas, linguísticas e afetivas dos alunos.


B

a língua da comunidade ouvinte na modalidade oral e a língua de sinais como possibilidades linguísticas. Por outro lado, a abordagem educacional por meio do bilinguismo visa capacitar a pessoa com surdez para a utilização da Língua de Sinais como a única língua para se comunicar com o mundo e os outros. Já a comunicação total considera as características da pessoa com surdez utilizando todo e qualquer recurso possível para a comunicação, a fim de potencializar as interações sociais, considerando as áreas cognitivas, linguísticas e afetivas dos alunos.


C

a língua de sinais, como única possibilidade linguística. Por outro lado, a abordagem educacional por meio do bilinguismo visa capacitar a pessoa com surdez para a utilização de duas línguas no cotidiano escolar e na vida social, a Língua de Sinais e a língua da comunidade ouvinte. Já a comunicação total considera as características da pessoa com surdez utilizando todo e qualquer recurso possível para a comunicação, a fim de potencializar as interações sociais, considerando as áreas cognitivas, linguísticas e afetivas dos alunos.


D

a língua da comunidade ouvinte na modalidade oral, como única possibilidade linguística. Por outro lado, a abordagem educacional por meio do bilinguismo visa capacitar a pessoa com surdez fazendo uso apenas da Língua de Sinais. Já a comunicação total considera as características da pessoa com surdez utilizando duas línguas, a língua de sinais e a língua da comunidade ouvinte.


E

a língua da comunidade ouvinte na modalidade oral e escrita, como única possibilidade linguística. Por outro lado, a abordagem educacional por meio do bilinguismo visa capacitar a pessoa com surdez para a utilização de duas línguas no cotidiano escolar e na vida social, a Língua de Sinais e a língua da comunidade ouvinte. Já a comunicação total considera as características da pessoa com surdez utilizando alguns recursos possíveis da língua da comunidade ouvinte para a comunicação, a fim de potencializar as interações sociais, considerando as áreas cognitivas, linguísticas e afetivas dos alunos.

Sobre a abordagem educacional “Oralismo”, é CORRETO afirmar.


A

O Oralismo aceita a presença da língua de sinais na escola, desde que seja no contra turno.


B

O Oralismo aceita práticas de português sinalizado.


C

O Oralismo marca práticas de ensino até os dias de hoje.


D

O Oralismo acredita que, apesar do déficit auditivo, o surdo tem capacidades cognitivas iguais ao ouvinte, por essa razão pode aprender facilmente a língua oral.

Sobre as personalidades que marcaram a História da Educação dos surdos, é CORRETO afirmar.


A

O Abade L’Epèe, que destacou-se por fazer um trabalho com surdos que incluía a língua de sinais francesa, veio a falecer uma década antes do Congresso de Milão.


B

Alexander Graham Bell, considerado por muitos o inventor do telefone, foi um grande defensor do Oralismo e da exclusão da língua de sinais da vida do surdo. Apesar disso, Graham Bell casou-se com uma mulher surda.


C

O alemão Samuel Heinick foi o inventor do alfabeto manual.


D

Pedro Ponce de Leon foi pioneiro no ensino para surdos filhos de nobres italianos.

Ströbel (2007) faz uma análise das representações do surdo ao longo da história a partir de personagens surdos famosos em diferentes âmbitos, “estabelece relações entre os discursos ouvintistas e os discursos do povo surdo”. A partir dessa análise, apresenta um quadro no qual distingue a representação social e a representação do povo surdo. Nesse quadro, é possível observar uma diferença significativa acerca da compreensão do que é surdez e de seus desdobramentos.

(QUADROS R.M.; PERLIN, G. (Org.). Estudos Surdos I e II. Petrópolis: Editora Arara Azul, 2007.)

Escolha a alternativa correta, que revela o que, respectivamente, a autora aponta no quadro como representação social e representação do povo surdo.


A

I) Deficiente – Ser surdo; II) A surdez é deficiência na audição e na fala – Ser surdo é uma experiência visual; III) A educação de surdos deve ter uma caráter clínico-terapêutico e de reabilitação – A educação dos surdos deve ter respeito pela diferença linguística cultural; IV) Surdos são categorizados em graus de audição: leves, moderados, severos e profundos – As identidades surdas são múltiplas e multifacetadas; V) A língua de sinais é prejudicial aos surdos – A língua de sinais é a manifestação da diferença linguística relativa aos povos surdos.


B

I) Deficiente Auditivo – Ser surdo, bilíngue e bicultural; II) A surdez é deficiência na audição e na fala – Ser surdo é uma experiência visual; III) A educação de surdos deve ter um caráter clínico-terapêutico e de reabilitação – A educação dos surdos deve ocorrer em escolas inclusivas com intérprete de libras e professores surdos; IV) Surdos são categorizados em graus de audição: leves, moderados, severos e profundos – A identidade Surda deve ser desenvolvida no encontro surdo-surdo; V) A língua de sinais é prejudicial aos surdos – A língua de sinais é a expressão do pensamento das pessoas surdas.


C

I) Deficiente – Ser surdo; II) A surdez é uma anormalidade que pode ser superada pelo aprendizado da fala e da leitura labial – Ser surdo é uma experiência visual; III) A educação de surdos deve ter uma caráter clínico-terapêutico e de reabilitação – A educação de surdos deve preocupar-se com o ensino de Libras como primeira língua e o ensino da língua portuguesa como segunda língua; IV) Surdos são categorizados em graus de audição: leves, moderados, severos e profundos – As identidades surdas devem ser desenvolvidas de modo positivo, em escolas bilíngues; V) A língua de sinais deve ser evitada, pois torna os surdos preguiçosos para a fala – A língua de sinais é a língua do pensamento das pessoas surdas.


D

I) Surdo-mudo – Ser surdo; II) A surdez é uma deficiência que prejudica o desenvolvimento da linguagem – Ser surdo é uma experiência visual; III) A educação de surdos deve ser pautada na reabilitação, com o apoio de recursos como aparelho de amplificação sonora, implante coclear e terapias de estimulação da fala e leitura labial – A educação dos surdos deve ter respeito pela diferença linguística cultural; IV) Surdos são agitados, desatentos e têm costumes e regras de polidez inferiores aos ouvintes – As identidades surdas são múltiplas e multifacetadas; V) A língua de sinais é prejudicial aos surdos – A língua de sinais deve servir de apoio ao ensino da língua portuguesa, na modalidade escrita.

Sobre Comunidade Surda, é CORRETO afirmar.


A

Para Strobel (2008), Comunidade Surda e Povo Surdo são sinônimos.


B

Surdos de países diferentes não pertencem à mesma comunidade surda.


C

Para Strobel (2008), todos os surdos, mesmo aqueles que não sabem Libras e nem são envolvidos com as lutas surdas, pertencem a alguma comunidade surda.


D

Para Padden e Humpries (1988), apenas surdos fazem parte da comunidade surda, as únicas exceções são os Codas, filhos ouvintes de pais surdos e os tradutores intérpretes de língua de sinais.

Analise as afirmativas sobre as Diretrizes de Educação Infantil do MEC e assinale a alternativa INCORRETA.


A

Considera os alunos, coletivamente, que interpretam e vivenciam situações de formas idênticas, entendendo nesse sentido que deve se trabalhar com um único currículo.


B

Deve incluir no currículo conceitos, princípios, procedimentos, atitudes, meios e formas de avaliação, pois é a explicitação das intenções que permitirá a orientação da prática pedagógica.


C

Enfatiza que o planejamento curricular deve explicitar, além da fundamentação teórica, as distintas formas de encarar o homem e a sociedade.


D

Deve levar em conta na construção curricular a heterogeneidade dos alunos e do ambiente, privilegiando os fatores sociais e culturais, relevantes para o processo educativo.

“É utilizada, normalmente, para soletrar nomes de pessoas, de lugares, de rótulos ou para vocábulos não existentes na língua de sinais. É um meio de verificação, questionamento, ou veiculação da ortografia de uma palavra em português” (HONORA; FRIZANCO, 2010, p. 16). O enunciado refere-se a:


A

Datilologia.


B

Dislalia.


C

Iconicidade.


D

Variação linguística.

A participação do intérprete de Libras-Português é um direito de alunos surdos ou com deficiência auditiva na inclusão escolar.


Neste contexto, o intérprete em sala de aula:


A

trabalha de forma distinta se comparado ao intérprete generalista.


B

em nada se distingue do intérprete generalista que atua em outros contextos.


C

deve evitar qualquer tipo de envolvimento pedagógico com os professores.


D

atua substituindo o professor regente de classe.


E

realiza e corrige as atividades realizadas por alunos surdos.

Considere a charge ao lado:

Imagem associada para resolução da questão

É uma representação social sobre a cultura surda evidenciada na charge:


A

A noção de que as comunidades e culturas surdas partilham aspectos comuns entre si, como o uso das línguas de sinais em seus costumes e convivência coletiva, incompreendida pelos ouvintes não sinalizadores.


B

O estereótipo de um suposto traço de cultura universal atribuído aos surdos que, ao se encontrarem, passam horas conversando, madrugada adentro.


C

As estratégias de organização do espaço e das interações fundadas na língua de sinais e nas exigências da experiência visual como dinâmicas da conversação.


D

As associações de surdos como espaços de convívio e formação, onde famílias, sujeitos surdos e ouvintes ligados às comunidades surdas partilham momentos culturais e interagem animadamente.


E

A situação de ouvintismo sempre vivenciada pelos surdos, em que sua diferença cultural é ignorada pelos ouvintes.

Considere a seguinte situação hipotética: João é ouvinte e aprendeu a Libras há muitos anos, motivo pelo qual tem amplo conhecimento das culturas surda e ouvinte. Tornou-se intérprete de Libras e atua na área educacional. Por conta de sua atuação profissional, adquiriu conhecimentos sobre o campo educação. João destaca-se por sua habilidade expressiva e compreensiva não somente em Libras, mas também em língua portuguesa, que é sua primeira língua. Esse profissional é capaz de compreender e transferir, muito bem, os significados das línguas no ato tradutório e interpretativo. Mas ainda há conhecimentos que o João precisa desenvolver: ele não saber fazer uso dos diferentes modos de interpretação e não sabe tomar decisões sobre as posições apropriadas para atuar. A partir da hipótese narrada, é correto afirmar que João, como tradutor intérprete de Libras, possui as competências:


A

referencial, técnica em sua área e bicultural, estando ausentes as competências metodológica e técnica.


B

linguística na língua materna e na língua-alvo, metodológica de transferência, da área e cultural, estando ausentes as competências prática e técnica.


C

tradutória, educacional e bicultural, estando ausentes as competências procedimental e operativa.


D

linguística, de transferência, de área e bicultural, e carece das competências metodológica e técnica.


E

linguística, de transferência, profissional e intercultural, e não tem as competências de modo e a competência técnica.

Ao selecionar sites para trabalhar com seus alunos, o professor deve verificar a acessibilidade e, caso não exista, avaliar quais as estratégias deverá desenvolver para superar a falta de acessibilidade. Um dos procedimentos para avaliar páginas com navegadores gráficos é:


A

Testar com diferentes resoluções de tela e/ou redimensionar a janela do navegador para tamanhos menores que o máximo disponível, verificando se a barra de rolagem horizontal é ou não requerida; caso o conteúdo de uma página não se adeque a diferentes resoluções de tela, informações podem ficar imperceptíveis a usuários quando exigirem, por exemplo, o uso da barra de rolagem horizontal.


B

Usar o controle do navegador para variar o tamanho da fonte, verificando se esta é alterada de forma apropriada e se a página ainda é utilizável mesmo com fontes de tamanhos grandes; caso a página não viabilize a ampliação do texto de modo apropriado, alunos com baixa visão não poderão acessá-la.


C

Mudar a exibição da cor para escala de amarelo, que pode ser realizada com o auxílio de um editor de imagens ou pela impressão em tinta, observando se o contraste utilizado é adequado; caso não seja oferecido um bom contraste entre o texto e seu plano de fundo, informações podem ficar imperceptíveis.


D

Usar a tecla Ctrl para percorrer os links e controles de formulários, certificando-se de que todos os links e controles de formulários podem ser acessados e acionados, bem como verificar se os links indicam claramente para onde levam.

O diagnóstico pedagógico e a avaliação das necessidades educacionais especiais devem ter caráter global e funcional, permitindo


A

identificar e valorizar a construção do sistema de significação e os conhecimentos adquiridos pela criança.


B

promover avaliações comparativas e analógicas do desenvolvimento e produção da criança cega com a criança que enxerga.


C

considerar que a criança com deficiência visual necessita do mesmo tempo para construir esquemas simbólicos, pré-operatórios e conceituais do que as outras crianças.


D

caracterizar os padrões de desenvolvimento e de aprendizagem da criança cega ou com baixa visão.

Avaliação Funcional é a observação do desempenho visual do aluno em todas as atividades diárias, e deve revelar como o aluno usa a visão para a realização de tarefas escolares ou práticas. A avaliação funcional revela, EXCETO:


A

O nível de escolaridade do aluno.


B

O uso funcional da visão residual para atividades educacionais, de vida diária e de locomoção.


C

A necessidade de adaptação à luz e aos contrastes.


D

A adaptação de recursos ópticos, não ópticos e equipamentos de tecnologia avançada.

 
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