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Nas cirurgias cardíacas com shunts complexos, como na tetralogia de Fallot, deve-se evitar a diminuição da resistência vascular sistêmica, pois irá:
Aumentar o shunt direita-esquerda.
Diminuir o shunt direita-esquerda.
Causar espasmo infundibular na via de saída do VD.
Aumentar a frequência cardíaca e, consequentemente, favorecer o shunt esquerda-direita.
Diminuir o shunt esquerda-direita.
Assinale a alternativa correta sobre o Balão Intra-Aórtico (BIA).
É inflado durante a sístole, aumentando a pressão arterial sistólica e perfusão cerebral.
Pode ser usado na insuficiência aórtica, pois otimiza a perfusão do seio coronário na raiz da aorta, devido ao fluxo retrógrado.
É inflado durante a diástole, aumentando o fluxo sanguíneo coronário.
Não possui contraindicação para pacientes com aneurisma aórtico.
Propicia aumento da pressão diastólica final do ventrículo esquerdo (pd2), favorecendo a performance cardíaca.
Um paciente submetido à cirurgia cardíaca complexa para a reoperação de troca valvar, após a saída da circulação extracorpórea, evoluiu com sangramento persistente no campo cirúrgico. Foi coletada uma amostra de sangue e processada a tromboelastografia rotacional (ROTEM), a qual revelou os achados representados na imagem a seguir.

Fonte: Cangiani (2021).
Levando em consideração a interpretação gráfica e os valores apresentados, a causa mais provável do sangramento e o tratamento, respectivamente, são:
deficiência de fatores de coagulação / complexo protrombínico
efeito residual de heparina / protamina
hiperfibrinólise / ácido tranexâmico
exame normal / correção cirúrgica
Em relação às complicações cardiovasculares após CEC, assinale a alternativa INCORRETA.
Flutter e fibrilação ventricular podem ocorrer pós-CEC e devem ser tratadas com desfibrilação com as pás diretamente no coração com choque de 50-100J.
A fibrilação atrial é a arritmia mais comum depois de uma cirurgia cardíaca.
O principal medicamento para tratar FA após CEC é amiodarona.
A disfunção de VD pode ser evidenciada por distensão do VD e hipocinesia no ETE, elevações da PVC e na pressão da artéria pulmonar.
A terapia para insuficiência de VD inclui aumento de pré-carga e suporte inotrópico, sendo milrinona, dobutamina e isoproterenol os fármacos de primeira linha.
Homem, 77 anos, 84 kg, 1,77 cm, está sendo intervido por um aneurisma aórtico abdominal roto, necessitando transfusão sanguínea maciça perioperatória. Sobre a transfusão, é correto afirmar que:
A coagulopatia que seguirá tem como causa a diluição dos fatores de anticoagulação.
A curva de dissociação da hemoglobina terá uma redução da P50 (desvio à esquerda).
É muito frequente a intoxicação por citrato.
A alcalose metabólica é muito frequente no período pós-operatório.
É esperado aumento do 2,3 DPG.
Qual é a abordagem mais adequada para manejo de um paciente com insuficiência cardíaca congestiva no perioperatório de uma cirurgia não cardíaca:
Administração agressiva de líquidos intravenosos
Manutenção da pressão arterial elevada
Minimizar o uso de agentes vasoativos
Uso de diuréticos e restrição de líquidos
A implantação da válvula aórtica por cateter é uma técnica interessante e tem se mostrado como mais uma arma no arsenal terapêutico ao lidar com a estenose aórtica. Sendo assim, assinalar a alternativa que se refere à via de acesso para implantação da válvula aórtica por cateter, descrita abaixo:
Por meio desta via, a válvula aórtica é acessada através da ponta do ventrículo esquerdo. Esta via, embora possa parecer um pouco mais agressiva que outras à primeira vista, permite-nos chegar a essa válvula sem ter que percorrer o território arterial, por isso é especialmente interessante em casos de alterações na aorta e outras artérias que são usadas em outras vias de acesso.
Transaxilar.
Transaórtica.
Transfemoral.
Transapical.
É a principal indicação para a troca de um marca-passo cardíaco artificial:
Mudança na frequência cardíaca.
Desconforto no local da incisão.
Falha no teste de estimulação.
Presença de arritmias benignas.
Alterações na pressão arterial.
Na cirurgia de revascularização miocárdica, a escolha da técnica e do enxerto é crucial para o sucesso do procedimento. Analise as alternativas abaixo, considerando uma técnica específica utilizada nesse contexto.
O uso de enxertos venosos, como a veia safena, é desaconselhado na revascularização miocárdica moderna, pois apresenta uma taxa de patência superior aos enxertos arteriais, especialmente em pacientes com doença arterial coronariana extensa.
A técnica de cirurgia minimamente invasiva para revascularização miocárdica geralmente não utiliza a artéria mamária interna, pois a abordagem é limitada em termos de acesso e visualização das estruturas torácicas.
O uso de enxertos de artérias radiais tem demonstrado eficácia semelhante à artéria mamária interna, porém sua utilização é limitada devido ao risco de complicações pós-operatórias, como trombose e espasmo arterial.
A técnica de enxerto arterial com a artéria mamária interna é considerada a padrão-ouro na revascularização miocárdica, devido à sua maior patência a longo prazo e menor incidência de infarto do miocárdio em comparação aos enxertos venosos.
A revascularização miocárdica com o uso de técnicas de circulação extracorpórea não é recomendada em pacientes idosos, pois aumenta significativamente o risco de complicações neurológicas e cardíacas nesse grupo etário.
Paciente masculino, 65 anos, tabagista há 40 anos, hipertenso não controlado, apresenta dor torácica atípica há 3 meses. Ao exame físico, palpase massa pulsátil em região supra-esternal. Tomografia computadorizada confirma aneurisma da aorta ascendente medindo 5,5 cm. Qual a melhor conduta para este paciente?
Observação clínica com reavaliação em 6 meses, devido à idade avançada e comorbidades.
Reparo endovascular por cateter (EVAR), pela menor invasividade do procedimento.
Cirurgia aberta com reposição da aorta ascendente por enxerto, pela maior segurança e durabilidade da técnica.
Implante de stent aórtico percutâneo, visando reduzir a pressão arterial e o risco de ruptura.
Durante uma cirurgia cardíaca de revascularização miocárdica, o anestesista visualizou a monitorização da Pressão Venosa Central (PVC), que estava sendo realizada pensando nos conceitos sobre monitorização da PVC que ele havia aprendido ao longo dos anos. Sobre a PVC, assinale a alternativa correta.
Continua uma ótima ferramenta preditora, se a expansão volêmica aumenta o débito cardíaco.
Possui em sua monitorização duas ondas ascendentes (a, c) e três ondas descendentes (v, x, y).
A onda “c” é relacionada à contração isovolumétrica do ventrículo direito.
Pacientes com insuficiência cardíaca constituem uma das poucas situações nas quais a avaliação da PVC é bastante útil para predizer resposta da função ventricular à volemia.
Onda “a” inexistente é relacionada à bradicardia, geralmente abaixo de 60 bpm.
O transplante cardíaco é uma terapia a ser considerada em pacientes com insuficiência cardíaca avançada ou com cardiopatia terminal, que não respondem a tratamentos convencionais. Existem critérios específicos que determinam as indicações e as contraindicações para o transplante. Considerando essas informações, assinale a alternativa correta.
A presença de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) em estágio avançado é uma contraindicação absoluta para o transplante cardíaco.
Pacientes com histórico de neoplasia maligna em remissão por menos de cinco anos são considerados elegíveis para o transplante cardíaco.
A idade avançada, por si só, é uma contraindicação para a realização de transplante cardíaco.
A insuficiência renal crônica estável é uma contraindicação para o transplante cardíaco.
Pacientes com doenças psiquiátricas controladas não são candidatos adequados para o transplante cardíaco.
A Transposição de Grandes Artérias (TAG) é a anormalidade congênita grave mais comum diagnosticada durante a infância. Sobre essa patologia, assinale a alternativa correta.
A operação de Mustard permite correção anatômica e fisiológica.
Prostaglandinas são contraindicadas nesses pacientes.
Deve-se limitar a suplementação de oxigênio ao estritamente necessário.
É mais comum no sexo feminino.
Quando há comunicação interventricular associada, ela deve ser corrigida antes da TGA.
Fazem parte do preparo para saída de circulação extracorpórea, EXCETO:
Reaquecimento do paciente para a temperatura ideal de 35,5ºC a 36,5ºC.
Pressão arterial sistólica desejável entre 90 e 125 mmHg.
Frequência cardíaca desejável entre 70 e 100 bpm de preferência sinusal.
Manobras para retirada de ar intracardíaco.
Administração de protamina.
Sobre o uso de marca-passo no pós-operatório de cirurgias cardíacas em adultos, podemos afirmar que:
Pode prevenir a ocorrência de fibrilação atrial.
A via transvenosa é a de escolha nesse cenário.
Em trocas valvares, é instalado com gerador interno, de forma definitiva.
Usualmente é instalado um eletrodo no átrio direito para correção de bloqueios atrioventriculares no pós-operatório.
O uso de marca-passo no pós-operatório é contraindicado em pacientes com histórico de arritmias ventriculares.
Na constrição pericárdica, a indicação cirúrgica clássica ocorre nos casos em que há insuficiência cardíaca clínica. Sendo assim, assinalar a alternativa que se refere aos dois tipos de abordagem cirúrgica para ressecção do pericárdio:
Esternotomia lateral e toracotomia mediana.
Pericardiocentese e pericardiotomia.
Toracotomia anterolateral e esternotomia mediana.
Pericardiotomia e transecção.
Das afirmações abaixo concernente à anestesia cardiovascular, assinale aquela que NÃO é verdadeira:
O azul de metileno tem sido usado de forma empírica como fármaco de resgate na síndrome vasoplégica não responsiva ao tratamento, devido a sua ação inibidora do óxido nítrico sintetase que impede a geração de guanilciclase e a vasodilatação.
Agentes antifibrinolíticos têm sido usados em cirurgias cardíacas com o propósito de reduzir o sangramento e, consequentemente, as hemotransfusões, entretanto existe o receio de que complicações trombóticas possam ocorrer.
A administração em bolus de heparina não fracionada baseado no peso é utilizada de rotina, entretanto a resposta à heparina é individual e heterogênea e requer teste de inibição do coágulo antes da CEC independente da dose utilizada, sendo razoável utilizar o tempo de coagulação ativado (TCA) e mantê-lo acima de 360 segundos durante a circulação extracorpórea.
A vasopressina é uma alternativa viável e segura para tratar a vasoplegia decorrente da circulação extracorpórea.
Mulher, 93 anos, será submetida à cirurgia cardíaca de revascularização miocárdica. Em relação às alterações cardiovasculares que são incrementadas durante o avanço da idade e que podem ser observadas durante a cirurgia cardíaca, será encontrado(a):
Redução dos níveis pressóricos.
Aumento da reserva cardiovascular.
Aumento das unidades miofibrilas.
Aumento do débito cardíaco.
Diminuição da elasticidade vascular.
Uma das formas de otimizar um paciente, do ponto de vista hemodinâmico, que será submetido à cirurgia cardíaca de revascularização miocárdica e que é portador de cardiomiopatia hipertrófica septal assimétrica obstrutiva, é:
Manter níveis de frequência cardíaca elevados.
Diminuir a pós-carga.
Diminuir a pré-carga.
Diminuir a força contrátil.
Fazer uso de eritropoetina injetável uma semana antes da cirurgia.
A opção que melhor explica o risco do implante de uma endoprótese na aorta em pacientes com disfunção sistólica é:
Próteses que são implantadas por dispositivos autoexpansíveis oferecem maior risco.
Próteses que são implantadas por meio de insuflação do stent por balão oferecem maior risco.
Em qualquer dos métodos empregados para a colocação do stent, o fluxo aórtico é interrompido totalmente por algum período.
Em pacientes com disfunção sistólica, a dilatação do stent por balão apresenta menor risco comparado com os stents autoexpansíveis.
O risco de isquemia medular é maior nos dispositivos autoexpansíveis.