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A causa mais comum de obstrução intestinal em lactentes entre 1 e 6 meses de idade é
hérnia inguinal encarcerada.
defeito de rotação intestinal.
parasitoses intestinais, especialmente “bolo de áscaris”.
invaginação intestinal causada por linfoma ou leucemia.
atresias intestinais intrínsecas.
Crianças com megacólon congênito apresentam constipação desde o nascimento, o que continua sendo um dos maiores desafios para o cirurgião pediátrico. Assinale a opção CORRETA acerca dessa doença e do seu tratamento.
A colostomia deve ser realizada em duas bocas, sendo contraindicada a ostomia em alça.
Atualmente o abaixamento pode ser realizado sem colostomia, com ou sem auxílio da videolaparoscopia, no entanto a técnica mais utilizada ainda é a modificação da cirurgia de Duhamel, com a utilização de grampeadores cirúrgicos.
Nos raros casos de megacólon total, a cirurgia de escolha ainda é a ileostomia definitiva.
Nos casos de megacólon total, quando não for possível a ileostomia definitiva, o tratamento de escolha é o picossulfato de sódio, por ser uma droga de alta potência e não lesiva ao intestino. Deve-se sempre associar óleo mineral, independente da idade, até mesmo nas manifestações neonatais, devido à facilidade de eliminação do conteúdo fecal.
A biópsia retal não tem valor diagnóstico, visto que a doença é exclusiva do cólon. Nesses casos, o enema opaco é considerado padrão ouro para o diagnóstico da doença de Hirschsprung.
Em relação ao débito cardíaco de um recém-nascido submetido a uma indução inalatória com sevoflurano a 7%, que cursa com leve hipotensão após a indução e intubação, assinale a alternativa correta.
O débito cardíaco pode diminuir significativamente em razão da diminuição da frequência cardíaca.
O débito cardíaco faz com que a curva de função cardíaca desloque para a direita em comparação com a dos adultos.
O débito cardíaco não é responsivo à carga de volume.
O débito cardíaco não é sensível às mudanças na pós-carga.
O débito cardíaco pode diminuir significativamente por causa da diminuição do volume sistólico, quando comparado com o adulto.
Uma criança de 4 anos de idade é trazida ao ambulatório de pediatria com queixa de dor abdominal há 3 meses. O avô relata que a criança apresentava evacuações diárias e normais até os 3 anos de idade, quando começou a evacuar a cada três dias neste último ano. Há uma semana, iniciou um quadro de evacuações líquidas, em pequena quantidade, pegajosas, que mancham a cueca. O exame físico do abdômen mostra dor à palpação profunda, sem sinais de irritação intestinal, com massa palpável em fossa ilíaca esquerda, em formato cilíndrico.
Qual deve ser o próximo passo para auxiliar no esclarecimento diagnóstico?
Biópsia retal.
Toque retal.
Inspeção da região perineal e lombar.
Tomografia de abdômen com contraste oral.
Ultrassonografia de abdômen.
Lactente de 60 dias de vida, sexo masculino, nascido a termo de parto vaginal sem intercorrências, é levado ao pediatra pela mãe por baixo ganho de peso. Durante a consulta, a mãe relata que a primeira eliminação de mecônio ocorreu com 48 horas de vida, a criança tem cólicas frequentes e fica muitos dias sem evacuar se não for feito estímulo. Ao exame físico, observa-se distensão abdominal, ânus pérvio, ampola retal vazia e saída de fezes explosivas após o toque. Considerando a principal hipótese diagnóstica nesse caso, é possível encontrar
células ganglionares no plexo submucoso, na biópsia retal.
imagem de obstrução intestinal alta ao enema opaco.
redução de fibras nervosas não mielinizadas nos plexos mioentéricos.
reflexo retoesfincteriano presente na manometria anorretal.
zona de transição pela dilatação progressiva no enema opaco.
A anomalia congênita mais encontrada no intestino delgado é o divertículo de Meckel, sobre o qual NÃO é correto afirmar:
Está localizado na borda antimesentérica do íleo distal e pode causar invaginação intestinal.
Está presente em 2% da população, sendo mais comum em homens, e pode ter tecido gástrico ou pancreático ectópico.
Pode apresentar, como complicação, sangramentos, inflamações e obstrução intestinal.
O tratamento nos casos sintomáticos deve ser a cirurgia.
É originado da regressão do conduto peritônio vaginal e pode sofrer degeneração maligna.
Um paciente de 3 anos de idade é encaminhado para avaliação de fissura palatina. Após exame clínico detalhado, é diagnosticada a presença de fissura palatina submucosa. Qual a melhor técnica cirúrgica para o tratamento dessa condição?
Palatoplastia de Veau, com acesso através de incisões na região do palato mole e palato duro.
Palatoplastia de Furlow, com reposicionamento muscular do palato mole e encerramento da fissura em camadas.
Palatoplastia de von Langenbeck, com liberação do palato mole do palato duro e fechamento em camadas.
Palatoplastia de Kriens, com reconstrução do esfíncter velofaríngeo por meio de retalhos musculares.
Palatorrafia de Sommerlad, com alongamento do palato mole e encerramento da fissura em duas camadas.
Na classificação clínica da atresia de vias biliares, no subtipo síndrome de atresia de vias biliares, qual malformação esplênica é encontrada?
Baço acessório.
Esplenomegalia.
Poliesplenia.
Baço flutuante.
Cisto esplênico.
De acordo com a classificação clínica proposta por Davenport e cols., para a atresia de vias biliares (AVB), qual tipo representa a maioria dos casos e está relacionado com um bom prognóstico após a operação de Kasai?
Síndrome AVB com malformação esplênica.
AVB isolada.
AVB cística.
AVB com IgM positivo para citomegalovírus.
AVB com IgM positivo para toxoplasmose.
Em relação aos cuidados anestésicos na cirurgia de um recém-nascido com mielomeningocele, assinale a alternativa INCORRETA.
Succinilcolina não possui restrição nesse tipo de paciente.
É preferível extubar ao final da cirurgia.
A via subaracnóidea é uma possível opção técnica anestésica para esse tipo de paciente.
Frequentemente, esses pacientes necessitam de uma derivação ventrículo-peritoneal.
O paciente deve ser intubado na posição lateral, pois deve-se evitar a posição supina.
Recém-nascido com 2,7 kg apresenta salivação excessiva e desconforto respiratório após a alimentação oral. A tentativa de passagem de sonda nasogástrica falhou. Uma radiografia simples de tórax evidenciou atelectasia pulmonar superior direita, e a radiografia do abdômen, ausência de ar no sistema digestório. Apresenta história materna de polihidrâmnio.
Nesse caso, o diagnóstico mais provável é
atresia de esôfago sem fístula traqueoesofágica.
fístula traqueoesofágica sem atresia de esôfago.
atresia de esôfago com fístula traqueoesofágica proximal.
atresia de esôfago com fístula traqueoesofágica distal.
atresia de esôfago com fístula traqueoesofágica proximal e distal.
Os fetos com hérnia diafragmática congênita podem apresentar outras malformações associadas ou anormalidades observadas no ultrassom pré-natal.
É comum a presença de polidramnia, que tem como etiologia
a atresia duodenal associada.
o acotovelamento da junção esofagogástrica.
a hipoplasia pulmonar severa.
a agenesia renal bilateral.
Um paciente pediátrico chegou ao pronto socorro apresentando os seguintes sintomas: Dor abdominal de forte intensidade e localizada na parte inferior direita do abdome, mal-estar e perda de apetite, além de febre (39,6ºC). Após a realização de uma ultrassonografia abdominal total, verificou-se um quadro de apendicite, necessitando de cirurgia para tratamento.
Marque a alternativa que apresenta a classificação e as características da cirurgia indicada nesse caso clínico.
Cirurgia paliativa: tem a finalidade de atenuar ou buscar uma alternativa para aliviar o mal, mas não cura a doença;
Cirurgia diagnóstica: realizada com o objetivo de ajudar no esclarecimento da doença;
Cirurgia curativa: objetivo é extirpar ou corrigir a causa da doença, devolvendo a saúde ao paciente. para essa finalidade, às vezes é necessário a retirada parcial ou total de um órgão;
Cirurgia reparadora: reconstitui artificialmente uma parte do corpo lesada por enfermidade ou traumatismo;
Cirurgia reconstrutora / cosmética / plástica: realizada com objetivos estéticos ou reparadores, para fins de embelezamento.
Recém-nascido do sexo masculino, com 48 horas de vida e peso de 1,9 kg, vem encaminhado de outro serviço com história de sialorreia e regurgitação às mamadas, desde o nascimento, associada à ausência de eliminação de mecônio. Ao exame inicial, encontra-se em regular/mau estado geral, desidratado, apático, com distensão abdominal e imperfuração anal. Foi confirmado o diagnóstico de atresia de esôfago tipo C (classificação de Gross) e anomalia anorretal (AAR) alta.
Assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta cirúrgica nesse momento.
Anastomose esofágica primária e colostomia em alça no mesmo ato operatório.
Anastomose esofágica primária e correção da AAR por acesso sagital posterior, sem colostomia.
Correção da AAR por acesso sagital posterior, colostomia a Hartmann e anastomose esofágica primária após estabilização clínica.
Colostomia em duas bocas e aguardar melhora clínica para anastomose esofágica primária.
Esofagostomia cervical, gastrostomia e colostomia em alça no mesmo ato operatório.
Após ressecções intestinais extensas, o intestino remanescente passa por alterações funcionais e estruturais capazes de promover a otimização da absorção intestinal. Qual é a principal alteração observada?
Redução do calibre das alças intestinais.
Aumento do trânsito intestinal.
Aumento da profundidade das criptas intestinais.
Diminuição da altura das vilosidades intestinais.
Diminuição da expressão de transportadores de nutrientes.
Joana, mãe de um menino de 3 anos de idade, refere que, após duas semanas de um estado gripal, notou o aparecimento de uma tumoração cística na linha média do pescoço.
Qual é a principal hipótese diagnóstica para esse caso?
Cisto dermoide.
Tireoide ectópica
Cisto do ducto tireoglosso.
Cisto do 1o arco branquial.
Cisto do 2o arco branquial.
Lactente do sexo masculino, com 8 meses de vida, apresenta distensão abdominal em andar superior associada a vômitos biliosos intermitentes, desde o primeiro mês de vida. Ultrassonografia de abdome demonstra distensão de estômago e duodeno. Realizada endoscopia digestiva alta, onde se observa distensão duodenal secundária a obstrução extrínseca ao nível da segunda porção. Submetido a laparotomia, com achado intraoperatório de pâncreas anular.
A conduta cirúrgica a ser adotada é:
ressecção do tecido pancreático.
duodeno-duodeno anastomose.
duodenopancreatectomia.
gastrojejunostomia.
A hérnia inguinal é uma das patologias cirúrgicas mais comuns na infância, caracterizada pela protrusão de conteúdo abdominal através do canal inguinal. Considerando o diagnóstico e tratamento da hérnia inguinal em crianças, qual das seguintes afirmações está INCORRETA?
A palpação de uma massa redutível na região inguinal é o principal achado no exame físico.
A ultrassonografia é o exame de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico.
O tratamento cirúrgico é indicado mesmo em hérnias assintomáticas, devido ao risco de encarceramento.
A herniorrafia laparoscópica é contraindicada em crianças menores de 2 anos.
Muito tem sido estudado a respeito de tumores sólidos na infância e sua relação com síndromes genéticas, conhecidas pela sigla CPS (Cancer Predisposition Syndromes). Sobre este tema, assinale a alternativa incorreta.
As CPS's são particularmente importantes para o. cirurgião pediátrico, já que cerca de 10% das malignidades na infância têm relação com elas.
A síndrome de Beckwith Wiedemann aumenta em até 350 vezes o risco de o paciente apresentar o hepatoblastoma.
O neuroblastoma raramente tem associação com as CPS's.
Já foi relatada a comprovação da associação do carcinoma adrenocortical com as síndromes de Li-Fraumeni e de Beckwith Wiedemann.
O blastoma pleuropulmonar, apesar de estar longe de ser a neoplasia maligna pulmonar mais comum em crianças pequenas, deve ser um diagnóstico de exclusão nestes pacientes com massas pulmonares.
Sobre as anomalias das fendas branquiais, pode-se afirmar que as anomalias da:
primeira fenda são as mais comuns, incluindo aplasia, atresia, estenose e duplicação do meato do conduto auditivo interno
segunda fenda branquial são as mais raras e localizam-se da fossa tonsilar até a borda posterior do músculo estenocleidomastóideo
segunda fenda branquial são as mais comuns e localizam-se da fossa tonsilar até a borda anterior do músculo estenocleidomastóideo
terceira e quarta fendas branquiais são as mais comuns e seu trajeto vai da porção clavicular do músculo esternocleidomastóideo até o seio piriforme