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Achado clínico-laboratorial para se fazer o diagnóstico diferencial entre a hiponatremia real (depleção de sódio) e a hiponatremia dilucional (excesso de água).
A uréia está normal na hiponatremia real e elevada na hiponatremia dilucional.
O pulso está normal na hiponatremia real e rápido na hiponatremia dilucional.
As mucosas estão úmidas na hiponatremia real e secas na hiponatremia dilucional.
O turgor cutâneo está normal na hiponatremia real e diminuído na hiponatremia dilucional.
O edema está ausente na hiponatremia real e às vezes presente na hiponatremia dilucional.
Dos volumes e capacidades pulmonares obtidos na espirometria, aquele(a) mais consistente e de maior reprodutibilidade é o(a)c
volume corrente.
capacidade pulmonar total.
volume ventilatório máximo.
capacidade residual funcional.
volume residual.
Um tumor de esôfago que invade a adventícia e o tecido paraesofagiano, mas sem atingir estruturas adjacentes, sem acometimento ganglionar e metastático, deve ser agrupado no estágio IIB.
O choque pós-traumatismo torácico caracteriza a gravidade da lesão e pode estar associado a várias etiologias, entre as quais se encontram:
pneumotórax hipertensivo, hemotórax e sepse.
hemotórax, tamponamento cardíaco e trauma renal.
lesão miocárdica isquêmica, lesão dos grandes vasos e ruptura do diafragma.
contusão pulmonar extensa, hemotórax e embolia aérea.
pneumotórax, tamponamento cardíaco, contusão cardíaca e lesão do pâncreas.
No acompanhamento ao paciente grave em atendimento de urgência, uma das preocupações do cirurgião no pós-operatório é a prescrição nutricional. Como conduta geral, deve-se instituir terapia nutricional, por via enteral ou parenteral, após estabilização hemodinâmica do paciente.
No paciente sem nutrição há sete dias com índice de massa corporal (IMC) > 30kg/m2.
No paciente sem nutrição há mais de três dias, com índice de massa corporal (IMC) > 30kg/m2.
No paciente em que se prevê impossibilidade de ingestão por via oral de alimentos acima de 3 dias.
No paciente com perda ponderal, aguda, maior que 10%.
No paciente diabético, hipertenso, acometido por trauma torácico fechado.
A toracotomia de reanimação não deve ser realizada em vítimas de trauma contuso com tempo de parada superior a 5 min e que não tenham sido previamente intubadas.
Em cirurgia torácica, a nutrição não difere das demais cirurgias, e, para seu planejamento, torna-se obrigatória a avaliação clínica e laboratorial, a formulação de um regime nutricional específico para as necessidades do paciente e a seleção da melhor prescrição do nutriente. Nesse contexto, assinale a alternativa incorreta.
O padrão ouro para determinar e realizar a terapia nutricional é o balanço seriado de nitrogênio.
O balanço seriado de nitrogênio pode ser determinado calculando-se a diferença entre a quantidade de nitrogênio consumida e a excretada.
A quantidade de nitrogênio excretada pode ser estimada medindo o total de nitrogênio urinário excretado, adicionado de 10,5g relativo às perdas invisíveis.
Se o nitrogênio urinário total não puder ser medido, a medição grosseira poderá ser feita adicionando-se 20% da uréia nitrogenada excretada.
A comprovação de balanço nitrogenado positivo sugere uma terapia nutricional adequada com aumento da massa celular do corpo.
A classificação da dissecção da aorta depende fundamentalmente da topografia da lesão, originandose preferencialmente em dois sítios. Em relação à origem e classificação da dissecção, é incorreto afirmar que:
a dissecção da aorta origina-se poucos centímetros acima da válvula aórtica.
a dissecção da aorta origina-se após a artéria subclávia, próximo ao ligamentum arteriosum.
na classificação de DeBakey tipo I, a lesão se origina na aorta ascendente e prolonga-se até a aorta descendente.
a dissecção tipo II origina-se na aorta descendente.
a dissecção tipo “B” de “Stanford” envolve o arco aórtico.
O lipoma é o tumor de origem mesenquimal mais comum do mediastino, e a grande maioria dos pacientes com esse tumor apresenta sintomas compressivos no momento do diagnóstico.
A toracotomia axilar deve ser utilizada em pacientes com patologia pulmonar, mas é contraindicada nas abordagens do:
mediastino e da parede torácica.
esôfago e coração.
mediastino e coração.
lobo médio.
esôfago e da parede torácica.
Não apresenta alterações fisiológicas resultantes da obesidade mórbida o aumento do(da)
consumo de O2 e da produção de CO2.
capacidade residual funcional (CRF).
atividade renina-angiotensina.
tempo de esvaziamento gástrico.
pressão arterial pulmonar.
Em pacientes com dissecção de aorta, a instabilidade hemodinâmica decorre de tamponamento cardíaco ou de ruptura da aorta para o espaço pleural. Na vigência de profunda instabilidade hemodinâmica, manejo especial é necessário. Dentre as condutas abaixo, assinale aquela que não deve ser utilizada nesses pacientes.
Intubação endotraqueal e ventilação mecânica, sem demora.
Obtenção de dois acessos venosos, sendo um para reposição de volume e outro para infusão de drogas.
Uso de dopamina e noradrenalina, por menor incremento da (dP/dt).
Realização de pericardiocentese, na tentativa de melhorar a instabilidade hemodinâmica do paciente.
Realização de exame eco-transesofágico, por ser de fácil disponibilidade, rapidez e boa acurácia e pela possibilidade de ser realizado no leito e até na sala de cirurgia.
Na terapia transfusional, visando à segurança do paciente, deve-se ter como cuidado na transfusão de concentrado de hemácias.
Não colocar na geladeira, manter à temperatura ambiente (22o C), até o momento de uso.
Usar equipos com filtro.
Tempo de infusão máximo de 30 minutos.
Se não transfundido em 4 horas, devolver ao Serviço de Hemoterapia.
Não adicionar medicamentos.
São consideradas contraindicações para a realização de traqueostomia:
presença de obstrução laríngea e subglótica.
recente cirurgia cardíaca.
necessidade de entubação endotraqueal prolongada, superior a duas semanas.
necessidade de diminuir o volume do espaço morto.
necessidade de entubação endotraqueal como facilitadora do procedimento.
No pós-operatório devem-se seguir medidas preventivas para evitar as pneumonias hospitalares como:
trocar os circuitos dos ventiladores com intervalos inferiores a 48 horas;
vacinar pacientes com alto risco para infecção pneumocócica;
desinfetar ou esterilizar o maquinário interno dos ventiladores rotineiramente;
administrar antibioticoterapia rotineiramente com objetivo de prevenção da pneumonia;
manter a nutrição enteral e dispositivos o maior tempo possível para equilibrar o estado do paciente.
Assinale a alternativa incorreta acerca das complicações observadas pós-traumatismo de tórax.
O risco de empiema aumenta com a persistência de fístula broncopleural e hemotórax com retenção de coágulos.
Fístula broncopleural também pode ocorrer no pós-operatório de pacientes com trauma torácico e ter como causa barotrauma.
Estenose de brônquio pode exigir reparo do brônquio ou ressecção pulmonar, sendo determinada pela presença de infecção pulmonar no segmento distal à lesão.
A presença de quilotórax é frequente em pacientes que sofreram traumatismo de tórax fechado.
A melhor prevenção para hemotórax e coágulos pós-traumatismo de tórax é a drenagem torácica com tubo de toracostomia.
O traumatismo torácico grave, com instabilidade torácica devido à fratura de múltiplas costelas, deve ser tratado pelas condutas listadas abaixo, EXCETO por:
tração externa.
estabilização torácica com compressa e esparadrapo.
traqueostomia.
suporte ventilatório mecânico.
uso de colete torácico.
Segundo o último consenso na terapêutica para o câncer de pulmão (2007), em um paciente com diagnóstico de nódulo pulmonar de 3 cm localizado no lobo superior do pulmão esquerdo, periférico, não ultrapassando um terço da periferia do parênquima pulmonar, com gânglios mediastinais # 1,5 cm e exame PET-CT mostrando captação pelo nódulo de 3,0 SUV e gânglios mediastinais não captantes, sem metástases a distância, está recomendada a lobectomia sem necessidade de realização de mediastinoscopia.
Nas dissecções envolvendo a aorta ascendente, a intervenção cirúrgica deve ser imediata, e tem por objetivo:
evitar ruptura e morte por tamponamento cardíaco;
evitar a regurgitação cardíaca quando presente;
redirecionar a isquemia miocárdica;
corrigir o local de laceração da íntima;
excluir o fluxo pela luz verdadeira aos ramos supra-aórticos e à aorta descendente.
Desordens endócrinas ou autoimunes como tireoidite autoimune e lúpus eritematoso sistêmico podem estar associadas à miastenia grave em até 10% dos casos.