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Analise o caso a seguir.
Paciente, 52 anos de idade, sexo feminino, com diagnóstico prévio de síndrome do intestino irritável, apresenta dor anal de forte intensidade, que a acorda à noite, não associada à evacuação, iniciada há 8 meses, com frequência de 1–2 vezes ao mês. Dura 1 minuto, sem fatores desencadeantes ou de alívio identificados. Nega hematoquezia ou prolapso. O hábito intestinal ocorre em dias alternados e relata um pouco de esforço evacuatório.
Nesse caso, o diagnóstico mais provável é
doença hemorroidária interna.
fístula anal.
fissura anal crônica.
proctalgia fugaz.
As metas atuais da Terapia nutricional préoperatória são:
prevenir a desnutrição ou minimizar os seus efeitos, imunomodulação, melhorar o estresse oxidativo e melhorar os resultados pós-operatórios;
recuperar o peso perdido pelo paciente, imunomodulação, melhorar o estresse oxidativo e melhorar os resultados pósoperatórios;
prevenir a desnutrição ou minimizar os seus efeitos, recuperar o IMC, aumentar o estresse oxidativo e melhorar os resultados pósoperatórios;
recuperar o peso perdido pelo paciente, recuperar o IMC, melhorar o estresse oxidativo e melhorar os resultados pósoperatórios;
Controlar os valores de albumina para diminuir os índices de infecções pós – operatória e diminuir o tempo de internação hospitalar.
Sobre cuidados pré e pós-operatório em cicrurgia colorretal, podemos afirmar, EXCETO:
O preparo mecânico do cólon previamente às cirurgias colorretais determina menores taxas de complicações anastomóticas e infecciosas. além de facilitar o manuseio cirúrgico do cólon sem contaminação do campo operatório.
O uso de antibióticos está indicado apenas como profilaxia, com duração de, no máximo, 24 horas; a menos que haja indicação terapêutica por motivos clínicos específicos.
A reintrodução da alimentação oral precoce no pós-operatório de cirurgia colorretal demonstra-se segura e bem tolerada pela grande maioria dos pacientes, sendo incorporada pela maioria do novos protocolos de pós-operatório.
As menores taxas de deiscência anastomóticas são observadas nas anastomose ileais ou ileocólicas, enquanto as maiores ocorrem nas anastomoses retais baixas ou coloanais.
O uso de drenos é controverso, porém, são frequentemente utilizados após as dissecções pélvicas, principalmente após terapia neoadjuvante.
Paciente do sexo masculino, 40 anos, tem queixas de dor abdominal e massa palpável em hipocôndrio direito. Realizou colonoscopia que evidenciou lesão vegetante ocupando 2/3 da luz intestinal localizado em cólon direito. Histopatológico: adenocarcinoma pouco diferenciado. Antecedentes familiares: mãe com neoplasia de ovário e irmão com neoplasia de estômago. Diante deste quadro, a melhor opção terapêutica é:
Colectomia total com ileorreto anastomose.
Colectomia direita com anastomose ileocólica.
Colectomia direita com anastomose ileocólica + gastrectomia total.
Colectomia total com ileorreto anastomose + gastrectomia parcial.
Colectomia direita alargada + anastomose ileocólica.
Relacione as colunas, considerando os exames propedêuticos no atendimento inicial do politraumatizado.
1. Avaliação ultrassonográfica direcionada para trauma (FAST).
2. Radiografia de pelve em ântero-posterior (AP)
3. Punção abdominal.
4. Tomografia computadorizada.
( ) Deve ser realizada em todo paciente politraumatizado vítima de trauma contuso.
( ) Só pode ser utilizada no exame secundário.
( ) Tem as mesmas indicações do lavado peritoneal diagnóstico.
( ) Método invasivo com indicação restrita para realização no atendimento inicial ao politraumatizado.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
3 – 1 – 2 – 4.
2 – 3 – 4 – 1.
4 – 2 – 3 – 1.
2 – 4 – 1 – 3.
3 – 4 – 2 – 1.
Sobre o estado atual da apendicite aguda, marque a alternativa INCORRETA.
A microbiota a ser coberta em uma apendicite aguda de origem comunitária deve ser gram negativa e anaeróbia.
Em situações de opção por tratamento não operatório, o maior risco é deixar de fazer o tratamento de neoplasias.
As vantagens da abordagem laparoscópica são: menor relato de dor pós-operatória; menor risco de infecção de sítio cirúrgico superficial; menor tempo de internação; e menor chance de hérnia incisional.
A obstrução do lúmen apendicular por fecalito ou por resíduo fecal, na maior parte das vezes, é o fator que desencadeia as alterações inflamatórias e infecciosas transmurais, que iniciam na mucosa.
No caso de cirurgia com abscesso periapendicular volumoso e contaminação das bordas da incisão, a melhor opção é lavar e colocar curativo a vácuo.
Sobre megacólon chagásico, assinale a alternativa INCORRETA.
A desnervação intestinal irá provocar incoordenação da atividade motora do órgão e, na tentativa de expulsar o bolo fecal, as contrações desordenadas acabam por provocar hipertrofia das suas camadas musculares.
Observa-se que, à medida que aumenta o grupo etário dos pacientes e, por consequência, a evolução da doença, aumenta o período de obstipação. Paradoxalmente, também se percebe, ao exame radiológico, casos de pacientes portadores de megacólon que apresentam ritmo intestinal normal.
Consideram-se passíveis de serem submetidos à cirurgia, a priori, apenas os pacientes sintomáticos, com quadro evolutivo e progressivo da obstipação intestinal, isto é, a simples existência de megacólon ao exame radiológico não é indicativo de cirurgia. A principal razão para se adotar tal conduta é o fato de que, aproximadamente, 25% dos pacientes chagásicos, embora sejam portadores de megacólon radiológico, apresentam ritmo intestinal normal.
Paciente portador de megacólon adquirido (chagásico), complicado por oclusão aguda em decorrência de fecaloma, inacessível ao toque retal, a cirurgia deve ser laparotomia, retirada do fecaloma, ressecção intestinal e anastomose primária.
Dentre essas complicações, consideram-se como mais importantes o fecaloma e o volvo da sigmóide. As úlceras estercoráceas, a impactação fecal e a colite isquêmica também podem ocorrer.
Analise as afirmativas a seguir a respeito da investigação da anemia no pré-operatório.
I - A presença de anemia no pré-operatório não está relacionada com desfechos adversos, uma vez que pode ser facilmente sanada.
II - A anemia pré-operatória não corrigida relaciona-se com maior número de transfusões de concentrados de hemácias no peri e pós-operatório.
III - Sugere-se a realização de hemograma completo no mínimo 30 dias antes da realização de procedimentos invasivos eletivos.
IV - A reposição do ferro deve, nesses casos, sempre ocorrer por IV.
Quais estão CORRETAS?
Apenas a I e a II.
Apenas a III e a IV.
Apenas a II e a III.
A I, a II, a III e a IV.
A II, a III e a IV.
Analise o caso a seguir.
Paciente, 55 anos de idade, sexo masculino, com diagnóstico prévio de megacólon idiopático, não chagásico, e quadro de constipação crônica grave foi admitido no pronto-socorro com quadro clínico obstrução intestinal total. O diagnóstico de volvo de sigmoide foi aventado nos exames de imagem.
Nesse caso, a(s) melhor(es) conduta(s) inicial(is) é(são)
colonoscopia e descompressão do volvo.
colostomia transversa para posterior ressecção.
retossigmoidectomia e procedimento de Hartmann.
retossigmoidectomia e anastomose primária.
Analise o caso a seguir.
Paciente, 81 anos de idade, tabagista, apresenta DPOC e tem uma saúde frágil. Após um episódio de hematoquezia, foi diagnosticada uma lesão neoplásica do terço distal do reto. Com a proposta de avaliar se a lesão de 2,5 cm era uma lesão inicial e de se realizar tratamento local exclusivo, o estadiamento local foi solicitado.
Nesse caso, o exame a ser utilizado é o(a)
ultrassonografia endorretal.
ressonância magnética da pelve.
tomografia computadorizada da pelve.
PET-CT.
A respeito da clássica incisão de Kocher, qual alternativa está CORRETA?
Indicada como laparotomia de acesso à vesícula, a via biliar, fígado e útero.
Trata-se de incisão oblíqua, através da aponeurose anterior do músculo reto abdominal, músculo reto abdominal (MRA), aponeurose posterior do MRA e peritônio.
Incisão longitudinal, pararretal interna, sendo um bom acesso ao apêndice, ceco e cólon ascendente.
Incisão transversa, através da aponeurose anterior do músculo reto abdominal, o próprio MRA e peritônio
Por ser menor, mais estética e de mais fácil execução, é preferível ao acesso por via laparoscópica.
São componentes do funículo espermático no homem, EXCETO:
ducto deferente, plexo pampiniforme e artéria espermática.
artéria testicular e nervo ileoinguinal.
ducto deferente, artéria testicular e artéria epigástrica inferior.
ducto deferente e artéria testicular.
plexo pampiniforme e ramo genital do genitofemoral.
Analise o caso a seguir.
Paciente do sexo masculino, 39 anos de idade, sem história familiar de câncer de cólon, apresenta quadro clínico de câncer de cólon, sendo submetido a colonoscopia, que identificou lesão endoscopicamente neoplásica situada em cólon transverso obstrutiva. A colonoscopia não ultrapassou a lesão. Além disso, foram observadas ao longo do cólon 32 (trinta e duas) outras lesões polipoides entre 5 mm e 10 mm e uma lesão de crescimento lateral de 30 mm no cólon sigmoide (biopsiada apenas). No laudo da biopsia, a lesão do cólon direito confirmou adenocarcinoma invasor, com células em anel de sinete e budding, carcinoma in situ na lesão de crescimento lateral do sigmoide e adenoma de baixo grau nas amostras dos pólipos.
Nesse caso, é correto afirmar:
Em caso de obstrução no cólon direito e operação de urgência, a colectomia direita é a melhor conduta.
O paciente não tem indicação de teste genético porque não há história familiar de câncer de cólon.
O diagnóstico de síndrome de Lynch é confirmado devido à localização do tumor em cólon direito e presença de sinais de mau prognóstico na biopsia da lesão.
O fenótipo desse paciente pode ser compatível com síndrome de Lynch, polipose adenomatosa atenuada ou síndrome da mutação do gene MYH.
Durante a palpação do hipocôndrio direito, mais especificamente no ponto cístico, pede-se ao paciente que inspire profundamente. Caso ele suspenda a inspiração abruptamente e refira dor durante a manobra, teremos:
Sinal de Courvoisier positivo.
Sinal de Rovising positivo.
Sinal de Lenander positivo.
Sinal de Murphy positivo.
Sinal de Jobert positivo.
Analise o caso a seguir.
Paciente do sexo feminino, 32 anos de idade, com diagnóstico de doença de Crohn de cólon, já em uso de infliximabe, apresenta-se com fístula perianal complexa com dois trajetos fistulosos com orifício interno aparentemente único e drenagem intermitente de secreção purulenta em grande quantidade, mas com piora da dor local há 48 horas. Não tem nenhuma cirurgia anal prévia. Procura o pronto-atendimento, em que se observa formação de abscesso no exame físico e na ressonância magnética da pelve.
Nesse caso, a melhor conduta a ser adotada é
drenar o abscesso e colocar o sedenho cortante com látex ou fio de seda.
drenar o abscesso e colocar o sedenho não cortante por tempo prolongado.
drenar o abscesso e realizar retalho de abaixamento mucoso.
drenar o abscesso apenas.
Qual é a lesão neoplásica benigna descrita como lesão geralmente plana, localizada no cólon direito ou ceco, tipicamente coberta por muco e associada a câncer colorretal de intervalo?
Hamartoma juvenil.
Pólipo hiperplásico.
Adenoma viloso.
Adenoma serrilhado séssil.
Dentre os sinais de metástases de neoplasias gástricas podemos afirmar que:
A linite gástrica é uma lesão gástrica metastática.
O sinal de Maria José é identificado ao toque retal na parede anterior no fundo de saco de Douglas.
O tumor de Krukenberg é quando ocorre metástase gástrica para os ovários.
A prateleira de Blummer é caracterizada por um ou mais implantes palpáveis junto à cicatriz umbilical.
O linfonodo de Virchow pode ser palpado na região inguinal uni ou bilateralmente.
Analise o caso a seguir.
Paciente 84 anos de idade, sexo feminino, em uso há 7 dias de naproxeno para “artrite”, apresenta hemorragia digestiva baixa, sendo admitida 1h da manhã no pronto-atendimento de um hospital geral, com repercussão volêmica, revertida com solução fisiológica e de transfusão inicial de 600 mL de concentrado de hemácias. Relata ter feito colonoscopia há dois anos, com diagnóstico de diverticulose difusa.
Nesse caso, é correto afirmar:
Com a repercussão volêmica, um cateter nasogástrico deve ser inserido para avaliar rapidamente sangramento acima do ângulo de Treitz.
O anti-inflamatório não esteroide não aumentou o risco de sangramento digestivo baixo.
Uma nova colonoscopia não será necessária já que recentemente o paciente se submeteu a esse exame.
A cintilografia com hemácias marcadas com tecnécio pode localizar o local do sangramento, guiando uma provável colectomia segmentar.
Paciente em investigação de anemia foi submetido a colonoscopia, a qual evidenciou neoplasia de cólon direito. Os exames de estadiamento identificaram metástases hepáticas bilobais. Qual deve ser o tratamento a ser instituído para este caso levando em consideração que a paciente apresenta episódios de hemorragia digestiva baixa?
Expectante por ser uma doença em estádio IV.
Colectomia direita.
Hepatectomia segmentar.
Arteriografia.
Analise o quadro a seguir.
Paciente com 31 anos de idade, sexo masculino, apresenta fístula anal transesficteriana posterior com secreção purulenta saindo do orifício secundário anterior. Procura o pronto-atendimento para avaliação porque o encaminhamento para a coloproctologia ainda não foi agendado. O paciente refere dor crônica que piora quando há abaulamento da região anal, mas que hoje não apresenta esse abaulamento. Ao exame físico, o médico de plantão observa a saída de pus, mas o paciente tolerou o toque retal, sem abaulamento.
Considerando esse quadro, qual é a conduta a ser adotada?
Proceder a drenagem do abscesso.
Colocar sedenho frouxo.
Iniciar antibiótico via oral por 7 dias.
Encaminhar para tratamento eletivo.