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Homem, 73 anos, ex-tabagista, com histórico de diabete melito, hipertensão arterial sistêmica e operação para revascularização do miocárdio há 03 anos, vem ao Serviço de Pronto Atendimento com queixa de dor abdominal de aproximadamente 4 meses de evolução, intensa e constante por cerca de 15 minutos que se inicia predominantemente após refeições em maior quantidade. Relata sudorese e sensação de “mal-estar” associadas. Tem diminuído a ingesta alimentar progressivamente devido à dor, com consequente perda ponderal. Ectoscopia sem maiores alterações, o abdome é flácido, escavado, indolor e sem massas palpáveis. Qual a hipótese diagnóstica a ser considerada neste caso?
Esofagite de refluxo
Neoplasia de pâncreas
Isquemia mesentérica crônica
Doença inflamatória intestinal
Paciente do sexo masculino, 55 anos, procura serviço de pronto atendimento com queixas de dor abdominal importante, principalmente na fossa ilíaca esquerda associado a febre a 24 horas. Refere que já apresenta sintomas de dor abdominal leve há cerca de um ano associado à constipação intestinal. Tem consigo um exame que realizou há cerca de 30 dias.

Diante deste quadro clínico, o exame mais indicado para avaliação e diagnóstico do paciente é:
Tomografia abdominal.
Colonoscopia.
Retossigmoidoscopia.
Ultrassonografia abdominal.
Enema Opaco.
A respeito da doença ulcerosa péptica complicada, assinale a alternativa INCORRETA:
O local mais acometido por perfuração é a parede anterior do duodeno.
A hemorragia é a complicação mais comum.
É a principal causa de morte e de indicação cirúrgica.
As neoplasias são a principal causa de obstrução ao esvaziamento gástrico e a doença ulcerosa péptica é a causa de menos de dez por cento dos casos.
A endoscopia digestiva alta é o exame de escolha na suspeita de úlcera péptica perfurada.
Faça a associação entre suspeita diagnóstica e achados clínicos encontrados, assinalando a alternativa CORRETA a seguir:
1- Íleo paralítico.
2- Peritonite.
3- Obstrução intestinal.
4- Úlcera péptica perfurada.
x- Ruídos hidroaéreos ausentes, tosse, Blumberg presente, rigidez ou defesa.
y- Severa distensão abdominal, peristaltismo visível, dor difusa sem Blumberg.
w- Distensão abdominal, ruídos hidroaéreos ausentes, sem dor local.
z- Rigidez abdominal, ruídos hidroaéreos diminuídos, sinal de Jolbert positivo.
1w, 2x, 3y, 4z.
1x, 2w, 3y, 4z.
1x, 2y, 3w, 4z.
1w, 2y, 3z, 4x.
1z, 2y, 3w, 4x.
Segundo o IMC (índice de massa corporal) e a presença de comorbidades (HAS, Diabetes mellitus tipo 2, artropatias, refluxo gastroesofageano, etc) a obesidade, tem indicação cirúrgica a partir da seguinte situação:
IMC acima de 30, independente de comorbidades.
IMC de 35 a 39.
IMC maior que 40 associado à comorbidade.
Sem haver comorbidades, somente com IMC acima de 50.
IMC acima de 35 com comorbidade.
Sobre doença diverticular do cólon, assinale a alternativa INCORRETA.
Os divertículos hipotônicos, por apresentarem seu cólon estreito, têm maior tendência a complicações, pois possibilitam a permanência de fezes no interior do corpo, dificultando seu esvaziamento e ocasionando sua obstrução.
Os fatores etiopatogênicos do divertículo adquirido mais aceitos são os seguintes: idade do enfermo (envelhecimento); alterações do colágeno e da elastina na submucosa cólica; aumento da pressão intracolônica; modificação da motilidade dos cólons e pouca ingestão de fibras.
As principais complicações da doença diverticular hipertônica são: Perissigmoidite, Abscesso intramural ou pericólico, fístulas internas (colovesical, coloentérica ou colovaginal), fístulas externas (colocutânea ou coloperineal), obstrução intestinal.
As principais complicações da doença diverticular hipotônica são hemorragia diverticular e perfuração em peritônio livre.
Na forma hipotônica, a manifestação da doença diverticular dos cólons pode estar relacionada ao envelhecimento fisiológico do indivíduo, que ocasiona o adelgaçamento da musculatura cólica, deixando-a tênue e hipotônica. Por essa razão, essa enfermidade apresenta maior incidência nos pacientes idosos.
O tratamento da apendicite aguda tem mudado muito ao longo dos anos. Atualmente são indicações de cirurgia em casos de apendicite aguda não complicada:
I - peritonite difusa.
II - ausência de controle da dor em 24 horas.
III - ausência de melhora do leucograma em 72 horas.
IV - incapacidade de tolerar dieta via oral.
Quais estão CORRETAS?
Apenas a I e II.
Apenas a I e a IV.
Apenas a II e a III.
Apenas a III e a IV.
Apenas a I e a III.
Sobre neoplasias de reto, marque a alternativa INCORRETA.
Tumores de reto baixo podem levar a metástases linfonodais das cadeias ilíacas internas, enquanto os tumores de reto médio e alto tendem a se disseminar primeiro para linfonodos da cadeia mesentérica inferior.
Hábitos cotidianos estão diretamente relacionados ao desenvolvimento de carcinoma coloretal. A alimentação é um importante fator. A ingestão excessiva de carne vermelha e de carnes processadas está relacionada à sua carcinogênese.
A dislipidemia, níveis séricos elevados de colesterol total e lipoproteína de baixa densidade (LDL) aumentam o risco de carcinoma coloretal (CCR), particularmente em homens e mulheres na pós-menopausa.
A síndrome de Gardner está relacionada ao desenvolvimento de CCR e tumores do sistema nervoso central, especificamente o glioblastoma multiforme (GBM) e o meduloblastoma. É subdividida em dois tipos principais: I, com mutação dos genes MMR, e II, com mutação do gene APC. A do tipo I está mais relacionada ao desenvolvimento do CCR hereditário não associado à polipose e ao GBM, enquanto a do tipo II apresenta maior manifestação de PAF e desenvolvimento do meduloblastoma.
A Polipose adenomatosa familiar (PAF) AF é outra síndrome com padrão de herança autossômico dominante responsável pelo CCR hereditário, em que ocorre mutação do gene APC (um gene supressor tumoral). Pacientes com polipose adenomatosa familiar (PAF) apresentam mais de 100 pólipos adenomatosos colônicos e evoluem para CCR em 100% dos casos, se não forem submetidos à ressecção do cólon ou colorretal.
Sobre os GISTs, assinale a alternativa CORRETA.
São tumores cujo potencial de malignidade está associado ao tamanho e ao formato da lesão.
São lesões que apresentam um comportamento biológico mais agressivo e pouco frequente no estômago, em relação ao esôfago.
Sabe-se que os GISTs não apresentam potencial para metástases a distância.
Indicam positividade para os marcadores CD117 e CD34.
Os GISTs são o grupo mais frequente de lesão subepitelial no esôfago, apresentam uma evolução mais favorável à benignidade quando comparados aos GISTs do estômago.
Maria tem 35 anos e sintomas de dor à defecação, associados a nódulo anal a 10 meses. Relata que foi diagnosticada com fissura anal, sendo tratada com medicação tópica, com melhora parcial do quadro e posterior recidiva dos sintomas.Tem constipação intestinal que melhorou após a primeira consulta, quando aumentou ingestão de fibras e líquidos. Sobre este caso, assinale alternativa CORRETA.
A paciente obteve um diagnóstico equivocado, por isso não melhorou com o tratamento.
A paciente deve ser investigada para a presença de hemorróidas e, assim, instituir o tratamento mais adequado.
A paciente necessita de um exame complementar para rever o diagnóstico e assim prosseguir o tratamento.
A paciente tem uma falha no tratamento clínico e deve ser indicado tratamento cirúrgico para a fissura anal.
A paciente deve insistir no tratamento clínico para fissura anal.
A calprotectina corresponde a:
Hormônio produzido pela tireoide que auxilia no diagnóstico de carcinoma medular da tireoide;
Polipeptídeo plasmático de ação proteolítica e vasodilatadora;
Fator ativador da via intrínseca da coagulação;
Marcador fecal de inflamação na mucosa intestinal.
Sobre a Hemorragia Digestiva, analise as assertivas e marque a opção correta:
I. Um terço dos pacientes com sangramento ativo ou um vaso visível sem sangramento apresentam hemorragia adicional que exige cirurgia de urgência, quando tratado de maneira conservadora;
II. Os pacientes com úlcera de base limpa apresentam taxas de sangramento recorrente próximas de zero. Quando estáveis podem receber alta após a endoscopia;
III. A gastropatia hemorrágica ou erosiva (causada por anti-inflamatórios não hormonais ou álcool) e a esofagite erosiva com frequência provocam hemorragia digestiva alta grave e a ocorrência de um sangramento significativo é comum.
É correto o que afirma, em:
I e II, apenas;
I e III, apenas;
II e III, apenas;
I, II e III.
Homem de 32 anos é atendido no ambulatório com queixa de dor anorretal, sangramento às evacuações e ardor anal há cerca de 30 dias, com piora na última semana. Refere tumoração dolorosa em margem anal posterior. Nega sintomas sistêmicos. Nega relação anorreceptiva. Ritmo intestinal normal. Ao exame: plicoma de cerca de 2cm sem sinais flogísticos, em margem anal posterior. Toque retal revela espasmo esfincteriano, com dor e sangramento ao toque. Falha na parede posterior do canal anal. Anuscopia foi recusada pelo paciente. Qual a melhor conduta:
Anestésico local por 30 dias.
Esfincterotomia cirúrgia imediata.
Colonoscopia e biópsia.
Antibiótico-terapia oral por 14 dias.
Esfincterotomia química com diltiazem em gel.
Qual das alternativas abaixo é a causa mais frequente de trombose da veia esplênica?
Neoplasia de pâncreas.
Neoplasia de vias biliares.
Pancreatite.
Colelitíase.
Hepatites virais.
Analise o caso a seguir.
Paciente de 71 anos de idade, sexo masculino, com diagnóstico de diverticulite aguda, apresenta abcesso pericólico de 7,5 cm no maior diâmetro, diagnosticado à tomografia computadorizada do abdome. O paciente está normotenso taquicárdico, eupneico, febril (38,1 ºC) e com dor localizada em fossa ilíaca esquerda.
Nesse caso, qual é a melhor opção terapêutica?
Antibioticoterapia endovenosa exclusiva.
Laparoscopia para drenagem do abscesso.
Drenagem percutânea guiada por método de imagem.
Ressecção do sigmoide e procedimento de Hartmann.
A Síndrome do Intestino Irritável (SII) é considerada um distúrbio gastrointestinal funcional.
Sobre a SII, analise as afirmativas abaixo:
I. É caracterizada por dor, mudança no hábito intestinal, distensão abdominal e constipação e/ou diarreia. Este distúrbio é classificado de acordo com o padrão de perturbações do trânsito intestinal e seu tratamento depende da apresentação clínica.
II. A terapia farmacológica é bastante diversificada; contudo, a primeira opção para o manejo da SII são as medidas não farmacológicas. Uma modificação dietética que está se mostrando eficaz na terapêutica da SII é a redução da ingesta de FODMEPs, que é acrônimo de fermentável, oligossacarídeos, dissacarídeos, monossacarídeos e polióis.
III. A sua etiopatogenia ainda não está totalmente esclarecida, mas há uma extensa variedade de mecanismos envolvidos. Seja na apresentação inicial, seja na exacerbação, os estressores psicológicos, que incluem os transtornos de humor e/ ou físicos, podem preceder à sintomatologia.
O número de afirmativas incorretas corresponde a:
Zero.
Uma.
Dois.
Três.
Analise o caso a seguir.
Paciente de 36 anos de idade, hígida, com dieta rica em fibras, bom hábito intestinal apresenta quadro súbito de dor abdominal em cólica. Procura o atendimento médico de urgência, e a propedêutica revela provável vólvulo de cólon direito.
Nesse caso, a(s) melhor(es) conduta(s) inicial(is) é(são)
descompressão por colonoscopia.
cateter nasogástrico e jejum por 3 dias.
colectomia direita e ileocolostomia.
colectomia direita e anastomose primária.
A incontinência anal afeta mais as mulheres do que os homens.
Na avaliação clássica de Jorge-Wexner, não entra na pontuação do escore
alteração da qualidade de vida.
uso de protetor.
incontinência para gases.
urgência evacuatória.
Com relação à doença de Crohn, é incorreto afirmar:
Deve ser incluída no diagnóstico diferencial de febre de origem indeterminada.
Obstrução intestinal e diarreia são formas possíveis de sua apresentação clínica.
A primeira crise de doença de Crohn pode mimetizar apendicite aguda.
Costuma ser confinada à mucosa da parede do trato gastrointestinal.
Perda de peso e anemia são mais comuns na doença de Crohn do que na Retocolite Ulcerativa.
Considere que um paciente do sexo masculino, 39 anos de idade, apresenta dor anal há 3 dias, associada com evacuação com fezes muito endurecidas. Nega febre. Relata hematoquezia com sangue vermelho vivo. No exame proctológico, nota-se fissura anal posterior sangrante.
Nesse caso, é correto afirmar:
Uma colonoscopia deve ser solicitada antes do tratamento.
Pomada manipulada de nifedipina é o tratamento de escolha.
Pode-se adiar a retossigmoidoscopia rígida para quando a fissura cicatrizar.
Esfincterotomia lateral interna pode ser indicada, se o paciente quiser tratamento mais rápido.