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Sobre tipos de excisão de acordo com Prendiville (2003), assinale a alternativa correta.
Tipo 1: não se estende mais de 1 cm no canal endocervical.
Tipo 2: faz-se a retirada entre 2 e 2,5 cm do canal.
Tipo 2: faz-se a retirada de até 3 cm do canal.
Tipo 3: faz-se a retirada de menos de 2 cm do canal.
Tipo 3: faz-se a retirada de até 5 cm do canal.
A queratina anormal de algumas regiões e aumento da densidade celular pode provocar uma região de acetobranqueamento, ou seja, corar-se branca após a aplicação do ácido acético. Sobre vulvoscopia e reação de acetobranqueamento, assinale a alternativa INCORRETA.
A reação acetobranca pode ocorrer no epitélio infectado por HPV.
A reação acetobranca pode ocorrer no epitélio lesionado por trauma.
A reação acetobranca pode ocorrer em regiões de infecção ativa por candidíase.
A reação acetobranca pode ocorrer em região de infecção ativa por herpes.
A reação acetobranca pode ocorrer no fundo de saco onde houver conteúdo espermático.
Sobre lesões glandulares do colo uterino à citologia, assinale a alternativa correta.
Apenas mulheres maiores de 35 anos com citologia apontando alteração em células glandulares devem ser referenciadas para um serviço de colposcopia. A maior parte da incidência de lesões ocorre no canal cervical, com necessidade de avaliação do canal pelo espéculo de Collins.
Apenas mulheres menores de 30 anos com citologia apontando alteração em células glandulares devem ser referenciadas para um serviço de colposcopia. A maior parte da incidência de lesões ocorre na JEC, com necessidade de bióspia com auxílio da pinça saca-bocado.
Toda mulher com citologia apontando alteração em células glandulares deve ser referenciada para um serviço de colposcopia. A maior parte da incidência de lesões ocorre no canal cervical, com necessidade de avaliação do canal pelo espéculo de Koogan-Menckel.
Toda mulher com citologia apontando alteração em células glandulares deve ser referenciada para um serviço de colposcopia. A maior parte da incidência de lesões na JEC tem necessidade de avaliação de biópsia com auxílio da pinça de Hartmann.
Toda mulher menor de 24 anos com citologia apontando alteração em células glandulares deve ser referenciada para um serviço de colposcopia. A maior parte da incidência de lesões ocorre no canal cervical, com necessidade de avaliação do canal pelo espéculo de Collins.
Mulheres infectadas pelo vírus da imunodeficiência humana, em tratamentos de câncer e usuárias crônicas de corticosteroides, constituem os principais exemplos de mulheres imunossuprimidas. A prevalência da infecção pelo HPV e a persistência viral, assim como a infecção múltipla (por mais de um tipo de HPV), são mais frequentes nesse grupo de mulheres. Assinale a alternativa correta em relação ao seguimento de uma paciente de 24 anos, CID 10 B 24, com contagem de linfócitos CD4+ em 400 células/mm.
Coleta anual e, após duas coletas normais, coleta bienal.
Coleta semestral e, após duas coletas normais, coleta anual.
Coleta a cada três meses e, após duas coletas normais, coleta semestral.
Coleta a partir dos 30 anos de idade.
Coleta trimestral + acompanhamento com colposcopia.
O termo “células escamosas atípicas de significado indeterminado” (ASCUS – Atipical squamous cells of undetermined significance) foi definido como achados citológicos caracterizados pela presença de alterações celulares insuficientes para o diagnóstico de lesão intraepitelial, mas alterações mais significativas do que as encontradas em processos inflamatórios. Essa categoria foi reclassificada em células escamosas atípicas de significado indeterminado (ASC-US) e células escamosas atípicas de significado indeterminado não podendo excluir lesão intraepitelial de alto grau (ASC – H). Atualmente, as categorias de ASCUS, independente de sua subclassificação, representam a atipia citológica mais comumente descrita nos resultados dos laudos citopatológicos do colo do útero. Sobre ASC – US, em paciente de 20 anos, sem comorbidades ou entidades dignas de nota, é necessário
repetir citopatológico em 6 meses.
repetir citopatológico em 12 meses.
repetir citopatológico em 3 anos.
encaminhar à colposcopia.
encaminhar à colposcopia + biópsia.
Considerando a equivalência da nomenclatura citopatológica e histopatológica desde o início do uso do exame citopatológico, assinale a progressão temporal correta.
Displasia leve -> NIC I -> ASCUS.
Carcinoma in situ -> NIC III -> HSIL.
Displasia moderada -> NIC I -> LSIL.
Carcinoma in situ ->carcinoma invasor.
Displasia acentuada -> NIC I -> LSIL.
Paciente, 40 anos, diabética, portadora do vírus da imunodeficiência humana (HIV) há 2 anos com tratamento regular, G4 P4 (4 partos normais), sexualmente ativa, atendida na Unidade Básica de Saúde apresentando há duas semanas quadro de prurido vulvar, corrimento vaginal e dispareunia. Nega uso de preservativos. Ao exame ginecológico, foram observados edema e eritema de pequenos lábios, além de fissuras em região perineal. Exame especular evidenciou secreção branca grumosa aderida às paredes vaginais. A principal hipótese diagnóstica e o melhor tratamento para o caso descrito são, respectivamente,
vaginose bacteriana e metronidazol 2 g via oral dose única.
candidíase vulvovaginal não complicada e clotrimazol 1% creme vaginal 7-14 dias ou fluconazol 150 mg 1 dose a cada 72h (total de 3 doses).
candidíase vulvovaginal complicada e fluconazol 150 mg dose única.
tricomoníase e metronidazol 500 mg 2xdia 7 dias.
candidíase vulvovaginal complicada e clotrimazol 1% creme vaginal 7-14 dias ou fluconazol 150 mg 1 dose a cada 72h (total de 3 doses).
Paciente, 27 anos, atendida em uma Policlínica para realização de colposcopia por apresentar dois exames colpocitológicos com resultado de lesão intraepitelial escamosa de baixo grau. Refere episódios isolados de sinusiorragia. Nega dor em região pélvica, sintomas urinários, dispareunia, leucorreia. Refere não fazer uso de métodos contraceptivos e não se lembra da data da última menstruação. História pregressa de tricomoníase e doença inflamatória pélvica (estádio I) há seis anos. Exame especular: colo uterino hiperemiado, presença de moderada quantidade de corrimento endocervical purulento. Toque vaginal bimanual indolor. A principal hipótese, principais agentes causadores e conduta são, respectivamente,
Vaginose bacterina. Gardnerella vaginalis. Iniciar Metronidazol 500mg 2xdia VO 7 dias. Solicitar bHCG, oferecer pesquisa de outras infecções sexualmente transmissíveis.
Doença Inflamatória Pélvica. Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae. Solicitar bHCG, hemograma, oferecer pesquisa de outras infecções sexualmente transmissíveis. Iniciar antibioticoterapia venosa – Clindamicina e Gentamicina.
Doença Inflamatória Pélvica. Etiologia polimicrobiana. Solicitar bHCG, hemograma, oferecer pesquisa de outras infecções sexualmente transmissíveis. Iniciar Ciprofloxacino 500 mg 1 comprimido VO e Azitromicina 1g VO dose única. Contactar parcerias.
Endocervicite. Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae. Solicitar bHCG, oferecer pesquisa de outras infecções sexualmente transmissíveis. Iniciar Ceftriaxone 250 mg IM e Azitromicina 1 g VO dose única. Contactar parcerias.
Tricomoníase. Trichomonas vaginalis. Iniciar Metronidazol 2g VO dose única. Solicitar bHCG, oferecer pesquisa de outras infecções sexualmente transmissíveis. Contactar parcerias.
Segundo a última terminologia das lesões intraepiteliais escamosas vulvares pela Sociedade Internacional de Doenças Vulvovaginais (ISSVD, 2015), o resultado: “Lesão intraepitelial escamosa de baixo grau (efeito HPV)” trata-se
de manifestação subclínica da infecção por HPV podendo ser tratada com tratamento excisional ou destrutivo.
de manifestação subclínica da infecção por HPV não requerendo tratamento.
da nova classificação de condiloma acuminado podendo ser tratada com tratamento excisional ou destrutivo.
de manifestação subclínica da infecção por HPV e o tratamento depende do status imunológico da paciente. Pacientes imunossuprimidas merecem acompanhamento especial pelo risco de doença invasiva oculta.
da nova classificação de condiloma acuminado e o tratamento depende do status imunológico da paciente. Pacientes imunossuprimidas merecem acompanhamento especial pelo risco de doença invasiva oculta.
Paciente, 40 anos, G4 P3 A1, sem comorbidades com colpocitologia de “Lesão intraepitelial escamosa de alto grau – HSIL” apresentando o seguinte laudo colposcópico (segundo terminologia da IFCPC 2011): “Colposcopia adequada, junção escamocolunar completamente visível com pequeno compontente endocervical, zona de transformação do tipo 2, epitélio acetobranco denso com rápido aparecimento orifícios glandulares espessados ocupando dois quadrantes de lábio posterior entre 4-9h. Teste de Schiller negativo”. A mesma foi submetida à excisão do tipo 2 com seguinte resultado: “Lesão intraepitelial escamosa de alto grau cervical com margem endocervical comprometida”.
Nessas condições,
a paciente deverá ser submetida a novo procedimento excisional, pois a mesma apresenta alta probabilidade de lesão residual no canal endocervical.
o seguimento deverá ser feito com exame citopatológico e colposcopia semestrais nos primeiros três anos. Após os dois primeiros anos, o seguimento deverá ser feito com a citologia anual até completar cinco anos do tratamento, na unidade básica de saúde.
o seguimento deverá ser feito com exame citopatológico e colposcopia semestrais nos primeiros dois anos. Após os dois primeiros anos, o seguimento deverá ser feito com a citologia anual até completar cinco anos do tratamento, na unidade básica de saúde.
a paciente deverá ser submetida a novo procedimento excisional, pois a mesma apresenta prole constituída.
a paciente deverá ser submetida a histerectomia, pois a mesma apresenta alta probabilidade de lesão residual no canal endocervical e prole constituída.
Paciente 29 anos encaminhada para colposcopia após 2 colpocitologias oncóticas com resultado de “Lesão intraepitelial escamosa de baixo grau”. Segue laudo da colposcopia: “Colposcopia adequada, junção escamocolunar completamente visível, com componente endocervical em lábio anterior de colo, zona de transformação do tipo 2, epitélio escamoso metaplásico com orifícios glandulares abertos, epitélio acetobranco tênue com bordas irregulares mal definidas ocupando os quatro quadrantes do colo dentro da zona de transformação. Teste de Schiller positivo.”
O caso acima trata-se de colposcopia com achados
anormais menores. Neste caso, a biópsia poderá ser dispensada, considerando-se a idade e o rastreamento prévio negativo e ausência de história de doença cervical pré-invasiva (NIC II/III). As pacientes não submetidas à biópsia devem ser seguidas com citologia em 6 meses até dois exames seguidos negativos, seguindo-se conduta específica a partir dos resultados subsequentes.
anormais menores. Neste caso, a biópsia deverá ser realizada, considerando-se a idade e o rastreamento prévio negativo e ausência de história de doença cervical pré-invasiva (NIC II/III). Segue-se conduta específica a partir do resultado histopatológico.
anormais maiores. Neste caso, a biópsia deverá ser realizada, considerando-se a idade e o rastreamento prévio negativo e ausência de história de doença cervical pré-invasiva (NIC II/III). Segue-se conduta específica a partir do resultado histopatológico.
anormais menores. Neste caso, a biópsia poderá ser dispensada, considerando-se a idade e o rastreamento prévio negativo e ausência de história de doença cervical pré-invasiva (NIC II/III). As pacientes não submetidas à biópsia devem ser seguidas com citologia em 12 meses até dois exames seguidos negativos, seguindo-se conduta específica a partir dos resultados subsequentes.
anormais maiores. Neste caso, a biópsia poderá ser dispensada, considerando-se a idade jovem e o rastreamento prévio negativo e ausência de história de doença cervical préinvasiva (NIC II/III). As pacientes não submetidas à biópsia devem ser seguidas com citologia em 12 meses até dois exames seguidos negativos, seguindo-se conduta específica a partir dos resultados subsequentes.
A manutenção de altas taxas de câncer de colo uterino levou o Ministério da Saúde a elaborar, em 1996, um projeto piloto “Viva Mulher”, dirigido a mulheres entre 35 – 49 anos. Foram desenvolvidos protocolos de padronização da coleta de material e para seguimento e conduta frente a cada alteração citológica.
Diante disso, para mulher com 28 anos, com colpocitologia oncótica apresentando ASC-US, e ao exame físico ectopia de JEC -2, assinale a melhor conduta.
Encaminhar à colposcopia.
Repetir nova citologia em 3 anos.
Repetir nova citologia em 12 meses.
Repetir nova citologia em 6 meses.
Dar alta e reiniciar a coleta a partir da idade de 30 anos.
Em caso de mesmo resultado citológico (ASC-US), em paciente negra de 32 anos, sem comorbidades, assinale a conduta correta.
Repetir citopatológico em 6 meses.
Repetir citopatológico em 12 meses.
Repetir citopatológico em 3 anos.
Encaminhar somente à colposcopia.
Encaminhar à colposcopia + biópsia.
Em caso de paciente de 39 anos, caucasiana, casada, em acompanhamento por ASC-US em dois exames consecutivos, colposcopia sem achados maiores ou sugestivos de invasão, a conduta seguinte seria
avaliar JEC, se completamente visível, avaliação do canal cervical.
avaliar JEC, se não visível, biópsia.
avaliar JEC, se completamente visível, biópsia.
avaliar JEC, se não visível, repetir citologia em 6 meses.
avaliar JEC, se completamente visível, estrogênio tópico e nova colpo em 6 meses.
A LSIL (Lesão Intraepitelial Escamosa de Baixo Grau) representa a manifestação da infecção causada pelo HPV, altamente prevalente e com potencial de regressão frequente. Apenas 0,2% das mulheres com esse diagnóstico citológico evoluem para o carcinoma invasor. Em caso de paciente, 29 anos, múltiplos parceiros, heterossexual, apresentando diagnóstico de LSIL pela primeira vez, a conduta adequada é
encaminhar à colposcopia, sem biópsia.
encaminhar à colposcopia, com bipósia se achado anormal.
encaminhar à colposcopia, sem biópsia se achado anormal.
repetir citologia oncótica em 6 meses.
repetir a citologia oncótica em 3 anos.
Todas as pacientes com diagnóstico de adenocarcinoma in situ deverão ser submetidas à conização. Essa afirmativa é
CORRETA. Todas as pacientes devem ser submetidas à conização.
INCORRETA. Pacientes com achados sugestivos de invasão à colposcopia não devem ser submetidas à conização.
INCORRETA. Pacientes com diagnóstico de adenocarcinoma devem ser submetidas à histerectomia.
INCORRETA. Pacientes com diagnóstico de adenocarcinoma devem ser submetidas à braquiterapia.
INCORRETA. Pacientes com diagnóstico de adenocarcinoma devem ser submetidas à excisão tipo 1.
Paciente com diagnóstico de células atípicas de significado indeterminado de origem indefinida, possivelmente não neoplásicas ou em que não se pode excluir lesão intraepitelial de alto grau, qual achado colposcópico indica biópsia?
Teste de Schiller negativo.
Ectopia de JEC.
Metaplasia escamosa.
Hiperemia difusa de colo.
Achado de lesão acetobranca densa.
Em caso de paciente homossexual, 21 anos, parceira única, apresentando diagnóstico de LSIL pela primeira vez, a conduta adequada é
encaminhar à colposcopia, sem biópsia.
encaminhar à colposcopia, com biópsia se achado anormal.
encaminhar à colposcopia, sem biópsia se achado anormal.
repetir citologia oncótica em 6 meses.
repetir a citologia oncótica em 3 anos.
Sobre lesão intraepitelial escamosa de alto grau e o seguimento pós-tratamento excisional, com exame histopatológico com qualquer uma das margens comprometidas por NIC II/III, assinale a alternativa correta.
A mulher deverá ser submetida à citologia 6 e 12 meses após o procedimento.
A mulher deverá ser submetida à colposcopia a critério do serviço.
A mulher deverá ser submetida a exame citopatológico e colposcopia semestrais no primeiro ano e, após o seguimento, será com citologia anual até completar dois anos do tratamento, na unidade de saúde.
A mulher deverá ser submetida a exame citopatológico e colposcopia semestrais no primeiro ano e, após, o seguimento será com citologia anual até completar três anos do tratamento, na unidade de saúde.
A mulher deverá ser submetida a exame citopatológico e colposcopia semestrais nos primeiros dois anos e, após, o seguimento será com citologia anual até completar cinco anos do tratamento, na unidade de saúde.
Em paciente, 26 anos, G4C3A0, com diagnóstico citológico de células escamosas atípicas de significado indeterminado, quando não se pode excluir lesão intraepitelial de alto grau (ASC-H), o seguimento será
colposcopia. Se JEC completamente visível e achado colposcópico anormal, biopsiar.
colposcopia. Se JEC não completamente visível e achado colposcópico normal, biopsiar.
colposcopia. Se JEC completamente visível e achado colposcópico anormal, biopsiar somente se suspeita de lesão invasiva.
colposcopia. Se JEC completamente visível e achado colposcópico anormal, encaminhar à conização.
repetir nova citologia em 6 meses. Se resultado persistente: colposcopia. Se JEC completamente visível e achado colposcópico anormal, biopsiar.