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Idosa, 75 anos, apresenta quadro de disúria persistente, com dispareunia, secura vaginal e infecções urinárias de repetição (3 nos últimos 6 meses). Sem sintomas sistêmicos no momento. Nega internações no último ano. Ativa, independente para atividades de vida diária. Exame atual de urina sem alterações, urocultura negativa. US rins e vias urinárias evidenciando cistos simples renais bilaterais (Bosniak I), o maior medindo 1 cm.
Qual seria a melhor conduta para essa paciente?
Iniciar profilaxia antibiótica contínua por três a seis meses e encaminhar ao urologista para programar cirurgia do cisto maior, provável responsável pelo quadro de disúria da paciente.
Introduzir antimuscarínico ou betagonista para tratar possível hiperatividade vesical associada ao envelhecimento, responsável por sintomas urinários irritativos e desconforto vesical.
Manter observação expectante, reforçando apenas medidas comportamentais (ingesta hídrica, micção após relação sexual, higiene íntima) e reavaliando se surgir febre ou piora da dor.
Prescrever lubrificantes vaginais antes das relações sexuais e evitar terapia hormonal local devido à idade avançada e aos riscos envolvidos, mantendo acompanhamento anual.
Iniciar estriol vaginal tópico (creme, gel ou óvulos), associado a hidratantes vaginais de uso regular.
Em avaliações geriátricas, o índice de massa corporal (IMC) tem pontos de corte específicos para idosos devido às alterações fisiológicas do envelhecimento. Qual é o IMC mínimo considerado aceitável para idosos, abaixo do qual o indivíduo passa a ser classificado como baixo peso?
18,5 kg/m².
19,0 kg/m².
22,0 kg/m².
23,5 kg/m².
25,0 kg/m².
Paciente idoso, 68 anos, hipertenso, diabético, dislipidêmico, obeso (IMC 31 kg/m²), faz uso de losartana, hidroclorotiazida, metformina e rosuvastatina. Apresenta-se em consulta de rotina com queixa de redução de libido, diminuição de ereções espontâneas, disfunção erétil, humor deprimido, diminuição de energia, perda de pelos no corpo e na face, redução na concentração. Exames laboratoriais coletados às 8h mostram: testosterona total: 210 ng/dL (ref. 300–900); testosterona livre calculada: baixa; LH: 2,1 mUI/mL (ref. 1–9); FSH: 4,2 mUI/mL (ref. 1–12); prolactina: normal; TSH: normal; HbA1c: 8,0%.
Quais são a interpretação e a conduta inicial mais adequadas nesse caso?
Hipogonadismo primário; iniciar reposição de testosterona imediatamente.
Hipogonadismo secundário; solicitar RM de hipófise e repetir testosterona matinal, bem como considerar início de análogos do GLP1 como a semaglutida ou tirzepatida.
Hipogonadismo primário por causa testicular; pedir espermograma e iniciar reposição.
Queda fisiológica da idade; o tratamento consiste em exercício e perda de peso.
Síndrome metabólica com testosterona falsamente baixa; repetir exames no período da tarde para confirmar.
As queixas que o médico geriatra precisa resolver nos atendimentos ambulatoriais, domiciliares ou hospitalares são múltiplas. Assim, o domínio e o amplo conhecimento de diversos conteúdos são imprescindíveis. Com base nisso, analise as assertivas abaixo:
I. Na infecção urinária em idosos, a investigação e o tratamento estão indicados antes de procedimentos urológicos invasivos, e, de forma individualizada, algumas condições devem ser analisadas, especificamente em pacientes com quadro confusional de início recente, sem uma causa etiológica aparente.
II. A polimialgia reumática acomete pessoas de 50 anos ou mais, acompanhada de dores nos ombros, VHS ou PCR elevados e seu tratamento preconizado é corticoterapia, comumente prednisona, em dose mínima de 1 mg/kg/dia de peso do paciente, não devendo ser mantida por mais de 14 dias em decorrência dos riscos do uso crônico de corticosteroides.
III. Na hidrocefalia de pressão normal, a síndrome característica consiste na tríade clássica de demência: declínio funcional propriamente dito, dificuldade à marcha (apraxia de marcha) e incontinência urinária, em associação com o alargamento do sistema ventricular, desproporcional ao grau de atrofia cerebral ao exame de neuroimagem. É responsável por aproximadamente 2% de todos os casos de demência, e sua importância se deve ao fato de apresentar grandes chances de regressão completa do quadro demencial, caso o tratamento seja instituído precocemente e sem intercorrências.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas III.
Apenas I e II.
Apenas I e III.
As síndromes geriátricas, como a instabilidade postural e a insuficiência cognitiva, demandam intervenções que preservem a autonomia e a independência funcional do indivíduo. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__) A fragilidade no idoso pode ser prevenida ou atenuada por meio do fortalecimento da independência da pessoa idosa no exercício de suas funções sociais.
(__) O diagnóstico de demência deve focar no declínio cognitivo, dispensando a análise da dinâmica familiar e das condições emocionais do cuidador.
(__) O mapeamento de idosos restritos ao leito e a identificação das causas do confinamento são fundamentais para o planejamento racional das visitas domiciliares.
(__) O fornecimento de tecnologias assistivas, como bengalas e andadores, deve ser realizado de forma desarticulada da rede de reabilitação para agilizar a entrega dos insumos.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
V, F, V, F.
V, V, V, V.
V, V, F, V.
F, F, F, F.
F, V, V, F.
O envelhecimento é caracterizado por um declínio progressivo na reserva fisiológica de todos os sistemas orgânicos, com consequente perda das reservas homeostáticas, incorrendo em aumento de vulnerabilidade a doenças.
Sobre o tema, assinale a alternativa que exemplifica CORRETAMENTE as alterações relacionadas à senescência.
Redução significativa da eritropoiese.
Redução da gordura corporal. Esta tende a ser redistribuída preferencialmente para a região apendicular.
Aumento do número das glândulas sudoríparas, com aumento da sudorese.
Redução da água corporal total, da massa muscular esquelética e da massa óssea.
Aumento da complacência da parede torácica.
Assinale a opção que indica um instrumento que permite a avaliação do equilíbrio e da marcha na pessoa idosa.
Escala de Braden.
Short Physical Performance Battery (SPPB).
Medida de Independência Funcional (MIF).
Índice de Katz.
Escala da Zarrit.
Paciente idoso de 78 anos, portador de hipertensão arterial controlada, procura consulta de rotina relatando cansaço, episódios de tontura ao se levantar e dificuldade para realizar algumas atividades domésticas; considerando a avaliação integral da saúde do idoso e a necessidade de planejamento de cuidados preventivos, assinale a alternativa correta sobre condutas básicas em geriatria aplicáveis a este paciente.
Pacientes idosos assintomáticos não devem ser questionados sobre quedas recentes ou alterações cognitivas, pois estas informações não influenciam o planejamento de cuidados preventivos.
A idade cronológica isoladamente é suficiente para determinar independência funcional e necessidade de suporte domiciliar, dispensando avaliação detalhada de atividades diárias ou testes específicos.
A avaliação da capacidade funcional por meio de escalas validadas, como Katz ou Lawton & Brody, permite identificar limitações nas atividades básicas e instrumentais da vida diária, orientando intervenções preventivas e reabilitadoras.
O rastreamento de comorbidades como hipertensão ou diabetes deve ser realizado apenas quando o paciente apresentar sintomas específicos, sendo desnecessário em consultas de rotina.
Paciente idoso, acamado há duas semanas após queda doméstica, apresenta dificuldade para reposicionamento independente e queixas de dor difusa, sendo avaliado para cuidados de enfermagem e planejamento de prevenção de complicações cutâneas; considerando a fisiopatologia da imobilidade prolongada e seus efeitos sobre a integridade da pele, assinale a alternativa correta sobre prevenção e manejo de úlceras de pressão neste contexto.
A hidratação e nutrição do paciente não possuem impacto relevante na prevenção ou cicatrização de úlceras de pressão, podendo ser desconsideradas nas estratégias de cuidado.
A avaliação da integridade cutânea deve ser realizada apenas quando surgirem sinais de lesão visível, pois a inspeção precoce não previne complicações.
A imobilidade de curto ou longo prazo não influencia significativamente o risco de desenvolvimento de úlceras de pressão, tornando desnecessárias intervenções preventivas como reposicionamento ou colchões especiais.
A mobilização periódica, reposicionamento adequado e uso de superfícies de apoio especiais são estratégias fundamentais para reduzir a pressão prolongada sobre áreas de risco e prevenir o desenvolvimento de úlceras de pressão em pacientes imobilizados.
Pacientes idosos apresentam alterações farmacocinéticas e farmacodinâmicas que aumentam a vulnerabilidade a efeitos adversos de medicamentos, tornando a iatrogenia uma preocupação central em geriatria. Considerando o uso racional de fármacos nesta população e a prevenção de complicações, assinale a alternativa correta.
Alterações na função renal, hepática, composição corporal e sensibilidade receptorica em idosos aumentam o risco de efeitos adversos e interações medicamentosas, tornando essencial a revisão periódica da prescrição, ajuste de doses e monitoramento cuidadoso.
Medicamentos lipofílicos não apresentam alterações na meia-vida ou volume de distribuição em idosos, portanto, não exigem ajustes de dose ou monitoramento adicional.
O risco de iatrogenia em pacientes idosos está relacionado a medicamentos prescritos recentemente, não envolvendo polifarmácia ou interações cumulativas de tratamentos crônicos.
A farmacocinética em idosos não se altera significativamente com a idade, de modo que doses e intervalos de medicação podem ser aplicados da mesma forma que em adultos jovens sem risco adicional de efeitos adversos.
Paciente de 79 anos procura auxílio médico por ter sido operada para uma correção de fratura do rádio e ulna direita após escorregar no piso molhado do banheiro de sua casa e cair apoiando a palma da mão no chão. Nunca havia caído antes e foi sua primeira fratura.
A paciente tem função renal normal, assim como cálcio e fósforo plasmáticos, fosfatase alcalina, vitamina D e paratormônio.
Foi solicitado densitometria óssea, cujo resultado encontra-se a seguir:

(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)
Assinale a alternativa correta quanto ao tratamento.
Romosozumabe 210 mg 1x/mês durante 12 meses, seguido de ácido zoledrônico 5 mg 1x/ano por mais 3 a 5 anos, quando deverá ser programado o holiday, a depender da resposta ao tratamento.
Desosumab 60 mg 1 vez a cada 6 meses durante 2 anos, em seguida iniciar alendronato 70 mg 1 vez por semana, por tempo indeterminado.
Teriparatida 20 mcg por via subcutânea por no máximo 12 meses, seguido por romosozumabe 210 mg 1x/mês, por mais 2 anos.
Teriparatida 20 mcg 1x/d durante 24 meses, seguida por ibandronato 150 mg 1x/mês, por tempo indeterminado.
Risedronato 35mg 1x/semana por 3 a 5 anos, seguido de denosumab 60 mg 1 vez a cada 6 meses.
Paciente idoso, 80 anos, sexo masculino, refere quadro de halitose e regurgitação de alimentos não digeridos. Refere ainda percepção de abaulamento no pescoço durante as refeições. Tendo em vista a principal hipótese diagnóstica para o caso em questão, assinale a alternativa que apresenta o melhor exame a ser solicitado:
Endoscopia digestiva alta;
Esofagografia baritada;
pHmetria;
Esofagomamometria.
Um paciente de 65 anos comparece à unidade de saúde para acompanhamento e apresenta histórico de dislipidemia, tabagismo prévio e sedentarismo. Está assintomático no momento. Considerando a prevenção cardiovascular na atenção primária, assinale a alternativa CORRETA:
A abordagem preventiva cardiovascular concentra-se no tratamento medicamentoso após o surgimento de manifestações clínicas.
A prevenção cardiovascular deve ser direcionada principalmente ao controle dos episódios sintomáticos identificados.
A avaliação do risco cardiovascular global auxilia na definição das estratégias preventivas e terapêuticas individualizadas.
A presença isolada de um fator de risco determina a conduta terapêutica sem necessidade de avaliação complementar.
A ausência de sintomas cardiovasculares reduz a necessidade de investigação dos fatores de risco associados.
Leia o caso a seguir para responder às questões 29 e 30:
Paciente de 80 anos, sexo masculino, tabagista 50 anos maço, procura ambulatório com queixa de dispneia aos médios esforços. Sentia-se cansado para caminhar no plano, apresentava tosse produtiva constante, com períodos de exacerbação e internação há cerca de 30 dias devido a uma pneumonia. Realizou uma espirometria que mostrou o Volume Expiratório Forçado de 1 segundo de 30%.
Em relação ao caso anterior, assinale a alternativa correta quanto à indicação de vacinação contra pneumonia.
PCV 10 em dose única.
PCV 15 em dose única e 12 meses depois administrar a PCV 13.
PPV 23 em dose única.
PCV 20 em dose única.
PCV 20 em dose única e 12 meses depois administrar a PPV 23.
Uma mulher de 78 anos procura atendimento geriátrico acompanhada da filha, que relata que, nos últimos 12 meses, a paciente passou a apresentar esquecimentos mais frequentes de fatos recentes. A paciente refere que, ocasionalmente, esquece onde guardou objetos e tem dificuldade para recordar o nome de algumas pessoas. Entretanto, mantém preservada sua independência para as atividades básicas e instrumentais de vida diária: administra suas finanças, organiza e utiliza corretamente seus medicamentos, realiza compras, prepara suas refeições, utiliza transporte sem necessidade de acompanhante e dirige com segurança. Não apresenta episódios de desorientação espacial, alterações comportamentais importantes, alucinações ou sintomas parkinsonianos.
Considerando os critérios clínicos para diferenciação entre envelhecimento cognitivo normal, comprometimento cognitivo leve e demência, qual é o diagnóstico mais provável?
Demência devido à doença de Alzheimer, pois qualquer queixa de memória em pessoa idosa caracteriza demência.
Doença de Parkinson, pois alterações cognitivas podem ocorrer em pessoas idosas.
Comprometimento cognitivo leve, caracterizado por declínio cognitivo objetivo ou percebido, com preservação da independência funcional.
Demência com corpos de Lewy, pois o comprometimento de memória é a manifestação clínica característica dessa doença.
Alteração cognitiva normal do envelhecimento, pois esquecimentos de fatos recentes são sempre considerados fisiológicos após os 65 anos.
Homem de 80 anos é levado ao serviço de saúde devido a um quadro agudo de confusão, de 1 dia de evolução. Ao ser questionado, o cuidador menciona que ele apresenta alguns sintomas de déficit de memória há vários meses, mas que o episódio atual é diferente. Ele tem tido alguma dificuldade para dormir, e o acompanhante acredita que ele possa ter tomado algum medicamento para isso. O cuidador não notou nenhuma fraqueza ou espasmos, mas não tem certeza se ele teve febre.
Qual achado semiológico, se presente, constitui, com maior acurácia, um achado clínico de alerta de maior gravidade (red flag)?
Desorientação quanto ao local ou à hora.
Dificuldade para encontrar palavras e inventar novas palavras.
Dor à movimentação cervical.
Espasmos periódicos nos braços e nas pernas.
Sonolência.
Uma mulher de 83 anos, independente para as atividades básicas e instrumentais de vida diária, comparece à consulta geriátrica acompanhada da filha. Nos últimos 12 meses, apresentou três quedas não intencionais dentro de casa, sem perda de consciência, traumatismo craniano ou fraturas. Relata que os episódios ocorreram em diferentes situações: em uma ocasião, levantou-se rapidamente da cama; em outra, tropeçou ao caminhar à noite até o banheiro; e, na terceira, perdeu o equilíbrio ao realizar uma tarefa doméstica. Faz uso contínuo de cinco medicamentos, incluindo um anti-hipertensivo e um hipnótico, e costuma utilizar chinelos dentro de casa. Ao exame, apresenta discreta redução da velocidade da marcha, sem déficit neurológico focal.
Considerando a abordagem das quedas recorrentes na população idosa, assinale a alternativa CORRETA:
Na ausência de perda de consciência, traumatismo craniano ou fratura, as quedas são classificadas como eventos de baixo risco e não há indicação de avaliação sistemática dos fatores intrínsecos e extrínsecos.
A ocorrência de múltiplas quedas em um período de 12 meses deve motivar avaliação multifatorial, incluindo revisão dos medicamentos, avaliação da marcha e do equilíbrio, investigação de fatores cardiovasculares e neurológicos quando indicados e identificação de riscos ambientais.
A suspensão de medicamentos associados a quedas deve ser realizada de forma imediata após a identificação de polifarmácia, independentemente da indicação clínica, da dose utilizada ou do risco de efeitos decorrentes da retirada.
A intervenção sobre fatores ambientais apresenta benefício limitado quando o idoso mantém independência funcional, devendo a prevenção concentrar-se principalmente no tratamento das alterações neurológicas relacionadas ao envelhecimento.
Em idosos com quedas recorrentes, recomenda-se restringir atividades físicas e reduzir a exposição a situações que exijam deslocamento, pois a diminuição da mobilidade constitui uma das principais estratégias para prevenir novos episódios.
Um homem de 74 anos é levado à consulta pela filha, que relata que, nos últimos quatro meses, ele deixou de participar das atividades sociais que costumava apreciar, perdeu cerca de 5 kg sem intenção e demonstra pouco interesse por atividades que anteriormente lhe davam prazer. O paciente também refere cansaço frequente e alterações do sono. A família inicialmente atribuiu essas mudanças ao processo natural de envelhecimento, mas, diante da persistência dos sintomas, procurou avaliação médica.
Durante a consulta, é aplicada uma escala de rastreamento para sintomas depressivos em idosos, com resultado sugestivo de depressão. Considerando as particularidades da depressão na população idosa, assinale a alternativa INCORRETA:
A Escala de Depressão Geriátrica (EDG/GDS) é um instrumento que pode auxiliar na identificação de sintomas depressivos em idosos e, dependendo da pontuação, estabelece o diagnóstico clínico de depressão.
Um episódio depressivo ocorrido anteriormente, inclusive durante a vida adulta, constitui importante fator associado ao risco de recorrência de depressão na velhice.
Alterações como anedonia, isolamento social, perda de peso não intencional, distúrbios do sono e redução da energia podem estar presentes na depressão em idosos.
A depressão em idosos pode permanecer subdiagnosticada porque manifestações como isolamento, redução das atividades e perda de interesse podem ser equivocadamente interpretadas por familiares ou profissionais como consequências normais do envelhecimento.
Os antidepressivos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), como sertralina e escitalopram, estão entre as opções farmacológicas utilizadas no tratamento da depressão em idosos, devendo a escolha considerar características clínicas, interações medicamentosas e tolerabilidade.
Paciente de 86 anos, portadora de demência na doença de Alzheimer, é classificada como 7b segundo a escala FAST (Functional Assessment Staging Test).
Assinale a alternativa que corresponde ao seu desempenho funcional.
Necessita de ajuda para tomar banho.
Possui incontinência urinária.
A fala é limitada a 6 palavras inteligíveis.
Consegue falar somente uma palavra durante todo o dia.
Possui incapacidade de sorrir.
Durante uma consulta de acompanhamento de um homem de 79 anos, o médico explica à família que o envelhecimento está associado a modificações progressivas em diversos sistemas orgânicos. Algumas dessas alterações fazem parte da fisiologia do envelhecimento enquanto outras podem representar condições patológicas que necessitam de investigação e tratamento.
Com base nos conhecimentos sobre fisiologia do envelhecimento, assinale a alternativa INCORRETA:
O envelhecimento cutâneo está associado à redução da espessura e da elasticidade da pele, além de maior fragilidade dos vasos sanguíneos, o que pode favorecer o aparecimento de equimoses após traumas de pequena intensidade.
A percepção da sede pode estar reduzida no idoso, associada a alterações na regulação hidroeletrolítica e na resposta à desidratação, aumentando a vulnerabilidade à redução da ingestão de líquidos.
O envelhecimento está relacionado à redução progressiva da massa muscular e a alterações na composição corporal, com maior proporção de tecido adiposo, podendo contribuir para redução da força e desenvolvimento de sarcopenia.
Embora alterações do apetite e da composição corporal possam ocorrer durante o envelhecimento, a perda ponderal involuntária em idosos, quando não acompanhada de outros sinais ou sintomas, pode ser considerada uma manifestação fisiológica da senescência, não havendo necessidade de investigação etiológica sistemática.
Senescência corresponde às alterações fisiológicas relacionadas ao processo de envelhecimento, enquanto o termo senilidade é tradicionalmente empregado para alterações patológicas associadas ao envelhecimento.