Questões de Concurso sobre Geriatria

 
 
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A aterosclerose é uma doença crônica multifatorial que afeta predominantemente idosos e está associada a eventos cardiovasculares graves. Considerando os mecanismos fisiopatológicos e fatores de risco relacionados a esta condição, analise as afirmativas a seguir.


I.A aterosclerose inicia-se com disfunção endotelial, seguida de acúmulo de lipídios na íntima arterial, recrutamento de células inflamatórias e formação de placas fibrosas que podem evoluir para complicações isquêmicas.

II.A aterosclerose pode acometer qualquer artéria muscular ou elástica, sendo as coronárias, carótidas, aorta e artérias periféricas os principais territórios clinicamente relevantes em geriatria.

III.O tabagismo, a hipertensão arterial e a dislipidemia não possuem impacto significativo na progressão da aterosclerose em idosos, sendo fatores de risco irrelevantes nesta faixa etária.


Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS.


A

II.


B

I e II.


C

I e III.


D

I, II e III.

A avaliação e o manejo da incontinência urinária e fecal são essenciais em pacientes geriátricos, especialmente antes de procedimentos cirúrgicos que possam interferir na função pélvica. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:


(__)A incontinência fecal em idosos é geralmente causada por doenças neurológicas agudas, não envolvendo fatores anatômicos ou funcionais do esfíncter anal ou reto.

(__)A incontinência urinária de esforço ocorre principalmente devido à fraqueza do assoalho pélvico e insuficiência da uretra para manter continência durante aumento da pressão intra-abdominal, sendo frequentemente associada a múltiplos partos em mulheres.

(__)O envelhecimento isolado não influencia a função do esfíncter anal nem aumenta a predisposição à incontinência fecal, sendo fatores genéticos a única causa relevante nessa população.

(__)Estratégias de reabilitação do assoalho pélvico, incluindo exercícios de fortalecimento muscular, biofeedback e eletroestimulação, demonstram eficácia em reduzir episódios de incontinência urinária e fecal em pacientes selecionados.


Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:


A

V, V, V, V.


B

V, F, F, F.


C

F, F, V, V.


D

F, V, F, V.

Uma mulher de 77 anos, previamente independente, procura a unidade de saúde relatando que suas roupas estão mais folgadas há aproximadamente quatro meses. Segundo a filha, ela perdeu cerca de 6 kg nesse período, sem ter realizado dieta ou aumentado a atividade física. Durante a anamnese, a paciente relata redução do apetite, dificuldade ocasional para mastigar alguns alimentos e episódios de tristeza e isolamento social. Nega febre, mas refere mudança recente do hábito intestinal.

Diante desse quadro, a equipe decide investigar sistematicamente possíveis causas da perda ponderal. Considerando a abordagem da perda de peso involuntária no paciente idoso, assinale a alternativa INCORRETA:


A

A avaliação deve incluir aspectos relacionados à saúde bucal, como presença de dentes, utilização de prótese dentária, adaptação da prótese, dor e dificuldade para mastigar.


B

Transtornos depressivos podem contribuir para perda ponderal em idosos, por mecanismos como redução do apetite, desinteresse pela alimentação e isolamento social.


C

A presença de disfagia deve ser investigada, pois dificuldades para deglutir podem reduzir a ingestão alimentar e favorecer perda de peso.


D

A perda de peso involuntária deve ser considerada uma alteração fisiológica esperada do envelhecimento e, portanto, não necessita de investigação quando ocorre em idosos.


E

Perda ponderal associada a anemia e alteração recente do hábito intestinal deve levantar a possibilidade de doença gastrointestinal, incluindo neoplasia colorretal, justificando investigação clínica apropriada.

Um homem de 78 anos é acompanhado na unidade de saúde por apresentar perda progressiva de memória, dificuldade para organizar atividades financeiras e redução da autonomia para algumas tarefas do cotidiano. A família deseja saber quais medidas podem contribuir para reduzir o risco de declínio cognitivo e quais são as principais diferenças entre os tipos de demência.

Considerando os conhecimentos atuais sobre síndromes demenciais, assinale a alternativa INCORRETA:


A

A adoção de hábitos de vida saudáveis, incluindo atividade física regular, alimentação equilibrada, sono adequado e controle de fatores de risco cardiovascular, está associada à redução do risco de declínio cognitivo e de algumas formas de demência.


B

A doença de Alzheimer é a causa mais frequente de demência, sendo caracterizada por alterações neuropatológicas que incluem o acúmulo de beta-amiloide e alterações da proteína tau.


C

A demência com corpos de Lewy pode apresentar alterações cognitivas, alucinações visuais, flutuações do estado cognitivo e sintomas parkinsonianos, sendo importante diferenciá-la de outras síndromes demenciais.


D

Os inibidores da acetilcolinesterase podem ser utilizados no tratamento sintomático da doença de Alzheimer e também apresentam evidências de benefício cognitivo e funcional em pacientes com demência com corpos de Lewy, embora a resposta terapêutica e a indicação devam considerar a etiologia e as características clínicas individuais.


E

Na demência com corpos de Lewy, os sintomas cognitivos e parkinsonianos podem ocorrer próximos temporalmente, enquanto na demência associada à doença de Parkinson o comprometimento cognitivo surge anos antes do estabelecimento da síndrome motora parkinsoniana.

Uma mulher de 76 anos, independente e fisicamente ativa, apresenta uma fratura de fêmur após uma queda da própria altura. Ela não possui diagnóstico prévio de osteoporose e não faz uso de medicamentos específicos para a doença. Na consulta, o médico solicita avaliação do risco de novas fraturas e discute medidas farmacológicas e não farmacológicas, incluindo exercício físico, adequação da ingestão de cálcio e vitamina D.

Considerando os princípios de diagnóstico, prevenção e tratamento da osteoporose em idosos, assinale a alternativa CORRETA:


A

Na avaliação densitométrica de mulheres idosas, o Z-score deve ser utilizado preferencialmente ao T-score para estabelecer o diagnóstico de osteoporose relacionada à idade.


B

A ocorrência de fratura de quadril ou de vértebra após trauma de baixo impacto, como uma queda da própria altura, pode ser suficiente para caracterizar osteoporose clínica, mesmo sem a realização de densitometria óssea, dependendo do contexto clínico.


C

A redução dos níveis de estrogênio após a menopausa exerce efeito protetor sobre o tecido ósseo, reduzindo a velocidade da perda de massa óssea.


D

A combinação de atividade física, cálcio e vitamina D constitui tratamento suficiente para todos os pacientes com osteoporose, não havendo indicação de medicamentos específicos.


E

Pessoas com osteoporose devem evitar exercícios com sustentação de peso e treinamento de força, pois essas modalidades necessariamente aumentam o risco de fraturas.

Um homem de 76 anos, independente para suas atividades habituais, comparece à unidade básica de saúde para acompanhamento. Nas últimas três consultas, realizadas em dias diferentes, apresentou pressão arterial entre 158–164/72–78 mmHg. Ele faz uso regular de dois anti-hipertensivos e relata tontura ocasional ao levantar-se rapidamente da cama. Ao exame, apresenta pressão arterial de 162/76 mmHg sentado e 138/68 mmHg após permanecer em pé por três minutos, sem sintomas importantes durante a avaliação. O médico decide revisar o tratamento antes de intensificá-lo. Considerando as particularidades da hipertensão arterial no paciente idoso, assinale a alternativa CORRETA:


A

A pressão arterial sistólica elevada deve ser desconsiderada em idosos quando a pressão diastólica estiver abaixo de 80 mmHg, pois esse padrão é esperado com o envelhecimento.


B

A presença de queda significativa da pressão arterial após a mudança para a posição ortostática deve ser considerada na avaliação e no ajuste do tratamento anti-hipertensivo, especialmente diante de sintomas como tontura e risco de quedas.


C

Em pacientes idosos, o tratamento da hipertensão deve ser intensificado rapidamente até que a pressão arterial sistólica permaneça abaixo de 110 mmHg, independentemente da presença de sintomas.


D

A hipertensão sistólica isolada em idosos é predominantemente causada por aumento da frequência cardíaca e, por isso, o tratamento deve priorizar exclusivamente medicamentos que reduzam a frequência cardíaca, os betas bloqueadores.


E

A ocorrência de tontura ao levantar-se é uma manifestação inevitável do envelhecimento e não deve influenciar a escolha ou a intensidade do tratamento anti-hipertensivo.

Paciente de 79 anos, viúva, professora universitária aposentada. Faz acompanhamento em um ambulatório de geriatria, com queixas de esquecimento. Nos últimos 12 meses vem apresentando dificuldade para nomear objetos e palavras, esquece assuntos que ia conversar, depois se recorda. Diz que colocou objetos em locais errados. Foi aplicado o miniexame do estado mental, no qual ela pontuou 29 em 30 pontos; realizou corretamente o teste do relógio; teste de fluência verbal categoria animal: 11 animais; escala para as atividades básicas de Katz: 5 pontos; escala para as atividades instrumentais de Pfeffer: 4 pontos em 30. De acordo com o modelo AT(N): A+T+N-.

Assinale a alternativa correta quanto ao diagnóstico da paciente.


A

Demência na doença de Alzheimer.


B

Comprometimento cognitivo leve não amnéstico.


C

Demência vascular.


D

Não há declínio cognitivo.


E

Comprometimento cognitivo leve amnésico.

A osteoartrite é importante causa de incapacidade funcional em pessoas com mais de 65 anos e leva à perda da qualidade de vida.

Entre os fatores de risco de quadro clínico da osteoartrite, destacam-se:


A

profissão, idade, IMC < 22kg/m2; dor piora ao repouso, crepitação articular e sítios simétricos.


B

profissão, raça, IMC < 22kg/m2; dor reduz ao movimento, rigidez matinal com duração > 2 horas, sítios assimétricos.


C

idade, sexo, história familiar; melhora da dor com repouso, rigidez matinal com duração < 30 minutos, sítios assimétricos.


D

idade, história familiar, baixo peso; desvio ulnar, dedos em pescoço de cisne e sítios simétricos.


E

idade, raça, baixo peso; dor melhora ao movimento, rigidez matinal > 2 horas, sítios assimétricos.

Idoso de 81 anos é trazido à consulta pela neta, que é sua cuidadora, com relato de que ele apresenta esquecimentos progressivos no último ano, com dificuldade de gerenciar suas contas.

No exame físico, não apresenta déficits neurológicos focais. Ao realizar o Mini-Exame do Estado Mental (MEEM), verifica-se pontuação abaixo do ponto de corte para a escolaridade. A abordagem inicial para o caso é


A

priorizar uma ressonância nuclear magnética de crânio, para avaliar demência primária.


B

investigar causas reversíveis de comprometimento cognitivo com exames laboratoriais, como TSH, vitamina B12, dentre outros.


C

realizar demora permitida, pois o paciente ainda apresenta comprometimento cognitivo leve.


D

iniciar inibidores da acetilcolinesterase, pois já pode ser feito o diagnóstico clínico.


E

prescrever um inibidor de recaptação de serotonina, pela possibilidade de o quadro ser secundário a depressão.

Idosa de 72 anos, hipertensa controlada, sedentária, IMC de 28 kg/m2, comparece à UBS queixando-se de fraqueza nas pernas, que a atrapalha de subir a escadaria que leva a sua casa.

Em relação à avaliação física da paciente, é correto afirmar que


A

o diagnóstico de perda muscular é improvável no caso, visto que a paciente apresenta sobrepeso, indicando reserva nutricional adequada.


B

o teste de sentar e levantar da cadeira durante 30 segundos é uma ferramenta recomendada para avaliar a força de membros inferiores no ambiente ambulatorial, e que também pode ser autoaplicada.


C

a caminhada leve, em ritmo lento, é a modalidade de exercício físico que apresentaria maior benefício para a paciente, com finalidade de ganho de massa muscular e ativação neuromuscular.


D

o teste de flexibilidade "sentar e alcançar" é validado apenas com a utilização do uso do banco de Wells.


E

o teste get up and go é um bom método para avaliar função dos membros inferiores, mas tem pouca validade na avaliação do risco de quedas.

Mulher, 45 anos, residente em município do Norte do país, chega à UBS com queixa de mancha adormecida no antebraço direito. Percebeu dor e choque no cotovelo direito ao apoiá-lo na mesa. Relata que seu pai fez tratamento para hanseníase há um ano.

Na abordagem inicial dessa paciente, o médico necessariamente deverá fazer


A

inspeção da pele; testar sensibilidade tátil, térmica e dolorosa da mancha e/ou áreas dormentes; palpar nervos periféricos, avaliação sensitivo-motora de pés, mãos e olhos.


B

teste de sensibilidade tátil, térmica e dolorosa da mancha; biópsia da lesão; solicitar baciloscopia; ultrassom de nervos periféricos; micológico para diagnóstico diferencial.


C

exame dermatoneurológico, buscando manchas anestésicas com monofilamento de cor verde; solicitação de baciloscopia e biópsia da lesão.


D

avaliar troncos nervosos; mapeamento sensitivo de mãos e pés; solicitação de baciloscopia; biópsia da lesão; ultrassom de nervos periféricos.


E

exame dermatoneurológico buscando manchas anestésicas com teste de sensibilidade térmica, tátil e dolorosa; baciloscopia; micológico direto para diagnóstico diferencial.

O aneurisma da aorta abdominal é uma doença silenciosa com alta taxa de mortalidade se não for diagnosticada e tratada precocemente. Sobre o rastreamento de aneurisma de aorta abdominal em idosos, assinalar a alternativa CORRETA.


A

Realizar ultrassonografia abdominal única em indivíduos entre 65 e 75 anos com história de tabagismo atual ou prévio.


B

Realizar angiotomografia de aorta abdominal a cada 5 anos em tabagistas a partir dos 65 anos.


C

Realizar angiorressonância de aorta abdominal a cada 10 anos em tabagistas a partir dos 70 anos.


D

Realizar ultrassonografia abdominal anualmente a partir dos 60 anos em indivíduos com história de tabagismo atual.

A polimialgia reumática é a inflamação da membrana que reveste as articulações, causando dor intensa e rigidez muscular no pescoço, nas costas, nos ombros e nos quadris. Sobre este assunto, assinale a alternativa INCORRETA:


A

O uso de uma dose altas de prednisona, um corticosteroide, costuma causar uma melhora dramática nas pessoas com polimialgia reumática. Se as pessoas também tiverem arterite de células gigante, uma dose mais baixas é usada para reduzir o risco de cegueira.


B

Os sintomas da polimialgia reumática podem se desenvolver de forma repentina ou gradual. Dores intensas e rigidez ocorrem no pescoço, nos ombros, nas partes superior e inferior das costas e nos quadris. A rigidez e o desconforto se agravam pela manhã e após períodos de inatividade e acabam se tornando graves o suficiente para impedir que as pessoas saiam da cama e façam suas atividades simples.


C

Os médicos estabelecem o diagnóstico de polimialgia reumática com base nos sintomas e no resultado do exame físico. Os médicos fazem outros exames, como exames de sangue, para distinguir a polimialgia reumática de outras doenças.


D

O diagnóstico também é fundamentado pela forma como as pessoas respondem aos corticosteroides, porque a maioria das pessoas com polimialgia reumática melhoram muito rapidamente quando tratadas com doses baixas de corticosteroides.


E

A arterite de células gigantes pode se desenvolver no início da polimialgia reumática ou posteriormente, às vezes, mesmo após a doença estar aparentemente curada.

De acordo com diretrizes da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) e protocolos do Ministério da Saúde (MS) na Linha de Cuidado à Pessoa Idosa, incluindo recomendações para avaliação multidimensional e prevenção iatrogênica, qual é a principal distinção clínica entre delirium e demência no idoso, considerando curso temporal, características cognitivas e etiologia, para orientação terapêutica?


A

Ambas têm início gradual e progressivo, mas delirium afeta apenas a memória recente com preservação da atenção, enquanto demência causa alucinações constantes sem fatores precipitantes


B

Delirium é crônico e irreversível com declínio lento da cognição global, diferindo da demência, que é aguda e flutuante, precipitada por eventos isolados, como cirurgias.


C

A distinção reside apenas na etiologia: delirium por causas genéticas familiares, demência por infecções agudas, sem diferenças no curso temporal ou sintomas cognitivos.


D

Delirium apresenta início agudo (horas a dias), flutuações diárias na atenção e consciência, com causas precipitantes reversíveis, enquanto demência tem início gradual (meses a anos), declínio cognitivo persistente sem flutuações marcantes e etiologia neurodegenerativa crônica.


E

Delirium não altera a consciência e é exclusivo de idosos institucionalizados, enquanto demência é aguda com flutuações noturnas e reversível com medicamentos isolados.

Mulher de 75 anos, previamente independente, procura o ambulatório referindo fraqueza progressiva há um ano. Relata que até o ano passado conseguia fazer caminhadas no bairro e realizar atividades domésticas sem dificuldade, mas progressivamente vem apresentando dificuldade para subir escadas, levantar-se da cadeira sem apoio e carregar sacolas de compras. Alimenta-se com dieta pobre em proteínas (ingesta estimada de 0,6 g/kg/dia) e evita exposição solar por medo de câncer de pele. Nega perda ponderal recente, doenças crônicas ou uso contínuo de medicamentos. Ao exame físico: lúcida, orientada, eupneica, sem edemas ou sinais de desnutrição. Força de preensão palmar (dinamometria) = 14 kg (ponto de corte para mulheres < 16 kg), velocidade de marcha = 0,6 m/s (ponto de corte < 0,8 m/s), teste de sentar e levantar 5 vezes =18 segundos (valor de referência < 15 s). IMC = 22 kg/m², circunferência da panturrilha = 31 cm. Hemograma, função renal, hepática e tireoidiana normais. Dosagem sérica de 25-hidroxivitamina D = 18 ng/mL.


Com base nos critérios diagnósticos do Grupo Europeu de Trabalho sobre Sarcopenia em Pessoas Idosas (European Working Group on Sarcopenia in Older People – 2019) e nas recomendações clínicas mais atuais, o diagnóstico e a conduta mais adequados são:


A

desnutrição proteico-calórica; prescrever suplemento hipercalórico e restringir exercícios físicos até recuperação ponderal;


B

sarcopenia primária; instituir treinamento resistido supervisionado, aporte proteico de 1,0-1,2 g/kg/dia e suplementação de vitamina D;


C

sarcopenia secundária à inatividade; indicar suplementação de creatina monoidratada e exercícios resistidos até normalização da vitamina D;


D

caquexia; iniciar suporte nutricional enteral e considerar o uso de estimulante de apetite (acetato de megestrol);


E

sarcopenia severa; priorizar reposição de testosterona transdérmica para preservação da massa muscular antes de iniciar fisioterapia.

A demência é um dos principais problemas neurológicos de uma população que envelhece, envolvendo amigos e familiares na problemática. Dentre as suas causas, o Mal de Alzheimer é a principal. O seu diagnóstico correto permite uma melhor abordagem do caso.


Qual padrão evolutivo representa essa doença?


A

Evolução com progressão rápida (em 2 - 3 anos) com alterações eletroencefalográficas.


B

Evolução por etapas progressivas alternando agravamento com declínio funcional e estabilização.


C

Início precoce (< 50 anos), com manifestações de hiperoralidade, perda crítica pessoal e social, associado a estereótipos e perserveração.


D

Flutuações da função cognitiva com alternância de atenção e alerta com alucinações e delírios com boa resposta aos neurolépticos, além de alterações na marcha e no equilíbrio.


E

Deterioração de memória e de outras funções cognitivas, comprometimento progressivo das atividades e vida diária e uma multiplicidade de alterações comportamentais e psicológica.

No diagnóstico precoce do câncer gástrico em pacientes idosos com dispepsia de início recente, o exame considerado padrão-ouro para visualização direta, biópsia e detecção de infecção por Helicobacter pylori é:


A

ultrassonografia endoscópica.


B

tomografia computadorizada abdominal.


C

endoscopia digestiva alta.


D

pesquisa de sangue oculto nas fezes.


E

enema opaco com duplo contraste.

Em idoso com fibrilação atrial não valvar e acidente vascular cerebral isquêmico em território hemisférico, o mecanismo etiológico mais provável do evento é:


A

cardioembolia por trombo em átrio esquerdo ou apêndice atrial.


B

dissecção de artéria carótida interna extracraniana.


C

vasculite primária de pequenos vasos cerebrais.


D

fenômeno tromboembólico paradoxal por forame oval patente.


E

angiopatia amiloide cerebral com microhemorragias múltiplas.

Na farmacologia do idoso, as alterações fisiológicas do envelhecimento modificam a farmacocinética das drogas. Devido ao aumento proporcional da gordura corporal e à redução da água total no organismo do idoso, espera-se que fármacos lipossolúveis, como os benzodiazepínicos:


A

Tenham menor volume de distribuição.


B

Tenham sua meia-vida de eliminação prolongada.


C

Apresentem um pico plasmático mais precoce e intenso.


D

Sejam excretados mais rapidamente pelos rins.


E

Tenham sua absorção gástrica completamente impedida.

Idoso, 82 anos, portador de doença pulmonar obstrutiva crônica e hipertensão, tabagista, independente para atividades de vida diária, é levado ao pronto atendimento por apresentar confusão mental iniciada há 48 horas. A família refere que ele estava gripado na última semana e vinha usando xarope para tosse e um comprimido para gripe com anti-histamínico. Desde ontem, passou a alternar momentos de agitação e sonolência, trocando o dia pela noite. Relata ver “pessoas andando pela casa” e está desatento, respondendo de forma incoerente em alguns momentos. A filha reforça que, até três dias atrás, ele estava lúcido e orientado, embora já apresentasse pequenas falhas de memória previamente, compatíveis com o envelhecimento. Diante do quadro descrito, qual é o diagnóstico mais provável?


A

Demência rapidamente progressiva.


B

Episódio depressivo maior com prejuízo cognitivo (pseudodemência).


C

Psicose primária tardia.


D

Delirium.


E

Doença de Alzheimer insipiente.

 
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