Questões de Concurso sobre Geriatria

 
 
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Um homem de 69 anos procura atendimento por apresentar, há aproximadamente um ano, redução progressiva da velocidade dos movimentos e dificuldade para realizar tarefas motoras que anteriormente executava com facilidade. A esposa também percebeu que ele passou a escrever com letras menores e apresenta menor movimentação de um dos braços durante a caminhada. Nos últimos meses, o paciente passou a relatar redução do olfato. Ao exame neurológico, observa-se bradicinesia associada à rigidez predominantemente unilateral. Não há tremor evidente em repouso.
Considerando as características clínicas da Doença de Parkinson, assinale a alternativa CORRETA:


A

O comprometimento cognitivo importante e a perda de memória são, obrigatoriamente, as primeiras manifestações da doença, precedendo os sintomas motores.


B

A presença de tremor de repouso é indispensável para estabelecer o diagnóstico da Doença de Parkinson.


C

Alterações não motoras, como redução do olfato, constipação e distúrbios do sono, podem surgir antes dos motores clássicos da doença.


D

O tremor típico do Parkinson ocorre predominantemente durante a realização de movimentos voluntários e costuma apresentar maior intensidade durante a atividade.


E

O quadro motor característico da Doença de Parkinson geralmente começa de forma simétrica, comprometendo os dois lados do corpo com a mesma intensidade.

Um médico da atenção primária atende uma mulher de 68 anos e revisa, durante a consulta, as estratégias de prevenção e detecção precoce de câncer. A paciente pergunta se, por ter ultrapassado os 65 anos, ainda deve realizar exames de rastreamento. O médico explica que a indicação não depende exclusivamente da idade cronológica, devendo considerar o tipo de câncer, o risco individual, o histórico de rastreamento, a expectativa de benefício e as recomendações do programa de saúde vigente.

Com base nas diretrizes brasileiras atuais para rastreamento de câncer e nos princípios de rastreamento populacional, assinale a alternativa CORRETA:


A

O rastreamento do câncer de próstata por meio de PSA deve ser realizado rotineiramente em todos os homens idosos, pois a OMS recomenda rastreamento populacional universal a partir de determinada idade.


B

O rastreamento do câncer de pulmão por tomografia computadorizada deve ser realizado em todos os idosos, independentemente do histórico de tabagismo, pois a idade avançada é suficiente para caracterizar alto risco.


C

O rastreamento do câncer de colo do útero deve ser mantido após os 64 anos, independentemente do histórico de exames anteriores e dos resultados obtidos.


D

Para pessoas assintomáticas de 50 a 75 anos e de risco padrão, o rastreamento do câncer colorretal pode ser realizado com teste imunoquímico fecal (FIT); diante de resultado positivo, está indicada investigação complementar com colonoscopia.


E

Após os 65 anos, o rastreamento de qualquer tipo de câncer deve ser suspenso, pois os riscos dos exames sempre superam os possíveis benefícios nessa faixa etária.

Uma idosa de 82 anos, viúva, reside com a filha e um neto, vem tendo piora cognitiva há dois anos. A filha relata que a idosa tem ficado mais confusa, com dificuldade para conciliar o sono e esquecendo alimentos no fogo com frequência. Preocupada, a filha resolve levá-la em consulta na UBS.

Nessa situação, assinale a conduta inicial mais adequada ao médico de família e comunidade.


A

Deve realizar anamnese detalhada, exame neurológico dirigido, Miniexame do Estado Mental, Teste do Desenho do Relógio e solicitar exames complementares.


B

Deve realizar anamnese detalhada, Miniexame de Estado Mental e Teste do Desenho do Relógio na idosa para confirmar Doença de Alzheimer.


C

Deve fazer anamnese, exame físico completo, iniciar Diazepam 10 mg para melhorar o sono e a função cognitiva e solicitar dosagem de vitamina B12.


D

Deve prescrever antidepressivo, encaminhar para um CAPS para investigar depressão, solicitar exames laboratoriais e agendar retorno em 30 dias.


E

Deve descartar infecções, prescrever antipsicótico típico à noite para induzir o sono, e iniciar antidepressivo pela manhã para mantê-la ativa de dia.

Na avaliação de idosos podemos usar diversas escalas e testes que são essenciais para estabelecer planos personalizados para cada usuário e para estratificar a necessidade de cuidados mais ou menos intensivos.

Uma das ferramentas mais utilizadas é o Índice de Barthel, que mede


A

a função executiva e a linguagem expressiva.


B

o desempenho nas Atividades Instrumentais da Vida Diária.


C

o grau de dependência funcional.


D

as funções executivas, a praxia e a capacidade visuoespacial.


E

o grau de orientação, memória, atenção, cálculo e linguagem.

Homem de 82 anos, previamente independente para atividades básicas e sem diagnóstico de demência, é internado após queda da própria altura com fratura transtrocanteriana do fêmur direito. Aguarda correção cirúrgica há 36 horas. Durante o dia, mantém contato adequado, reconhece familiares e coopera com a equipe. Nas duas últimas noites, porém, passa a apresentar períodos de desorientação, tenta retirar o acesso venoso e levantar-se da cama, afirma que “há pessoas entrando no quarto” e alterna esses episódios com intervalos de sonolência.

Recebe dipirona regularmente e pequenas doses de morfina de resgate. Não faz uso habitual de álcool ou benzodiazepínicos. Ao exame, encontra-se afebril, PA 138 × 74 mmHg, FC 88 bpm, FR 18 irpm, SpO2 96% em ar ambiente. Não apresenta déficit neurológico focal. A ferida traumática está limpa e não há sinais clínicos de infecção.

Exames laboratoriais mostram: Hb 10,4 g/dL; leucócitos 8.900/mm3; plaquetas 210.000/mm3; Na+ 137 mEq/L; K+ 3,1 mEq/L; Mg2+ 1,5 mg/dL; Ca2+ total 8,7 mg/dL; creatinina 1,0 mg/dL; glicemia 112 mg/dL. Urina tipo I sem leucocitúria ou nitrito. ECG mostra ritmo sinusal e QTc de 486 ms.

Na terceira noite, apesar de reorientação frequente, presença de familiar, redução de ruídos e interrupções noturnas e tentativa de preservar o ciclo sono-vigília, o paciente apresenta agitação intensa, tenta repetidamente sair do leito sem apoio e agride um profissional que procura contê-lo verbalmente.

Com base nesse caso, assinale a afirmativa correta.


A

O predomínio noturno das alterações comportamentais favorece síndrome do pôr do sol associada à demência previamente não diagnosticada; deve-se iniciar quetiapina regularmente, pois seu antagonismo dopaminérgico reduz a duração do delirium e previne novos episódios durante a hospitalização.


B

Trata-se de delirium hiperativo relacionado à hospitalização; diante da agitação com risco de dano, lorazepam constitui opção farmacológica preferencial, pois a modulação alostérica positiva dos receptores GABA-A controla a hiperatividade sem aumentar o risco de prolongamento do delirium ou de quedas em idosos.


C

Trata-se de delirium hiperativo de curso flutuante; diante do risco imediato de dano e após falha das medidas não farmacológicas, pode-se considerar antipsicótico de curta duração, cujo efeito clínico envolve antagonismo dopaminérgico D2; entretanto, a hipocalemia e a hipomagnesemia devem ser corrigidas e o QTc reavaliado antes do uso de agente com potencial de prolongar a repolarização ventricular.


D

A preservação da cognição durante parte do período diurno torna delirium improvável e favorece transtorno psicótico breve; nessa situação, haloperidol pode ser utilizado independentemente do QTc, pois seu antagonismo D2 não está associado a alterações clinicamente relevantes da repolarização ventricular.


E

O quadro é compatível com delirium secundário à fratura e à hospitalização; como as medidas ambientais foram insuficientes, deve-se iniciar haloperidol programado até a cirurgia, pois o antagonismo dos receptores D2 modifica a fisiopatologia da síndrome e reduz sua duração e a mortalidade hospitalar.

Sobre disturbios hidroeletroliticos e suas complicações, como, "à medida que a pessoa envelhece, o corpo vai ficando menos capaz de manter o equilíbrio hídrico e de sódio por várias razões". Analise os itens a seguir e assinale a alternativa CORRETA:


I - Menos líquido no corpo: O corpo de adultos mais velhos contém mais líquido. Apenas 45% do peso corporal é formado por líquido em adultos mais velhos, em comparação com 60% em pessoas mais jovens. Esta alteração significa que uma ligeira perda de líquido e sódio, que pode ser resultante de febre ou do fato de não comer e beber o suficiente (às vezes, por apenas um dia ou dois), pode ter consequências menos graves em adultos mais velhos.

II - Incapacidade de obter água: Alguns adultos mais velhos têm problemas de mobilidade ou outras dificuldades físicas que os impedem de conseguir algo para beber quando estão com sede. Outros podem ter demência, o que pode impedi-los de perceber que estão com sede ou de comunicarem esse fato. É possível que eles dependam de outras pessoas para obter água.

III - Medicamentos: Muitos adultos mais velhos tomam medicamentos para hipertensão arterial, diabetes mellitus ou doenças cardíacas que podem fazer com que o corpo excrete líquido em excesso ou intensificar os efeitos prejudiciais da perda de líquido.


A

Somente os itens I e II estão corretos.


B

Somente os itens I e III estão corretos.


C

Somente os itens II e III estão corretos.


D

Todos os itens estão corretos.


E

Todos os itens estão incorretos.

Uma paciente de 65 anos, pós-menopausa sem terapia de reposição hormonal, sedentária, com dieta hipocálcica e ex-tabagista, refere dor lombar crônica há 2 anos (agravada por movimentos), perda de 5 cm de estatura em 10 anos, cifose dorsal e fratura recente de rádio distal pós-queda trivial, sem infecções ou neoplasias. Exame: sensibilidade lombar vertebral, sem déficits neurológicos.


Qual o diagnóstico mais provável, demandando cálcio/D, bifosfonatos e exercícios?


A

Osteoartrite degenerativa, com dor articular mecânica, rigidez matinal curta e osteófitos em radiografias, sem perda de densidade óssea significativa.


B

Osteoporose pós-menopausa, caracterizada por redução da massa óssea e microarquitetura deteriorada, levando a fraturas de fragilidade e deformidades esqueléticas.


C

Doença de Paget óssea, com dor óssea localizada, elevação de fosfatase alcalina e deformidades cranianas, frequentemente com hipervascularização em cintilografia.


D

Hiperparatireoidismo primário, associado a hipercalcemia, litíase renal e fraqueza muscular, com PTH elevado e densidade óssea reduzida preferencialmente cortical.


E

Mieloma múltiplo, com anemia, insuficiência renal, hipercalcemia e lesões líticas ósseas múltiplas, confirmadas por gamopatia monoclonal e biópsia medular.

A imunização do idoso é um pilar fundamental da atenção integral à saúde na geriatria, visando prevenir infecções graves, complicações e mortalidade em uma população vulnerável.


De acordo com o Calendário Nacional de Vacinação 2025 do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde (MS), quais são as vacinas recomendadas rotineiramente para idosos a partir de 60 anos?


A

Influenza trivalente (anual), COVID-19 (semestral), dupla adulto dT (reforço a cada 10 anos), hepatite B (3 doses se incompleto), pneumocócica 23-valente (2 doses com intervalo de 5 anos) e febre amarela (dose única em situações excepcionais, com avaliação de risco).


B

Rotavírus (2 doses orais), poliomielite VIP (3 doses inativadas), pentavalente (3 doses), meningocócica C (reforço único) e HPV quadrivalente (3 doses), com ênfase em prevenção pediátrica adaptada.


C

Sarampo, caxumba e rubéola SCR (2 doses rotineiras para todos), varicela (2 doses anuais), herpes zoster (dose única obrigatória) e BCG (reforço semestral), sem necessidade de avaliação prévia.


D

Dengue tetravalente (2 doses iniciais), zika (experimental anual), chikungunya (dose única) e malária (reforço trimestral), priorizando regiões endêmicas sem calendário etário específico.


E

Tríplice bacteriana DTP (3 doses anuais), tétano isolado (reforço mensal), difteria (dose única vitalícia) e coqueluche (2 doses semestrais), dispensando vacinas virais, como influenza ou COVID-19.

Um paciente idoso de 68 anos apresenta há 6 meses início insidioso de tremor de repouso assimétrico nas mãos, mais pronunciado à direita, abolido durante movimentos voluntários, associado a bradicinesia, rigidez muscular em roda dentada nos membros superiores, marcha arrastada com passos curtos e festinantes, redução do balanço dos braços, hipomimia, micrografia na escrita e leve instabilidade postural sem quedas recorrentes, sem déficits cognitivos significativos ou alucinações iniciais.


Qual é o diagnóstico mais provável para esse quadro?


A

Tremor essencial familiar, caracterizado por tremor postural simétrico sem rigidez ou bradicinesia.


B

Demência com corpos de Lewy, com declínio cognitivo precoce, alucinações visuais e flutuações motoras.


C

Doença de Parkinson idiopática, com predomínio motor assimétrico e resposta a dopaminérgicos.


D

Parkinsonismo vascular, associado a história de AVCs, sinais piramidais e progressão em degraus.


E

Atrofia de múltiplos sistemas, com disautonomia precoce (hipotensão ortostática) e rigidez axial proeminente.

No envelhecimento fisiológico do sistema cardiovascular, ocorrem alterações estruturais e funcionais progressivas. A alteração histopatológica arterial caracterizada por deposição de cálcio e colágeno na camada média vascular, com aumento da rigidez arterial e da pressão de pulso, denomina-se:


A

Aterosclerose obstrutiva focal.


B

Arterioesclerose de Mönckeberg.


C

Vasculite de pequenos vasos.


D

Aneurisma dissecante aórtico.


E

Trombose venosa profunda recorrente.

Um idoso de 86 anos, frágil (CFS 7), portador de DM2 de longa data, DRC estágio 3b e histórico de quedas recorrentes, faz uso de Metformina, Glibenclamida e Insulina NPH noturna. Sua HbA1c atual é de 6,8%. Conforme as diretrizes da SBD 2024/2025 para idosos com fragilidade e expectativa de vida reduzida, a conduta prioritária para o manejo glicêmico visando a segurança do paciente é:


A

Manter o esquema atual, pois a HbA1c < 7% é protetora contra complicações microvasculares e declínio cognitivo.


B

Substituir a Glibenclamida por uma Sulfonilureia de meia-vida curta (Glipizida) e manter a Insulina NPH.


C

Introduzir um inibidor de SGLT2 para proteção cardiorrenal e manter a HbA1c abaixo de 7,5%.


D

Suspender a Glibenclamida imediatamente e simplificar o esquema de insulina, visando uma meta de HbA1c entre 7,5% e 8,5%.


E

Aumentar a dose da Insulina NPH para suspender a Metformina, devido ao risco de acidose lática na DRC.

Uma paciente de 82 anos, funcionalmente independente, apresenta em exames de rotina TSH de 7,5 mUI/L e T4 livre normal, confirmados em duas coletas com intervalo de 3 meses. Ela nega sintomas de hipotireoidismo, tem anticorpo anti-TPO negativo e não possui histórico de doença cardiovascular ou depressão. Considerando a fisiologia do envelhecimento tireoidiano e as evidências sobre tratamento nessa faixa etária, a conduta mais adequada é:


A

Iniciar Levotiroxina em dose plena (1,6 mcg/kg) para prevenir a progressão para insuficiência cardíaca diastólica.


B

Iniciar Levotiroxina em dose baixa (12,5-25 mcg/dia) visando normalizar o TSH para valores de adulto jovem (0,4-4,5 mUI/L).


C

Solicitar USG de tireoide e tratar apenas se houver bócio multinodular ou textura heterogênea.L).


D

Prescrever suplementação de Selênio e Zinco para estimular a conversão periférica de T4 em T3, evitando hormônios sintéticos.


E

Adotar conduta expectante (seguimento clínico-laboratorial), pois o tratamento não demonstrou benefício clínico e pode aumentar o risco de fibrilação atrial.

Leia o caso a seguir.


Mulher, 62 anos, é levada à consulta por sua filha, pois está tendo problemas de memória importantes no último mês, esquecendo panelas no fogo e chegando a se perder no bairro onde mora há muitos anos. Na Escala Mini-mental, a paciente pontuou 15 pontos; na Escala de Lawton, pontuou 18 pontos, pois depende de ajuda parcial para todas as atividades instrumentais de vida diária, e não pontua na Escala de Katz, pois consegue realizar todas suas atividades básicas de vida diária.


Qual o diagnóstico dessa paciente?


A

Síndrome consumptiva.


B

Acidente vascular encefálico.


C

Envelhecimento fisiológico.


D

Síndrome demencial.

Idoso frágil, múltiplas comorbidades, HbA1c 7,3%, histórico de hipoglicemias. Qual meta é mais apropriada?


A

Meta menos estrita (por exemplo, HbA1c 7,5-8,0% ou individualizada) para reduzir hipoglicemia e eventos adversos.


B

Meta HbA1c <6,5% para todos.


C

Suspender toda medicação e manter apenas dieta.


D

Meta HbA1c <7,0% obrigatória em todos os idosos.

Paciente do sexo feminino, 76 anos, apresenta lentificação motora há 1 ano. A filha relata que ela caminha com passos curtos e arrastados, tem dificuldade para iniciar a marcha e episódios frequentes de congelamento ao tentar virar. Antecedentes de hipertensão arterial sistêmica de longa data e 2 AVCs isquêmicos (sem sequelas definitivas, segundo a filha). Ao exame, apresenta rigidez predominante em membros inferiores e postura levemente fletida, sem tremor de repouso. Marcha magnética. Sem demais achados. A RM de crânio mostra hiperintensidades difusas na substância branca periventricular e múltiplas lesões isquêmicas subcorticais antigas. Após teste terapêutico com levodopa em doses progressivas, houve mínima resposta clínica. Com base nesse quadro, qual é o diagnóstico mais provável?


A

Doença de Parkinson idiopática, forma rígidoacinética.


B

Paralisia supranuclear progressiva.


C

Parkinsonismo vascular.


D

Parkinsonismo medicamentoso.


E

Degeneração corticobasal.

Paciente do sexo feminino, 92 anos, portadora de doença de Alzheimer avançada, fragilidade, hipertensão, AVC prévio e DM2, vem à primeira consulta médica referindo história de constipação intestinal há 15 dias, com necessidade de idas à unidade de pronto atendimento para realizar lavagens intestinais nesse período. Há um dia, apresentou queda do estado geral, com fala confusa, parou de se alimentar e não está conseguindo ingerir os medicamentos. A filha informa que a mãe fez lavagem intestinal no dia anterior, porém não apresentou muita quantidade de fezes após o procedimento. Ao exame físico: regular estado geral, confusa, corada, desidratada +/4+ anictérica, acianótica, afebril ao toque; AR: MV+ bilateralmente sem ruídos adventícios. ACV: RCR a 2 T sem sopros; FC 100 bpm; PA: 199x110 mmhg; ABD: plano, normotenso, RHA diminuídos, sem massas palpáveis. MMII sem edemas. Diante do exposto, qual é a melhor conduta para esse caso?


A

Iniciar anti-hipertensivo VO de ação rápida no consultório, prescrever laxante estimulante e orientar retorno ambulatorial em 48 horas.


B

Encaminhar à UBS para passagem de sonda nasoenteral, administrar os anti-hipertensivos por sonda e hidratar a paciente por via oral, mantendo observação domiciliar.


C

Encaminhar imediatamente ao pronto atendimento para avaliação de possível emergência hipertensiva, fecaloma, desidratação e delirium. Necessidade de hidratação venosa, controle e monitorização da PA, além de possível desimpactação manual sob supervisão médica.


D

Manter observação em casa, prescrever enema glicerinado e iniciar haloperidol para controle da confusão mental, por se tratar de delirium provável.


E

Solicitar tomografia de crânio eletiva para investigação de AVC isquêmico como causa da fala confusa e prescrever antibiótico empírico para constipação refratária.

Sobre sarcopenia no idoso, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.


( ) O exercício físico resistido é a intervenção isolada mais efetiva para o tratamento da sarcopenia.

( ) Aumentar o aporte proteico diário para cerca de 1,0-1,2 g/kg/dia é recomendado para idosos com sarcopenia, podendo chegar a 1,5 g/kg/dia em casos graves, dependendo da função renal.

( ) Suplementação de vitamina D só deve ser realizada se houver deficiência documentada, pois não melhora força ou massa muscular em indivíduos com níveis adequados.

( ) Terapias farmacológicas específicas para sarcopenia, como o uso de anabolizantes, são recomendadas como primeira linha de tratamento.


A

V – V – V – V.


B

V – V – V – F.


C

V – F – V – F.


D

F – V – V – F.


E

V – V – F – F.

O exame de polissonografia (PSG) vem sendo frequentemente solicitado na prática de atendimento ao paciente idoso. Em relação a esse exame, analise as assertivas a seguir:


I. Tem importância na investigação de distúrbios do sono e também no diagnóstico de insônia.

II. A PSG pode auxiliar no diagnóstico de Demência por Corpúsculos de Lewy (DCL) quando identifica transtorno de comportamento no sono REM. O exame também pode auxiliar na suspeita de pernas inquietas.

III. A PSG é indicada na suspeita dos transtornos respiratórios do sono e na titulação do tratamento com continuous positive airway pressure (CPAP). Além disso, apresenta utilidade na suspeita de narcolepsia.


Quais estão corretas?


A

Apenas I.


B

Apenas III.


C

Apenas I e II.


D

Apenas II e III.

A incontinência urinária é um importante problema para a qualidade de vida dos idosos, sendo, inclusive, uma das causas ou agravantes para o isolamento social e a depressão. Sua prevalência é maior entre idosos institucionalizados e pode se agravar por ocasião de internações hospitalares. O tratamento deve priorizar a prevenção com medidas comportamentais, atividade física e exercícios fisioterápicos específicos. Porém, quando não são obtidos resultados satisfatórios com essa abordagem, pode-se utilizar terapia medicamentosa. Em relação ao tratamento medicamentoso da incontinência urinária tipo urgência, é correto afirmar que:


A

Mirabegrona age bloqueando os beta-3-adrenorreceptores, relaxando o músculo detrusor na fase de armazenamento da bexiga e aumentando a capacidade vesical ao reduzir a frequência de contrações vesicais e, portanto, as micções involuntárias.


B

Oxibutinina é uma amina terciária que sofre o mecanismo de primeira passagem para seu metabólito ativo, N-desmetiloxibutinina. Tem potente ação antimuscarínica, sendo seletiva para receptores muscarínicos vesicais.


C

Trospium é um composto de amônio quaternário (ele atravessa pouco a barreira hematoencefálica e, consequentemente, acarretaria menos efeitos cognitivos). Seu mecanismo de ação atua de maneira não seletiva sobre os receptores muscarínicos. Pacientes já em uso de múltiplas medicações poderiam se beneficiar desse composto por causa da baixa metabolização pelas enzimas hepáticas.


D

Solifenacina é um agente antimuscarínico seletivo da bexiga, o qual tem maior especificidade para os receptores M3, quando comparados aos receptores M2, e tem maior potência contra os receptores M3 em músculo liso do que contra os receptores M3 em glândula salivar. Quando comparada à oxibutinina, a solifenacina mostrou eficácia semelhante com efeitos adversos também semelhantes.

A atenção integral a saúde do idoso inclui a imunização para doenças potencialmente graves a que estão suscetíveis. Considerando o Calendário Nacional de Vacinação do Idoso - Ministério da Saúde, 2026, assinale a alternativa que indica qual das seguintes vacinas não está inclusa.


A

Hepatite B, em indivíduos suscetíveis.


B

Febre amarela, para regiões de transmissão.


C

Pneumocócica - 23 valente.


D

Varicela zoster.


E

Covid-19.

 
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