Questões de Concurso sobre Geriatria

 
 
Disciplina 1
Assunto 1
Banca
Instituição
Cargo
Ano
Carreira
Área de formação
Escolaridade
Dificuldade
 
Comentários:
Professores
Alunos
Meus Comentários
Vídeo
 
Minhas questões:
Resolvidas
Não resolvidas
Certas
Erradas
 
Tipo de questão:
Certo e errado
Múltipla escolha
Incluir questões:
Anuladas
Desatualizadas
 
Questões:
Todas as questões
 
Filtro simplificado
 
Questões
Todas as questões
 
3.046 questões encontradas
Questões por página
20
Mais recentes
 

Paciente de 65 anos apresenta quadro de tremor fino, rápido, com as mãos estiradas, persistente, que melhora com uso de propranolol, de longa data. O paciente relata que seu pai também apresentava esses sintomas.


Assinale o diagnóstico mais provável para o caso.


A

Tremor por abstinência ao álcool.


B

Tremor essencial.


C

Doença de Parkinson.


D

Flapping.


E

Doença de Creutzfeldt-Jakob.

O parkinsonismo vascular é um dos diagnósticos diferenciais importantes do parkinsonismo primário da doença de Parkinson. Sobre o parkinsonismo vascular assinale a alternativa, CORRETA:


A

Geralmente apresenta boa resposta terapêutica a levodopa.


B

É o principal transtorno do movimento em pacientes idosos.


C

A ocorrência de tremor é frequente.


D

É, na maior parte dos casos, um parkinsonismo simétrico, com predomínio em membros inferiores.

Idosa de 73 anos com hipertensão arterial sistêmica controlada com losartana 50 mg 2x ao dia e dislipidemia controlada com atorvastatina 10 mg 1x ao dia, vem para a consulta de geriatria após realização de exames de rotina. O perfil lipídico evidencia colesterol total: 170 mg/dL; LDL- -colesterol: 91 mg/dL; HDL-colesterol: 51 mg/dL e triglicérides: 140 mg/dL. O escore de risco global mostra 13,7% de risco de infarto do miocárdio, acidente vascular encefálico, insuficiência cardíaca ou insuficiência vascular periférica em 10 anos. A classificação do risco e a meta de LDL- -colesterol para essa paciente, respectivamente, são:


A

risco muito alto e meta < 50 mg/dL.


B

risco alto e meta < 70 mg/dL.


C

risco intermediário e meta < 100 mg/dL.


D

risco baixo e meta < 130 mg/dL.


E

risco muito baixo e meta < 160 mg/dL.

Paciente de 68 anos é atendida no consultório de geriatria com queixa de dificuldade de pegar no sono, a maior parte dos dias, há mais de 6 meses. Relata que só consegue dormir em torno de duas horas da manhã e acorda às seis horas. Queixa-se de cansaço diurno e redução da atenção, o que vem prejudicando seu trabalho.


Sobre os transtornos do sono nessa paciente, avalie as afirmativas a seguir:


I. Terapias não farmacológicas, como a higiene do sono, e terapia cognitiva comportamental (TCC) podem contribuir para a melhora do quadro.

II. Além da orientação da higiene do sono, devem ser investigadas possíveis causas para a piora do sono, como condições médicas associadas (insuficiência cardíaca, doença pulmonar, doença do refluxo gastroesofágico etc.) e medicamentos e substâncias que podem contribuir para o quadro.

III. A alteração do sono nessa paciente é fisiológica, uma vez que o tempo normal de sono em idosos é de 4 a 6 horas por dia.


Está correto o que se afirma em


A

I, apenas.


B

III, apenas.


C

I e III, apenas.


D

I e II, apenas.


E

I, II e III.

Paciente de 74 anos, com história de câncer de mama tratado com quimioterapia e radioterapia há dois anos, apresenta à consulta médica de geriatria, uma cintilografia óssea mostrando múltiplos implantes secundários em quase toda coluna vertebral, crânio, ilíaco, fêmur e arcos costais.


A paciente é lúcida e orientada, autônoma e independente, casada e tem três filhos. Antes da consulta a filha mais velha procurou o geriatra pedindo para que o resultado do exame não fosse informado à sua mãe, pois estava com medo de que ela ficasse deprimida. Durante a consulta, a paciente pede que o geriatra informe o que mostrou o exame.


Na perspectiva da ética na relação entre médico, paciente e família, a melhor conduta a ser seguida é


A

informar o resultado, conforme perguntado pela paciente, em respeito à sua autonomia.


B

encaminhar o paciente para o oncologista, para que ele a informe sobre o exame e o prognóstico.


C

omitir o resultado, como solicitado pela filha, pois a família pode processá-lo por causar dano à paciente.


D

informar que o resultado não foi muito satisfatório e que precisará de outros exames para confirmar se houve piora da doença.


E

informar o resultado somente ao responsável legal da paciente, que é seu esposo.

Paciente de 88 anos é admitido em instituição de longa permanência para idosos após permanecer 2 meses hospitalizado em decorrência de acidente vascular cerebral isquêmico. Paciente apresenta cognição preservada, porém com sintomas de depressão, hemiparesia incompleta proporcionada à direita com força muscular grau II, sem contraturas musculares, desnutrição com disfagia moderada, incontinência urinária em uso de fralda e lesão por pressão grau I em região sacral. Sobre esse idoso pode-se dizer que:


A

apresenta síndrome da imobilização, pois estão presentes os critérios maiores, incontinência urinária e lesão por pressão, e o critério menor, disfagia.


B

não apresenta síndrome da imobilização, pois os critérios maiores, alteração cognitiva moderada a grave e contraturas musculares, estão ausentes.


C

apresenta síndrome da imobilização, pois estão presentes os critérios maiores, comprometimento emocional e paresia, e o critério menor, lesão por pressão.


D

não apresenta síndrome da imobilização, pois apesar da presença dos critérios maiores e menores o tempo de 2 meses é insuficiente para esse diagnóstico.


E

apresenta síndrome da imobilização, pois estão presentes os critérios maiores disfagia, incontinência urinária e lesão por pressão, e o critério menor, desnutrição.

Paciente de 88 anos é portadora de Demência na doença de Alzheimer (DA), em estágio moderado, em tratamento com rivastigmina adesivo transdérmico 18 mg, há mais de três anos. Iniciou, há 3 dias, quadro de alteração da atenção e do nível de consciência, associada à piora da cognição (memória e linguagem).


A cuidadora relata que, nesse período, a paciente passou a apresentar sonolência de dia e agitação à noite, arrancando a roupa, xingando e com alucinações visuais.


Diante desse quadro recente, a melhor conduta a ser tomada é


A

prescrever prometazina à noite, com objetivo de corrigir o ciclo sono-vigília, mas evitando o uso de benzodiazepínicos.


B

associar memantina ao tratamento da DA, uma vez que a paciente apresenta progressão da doença para fase avençada.


C

iniciar contenção mecânica, no leito, à noite, devido ao risco de quedas.


D

iniciar zolpidem à noite, por 3 semanas, associada à orientação de higiene do sono e aumento das atividades diurnas.


E

investigar e tratar as possíveis causas do delirium, associada à prescrição de antipsicótico em dose baixa, para controle da agitação.

Assinale a alternativa correta quanto à prescrição de donepezila ao Sr. J.T.L., em função de seu grau de comprometimento funcional e cognitivo.


A

Ela deve ser suspensa.


B

Ela deve ser substituída por memantina.


C

Deve-se trocar por outro anticolinesterásico, como a rivastigmina patch.


D

Pode-se associar a memantina.


E

Deve-se substituí-la pelo aducanumab.

Em um consultório médico comparece paciente com 68 anos de idade, fumante de longa data, referindo nódulo na região cervical direita. No exame físico, o médico constata lesão cervical endurecida com 3 cm de diâmetro, fixa, em topografia jugulodigástrica direita. Qual a PRIMEIRA CONDUTA para elucidação diagnóstica nesse caso?


A

Tomografia computadorizada da região cervical.


B

Ultrassonografia da região cervical.


C

Exame acurado da cavidade oral, faringe e laringe.


D

Biopsia com agulha fina da tumoração.

Os sintomas neuropsiquiátricos das demências (SNPD) são uma gama ampla de comportamentos e sintomas psiquiátricos que podem surgir nos diversos quadros demenciais. Frequentemente causam sofrimento psíquico aos pacientes e seus cuidadores e estão associados a aceleração do declínio funcional, hospitalização, institucionalização e redução de sobrevida. Sobre a abordagem SNPD, podemos afirmar, EXCETO:


A

Os neurolépticos atípicos são as medicações mais empregadas no tratamento dos sintomas psicóticos por não estarem associados a parkinsonismo, quedas e aumento da mortalidade.


B

Fatores próprios do paciente (dor, necessidades não satisfeitas), relacionados ao cuidador (desinformação sobre a doença, estilo de comunicação) ou ambientais (falta de rotinas estabelecidas, superestimulação) podem ser desencadeantes de SNPD e devem ser pesquisados e corrigidos.


C

Existem diversas escalas que podem auxiliar na identificação, quantificação e monitoramento dos SNPD. Entre elas, pode-se citar: Inventário Neuropsiquiátrico, Escala de Cornell e Inventário de Apatia.


D

A musicoterapia é uma das estratégias não farmacológicas recomendadas na abordagem dos SNPD.

A incidência de epilepsia aumenta significativamente com o envelhecimento. Em relação ao diagnóstico e tratamento da epilepsia no idoso, podemos afirmar EXCETO:


A

A maior parte das epilepsias em idosos são associadas a causas secundárias como acidente vascular encefálico (AVE), doença de Alzheimer, trauma ou tumor intracraniano.


B

A lamotrigina deve ser evitada em pacientes idosos, já que ela tem impacto significativo na cognição.


C

O eletroencefalograma pode ser normal em cerca de metade dos idosos com epilepsia. Assim, um exame normal não exclui o diagnóstico de epilepsia.


D

O levetiracetam é um anticonvulsivante de amplo espectro, com farmacocinética, eficácia e tolerabilidade favoráveis para uso em idosos.

O ponto de corte mais frequentemente utilizado para considerar a velocidade da marcha como marcador de desfechos negativos para saúde física e mental do idoso é:


A

≤ 1,0 m/s.


B

≤ 0,9 m/s.


C

≤ 0,8 m/s.


D

≤ 0,7 m/s.


E

≤ 0,6 m/s.

Ao se realizar a manobra de Dix-Hallpike no paciente idoso, são achados que sugerem o diagnóstico de vertigem posicional paroxística benigna (VPPB), EXCETO:


A

Latência de 1 a 5 segundos entre a manobra e o início da vertigem e do nistagmo.


B

Vertigem e nistagmo de natureza paroxística, durando 10 a 20 minutos.


C

Vertigem acompanhada de nistagmo rotatório.


D

Fatigabilidade, isto é, redução da intensidade da vertigem e do nistagmo com a repetição da manobra.

Sobre os distúrbios hidro-eletrolíticos no paciente idoso, as afirmativas abaixo estão corretas, EXCETO:


A

Metástases osteoblásticas, diuréticos tiazídicos, doenças granulomatosas e imobilização são possíveis causas de hipercalcemia.


B

Uma correção rápida da hiponatremia pode causar desmielinização osmótica dos neurônios, particularmente na região da ponte cerebral, provocando tetraparesia e paralisia pseudobulbar.


C

Alcoolismo, doença renal crônica (DRC), hiperfosfatemia e uso de bifosfonados/denosumabe são possíveis causas de hipocalcemia.


D

Uso de diuréticos tiazídicos, insuficiência adrenal leve, hipotireoidismo e síndrome da secreção inapropriada de hormônio antidiurético (SIADH) são causas de hiponatremia euvolêmica.

Homem idoso de 68 anos, independente para atividades instrumentais de vida diária, possui como comorbidades hipertensão e diabetes há 12 anos. Tabagista ativo. Nega história de infarto agudo do miocárdio, acidente vascular encefálico ou obstrução arterial aguda prévia. Ao exame físico apresenta pressão arterial de 140x90 mmHg, Cintura abdominal: 104 cm, Peso: 100 kg, Altura: 1,70 m, IMC: 34,6Kg/m2. Exames laboratoriais: Colesterol total: 250 mg/dl, HDL: 40 mg/dl, triglicérides: 160 mg/dl, LDLc: 178 mg/dl. Considerando os fatores de risco cardiovasculares, em relação ao tratamento farmacológico indicado para esse paciente, assinale a alternativa correta.


A

A prescrição de estatina de alta intensidade é recomendada devido ao alto risco cardiovascular do paciente


B

A prescrição de fibrato deve ser realizada visto altos valores de trigliceridemia, de forma a reduzir o risco cardiovascular do paciente


C

Como trata-se de paciente idoso, a prescrição de ezetimiba isolado é a primeira opção de tratamento para o paciente


D

Deve-se prescrever estatina de moderada intensidade devido ao alto risco de pancreatite com esse nível de triglicérides


E

A prescrição de estatina de alta intensidade deve ser evitada, uma vez que na população idosa seu risco supera os benefícios em relação à redução de risco cardiovascular

Paciente de 78 anos, com osteoartrose de quadril com mau controle álgico. Após avaliação médica, introduzido codeína a cada seis horas para melhora da dor. Em reavaliação, paciente relata dificuldade de evacuar, apresentando esforço evacuatório e fezes endurecidas e volumosas em todas as evacuações, com uma frequência de 1 a 2 evacuações por semana. Antes da medicação, apresentava cerca de 4 evacuações semanais com raro esforço evacuatório, sem demais alterações.


Considerando o quadro clínico da paciente, assinale a alternativa correta.


A

Paciente apresentava previamente constipação intestinal funcional, o que se constata pela baixa frequência de evacuações semanais antes da introdução da codeína


B

Paciente apresenta quadro de constipação intestinal induzida por opioides e seria condizente reavaliar a terapia medicamentosa, com substituição terapêutica se conveniente


C

Paciente apresentava constipação intestinal de trânsito lento, com piora dos sintomas após introdução de codeína, ou seja, constipação induzida por opioides sobreposta


D

Nesse caso, a orientação de consumo de fibras e ingesta hídrica não é eficaz, devendo-se associar laxativos, em especial o óleo mineral


E

A constipação intestinal é condição frequente relacionada ao envelhecimento e, nesse caso, a introdução do opioide pouco interferiu no quadro clínico da paciente

Com o envelhecimento, alterações na composição corporal, na taxa de filtração glomerular, bem como no metabolismo hepático, acabam repercutindo nos processos de farmacocinética e farmacodinâmica. Dessa forma, deve-se ter uma atenção especial na prescrição de fármacos para a pessoa idosa.


Em relação ao tema descrito, assinale a alternativa incorreta.


A

O aumento de massa gordurosa no indivíduo idoso favorece a biodisponibilidade de drogas lipossolúveis como os benzodiazepínicos


B

A redução da concentração de albumina sérica em pacientes frágeis aumenta a fração livre de fármacos como a amiodarona


C

A atrofia da mucosa intestinal e a diminuição do trânsito gastrointestinal frequentes nessa população alteram a capacidade de absorção de medicamentos como a Levodopa


D

Em razão do envelhecimento cutâneo, fármacos de absorção cutânea, principalmente hidrossolúveis, podem ter sua absorção retardada


E

A digoxina acumula-se em tecidos gordurosos. Devido a alteração da composição corporal, os depósitos dessa medicação ficam aumentados em pessoas idosas

Paciente de 84 anos, feminina, procura auxílio médico com queixas de ter caído 2 vezes no último ano. Na avaliação geriátrica ampla, observa-se queixa de incontinência urinária de início recente e cognitiva, um miniexame do estado mental (Mini-mental) de 22 (esperado 24 pontos para idade e escolaridade), teste do time up and go (TUG) >20 segundos (esperado < 15 segundos), com apraxia de marcha evidente. Neste caso, a conduta que melhor pode confirmar o diagnóstico e definir a terapêutica é:


A

tentar teste terapêutico com levodopa em dose baixa.


B

realizar eletroneuromiografia de membros inferiores.


C

iniciar terapia com anticolinesterásicos com escalonamento progressivo.


D

realizar teste de retirada de líquor (TAP test).


E

iniciar antidepressivo inibidor de captação de serotonina.

Mulher de 65 anos, há cerca de 2 semanas refere redução de força e dificuldade para caminhar e subir escadas. Notou surgimento de eritema vermelho violáceo da face, acometendo principalmente as pálpebra,s acompanhado de edema periorbitário e lesões papulosas eritematosas na região dorsal das articulações interfalangeanas. Foram solicitados vários exames para elucidação diagnóstica. Assinale o exame que NÃO está relacionado com a doença em questão.


A

Anti-Jo 1.


B

Fator reumatoide.


C

Eletroneuromiografia.


D

Tomografia de tórax e abdome para pesquisa de neoplasias.


E

Creatinofosfoquinase (CPK).

Idosa de 67 anos faz tratamento para osteoporose há 5 anos com alendronato sódico semanal. Durante o período de tratamento a paciente não apresentou nenhuma fratura. A densitometria óssea de controle evidencia T-escore de –2,1 no colo do fêmur e o risco estimado de fratura em 10 anos pelo FRAX é baixo. A conduta mais adequada para o caso é:


A

suspender o alendronato e reavaliar em 2 anos.


B

manter o alendronato por mais 2 anos e reavaliar.


C

trocar o alendronato por ácido zoledrônico e reavaliar em 1 ano.


D

manter o alendronato por mais 5 anos e reavaliar.


E

trocar o alendronato por denosumabe e reavaliar em 1 ano.

 
Ir para a página:
OK
 
Gerar simulado