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Sobre o tratamento do transtorno de ansiedade do paciente idoso, assinale a alternativa correta.
O uso de benzodiazepínicos deve ser considerado como primeira linha, pela rápida resposta ansiolítica.
Atividade física e interação social são pedras angulares no manejo da ansiedade no paciente idoso.
Pregabaliana e buspirona não têm espaço no tratamento de pacientes idosos ansiosos.
A resposta ao tratamento costuma ser rápida, com alívio dos sintomas já na primeira semana.
Deve ser dada preferência aos benzodiazepínicos de meia vida maior, quando estes forem recomendados, com o objetivo de menos tomadas da medicação.
Nos pacientes idosos com anemia megaloblástica, é correto afirmar que
o quadro neurológico desenvolvido na deficiência de vitamina B12 sempre se recupera após a reposição da vitamina B12.
níveis abaixo de 200pg/mL de vitamina B12 são compatíveis com a deficiência, mas níveis entre 200-300 pg/mL se beneficiam de testes adicionais como a dosagem do ácido metilmalônico e da homocisteína para definição.
a reposição oral, mesmo em altas doses, não é efetiva para o tratamento da deficiência em nenhuma situação.
o quadro de deficiência de ácido fólico difere muito do observado pela deficiência de cobalamina, inclusive com maior acometimento neurológico.
a correlação entre níveis baixos de vitamina B12 e anemia megaloblástica, em idosos, é clara, sendo incomum o resultado falso positivos nos exames laboratoriais.
No tratamento das lesões por pressão em cuidados paliativos, é correto afirmar que
devemos focar no tratamento da lesão sempre, tratando com todo tipo de disposição terapêutica disponível.
impedir a progressão de uma lesão ou o surgimento de outras é mais sensato que almejar sua cicatrização.
podemos otimizar a analgesia, mas devemos evitar usar antibióticos sempre, mesmo que em lesões com sangramentos e odores.
a equipe de cuidados paliativos pode conduzir o processo de tratamento de lesão por pressão, sem que precise de acompanhamento de outra equipe hospitalar.
as lesões idealmente são tratadas somente no contexto físico, não sendo importantes, neste momento, os impactos psicológicos.
Assinale a alternativa que apresenta as manifestações clínicas ou complicações da doença de Paget dos ossos.
Déficit auditivo, insuficiência cardíaca de alto débito, nefrolitíase.
Hipocalcemia, estenose da coluna vertebral, fraturas ósseas.
Estenose aórtica, miocardiopatia dilatada, hiperuricemia.
Platibasia, insuficiência aórtica, osteoartrite em articulações próximas às lesões ósseas da doença de Paget.
Arqueamento dos ossos, fístulas arteriovenosas, trombose de retina.
Assinale a alternativa que contém uma doença que leve à hiponatremia.
Síndrome de Cushing.
Hipogonadismo.
Hipoparatireoidismo.
Hipertireoidismo.
Hipotireoidismo.
Considerando as afirmativas a seguir a respeito de sarcopenia, assinale a verdadeira.
Independentemente do gênero, o melhor preditor para desfechos negativos é a massa muscular.
Para os homens, o melhor preditor para desfechos negativos são aqueles que avaliam a composição corporal, particularmente o tecido adiposo.
A força muscular é o melhor parâmetro para desfechos negativos em homens.
Para as mulheres, a força muscular é melhor parâmetro de desfechos negativos do que para os homens.
Os parâmetros que levam em consideração a composição corpórea são os melhores preditores de desfechos negativos, independentemente do gênero.
PCAC, homem, 85 anos, antecedentes de hipertensão arterial, procura o consultório relatando que sua pressão arterial está difícil de controlar. Tem antecedente de doença pulmonar obstrutiva crônica em uso de oxigênio domiciliar e diabetes mellitus. Faz uso de hidroclorotiazida/amilorida (25 mg / 2,5 mg) 1 comprimido cedo, metformina 500 mg antes do café da manhã, almoço e jantar; diltiazem 30 mg pela manhã, à tarde e à noite. Por fim, de forma irregular faz uso de formoterol/budesonida 12 mcg / 400 mcg, 1 a 2 aplicações inalatórias ao dia, e tiotrópio 2,5 mcg, uma aplicação inalatória uma vez ao dia. Sua pressão arterial encontrava-se em 180 x 100 mmHg. Alguns exames laboratoriais: ureia: 38 mg/dL, creatinina: 1,15 mg/dL. Assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta quanto à prescrição e meta a ser atingida.
Aumentar a dose da hidroclorotiazida/amilorida para 50 mg / 5 mg uma vez ao dia; meta da pressão arterial: 120 x 80 mmHg.
O diltiazem pode ser prescrito na dose de 60 mg pela manhã, à tarde e à noite; meta da pressão arterial: 140 x 80 mmHg.
Suspender os atuais anti-hipertensivos e prescrever atenolol 100 mg uma vez ao dia; meta da pressão arterial: 130 x 80 mmHg
Trocar os atuais anti-hipertensivos por enalapril 10 mg pela manhã e à noite; meta da pressão arterial: 120 x 80 mmHg.
Substituir o diltiazem por losartana 50 mg pela manhã; meta da pressão arterial: 140 x 80 mmHg.
Em relação ao Sr. PCAC, sua glicemia de jejum foi de 142 mg/dL e sua hemoglobina glicada, 5,2%. Assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta e a meta da hemoglobina glicada a ser alcançada.
Manteria metformina 500 mg antes do café da manhã, almoço e jantar; meta da hemoglobina glicada: inferior a 5,3%.
Diminuiria a metformina para 500 mg após o almoço; meta da hemoglobina glicada: 8%.
Trocaria a metformina por glicazida MR 60 mg pela manhã; meta da hemoglobina glicada: 6,5%.
Iniciaria insulina humana N na dose de 0,5 unidades / kg à noite; meta da hemoglobina glicada: 8,5%.
Trocaria a metformina por linagliptina 5 mg pela manhã; meta da hemoglobina glicada: 8%.
Acerca do tratamento da doença pulmonar obstrutiva crônica do Sr. PCAC, assinale a alternativa correta quanto à melhor terapêutica a ser orientada, visto que o paciente está fazendo uso irregular do formoterol/budesonida e do tiotrópio, e que sua sintomatologia respiratória, no momento da avaliação é discreta, relatando dispnéia somente para subir um lance de escadas e que não vem apresentando tosse ou expectoração e que já faz mais de um ano que não é internado por exacerbação de sua doença pulmonar obstrutiva crônica.
Deve-se manter o esquema triplo e solicitar ao Sr. PCAC que faça uso regular da medicação.
Por estar pouco sintomático, pode-se orientar somente o uso contínuo de um beta adrenérgico de longa duração.
Como usuário de oxigênio domiciliar, o Sr. PCAC deve utilizar um anticolinérgico de longa ação.
Como não há exacerbação da doença pulmonar obstrutiva crônica há mais de um ano, ele pode utilizar somente um beta adrenérgico de curta ação nos momentos de crise.
Pelo fato de a doença pulmonar obstrutiva crônica estar controlada, ele pode utilizar somente o corticoide de longa ação.
Paciente de 92 anos, masculino, procura o ambulatório de um serviço de saúde com dispneia aos mínimos esforços, ortopneia e dispneia paroxística noturna que vêm piorando paulatinamente há 3 semanas. O resultado do peptídeo natriurético do tipo B (BNP): 2 395,7 pg/mL (valor normal: 0 a 100 pg/mL); troponina: 0,02 ng/mL. Seu ecocardiograma mostra: aumento do átrio esquerdo; discreta hipertrofia miocárdica do ventrículo esquerdo (VE), função sistólica do VE moderadamente diminuída (fração de ejeção: 35%), função diastólica, não analisável pela presença de arritmia. Nos seus exames laboratoriais, são encontradas: ureia 107 mg/dL e creatinina 1,6 mg/dL.
Em face do exposto, assinale a alternativa correta.
A descompensação cardíaca está levando a uma disfunção renal aguda; é a síndrome cardiorrenal do tipo 2.
Trata-se da síndrome cardiorrenal do tipo 4 quando a doença renal crônica leva à disfunção cardíaca.
Nesse caso, uma doença renal aguda está levando à falência cardíaca; é a síndrome cardiorrenal do tipo 3.
Há uma doença sistêmica que está levando a uma disfunção cardíaca e renal.
O paciente encontra-se agudamente descompensado de insuficiência cardíaca; é a síndrome cardiorrenal do tipo 1.
Para o tratamento dos transtornos psicocomportamentais da demência, a quetiapina é uma das drogas mais utilizadas. Assinale a alternativa que apresenta a principal vantagem da quetiapina em relação aos demais neurolépticos atípicos.
Não provoca boca seca.
Não leva à sonolência.
Provoca diminuição dos triglicérides.
Leva à diminuição da pressão arterial diastólica.
É a que menos leva ao parkinsonismo.
No início da pandemia em 2020, foram avaliadas a taxa de mortalidade entre os idosos com e sem demência. Assim sendo, assinale a alternativa que reflete esses dados.
Independentemente de viverem em comunidade ou em instituições de longa permanência, a taxa de mortalidade foi semelhante nessas duas populações.
Idosos com demência que vivem na comunidade tiveram uma maior taxa de mortalidade em relação aos idosos com demência que vivem em instituições de longa permanência.
Entre negros e hispânicos, não houve diferença na taxa de mortalidade entre os que tinham demência e os que não tinham.
Não foi observada diferença na taxa de mortalidade entre brancos, hispânicos ou negros.
Houve maior taxa de mortalidade entre os idosos hispânicos e negros com demência em relação aos brancos com demência.
Mulher de 36 anos tem histórico de rinite alérgica e asma brônquica confirmada por espirometria, em uso de salbutamol inalatório, conforme necessário. Ela nega tabagismo e nunca necessitou de hospitalização. Todavia, nos últimos meses, ela tem necessitado do salbutamol três vezes por semana, mas nunca mais de uma vez por dia. Ao exame físico: sinais vitais são normais; SatO2 em ar ambiente: 98%; IMC: 24 kg/m2; tórax sem sibilos, no momento; o restante do exame é normal. Uma espirometria realizada há 1 dia é normal.
Nesse momento, a conduta correta é
associar montelucaste oral.
prescrever 2 semanas de corticoide oral.
associar a beclometasona inalatória.
trocar o salbutamol por tiotrópio.
trocar o salbutamol por fluticasona inalatória.
Mulher de 53 anos apresenta-se para avaliação de acompanhamento de um nódulo pulmonar em lobo inferior direito sólido, de 4 mm, encontrado incidentalmente na tomografia computadorizada. O exame não mostrou outros nódulos, nem linfadenopatia, e o parênquima pulmonar é normal. Não há tomografia prévia para comparação. Ela não tem história pessoal ou familiar de câncer de pulmão, é assintomática, não fuma e não tem história de exposição significativa ao tabaco.
Nessa paciente, o manejo mais adequado é:
pedir uma tomografia de tórax em 12 meses.
não indicar exames ou procedimentos e seguimento clínico.
solicitar uma broncoscopia com biópsia pulmonar.
pedir um PET/TC (tomografia com fluorodesoxiglicose).
indicar uma biópsia pulmonar guiada por exame de imagem.
Em relação à síndrome de fragilidade, assinale a alternativa correta.
Não há relação entre o comprometimento funcional e a síndrome de fragilidade.
Formam os tripés da fragilidade: disfunção imunológica, diminuição da ingestão de alimentos, aumento da massa gordurosa.
Ela é tão mais prevalente quanto maior o envelhecimento populacional.
A síndrome de fragilidade ocorre somente em idosos portadores de doenças crônicas.
O aumento de peso exclui o diagnóstico de síndrome de fragilidade.
Assinale a alternativa correta quanto à prescrição de ácido acetilsalicílico (AAS) em doses baixas para prevenção primária de doença cardiovascular (DCV), de acordo com a United States Preventive Services Task Force (USPSTF).
Independentemente da idade, não há benefício na prescrição de AAS para prevenção primária de DCV.
O risco de hemorragias maiores, gastrointestinal e intracraniana, é maior que os benefícios da prescrição de AAS para prevenção de DCV.
Não se recomenda a prescrição de AAS para prevenção primária de DCV em adultos com mais de 60 anos.
A prescrição de AAS para prevenção de DCV mostrou-se benéfica, independentemente da idade.
Somente para os adultos com mais de 60 anos é que a prescrição de AAS mostrou-se benéfica para prevenção de DCV.
Estudo recente mostrou que sintomas como apatia, depressão e ansiedade em idosos sem declínio cognitivo, mas portadores do duplo alelo E4, apresentaram uma evolução à doença de Alzheimer (DA) em porcentagem significativamente maior do que a população em geral. Assinale a alternativa correta em relação a essa afirmação.
Estudos populacionais deveriam ser realizados para pesquisa do duplo alelo E4 para se identificar a população de risco.
A prescrição de donepezila a essa população pode ser interessante para se evitar a evolução para a fase inicial da DA.
O uso de antidepressivos, principalmente os inibidores da recaptação de serotonina, devem mostrar-se eficazes para prevenção dos sintomas iniciais da DA.
A prescrição de vitamina E para esse grupo populacional deve retardar o início dos sintomas iniciais da DA.
Não há nenhuma conduta prática a se indicar a partir desse estudo, visto que não há tratamento para a fase pré-clínica da DA.
Qual das alternativas a seguir apresenta apenas vacinas indicadas para a população idosa?
Tríplice viral, varicela e antitetânica.
Hepatite B, meningocócica e HPV.
Influenza, meningocócica e hepatite A.
Influenza, pneumocócica e antitetânica.
Pneumocócica, tríplice viral e varicela.
Paciente de 78 anos, sexo feminino, com diagnóstico de demência por Corpos de Lewy em fase moderada, atualmente independente para as atividades de vida diária básicas e dependente para a atividades instrumentais. Paciente em uso de Donepezila 10mg MID, Memantina 20mg MID, Escitalopram 15mg MID e Quetiapina 50mg MID. Recentemente apresentou queda de uma cadeira com subsequente hematoma subdural traumático, que necessitou ser drenado. Quais os fármacos que elevam o risco de sangramento e podem estar associados ao quadro clínico da paciente.
Memantina e Quetiapina.
Donepezila e Memantina.
Escitalopram e Quetiapina.
Donepezila e Escitalopram.
Paciente de 71 anos, sexo masculino, independente para atividades de vida diária básicas e instrumentais. Apresenta os diagnósticos de hipertensão arterial sistêmica, doença renal crônica, estágio G3b-A2 e diabetes mellitus tipo 2. Atualmente está em uso de Metformina 850mg TID, Losartana 50mg BID, Anlodipino 5mg BID e Atorvastatina 40mg MID. Exame físico com índice de massa corporal de 23,5Kg/m2 e circunferência abdominal de 94cm. O paciente apresentou os últimos resultados de exames laboratoriais:
Exame | Resultados do paciente | Valor de referência |
Glicemia em jejum | 159mg/dL | 70 – 99mg/dL |
Glicohemoglobina | 8,1% | < 5,7% |
Ureia | 68mg/dL | 15 – 45mg/dL |
Creatinina | 1,5mg/dL | 0,5 – 1,2mg/dL |
Sódio | 138mEq/L | 135 – 145mEq/L |
Potássio | 4,9mEq/L | 3,5 – 5,2mEq/L |
Relação albuminúria / creatinúria em amostra isolada de urina | 258mg/g | < 30mg/g |
A conduta correta em relação ao paciente do caso clínico é prescrever:
Linagliptina.
Glimepirida.
Pioglitazona.
Dapagliflozina.