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Assinale a alternativa que apresenta corretamente as recomendações calóricas e proteicas, respectivamente, para pacientes críticos com lesão renal aguda em hemodiálise contínua.
25-30 kcal/kg; até 1,5 g/kg/dia.
25-30 kcal/kg; até 2,0 g/kg/dia.
25-30 kcal/kg; até 2,5 g/kg/dia.
30-35 kcal/kg; até 2,0 g/kg/dia.
30-35 kcal/kg; até 2,5 g/kg/dia.
Paciente do sexo feminino, 55 anos, IMC 23,5kg/m², sem história de perda ponderal, diagnóstico de neoplasia de laringe, em tratamento radioterápico cursando com estresse moderado. Assinale a alternativa que apresenta corretamente as recomendações calóricas e proteicas, respectivamente, nesse caso.
25-30 kcal/kg/dia; 1,2-1,5 g/kg/dia.
20-25 kcal/kg/dia; 1,0-1,2 g/kg/dia.
25-30 kcal/kg/dia; 1,0-1,2 g/kg/dia.
30-35 kcal/kg/dia; 1,2-1,5 g/kg/dia.
30-35 kcal/kg/dia; 1,5-2,0 g/kg/dia.
Assinale a alternativa INCORRETA sobre as recomendações do Protocolo ACERTO sobre a realimentação precoce no pós-operatório.
Em cirurgias eletivas e não complicadas (ex: ressecção hepática, gástrica e colorretal) convém evitar o uso de sonda nasogástrica (SNG) de rotina.
Em cirurgias de via biliar, herniorrafias, cirurgias ano-orificiais, deve-se oferecer dieta oral no mesmo dia da operação (3-12h após).
A hidratação intravenosa deve ser prescrita em herniorrafias e cirurgias ano-orificiais no pós-operatório imediato.
Em cirurgias com anastomoses gastrintestinal, enteroentérica, enterocólica ou colorretal, a dieta líquida deve começar como rotina no mesmo dia ou no primeiro pós-operatório.
Em cirurgias com anastomoses esofágicas, a dieta deve começar com 12-24h de pós-operatório por jejunostomia ou por sonda nasoentérica.
Assinale a alternativa correta que contenha fatores específicos a serem considerados no suporte nutricional do paciente com Traumatismo Cranioencefálico (TCE).
Baixo gasto energético comparativamente a outras doenças críticas.
Gastroparesia e risco de aspiração costumam ser mais frequentes nesta população de doentes críticos.
Imunonutrição é altamente recomendável por aumentar sobrevida no TCE grave.
O propofol é uma emulsão lipídica e, por este motivo, apresenta 9 Kcal/ml de solução.
O peso diário do paciente é uma boa forma de acompanhar o estado nutricional no TCE grave, pois não é influenciado pelo estado volêmico (edema) como nas demais doenças críticas.
Quanto ao mecanismo de efeito da metoclopramida como pró-cinético, assinale a alternativa correta.
É um antagonista da dopamina, estimula a motilidade da musculatura lisa do trato gastrointestinal superior.
Estimula secreção gástrica, biliar e pancreática.
Seu efeito é dependente da inervação vagal intacta.
Não tem efeito sobre o tônus do esfíncter esofagiano inferior.
Atua sobre os receptores 5HT3 aumentando o trânsito intestinal.
A alternativa que descreve um componente da nutrição parenteral que, quando adicionado, reduz a osmolaridade da solução nutrição parenteral é.
Solução de aminoácidos.
Solução de glicose.
Oligoelementos.
Vitaminas.
Emulsão lipídica.
Em relação à estimativa do gasto energético e ao acompanhamento da resposta à terapia nutricional, assinale a alternativa correta.
As equações preditivas, como Harris-Benedict, costumam ser precisas para estimar o gasto energético basal, independentemente da população de pacientes na qual aplicamos.
Calorimetria indireta é o método padrão-ouro para estimar o gasto energético basal. Entretanto, para pacientes em ventilação mecânica, o uso de fração inspirada de oxigênio maior de 60% e assincronia ventilatória são limitações do método.
Independentemente do método escolhido para estimar o gasto energético, recomenda-se monitorar a terapia nutricional através de marcadores bioquímicos como a albumina, por apresentar meia vida curta e alterar rapidamente conforme o estado nutricional.
A pré-albumina, dentre os marcadores usados para acompanhar a terapia nutricional, é aquele que apresenta meia-vida mais longa.
A impedância elétrica é um bom método para acompanhar o ganho e a perda de massa magra em diversos grupos de pacientes, incluindo cirróticos, renais crônicos e pacientes críticos.
Em relação à Síndrome de Realimentação, assinale a alternativa correta.
IMC < 16Kg/m2 e mínima ou nenhuma ingestão calórica nos últimos 10 dias são fatores de alto risco para essa síndrome.
Iniciar com aporte calórico máximo e fazer redução gradual é a melhor forma de nutrir pacientes com alto risco para realimentar.
Monitorar eletrólitos (potássio, fósforo e magnésio) e repor vitamina B12 acima da RDA é uma conduta adequada para evitar as complicações dessa síndrome.
A insulina exerce papel pouco relevante na fisiopatologia da realimentação.
Apesar de muito frequente, não apresenta risco de complicações graves para o paciente.
A biotina atua como coenzima para a reação de carboxilação do metabolismo de gorduras e carboidratos. A ingestão adequada para adultos é de:
5 mcg/dia.
10 mcg/dia.
18 mcg/dia.
30 mcg/dia.
45 mcg/dia.
Sobre as ferramentas de rastreamento nutricional, assinale a alternativa INCORRETA.
Nutritional Risk Screening – 2002 (NRS-2002) – Composto por duas etapas: a primeira é uma triagem inicial que contempla Índice de Massa Corporal (IMC), perda de peso nos últimos três meses, redução da ingestão alimentar na última semana e presença de doença grave; a segunda, avaliação final composta por avaliação do estado nutricional, gravidade da doença e pontuação adicional se idade superior a 65 anos.
Malnutrition Universal Screening Tool (MUST) – Avalia IMC, história de perda de peso involuntária e efeito da doença aguda.
Mini Avaliação Nutricional (MAN) – Ferramenta desenvolvida para pacientes idosos. Na etapa de triagem, inclui questões sobre IMC, perda de peso não intencional em três meses, alterações na ingestão alimentar, mobilidade e doenças neuropsicológicas ou doenças agudas.
Nutrition Risk in the Critically Ill (NUTRIC) – Escore de risco nutricional desenvolvido especificamente para pacientes críticos. Composto por idade, APACHE II, SOFA, número de comorbidades, dias de internação no hospital prévios à internação na UTI e interleucina-6, sendo possível não avaliar interleucina-6.
Malnutrition Screening Tool (MST) – Avalia perda de peso não intencional e redução do apetite.
Sobre a meia-vida dos marcadores bioquímicos utilizados na avaliação nutricional, assinale a alternativa correta.
Albumina: 19-21 dias.
Pré-albumina: 2-3 dias.
Transferrina: 8-10 dias.
Proteína carreadora do retinol: 10-12 horas.
Todas as anteriores.
Assinale a alternativa INCORRETA sobre as atribuições do médico na Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional (EMTN).
Prescrição médica da terapia nutricional enteral.
Prescrição da terapia nutricional parenteral.
Padronização de indicadores de qualidade para a terapia nutricional parenteral.
Estabelecer o acesso intravenoso central para a administração da nutrição parenteral.
Assegurar o acesso ao trato gastrointestinal para a terapia nutricional enteral.
Sobre acessos de nutrição parenteral, assinale a alternativa INCORRETA em relação ao Cateter Venoso Central (CVC) e ao Cateter Central de Inserção Periférica (PICC).
O CVC tunelizado, quando totalmente implantado, apresenta riscos de infecção diminuídos em relação ao cateter semi-implantável.
O CVC tunelizado é indicado para acesso vascular por longo tempo, como para uso de nutrição parenteral domiciliar.
Nos casos de uso de CVC com vários lúmens, não é necessário que se reserve um lúmen exclusivamente para nutrição parenteral.
O CVC com vários lúmens pode estar associado ao aumento da taxa de infecção, se comparado ao CVC de lúmen único.
Alguns estudos sugerem que o PICC pode estar associado ao risco mais baixo de infecção quando comparado ao CVC semi-implantável de curta permanência, em uso domiciliar.
Leia as afirmativas a seguir:
I. A vigilância nutricional está incluída no campo de atuação do SUS.
II. O paciente não deve falar a verdade ao dar informações aos profissionais de saúde.
Marque a alternativa CORRETA
As duas afirmativas são verdadeiras.
A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa.
A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa.
As duas afirmativas são falsas.
Analise as seguintes assertivas sobre alimentos, nutrientes ou padrões alimentares na prevenção do diabetes tipo 2 e o respectivo risco:
I. Ácidos graxos insaturados e trans aumentam o risco.
II. Carne processada e óleos hidrogenados diminuem o risco.
III. Antioxidantes e magnésio diminuem o risco.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas III.
Apenas I e II.
Apenas II e III.
I, II e III.
Mulher, 40a, em investigação de anemia, HPP de Cirurgia Bariátrica (Capella) há 8 anos. Em uso de Polivitamínico 1x/ dia. Hemácias: 2,2x10 (6) u/L; Hb: 5,6g/dL; Ht: 20,6%; VCM: 102 fl; HCM: 28,2pg; CHCM: 27,7g/dL. O mecanismo responsável pela anemia e a melhor conduta são respectivamente:
Deficiência de fator intrínseco; administrar cianocobalamina intramuscular mensal
Perda menstrual e deficiência de fator intrínseco / reposição intravenosa de ferro
Gastrite alcalina / administrar sucralfato e suplementar ácido fólico
Baixa ingesta de ferro / reorientação alimentar e suplementação de ferro
Além da deficiência de ferro, outros distúrbios devem ser considerados no diagnóstico diferencial da anemia microcítica e hipocrômica. Assinale a opção que apresenta um desses distúrbios.
Talassemias.
Deficiência de vitamina B12.
Deficiência de folato.
Deficiência de cobalamina.
Terapia com metotrexato.
O início da nutrição enteral é evitado na seguinte situação clínica:
Paciente com pancreatite aguda grave sem aminas.
Paciente em pós-operatório de apendicite aguda com peritonite difusa.
Paciente em pré-operatório de adenocarcinoma gástrico de antro.
Pós-operatório de colectomia à Hartmann por tumor perfurado de sigmoider.
Terceiro dia de pós-operatório com distensão abdominal e resíduo gástrico maior que 600 mL por dia.
Sobre a vitamina D, pode-se afirmar:
há consenso em relação aos pontos de corte da 25-OH-vitamina D que definam sua suficiência, insuficiência e deficiência.
a ação reconhecida da vitamina D é na saúde óssea. Suas ações extraesqueléticas ainda requerem confirmação.
a prevenção e o tratamento da hipovitaminose D devem seguir orientações locais.
recomenda-se a triagem universal de suficiência da vitamina D, não apenas nos grupos de risco.
a síntese cutânea, estimulada pela exposição solar, é a principal fonte de vitamina D, embora a nutrição também possa fornecer os níveis necessários dessa vitamina para o organismo humano.
Assinale a opção que demonstra a correlação INCORRETA, com relação à hipovitaminose e os seus respectivos achados clínicos.
Deficiência de tiamina - pelagra: exantema pigmentado das áreas expostas ao sol, língua vermelho-brilhante, diarreia, apatia, perda de memória, desorientação.
Deficiência de vitamina E - neuropatia periférica, ataxia espinocerebelar, atrofia muscular esquelética, retinopatia.
Deficiência de cobalamina - anemia megaloblástica, perda do sentido vibratório e postural, marcha anormal, demência.
Deficiência de vitamina C - escorbuto: petéquias, equimoses, cabelos enrolados, gengivas inflamadas e com sangramento.
Deficiência de Folato - anemia megaloblástica, glossite atrófica, depressão.