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Sobre o tratamento medicamentoso no autismo:
N-acetilcisteína apresenta muitos estudos e grande base de evidência para tratar sintomas centrais do autismo
A oxitocina tem apresentado importantes respostas e é o futuro do tratamento
O canabidiol já apresenta evidências robustas para o uso rotineiro
O uso de medicação é rotineiro e imprescindível para o tratamento
Aripiprazol é uma medicação com evidência para irritação e agressividade
Baseado no documento “LINHA DE CUIDADO PARA PESSOAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA - TEA” lançado em 2025 pelo Ministério da Saúde assinale a incorreta:
O M-CHAT-R foi validado para crianças entre 16 e 30 meses de idade
O M-CHAT-R deve ser aplicado apenas pelo médico durante as consultas de puericultura visando reduzir os erros e excessos diagnósticos
Na Atenção Primária à Saúde, a realização de grupos de pais e mães de crianças com TEA configura-se como uma estratégia fundamental de apoio e cuidado ampliado
Na RAS, os pontos de atenção especializada que podem receber pessoas com a suspeita do TEA, para além da APS, são (por exemplo): CER, CAPS, policlínicas e ambulatórios especializados
A equipe de saúde bucal deve focar em procedimentos conservadores durante o tratamento de pessoas com TEA, para preservação dos dentes e prevenir perdas desnecessárias
Sobre a avaliação diagnóstica no TEA, baseado no manual de orientação da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) “Transtorno do Espectro do Autismo em Pediatria: etiologia, triagem e diagnóstico” marque a correta:
Ferramentas como ADOS-2 são mais adequadas que a avaliação clínica
É consenso a solicitação de eletroencefalograma em todos os casos
CARS é uma avaliação considerada padrão ouro para o diagnóstico de autismo
A testagem específica para Síndrome do X-Frágil é recomendada para todos os indivíduos com diagnóstico de TEA
As comorbidades não são relevantes na avaliação
Das alternativas abaixo, qual a alteração genética mais prevalente em indivíduos com autismo?
Síndrome de Rett
Síndrome do X frágil
Síndrome de Down
Síndrome de Turner
Esclerose Tuberosa
A avaliação neuropsicológica deve ser indicada como parte da avaliação psiquiátrica inicial em crianças com dificuldades escolares ou comportamentais.
Certo
Errado
O modelo de atenção psicossocial preconizado pelo SUS para o cuidado em saúde mental de crianças e adolescentes valoriza o trabalho interdisciplinar, a articulação com a rede de serviços e o acompanhamento contínuo, considerado o contexto familiar, escolar e social do usuário.
Certo
Errado
A prazosina aumenta o tempo total de sono e o tempo de sono REM, bem como reduz os pesadelos em indivíduos com transtorno de estresse pós-traumático.
Certo
Errado
Um psiquiatra da infância e adolescência avalia um menino de 10 anos com queixas de desatenção e dificuldade para organizar suas tarefas. Durante a anamnese, os pais expressam ceticismo sobre um possível diagnóstico de TDAH, argumentando que o filho "não pode ser desatento", pois consegue manter o foco por horas a fio jogando videogame. Com base na compreensão neuropsicológica do TDAH, qual das seguintes interpretações clínicas é a mais adequada para essa observação?
A capacidade de manter a atenção em videogames, mas não na escola, sugere que os sintomas são situacionais e provavelmente decorrem de fatores psicossociais ou de desmotivação, e não de um transtorno neurobiológico.
A capacidade de manter o foco em tarefas estimulantes e de recompensa imediata, como videogames, não exclui o TDAH. A dificuldade na autorregulação e no controle executivo para direcionar e manter o foco em tarefas menos apelativas ou que exigem esforço mental sustentado são características da doença.
A observação dos pais está correta e invalida o diagnóstico de TDAH, pois um dos critérios essenciais do transtorno é a incapacidade global de manter a atenção, independentemente da tarefa.
O foco intenso em videogames, em detrimento de outras atividades, é um sinal patognomônico de um transtorno aditivo (vício em jogos), que deve ser considerado o diagnóstico primário em vez de TDAH.
Esse padrão de atenção seletiva é característico da apresentação predominantemente desatenta do TDAH, na qual a hiperatividade motora está ausente, permitindo o foco em atividades sedentárias de grande interesse.
Um adolescente de 14 anos, previamente hígido e sem uso prévio de psicotrópicos, é diagnosticado com um primeiro episódio psicótico, e a sua sintomatologia é característica de um quadro de esquizofrenia. O psiquiatra planeja introdução terapêutica inicial. Considerando que a população jovem e virgem de tratamento é particularmente vulnerável a efeitos adversos, e levando em conta os perfis de risco dos antipsicóticos de segunda geração (APSGs), qual das seguintes opções de monoterapia inicial apresenta o maior risco de induzir sintomas extrapiramidais (SEP) nessa população?
Risperidona.
Aripiprazol.
Quetiapina.
Clozapina.
Olanzapina.
Lucas, 14 anos, é encaminhado ao CAPSij por ideação suicida e queda abrupta no rendimento escolar. Durante as consultas, o psiquiatra estabelece um bom vínculo com o adolescente, que passa a relatar um ambiente familiar de alta tensão. Lucas descreve que seu pai, após perder o emprego, tornou-se verbalmente agressivo, referindo-se a ele frequentemente como "inútil" e "um peso morto". Além disso, relata que o pai se recusa a levá-lo às consultas médicas para tratar sua asma, afirmando que é "frescura". Em uma das consultas, o psiquiatra nota hematomas no braço de Lucas, que ele atribui a uma queda. Contudo, ao ser questionado de forma mais aprofundada, Lucas chora e diz que "às vezes o pai perde a cabeça", mas pede ao médico "pelo amor de Deus, não conte nada, senão vai ser pior pra mim". Diante da suspeita fundamentada de maustratos (violência psicológica, negligência e possível violência física), e em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), qual é a conduta prioritária e obrigatória para o psiquiatra do CAPSij?
Discutir o caso em reunião de equipe multidisciplinar do CAPSij para elaborar um Projeto Terapêutico Singular (PTS) que inclua a abordagem familiar, condicionando a comunicação a órgãos externos ao resultado dessa intervenção terapêutica inicial.
Priorizar o fortalecimento do vínculo terapêutico, adiando a notificação compulsória até que Lucas se sinta seguro para participar da decisão, a fim de evitar a revitimização pela quebra de sigilo e uma possível ruptura do tratamento.
Elaborar um relatório detalhado e encaminhá-lo diretamente ao Ministério Público da Infância e Juventude, por entender que a situação configura crime de ação pública incondicionada que exige uma intervenção judicial imediata.
Comunicar o caso ao Conselho Tutelar do município para que sejam apuradas as informações e aplicadas as medidas de proteção cabíveis, mantendo o acompanhamento psiquiátrico de Lucas em paralelo.
Acionar o serviço social do CAPSij para realizar uma visita domiciliar de avaliação das condições familiares e da segurança do adolescente antes de formalizar qualquer comunicação a órgãos externos da rede de proteção.
M. J., 17 anos, é levada à consulta por sua mãe, que está muito preocupada com a perda de peso e a recusa alimentar da filha. Na anamnese, M. J. insiste que está "apenas fazendo uma dieta saudável", tendo cortado completamente carboidratos e gorduras. Ela perdeu 8 kg nos últimos 4 meses e apresenta um Índice de Massa Corporal (IMC) de 16,8 kg/m². Durante a entrevista, expressa um medo intenso de "engordar" e se recusa a comer com a família para não ser "forçada a sair da dieta". Apesar de sua magreza evidente, ela afirma ao examinador que "ainda precisa perder a gordura da barriga". Ela nega episódios de ingestão de grandes quantidades de comida em um curto período com sensação de perda de controle. No entanto, a mãe encontrou embalagens de laxantes em seu quarto; quando confrontada, M. J. admitiu fazer uso de "dois a três comprimidos" após as raras ocasiões em que se sente "cheia", como depois de um jantar em família. Com base nos critérios do DSM-5-TR, qual é o diagnóstico mais preciso para M. J.?
Anorexia Nervosa, tipo restritivo.
Bulimia Nervosa, com comportamento purgativo.
Transtorno Alimentar Restritivo/Evitativo (TARE).
Transtorno de Compulsão Alimentar.
Anorexia Nervosa, com compulsão alimentar/purgativo.
Considerando o quadro apresentado, assinale a alternativa que melhor descreve o tratamento inicial.
Aconselhamento, suporte e fornecimento de informações, melhorar a motivação e aliviar sentimentos de culpa, educar sobre hábitos de consumo de líquidos, registro das noites de incontinência e continência durante um período e tratamento de alarme.
Aconselhamento, suporte e fornecimento de informações, melhorar a motivação e aliviar sentimentos de culpa, educar sobre hábitos de consumo de líquidos e antidepressivo tricíclico.
Aconselhamento, suporte e fornecimento de informações, melhorar a motivação e aliviar sentimentos de culpa, educar sobre hábitos de consumo de líquidos e inibidor seletivo da recaptura de serotonina
Aconselhamento, suporte e fornecimento de informações, melhorar a motivação e aliviar sentimentos de culpa, educar sobre hábitos de consumo de líquidos e antipsicótico de segunda geração
Não é necessário aconselhamento apenas método de exposição feito pelos pais para que a criança estabeleça o controle
Sobre o tratamento da enurese e da encoprese na infância, assinale a alternativa correta.
O alarme urinário é considerado uma das intervenções mais eficazes para o tratamento da enurese noturna em crianças motivadas e com apoio familiar adequado.
A primeira linha de tratamento da encoprese retentiva é o uso de antidepressivos tricíclicos, especialmente em crianças com constipação associada.
A enurese primária noturna deve ser tratada inicialmente com imipramina, sendo a abordagem psicossocial considerada somente em casos resistentes.
A encoprese sem constipação deve ser tratada com laxantes de forma contínua por pelo menos 12 meses, mesmo na ausência de impactação fecal.
A psicoeducação não tem papel relevante no manejo da enurese, sendo restrita a intervenções em casos com comorbidades psiquiátricas.
A respeito da teoria de Winnicott e sua relação com os transtornos mentais na infância, assinale a alternativa correta.
A presença de uma mãe suficientemente boa é irrelevante no desenvolvimento emocional primitivo da criança, tendo pouca correlação com transtornos mentais.
A falha no ambiente facilitador descrito por Winnicott não é considerada nos manuais psiquiátricos atuais como fator de risco para psicopatologias, sendo mais uma concepção filosófica do que clínica.
A teoria de Winnicott sobre o falso self pode ajudar na compreensão de quadros de transtorno de conduta na infância, mas não encontra respaldo nos critérios diagnósticos do DSM-5-TR.
A ausência de um cuidado suficientemente bom nos estágios iniciais do desenvolvimento pode contribuir para a formação de um falso self, o que pode se manifestar clinicamente em quadros de transtornos de personalidade ou dificuldades de vinculação.
Segundo Winnicott, a dependência absoluta da criança no início da vida é superada unicamente por fatores genéticos, não sendo influenciada pela responsividade materna ou ambiental.
Sobre a aquisição dos marcos do neurodesenvolvimento, assinale a alternativa correta.
O sorriso social espontâneo geralmente aparece entre 1 e 2 meses de idade, indicando um marco importante no desenvolvimento socioafetivo.
O bebê costuma alcançar o controle cefálico completo por volta dos 9 meses de idade.
O desenvolvimento da linguagem expressiva inicia-se tipicamente com a formação de frases completas por volta dos 6 meses.
A ansiedade de separação costuma se manifestar antes dos 2 meses, sendo um marco precoce do desenvolvimento emocional.
O reflexo de preensão plantar desaparece somente após o primeiro ano de vida, indicando maturação neurológica tardia.
Menino de 4 anos de idade é levado à consulta médica pela mãe, que relata que ele fala com frases completas, mas frequentemente não mantém diálogo recíproco, troca pouco os turnos de fala e, em contextos sociais, tende a se isolar. A mãe refere ainda que o paciente mostra pouco interesse em brincadeiras compartilhadas com colegas, embora consiga responder quando é diretamente solicitado, bem como apresenta insistência em rotinas específicas, ficando irritado com mudanças inesperadas, como alteração no trajeto da escola. Na avaliação, nota-se contato visual reduzido, comunicação funcional preservada e desempenho adequado em habilidades cognitivas e de linguagem formal. Relatório da escola informa isolamento frequente e dificuldade em participar de atividades em grupo, apesar de bom desempenho acadêmico.
Nesse caso, considerando o DSM-5-TR, o paciente tem transtorno
do desenvolvimento intelectual, leve.
do espectro autista, nível 1.
da comunicação social (pragmática).
do desenvolvimento intelectual, limítrofe.
do espectro autista, nível 2.
Uma criança de 4 anos apresenta dificuldades persistentes em manter contato visual, interação social reduzida com colegas e familiares, e padrões de comportamento repetitivos, como alinhar brinquedos de forma ritualizada. A avaliação do desenvolvimento revela atrasos na comunicação verbal e não verbal. Considerando critérios diagnósticos, marcadores clínicos e abordagens de avaliação dos Transtornos Invasivos do Desenvolvimento, analise as afirmativas abaixo e assinale a correta.
Transtornos invasivos do desenvolvimento são condições adquiridas na adolescência, geralmente reversíveis com intervenções farmacológicas isoladas.
Crianças com TID apresentam sempre habilidades cognitivas normais, não sendo necessário avaliar inteligência ou funções executivas.
O manejo dos TID depende de terapias farmacológicas para reduzir os sintomas, sem necessidade de intervenções comportamentais ou psicossociais.
O diagnóstico de TID pode ser confirmado apenas por exames laboratoriais ou neuroimagem, sem necessidade de avaliação clínica detalhada.
A avaliação clínica de TID deve incluir observação do comportamento social, comunicação e padrões de atividades, complementada por entrevistas com familiares e instrumentos padronizados de desenvolvimento infantil.
Criança de três anos, vem acompanhada da mãe, com quadro de prurido generalizado iniciado há dois dias que piora pela noite, com cefaleia, febre e sinais de desidratação moderada. Baseado neste caso, deve-se:
investigar possível caso de violência física ou sexual contra criança.
buscar doenças familiares de origem materna, doenças mitocondriais.
investigar se realizou o teste do pézinho, principalmente hemoglobinopatias.
buscar outras pessoas com quadro parecido na casa, vizinhança e escola.
investigar se houve vacinações realizadas anteriores aos dois anos de idade.
A Política Nacional de Atenção Psicossocial nas Comunidades Escolares é uma estratégia para a integração e a articulação de ações de promoção, de prevenção e de atenção psicossocial no âmbito das escolas. Assinale a opção que indica, para os efeitos dessa Lei, os integrantes da comunidade escolar.
Apenas os alunos, os professores e os demais profissionais que atuam na escola.
Apenas os alunos, os professores e os pais de alunos matriculados na escola.
Apenas os alunos, os professores e os pais ou responsáveis de alunos matriculados nas escolas.
Apenas os alunos, os professores, os pais de alunos matriculados na escola e os demais profissionais que atuam na escola.
Os alunos, os professores, os pais ou responsáveis de alunos matriculados na escola e os demais profissionais que atuam na escola.
Em relação ao tratamento dos transtornos de linguagem na infância e adolescência, assinale a alternativa correta.
A psicoterapia, principalmente a terapia comportamental e a intervenção fonoaudiológica, é o tratamento de escolha para transtornos de linguagem, sem indicação de farmacoterapia isolada.
O tratamento farmacológico é a primeira escolha para transtornos de linguagem, com ênfase em estimulantes para melhorar a capacidade verbal.
O uso de antipsicóticos é recomendado para crianças com transtornos específicos de linguagem para controle dos sintomas de linguagem expressiva.
A intervenção farmacológica deve ser combinada com terapia familiar em todos os casos de transtorno de linguagem para garantir melhor prognóstico.
O DSM-5-TR recomenda o uso de ansiolíticos para controle dos sintomas associados aos transtornos de linguagem na infância.