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Assinale a alternativa que apresenta corretamente uma alteração neurobiológica associada ao transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).
O TOC está associado a uma atividade reduzida no córtex orbitofrontal.
O nível de dopamina nos gânglios da base é consistentemente baixo em pacientes com TOC, o que explica a prevalência de sintomas compulsivos.
No TOC, observa-se uma hiperatividade no circuito córtico-estriado-talâmico-cortical.
O principal neurotransmissor envolvido na neurobiologia do TOC é o glutamato.
A principal região cerebral envolvida na neurobiologia do TOC é o hipocampo.
Um menino de 9 anos é sempre rejeitado pelos companheiros. Ninguém quer sentar-se perto dele. Nunca é convidado para as festas de aniversário e, às vezes, se indispõe com os colegas, devido a seu comportamento agressivo. Faz comentários satíricos e faz gracejos dos quais ninguém ri. Frequentemente se autoelogia e fica agressivo quando entra em desacordo com um colega.
Qual das formas seguintes de tratamento tem mais probabilidade de ser eficaz para essa criança?
psicoterapia.
metilfenidato.
treinamento de sociabilidade.
modificação comportamental.
colônia de férias.
Roger é um adolescente trans branco de 17 anos, solteiro. Há 1 mês teve seu primeiro episódio psicótico, sem gatilho esclarecido. Dizia que estava sendo perseguido pelo FBI porque queriam prender o demônio que estava dentro dele; também ouvia vozes que lhe davam ordens para se ferir. Buscou atendimento psiquiátrico acompanhado dos pais há 1 semana e lhe prescreveram Haloperidol 1 mg 1 vez ao dia. Ele retorna hoje com você para reavaliação. Roger relata que as vozes já diminuíram bastante, já não o incomodam tanto. Porém, o que o mais tem incomodado é uma sensação intensa de inquietação que surgiu na última semana: não consegue ficar parado ou sentado em nenhum momento do dia e tem sido muito difícil para dormir. Nega uso de álcool ou outras drogas, faz uso contínuo apenas de bombinha para asma. Ao exame psíquico, paciente bastante agitado, levanta-se da cadeira algumas vezes durante a consulta, mexendo bastante as mãos e os pés; sem sinais indiretos de alteração de sensopercepção; discurso ainda com conteúdo delirante relacionado ao FBI. Diante da sua avaliação clínica, o mais adequado seria:
substituir o Haloperidol por algum antipsicótico atípico, como a Risperidona, e reavaliar novamente em 1 semana.
associar Propranolol 10 mg 2 vezes ao dia e reavaliar novamente em 1 semana.
manter a mesma terapia por mais 1 semana, para que o paciente tenha mais tempo para responder ao tratamento, e reavaliar após.
associar algum inibidor seletivo da recaptura de serotonina, como a Sertralina 50 mg 1 vez ao dia, para tratamento concomitante dos sintomas ansiosos.
aumentar a dose do Haloperidol para 1 mg 3 vezes ao dia e reavaliar novamente em 1 semana.
Júlia é uma adolescente cis parda de 16 anos, com parceria fixa no momento. Passou em consulta com você pela primeira vez há 2 semanas com queixa de que 3 meses antes havia começado a sentir muita tristeza, dormir demais, comer descontroladamente e sofrer com falta de prazer na vida e pensamentos de morte (sem ideação suicida). Na ocasião, recebeu prescrição de Venlafaxina e foi colocada na fila para psicoterapia. Retorna hoje acompanhada da namorada, relatando que está se sentindo muito melhor com a medicação, tem conseguido render muito mais na escola e que seguramente era a melhor da turma no momento - estuda até 4 horas da manhã e às 7 horas já está pronta para começar o dia. A namorada, no entanto, queixa-se de que tem sido difícil conversarem, sente que não tem vez porque "a Júlia não para de falar"; também pergunta a você se não tem algum remédio para reduzir a libido da Júlia, pois "tem sido impossível".
Você decide, então, substituir a Venlafaxina por uma outra medicação. Qual das prescrições abaixo não seria útil no manejo do quadro atual?
Hemifumarato de Quetiapina 100 mg, 1 comprimido no 1º dia, 2 comprimidos no 2º dia, 3 comprimidos no 3º dia e 4 comprimidos do 4º dia em diante.
Lamotrigina 25 mg, 1 comprimido, 1 vez ao dia.
Valproato de Sódio 500 mg, 1 comprimido, 1 vez ao dia.
Carbonato de Lítio 300 mg, 1 comprimido de 12 em 12 horas.
Risperidona 1 mg, 1 comprimido, 1 vez ao dia.
Sobre o Transtorno Depressivo Maior (TDM) na infância e na adolescência, assinale a alternativa INCORRETA.
O TDM em crianças e adolescentes pode apresentar irritabilidade significativa como sintoma predominante em vez do humor deprimido clássico.
Os episódios depressivos maiores em jovens costumam durar menos que em adultos, frequentemente durando menos de 4 semanas.
Crianças com TDM frequentemente apresentam alterações no sono, como insônia ou hipersonia, além de mudanças no apetite.
A presença de sintomas psicóticos durante um episódio depressivo maior classifica o transtorno como depressão maior com características psicóticas.
O diagnóstico do TDM em adolescentes não pode ser feito se houver histórico de transtorno bipolar.
Algumas formas de retardo mental estão associadas à deterioração física progressiva causada pela doença de Tay-Sachs.
Certo
Errado
O transtorno obsessivo-compulsivo na infância tem sintomas egodistônicos.
Certo
Errado
Em casos de suspeita de abuso sexual infantil, a ausência de sinais físicos visíveis no exame clínico da vítima não exclui a possibilidade de ocorrência do abuso, sendo necessário considerar outros elementos da avaliação, como o relato da criança e alterações comportamentais.
Certo
Errado
O principal tratamento psicológico, baseado em evidências, para a abordagem de transtornos de ansiedade na infância, na adolescência e na idade adulta é a:
psicanálise
terapia humanista
terapia psicodinâmica
terapia cognitivo-comportamental
Em relação ao transtorno do espectro autista (TEA), podemos dizer que:
comorbidades são incomuns no TEA
o TEA é um transtorno de alta herdabilidade
o TEA se desenvolve a partir da adolescência
hipersensibilidade sensorial é patognomônica do TEA
Os transtornos mentais na infância e adolescência apresentam características específicas relacionadas ao desenvolvimento. O reconhecimento precoce e intervenção adequada são fundamentais para melhor prognóstico. O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade é um dos transtornos mais prevalentes nesta faixa etária. Qual é a tríade sintomatológica característica do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade?
Alucinações auditivas, delírios persecutórios e desorganização do pensamento.
Humor deprimido, anedonia e ideação suicida persistente.
Obsessões recorrentes, compulsões e rituais de verificação.
Desatenção, hiperatividade e impulsividade presentes em múltiplos contextos.
Em relação ao uso de benzodiazepínicos em crianças e adolescentes, qual das alternativas abaixo, considerando suas indicações, limitações e riscos, descreve a utilização de forma mais adequada?
São amplamente recomendados como tratamento de primeira linha para transtornos de ansiedade generalizada em crianças e adolescentes devido à sua eficácia rápida e perfil de segurança bem estabelecido.
O seu uso prolongado em crianças e adolescentes é considerado seguro, desde que monitorado por psiquiatra, e raramente leva à dependência física ou tolerância.
Podem ser utilizados de forma pontual e por curto prazo em crianças e adolescentes, principalmente em situações de ansiedade aguda, mas seu uso contínuo não é recomendado devido ao risco de dependência, sedação e prejuízo cognitivo.
O DSM-5-TR recomenda o uso de benzodiazepínicos como intervenção principal em transtornos de pânico em adolescentes, sendo preferíveis aos Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina (ISRS).
Segundo a IACAPAP, devem ser evitados em qualquer circunstância na população pediátrica, pois não apresentam nenhuma evidência de eficácia clínica em qualquer transtorno psiquiátrico infantil.
Paciente masculino, 11 anos, apresenta desde a infância dificuldades de interação social, comunicação pouco ajustada e interesses restritos à astronomia. Mostra desempenho acadêmico satisfatório em áreas específicas, mas dificuldade em trabalhos em grupo e irritabilidade diante de mudanças na rotina. No exame, mantém contato visual reduzido, postura rígida e movimentos repetitivos discretos quando ansioso. Faz acompanhamento multiprofissional com boa resposta.
Sobre o transtorno do espectro autista (TEA), segundo o DSM-5, podemos afirmar que
o TEA é descrito como mais frequente em meninas do que em meninos, sendo esta diferença considerada um dos principais fatores de impacto no diagnóstico.
a idade materna avançada não apresenta qualquer associação com o risco aumentado de TEA, sendo irrelevante entre os fatores de riscos reprodutivos.
a frequência de epilepsia e anormalidades eletroencefalográficas é semelhante à encontrada na população geral.
os critérios de gravidade no DSM-5 baseiam-se nos prejuízos em comunicação social e nos padrões restritos e repetitivos de comportamento.
aspectos emocionais dos pais são determinantes para o desenvolvimento do TEA.
Sobre a epidemiologia e fisiopatologia do autismo marque a incorreta:
A prevalência em meninos é maior que em meninas
Meninas tendem a ter mais facilidade para camuflar os sintomas
O número de diagnósticos vem aumentando nos últimos anos
A exposição ao ácido valproico durante a gestação não é um fator de risco
Questões genéticas são importantes mas não há um único gene responsável pela maioria dos casos
Sobre os transtornos do sono na infância assinale a incorreta:
Transtornos noturnos relacionados ao sono e despertares frequentes são comuns na infância
A principal forma de insônia na criança é a insônia comportamental
A insônia comportamental pode ser dividida em distúrbio de associação, distúrbio da falta de limites ou se apresentar como uma associação destes dois tipos
Crianças com TDAH apresentam maior incidência de síndrome das pernas inquieta
A insônia comportamental deve ser um dos primeiros diagnósticos a serem pensados, não sendo um diagnóstico de exclusão
Segundo o DSM-5-TR qual dos critérios abaixo não corresponde a um dos itens do critério ”B”no Transtorno do Espectro Autista:
Movimentos motores, uso de objetos ou fala estereotipados ou repetitivos
Insistência nas mesmas coisas, adesão inflexível a rotinas ou padrões ritualizados de comportamento verbal ou não verbal
Déficits nos comportamentos comunicativos não verbais usados para interação social
Interesses fixos e altamente restritos que são anormais em intensidade ou foco
Hiper ou hiporreatividade a estímulos sensoriais ou interesse incomum por aspectos sensoriais do ambiente
Paciente, 10 anos, com diagnóstico de TDAH hiperativo, iniciou tratamento com Metilfenidato 20 mg, com melhora parcial dos sintomas e sem efeitos colaterais. Após retorno em atendimento, foi optado pelo ajuste de dose progredindo para 30 mg; com a nova dose, o paciente apresentou melhora da agitação. Após um tempo, o paciente retorna em atendimento com outra queixa: começou a apresentar movimentos involuntários nos olhos e nos ombros que são rápidos e indolores. Com base no breve relato, o que aconteceu e qual medida deve ser tomada?
Trata-se de um efeito colateral transitório do aumento do psicoestimulante; como conduta, apenas aguardar, pois o organismo tende a melhorar o tique.
Trata-se de um quadro de distonia causado pelo metilfenidato; devido à gravidade, a medicação deve ser suspensa imediatamente.
Estamos diante de um tique causado pelo ajuste da dose da medicação; dessa forma, é necessário realizar a redução da dose ou troca da medicação.
Trata-se de quadro de tique; para melhora dos sintomas, deve-se realizar a introdução de antipsicótico de segunda geração (risperidona).
Estamos diante de uma distonia causado pelo ajuste da dose da medicação e dessa forma é necessário a introdução de um relaxante muscular.
A irritabilidade é um sintoma proeminente e frequentemente observado em jovens com diversos transtornos psiquiátricos. Para que a irritabilidade seja considerada um sintoma-critério para o diagnóstico de um episódio maníaco ou hipomaníaco no Transtorno Bipolar, de acordo com as diretrizes e consensos atuais, qual condição é indispensável?
A irritabilidade deve ser severa e se manifestar como explosões de raiva ou fúria desproporcionais.
A irritabilidade deve ser crônica e persistente, sendo uma característica de base do temperamento do jovem.
A irritabilidade deve apresentar uma resposta clara e rápida ao uso de estabilizadores de humor, como o lítio, confirmando a natureza bipolar do sintoma.
A irritabilidade deve ocorrer na ausência de comorbidades como Transtorno de Oposição Desafiante (TOD) ou Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), para não confundir o diagnóstico.
A irritabilidade deve ter início ou aumento significativo de intensidade, que ocorre em conjunto com a presença de outros sintomas, caracterizando uma mudança episódica em relação ao estado habitual do indivíduo.
N. K. S. M., sexo feminino, 7 anos, vem em consulta acompanhada dos seus genitores, os quais contam que a sua filha sempre teve uma vida muito tranquila e sem preocupação; sempre foi uma menina bastante saudável, porém precisou passar pelo processo de mudança de escola devido à idade. Mãe descreve que, depois da mudança, que aconteceu há 90 dias, passou a apresentar medo excessivo e persistente quando vai para a escola e desenvolveu sintomas somáticos e a necessidade de evitar ir ao colégio ou ficar longe da sua mãe. A paciente diz que tem medo de ser raptada ou morta; ao falar disso, começa a chorar e apresenta episódio de tontura, mas não chega a desmaiar; tem cefaleia e náuseas. Pais vieram procurar ajuda principalmente por pressão da escola, pois a sua filha não comparece há 15 dias. Ambos os pais são relutantes, pois entendem que o que vem acontecendo é apenas um exagero da sua filha e que não há motivo para preocupação. Com base no caso apresentado, assinale a alternativa correta.
Trata-se de um quadro de Bullying sofrido na escola, e os pais devem ser orientados a procurar outra instituição de ensino.
Trata-se do início de um quadro de transtorno depressivo maior; deve-se encaminhar a paciente para psicoterapia e, devido prejuízo, iniciar medicação.
Trata-se de um quadro de ansiedade de separação; o manejo deve englobar psicoeducação, manejo comportamental, participação da escola e TCC.
Os pais estão certos, e o quadro não passa de uma hiperreatividade da filha; não há nada a ser feito, pois só reforçaria esses comportamentos.
Trata-se de síndrome do pânico, e a melhor terapêutica é a exposição ao fator aversivo.
De acordo com a patologia do caso, qual é o transtorno psiquiátrico comórbido mais frequente?
Transtorno Opositor Desafiador (TOD).
Transtorno de Ansiedade Generalizado (TAG).
Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Esquizofrenia Paranoide.
Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).