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Paciente do sexo feminino, 44 anos, apresentava metrorragia e foi então submetida à cirurgia oncológica. No laudo histopatológico obteve-se: carcinoma epidermoide do colo uterino, medindo 3,6 cm, margens positivas nos paramétrios. Não apresenta outros achados dignos de nota.
Nesse caso, a melhor conduta a ser tomada para a paciente é
radioquimioterapia +/- braquiterapia.
braquiterapia exclusiva.
radioterapia exclusiva.
quimioterapia exclusiva.
observação.
Um sinal de doença avançada no câncer de próstata é
disúria.
hematospermia.
nictúria.
polaciúria.
ginecomastia.
Um sinal de câncer do colo uterino observado no período tardio da doença é
sangramento vaginal pós coito.
dor em perna e virilha.
corrimento vaginal fétido.
menstruação irregular.
corrimento vaginal com sangue.
O glioblastoma é um tumor de sistema nervoso central, cuja recomendação de manejo atual da doença é
cirurgia.
cirurgia + radioterapia.
quimiorradioterapia.
cirurgia + quimiorradioterapia.
cirurgia + quimiorradioterapia + quimioterapia adjuvante.
Paciente de 77 anos, ativo, com diagnóstico de adenocarcinoma acinar usual de próstata, Gleason 6 (3+3), com acometimento de 2 dos 12 fragmentos analisados. PSA inicial de 4,1 ng/mL e estadiamento segundo RM multiparamétrica da próstata sendo T2a.
A melhor opção de tratamento para o paciente é
radioterapia externa na dose de 78 Gy concomitante ao bloqueador hormonal por 2 anos.
braquiterapia de baixa taxa de dose com I-125 e posterior bloqueio hormonal.
vigilância ativa.
prostatectomia radical com linfadenectomia.
radioterapia externa na dose de 60 Gy concomitante ao bloqueador hormonal por 6 meses.
A radioterapia consiste no emprego terapêutico de radiação ionizante para tratamento de doenças benignas e malignas. Com base nessa modalidade terapêutica, é CORRETO afirmar que:
A radioterapia tem como principal objetivo a administração de doses elevadas de radiação ao tumor, independentemente do impacto sobre os tecidos sadios adjacentes.
Na terapia curativa e paliativa, alguns efeitos colaterais, mesmo indesejáveis, podem ser aceitáveis.
Os raios X e os raios gama são formas distintas de radiação utilizadas no tratamento de doenças benignas e malignas.
A maioria das instalações de radioterapia utilizam os raios y devido seu alto perfil de energia.
A radioterapia não é indicada no alívio efetivo ou na prevenção de sintomas de câncer.
Um campo de fótons de 6 MV, com formato quadrado de 10 cm × 10 cm, será aplicado usando a técnica SSD = 100 cm. A profundidade de dose máxima (dₘₐₓ) é 1,5 cm, e o feixe foi calibrado conforme o protocolo IAEA TRS-392 – Revisão 1, com PDD(10 cm) = 66,6%. Determine o número de unidades monitoras aproximadas para entregar 300 cGy na profundidade de dose máxima, considerando uma técnica SSD = 1 m.
200.
296.
300.
304.
450.
A quimioterapia administrada simultaneamente à radioterapia tem como principal objetivo:
diminuir a toxicidade
substituir a radioterapia
evitar metástases hematológicas
aumentar a radiossensibilidade tumoral
Em uma revisão de tratamento, um físico-médico observa que um plano apresenta o dobro das unidades monitoras (MU) típicas para aquele tipo de caso e que há artefatos nas imagens de tomografia de simulação. Considerando apenas o princípio da justificação, qual seria a conduta mais adequada?
Registrar o fato apenas no prontuário, sem comunicar o médico, assumindo que ele tomará a decisão.
Sugerir ajustes técnicos no plano para reduzir MU, sem avaliar o benefício clínico nem consultar o médico.
Executar o plano normalmente, assumindo que a prática foi previamente aprovada e não há prejuízo significativo.
Cancelar o plano e recusar a entrega de tratamento, pois qualquer aumento de MU acima da média é injustificado.
Informar ao médico que o plano pode não ser justificado, pois o aumento de MU e os artefatos podem gerar radiação desnecessária para o paciente.
Por meio da aplicação clínica do fracionamento da dose em radioterapia, é possível explorar diferenças na resposta biológica entre tecidos tumorais e tecidos normais com base nos chamados “4 Rs” da radiobiologia. Considerando esses princípios, qual deles está mais diretamente relacionado à capacidade celular de reparar danos subletais induzidos pela radiação entre as frações de tratamento?
Reoxigenação.
Redistribuição no ciclo celular.
Repopulação celular.
Radiossensibilidade intrínseca.
Reparo do dano subletal.
Um serviço de radioterapia irá instalar um acelerador linear de 6 MV autoblindado, que realizará apenas tratamentos IMRT e VMAT, em uma sala de tratamento previamente construída. A sala foi originalmente projetada considerando feixes de 15 MV, com fator de utilização de feixe primário de 2/6 para os ângulos 0° e 180° do gantry e 1/6 para as paredes laterais. Todos os demais fatores (número de pacientes previstos, dose no isocentro e número de isocentro por paciente) permanecem iguais. Com a introdução do novo aparelho de IMRT/VMAT, qual das seguintes mudanças de cinturão primário é mais provável em termos de blindagem?
O cinturão primário deve ter sua espessura aumentada, pois MU mais altos em IMRT/VMAT geram maior penetração primária.
A blindagem primária pode ser reduzida, já que o feixe de 6 MV é menos penetrante, mesmo com MU elevados.
O cinturão primário deve ser recalculado, considerando o aumento de MU e possíveis múltiplos isocentros por paciente, independentemente da energia do feixe.
A blindagem primária existente continua adequada, pois a energia nominal (6 MV) é menor que a projetada (15 MV), apesar do aumento de MU.
Nenhuma alteração é necessária em qualquer cenário, pois os fatores de utilização das paredes permanecem iguais.
No contexto de testes E2E em radioterapia, qual é o objetivo principal de avaliar o fluxo completo do tratamento em vez de se limitar a testar apenas subsistemas isolados?
Validar a calibração absoluta do feixe e a entrega de dose do acelerador, desconsiderando interferências externas que poderiam mascarar o resultado.
Substituir testes de QA específicos de EPID, MLC dinâmico e outros sistemas auxiliares durante a entrega, de modo a tornar a rotina mais ágil e menos onerosa.
Quantificar a incerteza cumulativa de todo o processo clínico, incluindo simulação, registro, contornos, planejamento, PSQA, IGRT e entrega, refletindo o desempenho integrado do sistema.
Reduzir o tempo necessário para comissionamento e aceitação do acelerador ao avaliar múltiplos subsistemas simultaneamente.
Avaliar apenas a entrega do feixe pelo acelerador, sem incluir o impacto de erros potenciais em simulação, planejamento ou posicionamento do paciente.
Em física médica, a grandeza dosimétrica que representa a energia depositada pela radiação ionizante por unidade de massa do meio irradiado denomina-se:
Exposição.
Kerma.
Atividade.
Dose absorvida.
Dose equivalente.
O radioisótopo mais utilizado para tratamento de câncer diferenciado da tireoide é:
Iodo-131
Rádio-223
Estrôncio-89
Samário-153
A emergência oncológica mais frequente tratada com radioterapia é:
hipotermia
arritmia cardíaca
neutropenia febril
compressão medular
A radioterapia conformacional tridimensional (3D-CRT) baseia-se principalmente em:
radiografia simples
planejamento por ultrassom
dose uniforme em todo o corpo
planejamento baseado em tomografi a computadorizada
Um novo acelerador linear multienergia foi instalado. Administradores e oncologistas pressionam o físico-médico da radioterapia para iniciar rapidamente os tratamentos, mas o equipamento ainda não concluiu os processos de aceitação, comissionamento e licenciamento. Nesse caso, qual é a conduta correta a ser tomada pelo físico-médico?
Liberar o sistema imediatamente, confiando na experiência da equipe clínica e no fabricante do equipamento.
Acelerar apenas os testes de segurança física, ignorando o comissionamento do sistema de planejamento.
Delegar a decisão aos administradores para reduzir conflitos.
Iniciar tratamentos em pacientes prioritários, mesmo sem todos os testes completos.
Cumprir o cronograma de instalação, aceitação, comissionamento e licenciamento, garantindo a segurança do paciente.
Homem de 58 anos, em tratamento adjuvante com radioterapia para câncer de cavidade oral, necessita ser submetido a exodontias por focos infecciosos. Qual timing de exodontia reduz risco de osteorradionecrose nesse caso?
Exodontias após completar radioterapia, com bochechos de clorexidina.
Exodontias no meio do tratamento, quando dose parcial ainda é baixa.
Exodontias no primeiro mês pós-radioterapia para permitir cicatrização rápida.
Evitar exodontias e manter dentes sépticos para não atrasar a radioterapia.
Exodontias 2 a 3 semanas antes da radioterapia e orientação de higiene.
No protocolo Stupp, a dose total de radioterapia administrada é de
45 Gy em 25 frações.
54 Gy em 30 frações.
60 Gy em 30 frações.
66 Gy em 33 frações.
70 Gy em 35 frações.
Em relação à razão tecido-ar, é correto afirmar que
é definida apenas no Dmáx.
aumenta com o aumento da energia.
é independente do SSD para altas energias.
inclui radiação primária e de espalhamento.
diminui quando o tamanho de campo aumenta.