Questões de Concurso sobre Socorrista

 
 
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Segundo a Portaria de Consolidação nº 3/2017, são indicadores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192), EXCETO:


A

Densidade de incidência de doenças dos pacientes atendidos.


B

Número geral de ocorrências atendidas no período.


C

Tempo mínimo, médio e máximo de resposta.


D

Idade e sexo dos pacientes atendidos.


E

Identificação dos motivos dos chamados.

Homem, 29 anos, é encontrado inconsciente em residência após possível tentativa de autoextermínio. No local, familiares relatam odor químico indefinido e presença de frascos sem rótulo. Episódios de vômitos e evacuação involuntária no local. Não há informações precisas sobre a substância ingerida. Ao exame pelo SAMU: coma superficial (GCS 7), pupilas em miose bilateral puntiformes, pele: fria e sudoreica. Sinais vitais: FC: 52 bpm; PA: 88 × 54 mmHg; FR: 8 irpm; SpO₂: 86% em ar ambiente. Ausculta pulmonar com roncos difusos e secreção abundante. Durante ventilação com bolsa-válvula-máscara, há grande dificuldade pela broncorreia intensa. Após aspiração, observa-se discreta melhora ventilatória. Porém, o paciente mantém hipoxemia. Diante do quadro, a equipe discute hipóteses de intoxicação e possíveis intervenções.


Assinale a alternativa que CORRETAMENTE correlaciona a síndrome tóxica mais provável e indica a conduta prioritária no Atendimento Pré-Hospitalar (APH).


A

Intoxicação por opioides; a broncorreia e miose justificam a administração imediata de naloxona, que reverte rapidamente o quadro respiratório.


B

Intoxicação colinérgica (carbamato ou organofosforado); a prioridade no APH é o controle de vias aéreas e a administração de atropina titulada conforme redução da broncorreia.


C

Intoxicação por benzodiazepínicos; a hipotensão e o coma indicam uso de flumazenil para reversão do quadro.


D

Intoxicação por cianeto; a hipoxemia refratária indica uso imediato de hidroxocobalamina ainda no APH.


E

Intoxicação por antidepressivos tricíclicos; a miose e secreções explicam o quadro, sendo indicada alcalinização com bicarbonato.

Homem, 54 anos, é atendido pelo SAMU após episódio súbito de hematêmese volumosa, ocorrido há cerca de 30 minutos. Familiares relatam antecedente de cirrose hepática alcoólica com episódios prévios de ascite e encefalopatia hepática. Ao exame: sonolento, FC: 124 bpm, PA: 92 × 58 mmHg. Extremidades frias. Abdome: distendido, com macicez móvel. Durante o atendimento, apresenta novo episódio de vômito com grande quantidade de sangue escuro, associado a queda do nível de consciência.


Assinale a alternativa que contém a provável etiologia do quadro, as prioridades de conduta no Atendimento Pré-Hospitalar (APH) e as medidas iniciais esperadas no ambiente hospitalar.


A

Hemorragia digestiva alta de provável origem varicosa; no APH, priorizar proteção de vias aéreas, acesso venoso, reposição volêmica cautelosa e transporte imediato; no hospital, iniciar droga vasoativa e antibioticoprofilaxia precoce.


B

Hemorragia digestiva alta não varicosa; no APH, priorizar reposição volêmica agressiva e evitar drogas vasoativas até endoscopia.


C

Hemorragia digestiva baixa; hematêmese volumosa sugere sangramento distal com refluxo.


D

Hemorragia digestiva alta varicosa; no APH, deve-se realizar lavagem gástrica e administrar inibidor de bomba de prótons em dose plena.


E

Hemorragia digestiva alta varicosa; a conduta inicial é transfusão liberal para manter hemoglobina acima de 10 g/dL.

Durante o transporte de uma pessoa com traumatismo cranioencefálico grave, a equipe mantém oxigenação e pressão arterial satisfatórias. Depois da intubação, surgem anisocoria progressiva e postura extensora, compatíveis com herniação cerebral ativa. Nessa situação, a conduta ventilatória deve:


A

manter hiperventilação profilática durante todo o transporte, buscando hipocapnia sustentada para reduzir o volume sanguíneo cerebral e prevenir a progressão do edema intracraniano.


B

prevenir hipóxia e hipotensão, manter normocapnia na rotina e empregar hiperventilação temporária diante da herniação ativa enquanto se providenciam medidas definitivas.


C

reduzir a pressão arterial para limitar a expansão de lesões hemorrágicas, mantendo ventilação com volumes elevados e dióxido de carbono abaixo da faixa fisiológica.


D

usar terapia hiperosmolar e hiperventilação diante de qualquer redução da escala de coma, mantendo sedação profunda até a avaliação neurológica no centro de trauma.


E

aceitar hipoxemia leve e pressão arterial limítrofe durante a remoção, pois a hiperventilação oferece proteção cerebral suficiente até o acesso à neurocirurgia.

Homem, 41 anos, previamente hígido, é atendido pelo SAMU após episódio de crise convulsiva tônico-clônica generalizada iniciado há cerca de 7 minutos, sem recuperação do nível de consciência entre os eventos. Familiares relatam que o paciente apresentou uma crise inicial seguida, após breve intervalo, de novos episódios convulsivos contínuos. Ao exame: inconsciente, Glasgow 7 (E1 V2 M4), FR: 10 irpm, respiração irregular, FC: 122 bpm, PA: 146 × 92 mmHg. SpO₂: 88% em ar ambiente. Pupilas isocóricas e fotorreagentes. Movimentos tônico-clônicos generalizados persistentes. Glicemia capilar: 96 mg/dL.A equipe realiza oxigenoterapia, monitorização cardiorrespiratória e acesso venoso periférico calibroso.


Considerando o quadro clínico apresentado, é CORRETO afirmar sobre o diagnóstico, o reconhecimento do estado de mal epiléptico e a conduta adequada nas fases pré-hospitalar e hospitalar inicial, de acordo com diretrizes atuais, que:


A

o uso precoce de benzodiazepínicos deve ser evitado, devido ao risco de depressão respiratória.


B

o quadro não configura estado de mal epiléptico, pois não ultrapassou 30 minutos; deve-se aguardar cessação espontânea antes de medicação.


C

o tratamento inicial deve ser fenitoína em bolus rápido ainda no APH, por ser droga de primeira linha.


D

trata-se de estado de mal epiléptico convulsivo; a primeira linha no APH é benzodiazepínico EV (endovenosa) ou IM (intramuscular), seguido de droga antiepiléptica de manutenção no hospital.


E

trata-se de crise isolada prolongada; a abordagem adequada é apenas suporte ventilatório e transporte.

Homem, 58 anos, é encontrado inconsciente em via pública. Equipe do SAMU inicia atendimento pré-hospitalar. Ao chegar ao local, o paciente encontrava-se em parada cardiorrespiratória, sem pulso central palpável, apneico. O monitor cardíaco evidencia o ritmo caótico, irregular, sem complexos QRS organizados. Imediatamente, são iniciadas manobras de Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP) de alta qualidade, com oxigenação e monitorização contínua. Após confirmação do ritmo, qual deve ser a conduta CORRETA segundo o Advanced Cardiac Life Support (ACLS ) atual?


A

Iniciar RCP por 2 minutos, administrar atropina 1 mg IV e reavaliar o ritmo.


B

Iniciar RCP por 2 minutos, administrar adrenalina 1 mg IV e reavaliar o ritmo após o ciclo.


C

Realizar cardioversão sincronizada, administrar amiodarona 300 mg IV e iniciar RCP.


D

Realizar desfibrilação imediata, seguida de RCP por 2 minutos, e administrar adrenalina após o segundo choque.


E

Administrar adrenalina 1 mg IV antes da desfibrilação e iniciar RCP após reversão do ritmo.

Homem, 47 anos, hipertenso e etilista crônico, é atendido pelo SAMU por dispneia progressiva, icterícia e redução do volume urinário. Relata febre alta há 6 dias, cefaleia intensa e mialgia acentuada em panturrilhas nos primeiros dias do quadro, evoluindo com piora súbita nas últimas 24 horas. Mora em área urbana com histórico recente de alagamento após chuvas intensas. Ao exame: sonolento, orientado parcialmente, ictérico (4+/4+), conjuntivas hiperemiadas, febril. Sinais vitais: FC: 124 bpm, PA: 96 × 58 mmHg, FR: 32 irpm, SpO₂: 90% em ar ambiente. Ausculta respiratória com crepitações difusas. Dor intensa à palpação de panturrilhas. Durante o transporte, o paciente apresenta hemoptise discreta e piora da dispneia. Na admissão hospitalar inicial, exames laboratoriais mostram: Plaquetas: 68.000/mm³, Creatinina: 4,1 mg/dL; Ureia: 138 mg/dL; Bilirrubina total: 18 mg/dL (predomínio direta), AST/ALT: discretamente elevadas, Gasometria: hipoxemia grave.


Com base no quadro clínico e evolutivo, assinale a alternativa que CORRETAMENTE integra o reconhecimento da doença e a conduta adequada no Atendimento Pré-Hospitalar (APH) e hospitalar inicial.


A

Leptospirose grave (síndrome de Weil); no APH, priorizam-se suporte ventilatório, reposição volêmica cautelosa e transporte imediato, e, no hospital, o antibiótico deve ser iniciado precocemente, mesmo sem confirmação sorológica.


B

Sepse de foco pulmonar; a icterícia e insuficiência renal são secundárias ao choque séptico, sendo prioritário iniciar antibiótico apenas após confirmação laboratorial.


C

Hepatite viral fulminante; a insuficiência renal é manifestação tardia e o tratamento antibiótico não altera o prognóstico.


D

Dengue grave; a mialgia em panturrilhas e plaquetopenia confirmam o diagnóstico, devendo-se evitar antibioticoterapia.


E

Leptospirose leve; a presença de icterícia isolada não caracteriza gravidade nem necessidade de suporte intensivo.

Mulher, 28 anos, asmática desde a infância, em uso irregular de corticosteroide inalatório, é atendida pelo SAMU com dispneia progressiva, iniciada há cerca de 12 horas, associada a chiado difuso e dificuldade para falar frases completas. Relata uso repetido de broncodilatador inalatório em domicílio, sem melhora significativa. Ao exame: Consciente, ansiosa, fala entrecortada. Uso de musculatura acessória. FR: 34 irpm; FC: 132 bpm, SpO₂: 89% em ar ambiente. Ausculta pulmonar: sibilos difusos com áreas de murmúrio vesicular diminuído bilateralmente.


Após a primeira nebulização com beta-agonista de curta duração associada a anticolinérgico e oxigênio suplementar, observam-se: SpO₂: 93%, FR: 30 irpm, FC: 128 bpm, persistência de esforço respiratório.


Considerando o quadro clínico, assinale a alternativa que descreve CORRETAMENTE a classificação da crise asmática, as condutas prioritárias no Atendimento Pré-Hospitalar (APH) e a abordagem adequada na admissão hospitalar.


A

Crise asmática moderada; repetir broncodilatador isoladamente e observar resposta antes de outras medidas.


B

Crise asmática grave; no APH, indicar broncodilatadores repetidos, oxigênio, corticosteroide sistêmico precoce e considerar sulfato de magnésio; no hospital, avaliar necessidade de ventilação não invasiva ou invasiva.


C

Crise asmática leve; hipoxemia isolada não define gravidade; alta após nebulização inicial.


D

Crise asmática grave; evitar corticosteroide sistêmico no APH devido ao início tardio de ação.


E

Estado asmático iminente; ausência de sibilos indica melhora clínica e redução do risco respiratório.

Homem, 58 anos é atendido pelo SAMU com dor abdominal intensa em epigástrio, iniciada há cerca de 10 horas, com irradiação para dorso, associada a vômitos incoercíveis. De antecedentes, é etilista crônico (destilados diariamente), dislipidemia em uso irregular de estatina e colelitíase conhecida. Ao exame: fácies de dor, FC: 124 bpm, PA: 92 × 58 mmHg, FR: 28 irpm, SpO₂: 93% em ar ambiente, Temperatura: 38,1 °C. Abdome com dor intensa à palpação profunda em epigástrio, sem rigidez. Condutas iniciais são realizadas e o paciente é transportado. Na admissão hospitalar, exames laboratoriais iniciais mostram: Lipase: 3.400 U/L, Hematócrito: 52%, Ureia: 64 mg/dL, Creatinina: 2,1 mg/dL, Cálcio total: 7,4 mg/dL, AST: 280 U/L, ALT: 410 U/L, BT: 3,2 mg/dL.


Após 6 horas de internação, evolui com necessidade de O₂ para manter SpO₂ > 94%, diurese < 0,4 mL/kg/h e dor abdominal menos intensa, porém com piora do estado geral.


Considerando o quadro apresentado, assinale a alternativa que CORRETAMENTE integra o diagnóstico, a classificação de gravidade, a etiologia mais provável e as condutas adequadas no Atendimento Pré-Hospitalar (APH) e no hospital.


A

Pancreatite aguda grave de provável etiologia biliar; no APH, a prioridade é reposição volêmica agressiva e transporte, e, no hospital, deve-se considerar CPRE precoce e monitorização intensiva.


B

Pancreatite aguda leve de etiologia alcoólica; no APH, analgesia simples e hidratação moderada são suficientes, e no hospital podese iniciar antibiótico empírico precoce.


C

Pancreatite aguda moderada de etiologia alcoólica; elevação de transaminases não tem valor etiológico, e insuficiência renal inicial não altera prognóstico.


D

Pancreatite crônica agudizada; hipocalcemia e hemoconcentração afastam necrose pancreática.


E

Pancreatite aguda grave de etiologia medicamentosa (estatina); antibiótico profilático e nutrição parenteral total devem ser iniciados precocemente.

Dois pacientes do sexo masculino, ambos com fibrilação atrial permanente e uso irregular de anticoagulante, são atendidos pelo SAMU em momentos distintos, com diagnóstico clínico de isquemia aguda de membro inferior, ambos com início súbito dos sintomas há menos de 6 horas.


  1. Paciente A

Dor intensa em membro inferior esquerdo;

Extremidade fria e pálida;

Pulsos distais ausentes;

Sensibilidade tátil discretamente reduzida em pododáctilos;

Força muscular preservada;

Dor exacerbada à palpação, sem rigidez muscular.



  1. Paciente B

Dor muito intensa em membro inferior direito;

Extremidade fria, pálida e marmórea;

Pulsos distais ausentes;

Hipoestesia extensa do pé e da perna distal;

Déficit motor evidente (dificuldade para dorsiflexão do pé);

Dor espontânea menos intensa no momento da avaliação.


Considerando a classificação de gravidade da isquemia aguda, o prognóstico do membro e a conduta mais adequada no atendimento pré-hospitalar, é CORRETO afirmar que:


A

o paciente Aapresenta isquemia Grau IIb e o paciente B Grau IIa, pois a intensidade da dor define a gravidade.


B

ambos os pacientes apresentam isquemia Grau IIa e podem ser transportados após analgesia e observação clínica.


C

o paciente Aapresenta isquemia Grau IIa e o paciente B Grau IIb; ambos devem receber anticoagulação plena ainda no APH.


D

ambos os pacientes apresentam isquemia Grau IIb, pois a ausência de pulsos define ameaça imediata ao membro.


E

o paciente Aapresenta isquemia Grau IIa e o paciente B Grau IIb; o paciente B exige transporte imediato e não deve ter o transporte retardado por medidas adicionais.

Durante um atendimento extra-hospitalar, um adulto do sexo masculino é encontrado inconsciente, sem respiração normal e sem circulação aparente.

Após chamar o serviço de emergência e iniciar compressões torácicas de alta qualidade, chegou um desfibrilador externo automático (DEA). Após posicionar os eletrodos corretamente e seguir as instruções vocais, o aparelho recomenda choque.

Assinale a opção que apresenta a conduta mais alinhada às diretrizes atuais de suporte básico de vida para adultos.


A

Aplicar o choque, garantir que ninguém toque a vítima e retomar imediatamente as compressões torácicas por cerca de 2 minutos, antes de nova análise do ritmo.


B

Aplicar o choque, checar pulso central por até 10 segundos e só depois retomar compressões se não houver pulso.


C

Suspender temporariamente as compressões torácicas, ventilar por 2 minutos com bolsa-válvula-máscara e então aplicar o choque.


D

Realizar 30 compressões, retirar os eletrodos para checar o ritmo no monitor e recolocá-los antes de aplicar o choque.


E

Aplicar o choque e aguardar por até 2 minutos que a vítima desperte; caso não desperte, retomar compressões.

Paciente adulto em parada cardiorrespiratória encontra-se intubado e em RCP.

Está disponível capnografia quantitativa de forma de onda, que mostra EtCO2 persistentemente em 7 mmHg após vários ciclos de compressões torácicas.

De acordo com as diretrizes do ACLS, assinale a opção que apresenta a interpretação e a conduta mais adequadas.


A

Tal valor de EtCO2 é esperado durante RCP, devendo-se manter qualidade das compressões e não utilizar esse dado para qualquer decisão.


B

Tal valor de EtCO2 sugere compressões torácicas excessivamente vigorosas, devendo-se reduzir a profundidade das compressões.


C

Um EtCO2 tão baixo sugere baixa eficácia circulatória - otimizar imediatamente a qualidade da RCP e reconhecer o pior prognóstico se o valor permanecer < 10 mmHg após cerca de 20 minutos.


D

Tal valor de EtCO2 indica retorno de circulação espontânea (RCE) iminente, e deve-se interromper as compressões para checar pulso.


E

O EtCO2 não tem papel estabelecido durante RCP no ACLS, sendo útil apenas para confirmar posição do tubo orotraqueal.

No âmbito dos primeiros socorros, as medidas iniciais visam preservar a vida, evitar o agravamento do quadro e promover recuperação.


Assinale a opção CORRETA:


A

Em casos de hemorragia externa, deve-se priorizar a aplicação de torniquete em qualquer situação, independentemente da gravidade.


B

Na suspeita de fratura, a imobilização do membro afetado deve incluir as articulações acima e abaixo da lesão.


C

Em vítimas inconscientes, a oferta imediata de líquidos por via oral é recomendada para evitar desidratação.


D

A verificação da respiração é dispensável quando a vítima apresenta pulso palpável.

Mulher, 29 anos é atendida pelo SAMU em domicílio, 5 dias após tireoidectomia total por bócio multinodular. Refere início súbito de parestesias periorais e em extremidades, seguido de espasmos musculares dolorosos nas mãos. Evoluiu com ansiedade intensa e dificuldade para falar. Ao exame: consciente, ansiosa, mãos em posição de espasmo carpopedal. Sinal de Trousseau positivo. ECG no monitor: QTc prolongado. A acompanhante informa que a paciente recebeu alta hospitalar há 48 horas e não iniciou suplementação prescrita.


Diante do quadro clínico apresentado, qual é o diagnóstico mais provável e a conduta terapêutica mais adequada no ambiente pré-hospitalar?


A

Hipomagnesemia aguda; administrar sulfato de magnésio IVem bolus.


B

Crise de ansiedade com hiperventilação; realizar contenção verbal e reeducação respiratória.


C

Hipocalcemia aguda; administrar gluconato de cálcio IV, sob monitorização cardíaca.


D

Tetania secundária à alcalose respiratória; administrar benzodiazepínico e oxigênio suplementar.


E

Hipopotassemia aguda; administrar cloreto de potássio IV, sob monitorização cardíaca.

Mulher, 82 anos, institucionalizada, é atendida pelo SAMU após episódio de rebaixamento agudo do nível de consciência. Acuidadora refere urina turva e com odor fétido há 2 dias, sem febre. Possui antecedentes de hipertensão arterial, insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (FE 35%) e doença renal crônica estágio 3. Faz uso regular de furosemida, carvedilol e losartana. Ao exame: Glasgow: 12 (O3 V4 M5); Temperatura= 36,1 °C; FC= 96 bpm; FR= 30 irpm; PA= 92 × 58 mmHg; SpO₂= 93% em ar ambiente. Extremidades frias, enchimento capilar 5 segundos. Diurese referida nas últimas 12 horas: mínima. Glicemia capilar: 168 mg/dL.


Durante a monitorização, o acesso venoso periférico é obtido com dificuldade. Diante desse cenário, qual é a conduta mais adequada no ambiente pré-hospitalar?


A

Realizar infusão rápida de 30 mL/kg de cristaloide e aguardar normalização pressórica antes do transporte.


B

Iniciar reposição volêmica cautelosa com bolus menores, monitorizar resposta clínica, fornecer oxigênio suplementar e priorizar transporte rápido para unidade hospitalar.


C

Iniciar vasopressor por via periférica imediatamente, visando a manter PAM ≥ 65 mmHg.


D

Administrar antibiótico empírico no atendimento pré-hospitalar e retardar o transporte até a obtenção de resposta hemodinâmica.


E

Considerar delirium por desidratação e insuficiência cardíaca, priorizando restrição hídrica e observação no local.

Homem, 64 anos, encontrado em domicílio após episódio de síncope. Histórico de doença coronariana e insuficiência cardíaca. Ao atendimento inicial pelo SAMU, apresenta-se consciente, porém confuso. Após estabilização primária, são observados os seguintes parâmetros: Glasgow: 13 (O3 V4 M6); PA: 86 × 52 mmHg (PAM ≈ 63 mmHg), após 500 mL de cristaloide; FC: 122 bpm; FR: 28 irpm; SpO₂: 92% com O₂ suplementar a 4 L/min. Extremidades frias, enchimento capilar 5 segundos. Lactato capilar: 4,1 mmol/L. ECG: taquicardia sinusal, sem supradesnivelamento do ST.


Durante a avaliação secundária, o paciente mantém instabilidade hemodinâmica, apesar das medidas iniciais. Considerando os critérios de gravidade e os princípios do atendimento pré-hospitalar, qual é a conduta MAIS adequada em relação ao transporte?


A

Priorizar transporte apenas se houver queda adicional do nível de consciência ou parada cardiorrespiratória.


B

Permanecer no local até completa estabilização hemodinâmica antes de iniciar o transporte.


C

Solicitar apoio de outra unidade para avaliação conjunta antes de decidir o transporte.


D

Reduzir o ritmo das intervenções para evitar iatrogenias e observar resposta clínica por período prolongado no local.


E

Iniciar transporte imediato para o hospital com suporte avançado, mantendo monitorização e intervenções durante o deslocamento.

Situação hipotética: Durante o atendimento a uma parada cardiorrespiratória (PCR) em ambiente hospitalar, o monitor cardíaco evidencia um ritmo de fibrilação ventricular (FV). Assertiva: A prioridade imediata, antes mesmo de iniciar as compressões torácicas, é a administração de um choque elétrico não sincronizado.


C

Certo


E

Errado

O corpo de bombeiros é acionado para socorrer um paciente de 23 anos, vítima de acidente de motocicleta. No local, o médico constata que o paciente está desorientado e com quadro de insuficiência respiratória aguda, necessitando, então, de intubação orotraqueal. Na descrição, o médico classifica a avaliação do procedimento de intubação como "Mallampati III". Tal classificação caracteriza o procedimento como sendo:


A

sem dificuldade, observam-se palato mole e úvula


B

de dificuldade moderada, observam-se palato mole e base da úvula


C

sem dificuldade, observam-se palato mole, úvula e pilares das tonsilas


D

de dificuldade moderada, observam-se palato mole, úvula e pilares das tonsilas


E

de grave dificuldade, não se observam nem o palato mole nem os pilares das tonsilas

Homem, 36 anos, é atendido pelo SAMU após ser encontrado em via pública, confuso e prostrado, cerca de 6 horas após ter participado de uma competição amadora de crossfit em dia de calor intenso. Relato de uso recente de anti-inflamatório não esteroidal e suplemento proteico. Nega trauma direto significativo. Ao exame: confuso, Glasgow 13 (E4 V4 M5), FC: 118 bpm, PA: 96 × 60 mmHg, FR: 22 irpm, SpO₂: 95% em ar ambiente. Temperatura: 38,5 °C. Aparente dor muscular difusa, principalmente em coxas e panturrilhas. Urina coletada em sonda vesical de alívio: coloração castanho-escura. Durante o transporte, são obtidos dados iniciais: Glicemia capilar: 102 mg/dL, diurese inicial reduzida. Na admissão hospitalar, exames laboratoriais mostram: Creatina Quinase (CK) Total: 18.000 U/L; Creatinina: 2,3 mg/dL; Potássio: 6,1 mEq/L; Cálcio: 7,6 mg/dL. Gasometria: acidose metabólica leve.


Considerando o quadro clínico apresentado, assinale a alternativa que CORRETAMENTE integra o diagnóstico, suas prováveis causas e a conduta adequada no atendimento pré-hospitalar e hospitalar inicial.


A

Insuficiência renal aguda primária levando a elevação secundária de CK; o tratamento inicial deve focar no uso precoce de diuréticos.


B

O quadro sugere mioglobinúria isolada por desidratação; hidratação oral e observação são suficientes.


C

Rabdomiólise por esforço físico intenso associada a hipertermia; no APH, deve-se priorizar reposição volêmica agressiva e transporte rápido, e, no hospital, hidratação venosa guiada por diurese e monitorização de eletrólitos.


D

Rabdomiólise traumática; a ausência de trauma significativo afasta a necessidade de reposição volêmica vigorosa.


E

Rabdomiólise leve; a hipocalcemia contraindica hidratação agressiva e exige correção imediata com cálcio EV.

Mulher, 39 anos, é atendida pelo SAMU por rebaixamento progressivo do nível de consciência, agitação alternando com sonolência e episódios de vômitos. Segundo familiares, apresenta perda ponderal importante nos últimos meses, intolerância ao calor e insônia, porém sem diagnóstico médico formal. Há 48 horas, evoluiu com febre, diarreia aquosa e palpitações intensas. Ao exame: confusa, pele quente, úmida, sudoreica. Tremor fino de extremidades. Temperatura: 40,1 °C, FC: 168 bpm, PA: 150 × 86 mmHg. Ausculta cardíaca: ritmo irregular. Abdome: ruídos aumentados, sem dor à palpação. Glicemia capilar: 132 mg/dL. ECG no monitor: fibrilação atrial com resposta ventricular rápida.


Durante o transporte, a equipe considera hipóteses diagnósticas e discute condutas iniciais. Com base no quadro apresentado, assinale a alternativa que CORRETAMENTE identifica o diagnóstico mais provável, a conduta adequada no Atendimento Pré-Hospitalar (APH) e a sequência terapêutica correta no hospital.


A

Síndrome neuroléptica maligna; a ausência de rigidez muscular não afasta o diagnóstico, sendo indicado dantrolene precoce.


B

Sepse grave de foco abdominal; iniciar uso imediato de antibiótico de amplo espectro e expansão volêmica agressiva.


C

Síndrome serotoninérgica; iniciar benzodiazepínico e antagonista serotoninérgico.


D

Crise tireotóxica; a conduta inicial correta é administrar iodo imediatamente para bloquear a liberação hormonal, seguido de betabloqueador e, posteriormente, antitireoidiano.


E

Crise tireotóxica; no APH, priorizam-se suporte clínico, controle térmico e betabloqueador, e, no hospital, a sequência correta é: antitireoidiano → iodo → corticosteroide.

 
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