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Homem de 22 anos, vítima de ferimento penetrante por arma branca em região cervical, zona II, ocorrido há cerca de 20 minutos. Evolui com sangramento volumoso pelo orifício do trauma, sem controle com compressão manual externa. Encontra-se consciente, verbalizando estar com muita tontura, descorado, taquicárdico (FC: 120 bpm) e hipotenso (PA: 80 x 40 mmHg).
Qual deve ser a conduta imediata mais adequada nesse caso?
Intubação orotraqueal imediata antes de qualquer medida, para garantir via aérea segura.
Reanimação volêmica agressiva com Ringer Lactato e concentrado de hemácias, visando manter pressão arterial sistólica superior a 120 mmHg.
Curativo compressivo no ferimento e encaminhamento para angiotomografia cervical.
Passagem de sonda de Foley no trajeto da lesão para tamponamento provisório, seguida de encaminhamento imediato ao centro cirúrgico.
A hemorragia é a causa mais comum de choque em pacientes vítimas de trauma. De acordo com o ATLS, os efeitos fisiológicos da hemorragia podem ser divididos em quatro classes que condicionarão a reposição volêmica. A respeito de uma hemorragia classe III, podemos estimar que:
há uma perda sanguínea de aproximadamente 30%
a pressão arterial estará aumentada, de forma compensatória à queda do débito cardíaco
a maior parte dos doentes reverterá o quadro de choque com reposição vigorosa de cristaloides
o paciente possivelmente apresentará uma acidose metabólica, e o déficit de bases estimado será aproximadamente de -8 mEq/L
Analise as afirmativas a seguir e indique “V” para verdadeiro e “F” para falso e assinale a alternativa correta.
( ) O trauma cranioencefálico (TCE) consiste em qualquer agressão que acarrete lesão anatômica ou funcional do crânio, das meninges ou do encéfalo.
( ) São considerados traumas raquimedulares as lesões que decorrem de forças traumáticas agudas que promovem carga excessiva sobre as estruturas ósseas, provocando lesão estrutural óssea e/ou ligamentar, podendo ou não determinar lesão neurológica medular ou radicular.
( ) Traumatismos cervicais altos podem determinar falência respiratória, principalmente em lesões da transição craniocervical.
F, V, F
F, F, F
V, V, V
V, F, F
F, V, V
Maria, 24 anos, é trazida pela equipe de atendimento pré-hospitalar após colisão moto-anteparo. Na avaliação inicial, encontra-se taquidispneica, queixando-se de dor torácica e dificuldade para respirar. As vias aéreas estão pérvias, mas há desvio de traqueia para a direita. Na ausculta cardíaca, os focos estão deslocados para a direita, e, na ausculta pulmonar, os murmúrios vesiculares estão abolidos à esquerda, com hipertimpanismo à percussão do hemitórax esquerdo. Qual é a hipótese diagnóstica mais provável?
Pneumotórax hipertensivo.
Pneumotórax simples.
Hemotórax.
Derrame pericárdico.
Hérnia diafragmática.
A classificação de Gustilo-Anderson é amplamente utilizada para categorizar fraturas expostas. Assinale a alternativa que descreve corretamente um dos tipos dessa classificação.
Deve ser usada apenas em fraturas fechadas.
Classifica lesão somente pela presença de corpos estranhos.
O grau III compreende lesões com alto risco de infecção e necessidade de reconstrução complexa.
Grau I sempre requer amputação.
Grau II é considerada por lesão articular.
O tratamento inicial do grande queimado foca em reposição volêmica, controle da dor, manejo das vias aéreas, prevenção de infecções e suporte nutricional adequado para otimizar a recuperação. Associe as colunas relacionando a prioridade de abordagem nas diferentes situações de queimadura extensa.
Prioridade de Abordagem
(1) Reposição volêmica agressiva
(2) Intubação orotraqueal imediata
(3) Desbridamento e curativo
(4) Monitorização cardíaca contínua
Situações de Queimadura Extensa
( ) Paciente com queimadura de 2º grau em 30% da superfície corporal, hipotensão e taquicardia.
( ) Paciente com queimadura de 3º grau em 40% da superfície corporal, com edema de glote e estridor.
( ) Paciente com queimadura elétrica de alta voltagem, com arritmia cardíaca.
( ) Paciente com queimadura de 2º grau em 15% da superfície corporal, com bolhas intactas.
A sequência correta dessa associação é
(4); (3); (1); (2).
(1); (2); (4); (3).
(3); (2); (4); (1).
(1); (4); (3); (2).
Uma trabalhadora foi vítima de um assalto e ameaça de morte no local de trabalho e nas semanas subsequentes apresentou sintomas que lhe causaram prejuízo significativo na vida pessoal, familiar, social e ocupacional, determinando seu afastamento do trabalho por 34 dias. Na anamnese realizada durante o exame médico ocupacional de retorno ao trabalho, essa trabalhadora poderia relatar a ocorrência dos seguintes sintomas, mais especificamente relacionados ao estresse pós-traumático:
Anedonia, delírios e dominação.
Delírios e transtornos explosivos intermitentes.
Transtornos comportamentais aditivos e delírios.
Revivescência e memórias intrusivas vívidas.
O trauma de extremidades apresenta amplo espectro clínico e requer avaliação criteriosa, especialmente em contextos de emergência cirúrgica. Analise os itens abaixo:
I. O trauma de extremidades pode variar desde lesões simples, como contusões de partes moles, até quadros graves, como a síndrome do membro esmagado.
II. A avaliação secundária no trauma de extremidades deve abranger exclusivamente o exame musculoesquelético.
III. A síndrome do membro esmagado é considerada uma manifestação leve dentro do espectro clínico do trauma de extremidades.
Assinale a alternativa correta:
Apenas o item I está correto.
Apenas os itens I e II estão corretos.
Apenas os itens I e III estão corretos.
Apenas o item II está correto.
Todos os itens estão incorretos.
Em relação ao Hematoma Epidural (HED), assinale a alternativa INCORRETA.
É frequentemente associado à ruptura da artéria meníngea média.
O paciente pode apresentar intervalo de lucidez após a perda de consciência.
O sangue se acumula entre a dura-máter e a aracnoide.
Pode ter origem venosa em alguns casos.
Quando tratado precocemente, tem melhor prognóstico se comparado a outras hemorragias traumáticas.
Em pacientes com trauma, a lesão neurológica é uma das principais causas de morte. Nesses paciente, é fundamental a preocupação com a lesão primária, direta, mas também com a lesão secundária, decorrente da ação indireta de diversos fatores em relação ao trauma.
Uma ação para a prevenção de lesões secundárias que melhora o prognóstico do paciente e sua recuperação é feita a partir do enfrentamento da
hipercapnia.
hipotensão.
acidose.
taquicardia
hipotermia.
Maria, 24 anos, é trazida pela equipe de atendimento pré-hospitalar após colisão moto-anteparo. Na avaliação inicial, encontra-se taquidispneica, queixando-se de dor torácica e dificuldade para respirar. As vias aéreas estão pérvias, mas há desvio de traqueia para a direita. Na ausculta cardíaca, os focos estão deslocados para a direita, e, na ausculta pulmonar, os murmúrios vesiculares estão abolidos à esquerda, com hipertimpanismo à percussão do hemitórax esquerdo. Qual é a hipótese diagnóstica mais provável?
Pneumotórax hipertensivo.
Pneumotórax simples.
Hemotórax.
Derrame pericárdico.
Hérnia diafragmática.
O órgão sentinela no desenvolvimento de disfunção em múltiplos órgãos nos pacientes com choque traumático, atuando como filtro dos subprodutos inflamatórios do corpo isquêmico, como fatores imunocomplexos e celulares levando à agregação de neutrófilos e plaquetas e consequente destruição de sua arquitetura, é o
fígado.
pulmão.
rim.
pâncreas.
tireoide.
Em relação às fraturas de crânio, assinale a alternativa correta.
As fraturas abertas são aquelas em que o tecido ósseo é fragmentado em múltiplas partes.
As fraturas lineares ocorrem exclusivamente na região temporal.
A presença de fístula liquórica em fraturas cranianas reduz o risco de infecção.
Fraturas que cruzam o canal da carótida podem resultar em pseudoaneurisma.
A profilaxia antibiótica é contraindicada nas fraturas com exposição meníngea.
Em um paciente vítima de Traumatismo Cranioencefálico grave que apresenta abertura ocular ao estímulo doloroso, resposta verbal ausente, postura de extensão anormal ao estímulo doloroso e midríase arreativa unilateral, qual é a classificação na escala Glasgow-P?
3.
4.
5.
6.
Paciente de 58 anos vítima de colisão frontal de auto de forte intensidade, com trauma contra o volante, mesmo com o cinto de segurança. Refere algia na região anterior do tórax. Tomografia de tórax não evidencia nenhuma lesão. Qual a conduta mais adequada frente ao caso?
Alta hospitalar com analgésico e anti-inflamatório.
Eletrocardiograma. Caso o resultado do mesmo seja normal, alta.
Punção pericárdica.
Cintilografia miocárdica.
Internamento, monitorização cardíaca, analgesia e enzimas cardíacas.
Quanto às queimaduras químicas, assinale a alternativa correta.
É importante neutralizar ácidos com álcalis.
Em queimaduras por fósforo branco, deve-se manter a ferida seca.
Em queimaduras por fenol e cresol, está indicada a irrigação com água.
Em queimaduras por ácido fluorídrico, está indicada a aplicação tópica de gluconato de cálcio que neutraliza íons fluoreto.
Complicação em uma queimadura por ácido fluorídrico inclui hipocalemia e hipermagnesemia associadas a dor intensa.
Assinale a alternativa correta a respeito de um caso de um homem de 30 anos, sem comorbidades, que é vítima de colisão automobilística e trauma abdominal fechado com suspeita de lesão hepática.
O bilioma é a complicação pós-trauma mais comum.
A manobra de Pringle é bem tolerada por até 90 minutos, seguidos por períodos de reperfusão de 5 minutos e novo clampeamento, se necessário.
O tratamento não operatório é indicado somente nas lesões grau I, II e III.
Após a manobra de Pringle, se não houver controle de sangramento, deve-se suspeitar de lesão da veia cava retro-hepática.
O desbridamento resseccional é contraindicado com a intenção de evitar complicações relacionadas à necrose e infecção.
Paciente vítima de atropelamento sofreu traumatismo por esmagamento no membro inferior direito na altura do terço distal da coxa. Recebeu atendimento inicial pelo SAMU com imobilização do membro e encaminhamento para o hospital de referência, onde foi submetido a tomografia que não evidenciou fratura, apenas contusão muscular.
Após 24h, relata muita dor no membro inferior direito, principalmente ao estiramento passivo. No exame do segmento traumatizado observamos edema tenso, doloroso à compressão, hipoestesia dos dedos do pé homolateral e pulso pedioso diminuído em relação ao contralateral.
Nesse caso, a conduta correta é:
analgesia, restrição volêmica e elevação do membro afetado.
analgesia, restrição volêmica, vaso dilatador e imobilização do membro.
indicar fasciotomia imediata englobando toda a área afetada do membro.
amputação do membro a nível do terço distal da coxa para evitar lesão renal pela rabdomiólise.
monitoramento contínuo da pressão do compartimento muscular afetado e realizar fasciotomia se a diferença de pressão em relação a pressão arterial for inferior a 30 mmHg.
Adulto jovem, vítima de assalto, sofreu agressão por arma de fogo com lesão na raiz da coxa direita. Deu entrada na emergência com palidez cutâneo mucosa, hipotenso, sudoreico, com sangramento pulsátil volumoso na coxa esquerda.
Diante desse quadro é correto afirmar que
deve ser aplicado um torniquete proximal à lesão por no máximo 30 minutos, até a realização da cirurgia.
depois de controlar o sangramento, deve-se realizar um doppler colorido do membro afetado para melhor avaliação arterial e venosa.
devem ser aplicadas pinças vasculares em feridas abertas com sangramento ativo ainda com o paciente na sala do Pronto-Socorro.
o paciente deve ser encaminhado imediatamente para arteriografia a fim de confirmar e melhor avaliar a lesão visando ao tratamento definitivo.
devem ser procedidos controle do sangramento, estabilização hemodinâmica com hemoconcentrado e plasma fresco e encaminhamento imediato ao centro cirúrgico para reparo da lesão.
Sobre a assistência do paciente vítima de acidente de trânsito terrestre, é CORRETO afirmar que:
O cálculo do índice de choque ou Shock index pode ser uma ferramenta para reconhecimento de choque oculto. O índice de choque consiste na divisão da PAS/FC. Um índice de choque > 0,8 ou variação ≥ 0,1 é um sinal de choque oculto e é preditivo de hipotensão pós-intubação, necessidade de transfusão, gravidade do trauma e mortalidade.
A tríade letal do trauma” caracteriza-se por coagulopatia dilucional, hipotermia e acidose e pode ser desencadeada por administração excessiva de cristaloides.
Todos os pacientes vítimas de traumas se beneficiam da hipotensão permissiva visto que a fluidoterapia agressiva objetivando normotensão pode piorar o sangramento quando foco hemorrágico ainda não foi controlado.
A sondagem vesical pode ser uma medida importante para o diagnóstico de sangramento retroperitoneal e deve ser sempre realizada já na assistência pré-hospitalar.
A radiografia AP de pelve é considerada o padrão ouro para diagnosticar todas as lesões possíveis de bacia.